Um hipotálamo incomoda muita gente

Quando Messi bate para o gol, seu hipotálamo direito coça um pouco
(Reuters)
Não é correto, aliás, não é aceitável que Leo Messi conclua jogadas de dentro da área como fez no primeiro gol do Barcelona contra o Recreativo e como tem feito mais e mais desde a temporada passada. Tem algo muito errado nisso; alguém – seja Deus, o acaso, ou o próprio Messi – não está cumprindo com o combinado. É como se Jardel aos poucos aprendesse a ser rápido e driblador; se Thom Yorke começasse a compor sambas cada vez mais lindos; se Franz Kafka desenvolvesse um senso de humor (podia seguir dando exemplos para sempre). São condições que se chocam, que não podem ocupar o mesmo lugar num cérebro. O que, por lógica, nos leva a crer que Messi tem dois hipotálamos. E, se isso não é motivo suficiente para cassar preventivamente os troféus de melhor jogador do mundo que ele vai receber nos próximos cinco anos seguidos, não sei o que mais é preciso.

O eletroencefalograma mostra claramente: Messi tem dois hipotálamos e um nível de emissão de pósitrons muito superior ao que é considerado aceitável pela Wada.
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Falando em finalizar, quanto mais vemos Diego Forlán jogar, mas temos a certeza de que se trata de uma versão um pouquinho mais lenta e um pouquinho menos decisiva de Batistuta. Pergunta-se: você consegue pensar em algum jogador no planeta que chute tão bem com as duas pernas? Você só descobre que Forlán é destro quando ele pára para bater um pênalti, e o jogo de ontem contra o Deportivo foi o melhor exemplo disso: 4-1, com dois gols do uruguaio, ambos de canhota.
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De seu tulipário em Eindhoven, o amigo e correspondente informail Jochen Konings nos conta que, quando conversou com a imprensa de seu país, falando em holandês, vestindo seu par de tamancos e comendo queijo Gouda ao som dos moinhos de vento, Van Nistelrooy disse algo mais do que tinha dito até então a respeito de sua lesão. Foi sobre o jogo da Champions League contra a Juventus: “Senti que não devia jogar aquela partida. Não me senti bem jogando, mas, entre todos no clube, acabaram me convencendo.” O assunto ameaçou engrenar, e então o artilheiro se esquivou, falou da expectativa e deixou tudo por isso mesmo. Achamos melhor registrar, só para podermos dar origem a alguma acusação intempestiva caso o holandês nunca mais volte a jogar.
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Hoje é dia de homenagem na Atacar (Associação Talibã dos Adoradores de Carrinhos), onde David Albelda receberá uma miniatura de Maserati GT como reconhecimento pelo feito atingido neste domingo, quando se tornou o jogador que mais recebeu cartões amarelos na história do Valencia: 93 em 249 jogos. “O mais impressionante é que o segundo colocado, Ricardo Arias, precisou de 376 jogos para chegar a 92 amarelos”, comentou o presidente em exercício da Atacar, Diego Simeone. A festa terá ainda a presença de dirigentes brasileiros da entidade, como Márcio Nunes e Wilson Gottardo. Devido a um compromisso comercial que tem agendado para a quarta-feira à noite, Dunga não poderá comparecer, mas deixou gravada sua mensagem, que será exibida no telão: “Se ele fosse brasileiro, eu convocava.” Apos a cerimônia, os convidados se esbaldarão na pista de grama molhada, ao som da banda Autoramas.
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Autor: juanpolanco Tags: Albelda, ambidestreza, Barcelona, carrinho, Forlán, Messi, neurologia anaítica, queijo Gouda, Van Nistelrooy