Publicidade

Posts com a Tag David Villa

terça-feira, 15 de novembro de 2011 Amistosos, Seleção Espanhola, Villa, Xavi | 23:07

Amistosos: Espanha quase passa vexame contra a Costa Rica. Cadê os campeões do mundo?

Compartilhe: Twitter

David Villa transformou um vexame terrível em um leve fiasco (foto: Reuters)

Alguns dias atrás, o chato Brasil de Mano Menezes ganhou amistoso contra a Costa Rica por 1 a 0, gol de Neymar. Nesta quarta-feira, foi a vez da Espanha enfrentar o selecionado centro-americano. A imprensa europeia esperava estrondosa goleada, uma festa. O roteiro estava pronto: era dia de festejar a 127ª partida de Casillas pela “Fúria”, a celebração do jogador que mais vezes vestiu a camisa vermelha; também era dia de Villa aumentar seu recorde de gols pela equipe, dia da defesa finalmente se ajustar, de espantar de vez a má fase. Só esqueceram de avisar os adversários…

Quando o time de Vicente del Bosque acordou, já estava 2 a 0 para a Costa Rica, inclusive com um falha horrível do goleiro do Real Madrid. A sorte é que o técnico bigodudo tem a sorte/o luxo de ter reservas do quilate de David Silva, que entrou no lugar do inoperante Fábregas, e Cazorla, substituto de um irreconhecível Xavi. O meia-atacante do Manchester City diminuiu a diferença, enquanto o garoto do Málaga cruzou no apagar das luzes para Villa empatar e salvar a Espanha “do ridículo”, como escreveu o jornal “Marca” em seu relato sobre el partido.

O empate serviu para aliviar, mas não pra apagar o fiasco. Tudo bem que o resultado não foi tão horroroso (como a derrota para o Chipre, em 1998), mas o treinador espanhol está demorando demais para colocar a equipe no jeito para a Euro. A defesa, ponto forte na Copa 2010, está batendo cabeça. Sergio Ramos não sabe mais jogar na zaga, e Puyol não tem mais pernas pra correr atrás de moleques como Campbell, da Costa Rica (reparem como o cabeludo cai de maduro no segundo gol). A lateral esquerda é uma interrogação. Nacho Monreal foi testado, mas nem durou a partida inteira…

Depois da burrada, Casillas tenta a defesa. Em vão: Brenes marcou para a Costa Rica (foto: AFP)

O que fazer? Ora, se eu soubesse estava rico e comandando a seleção espanhola! Só me resta palpitar: Sergio Ramos volta para a lateral direita, Piqué faz o miolo de zaga com Albiol (que é reserva do Real Madrid, mas ainda aguenta correr mais que Puyol) e na lateral esquerda… O jeito vai ser naturalizar alguém, porque a fase está terrível. De resto, só resta bater palmas para o ótimo trabalho que o sempre competente Ricardo La Volpe está fazendo à frente da Costa Rica, seleção que deixou de ser saco de pancadas e transformou-se em pedra no sapato de times como Brasil e Espanha. Veja os gols da partida:

Ficha técnica:

Local: Estádio Nacional da Costa Rica, em San José-CRC
Data: 15 de novembro de 2011, terça-feira
Horário: 19h05 (horário de Brasília)
Árbitro: Mauricio Navarro (CAN)
Cartões amarelos: Puyol (ESP)
Público: cerca de 34 mil torcedores

GOLS:
COSTA RICA: Brenes, aos 31, e Campbell, aos 42 minutos do primeiro tempo
ESPANHA: David Silva, aos 38, e Villa, aos 48 minutos do segundo tempo

COSTA RICA: Navas; Salvatierra, Umaña, Miller e Acosta; Oviedo (Hernández), Barrantes (Díaz), Azofeifa (Cubero) e Ruiz (Guevara); Campbell (Parks) e Brenes (López) Técnico: Ricardo La Volpe

ESPANHA: Casillas (Valdés); Arbeloa, Sergio Ramos, Puyol e Nacho Monreal (Fernando Torres); Xabi Alonso (Busquets), Iniesta e Xavi (Cazorla); Fábregas (David Silva), David Villa e Mata (Navas) Técnico: Vicente del Bosque

Notas relacionadas:

  1. Saldo dos amistosos: Espanha voltou a jogar bola
  2. Amistosos: Espanha vira jogo “perdido” contra o Chile
  3. Amistosos: Espanha para na retranca de Capello e perde para a Inglaterra
Autor: Francisco De Laurentiis Tags: , , ,

quarta-feira, 19 de outubro de 2011 Barcelona, Iniesta, Liga dos Campeões, Villa | 18:36

Liga dos Campeões: Barcelona joga para o gasto e vence o Plzen “só” por 2 a 0

Compartilhe: Twitter

Quando Messi e Iniesta trocaram passes rápidos na entrada da área e o meia espanhol fez 1 a 0 para o Barcelona contra o Viktoria Plzen, parecia que o jogo ia acabar em 20 a 0. Eu, inclusive, apostava num triunfo por 6 a 0. Mas nem todo dia é dia de goleada, né? Mesmo com controle total da bola e sem levar sustos, o clube catalão não teve uma jornada das mais inspiradas e venceu “só” por 2 a 0 – o que não deixa de valer mais três pontos pelo grupo H da Liga dos Campeões.

Iniesta comemora seu gol, que nasceu após várias tabelas rápidas com Messi (foto: Getty Images)

La pulga ainda tentou aumentar a contagem, mas ficou na trave em linda jogada aos 15 do segundo tempo, após deixar três marcadores caídos. Também ia deixando outro golaço aos 22, quando recebeu enfiada de bola e chapelou o goleiro, mas a zaga da equipe tcheca conseguiu afastar a bola antes que a humilhação fosse completada. O argentino, porém, acabou dando um passe acidental para David Villa fechar o placar no fim da etapa complementar.

Apesar de não ter sido tão incisivo como em outros jogos, o time de Josep Guardiola foi claramente merecedor do triunfo, já que o adversário abdicou do jogo para ficar plantado na defesa a maior parte do tempo – e terminou a partida sem dar sequer um mísero chute a gol (o Barça finalizou 16 vezes)! Vale ressaltar, porém, que o Plzen não usou violência em nenhum momento, e saiu de campo sem levar nenhum cartão.

Se Barcelona e Milan já eram colocados como classificados do grupo H, a previsão já se cumpriu. Com 7 pontos cada, os clubes brigam agora apenas para ver quem vai terminar como líder – que vai acabar sendo o vencedor do confronto direto em Milão, daqui a um mês, no dia 23/11. Quanto ao Viktoria Plzen e o BATE, os outros times da chave, uma constatação: brigariam com Avaí, Atlético-PR e América-MG para não serem rebaixados no Brasileirão. Veja os gols do jogo:

Barcelona 1 x 0 Viktoria Plzen – Iniesta


szólj hozzá: B1-0P

Barcelona 2 x 0 Viktoria Plzen – David Villa


szólj hozzá: B2-0P

Ficha técnica:

Local: Estádio Camp Nou, em Barcelona-ESP
Data: 19 de outubro de 2011, quarta-feira
Horário: 16h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Aleksandar Stavrev (MCD)
Auxiliares: Marjan Kirovski e Ljubomir Krstevski (ambos MCD)
Público: 74376 torcedores

GOLS:
BARCELONA: Iniesta, aos 10 minutos do primeiro tempo; David Villa, aos 37 minutos do segundo tempo

BARCELONA: Valdés; Daniel Alves, Mascherano, Abidal e Adriano; Busquets, Iniesta (Keita) e Xavi; Pedro, David Villa (Cuenca) e Messi Técnico: Josep Guardiola

VIKTORIA PLZEN: Cech; Rajtoral, Kolár, Bystron e Limbersky; Jiracek, Cisovsky, Petrzela (Darida) e Pilar (Fillo); Horvath e Bakos (Duris) Técnico: Pavel Vrba

Notas relacionadas:

  1. Liga dos Campeões: Barcelona leva gol no fim e empata com o Milan na estreia
  2. Liga dos Campeões: De vermelho, Real Madrid vence. Mas não convence…
  3. Liga dos Campeões: Barcelona bate forte e goleia por 5 a 0
Autor: Francisco De Laurentiis Tags: , , ,

sábado, 17 de setembro de 2011 Athletic Bilbao, Atlético de Madri, Barcelona, Betis, Espanyol, Falcao, Fábregas, Getafe, Granada, Levante, Liga Espanhola, Mallorca, Messi, Málaga, Racing Santander, Rayo Vallecano, Real Madrid, Real Sociedad, Sevilla, Soldado, Sporting Gijón, Valencia, Villa, Villarreal, Xavi, Zaragoza | 16:55

Espanhol: Veja os gols da 4ª rodada

Compartilhe: Twitter

Os números da rodada:

Gols: 26
Média: 2,6 gols por jogo
Maior goleada: Barcelona 8 x 0 Osasuna
Jogo com mais gols: Barcelona 8 x 0 Osasuna
Vitórias: 10
Empates:  0
Vitórias de mandantes: 5
Vitórias de visitantes: 5

Artilheiros: Messi (Barcelona) e Falcao (Atlético de Madri), com 3 gols
Golaços: Etxebarria (primeiro do Betis), Xavi (sexto do Barcelona) e Messi (oitavo do Barcelona)

Os gols da rodada:

Sporting Gijón 0 x 1 Valencia


szólj hozzá: Spo 0-1 Val

Mallorca 0 x 1 Málaga


szólj hozzá: Mll 0-1 Mga

Granada 1 x 0 Villarreal
Granada 1 Villarreal 0 por jordixana

Barcelona 8 x 0 Osasuna


Barcelona 8-0 Osasuna por goalsarena2011

Sevilla 1 x 0 Real Sociedad


SEV1-0RSO por simaotvgolo12

Levante 1 x 0 Real Madrid

Getafe 0 x 1 Rayo Vallecano


Getafe 0 Rayo Vallecano 1 por jordixana

Atlético de Madri 4 x 0 Racing Santander


Atletico Madrid 4-0 Racing Santander por goalsarena2011

Zaragoza 2 x 1 Espanyol

Athletic Bilbao 2 x 3 Betis

Notas relacionadas:

  1. Espanhol: Veja os gols da 2ª rodada
  2. Espanhol: Veja os gols da 3ª rodada
  3. Espanha é o país com mais jogadores na Liga dos Campeões. Veja outras curiosidades
Autor: Francisco De Laurentiis Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 13 de setembro de 2011 Barcelona, Liga dos Campeões, Pedro, Villa | 17:38

Liga dos Campeões: Barcelona leva gol no fim e empata com o Milan na estreia

Compartilhe: Twitter

No duelo de gigantes que abriu com tudo a Liga dos Campeões 2011/12, o Barcelona ia conseguindo uma bela virada para cima do Milan. Os italianos saíram na frente com menos de um minuto, graças a uma jogadaça de Alexandre Pato, mas não resistiram. Explica-se facilmente: o clube de Milão tem a maior média de idade da competição, e seus “vovôs” não aguentaram o calor no Camp Nou, tampouco a correria dos jovens Messi e Pedro.

No empate, ainda no primeiro tempo, o argentino rolou para o prata-da-casa só colocar pra dentro. David Villa virou no começo da etapa complementar, cobrando falta com maestria. Quando a torcida do time espanhol já ia saindo do estádio comemorando, o zagueiro Thiago Silva testou firme uma cobrança de escanteio para dar números finais ao duelo e já embolar o grupo H. Confira os gols:

Barcelona 0 x 1 Milan - Alexandre Pato


szólj hozzá: Bar 0-1 Mil

Barcelona 1 x 1 Milan – Pedro


szólj hozzá: Bar 1-1 Mil

Barcelona 2 x 1 Milan – David Villa


szólj hozzá: Bar 2-1 Mil

Barcelona 2 x 2 Milan - Thiago Silva


szólj hozzá: Bar 2-2 Mil

Ficha técnica:

Local: Estádio Camp Nou, em Barcelona-ESP
Data: 13 de setembro de 2011, terça-feira
Horário: 15h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Martin Atkison (ING)
Auxiliares: Michael Mullarkey e Peter Kirkup (ambos ING)
Cartões amarelos: David Villa, Daniel Alves (BAR); Nesta (MIL)
Público: 89861 torcedores

GOLS:
BARCELONA: Pedro, aos 34min do primeiro tempo, e David Villa, aos 5min do segundo tempo
MILAN: Alexandre Pato, a 1min do primeiro tempo, e Thiago Silva, aos 47min do segundo tempo

BARCELONA: Valdés; Daniel Alves, Abidal e Keita (Puyol); Busquets, Iniesta (Fábregas) e Xavi; Messi, Pedro e David Villa (Afellay) Técnico: Josep Guardiola

MILAN: Abbiati; Abate, Nesta, Thiago Silva e Zambrotta; van Bommel (Aquilani), Nocerino, Boateng e Seedorf; Cassano (Emanuelson) e Alexandre Pato Técnico: Massimiliano Allegri

Notas relacionadas:

  1. Amistosos: Barcelona leva virada espetacular do Chivas
  2. Liga dos Campeões: Rossi despacha zebra e coloca Villarreal na fase de grupos
  3. Espanha é o país com mais jogadores na Liga dos Campeões. Veja outras curiosidades
Autor: Francisco De Laurentiis Tags: , , ,

sexta-feira, 25 de setembro de 2009 Sem categoria | 09:00

Hoje já era

Compartilhe: Twitter

A derrocada quase-histórica da seleção argentina comandada por Diego Armando Maradona parece que pode acabar servindo para oficializar um fenômeno que tem tudo a ver com o futebol – para não ser chato e dizer o mundo – de hoje em dia.

É que, como aconteceu (injustamente, que fique claro) com Cristiano Ronaldo em 2008, é capaz de que, quando chegue a hora de premiar Lionel Messi como melhor jogador do mundo e Bola de Ouro, já haja gente duvidando que ele realmente seja o maior jogador de futebol do planeta na atualidade.

Porque assim como no final do ano passado Cristiano Ronaldo já havia vivido seu ponto mais meteórico, também Messi, depois de liderar o time do Barcelona que venceu tudo em 2008/09, tem convivido com a fama (injusta, que também fique claro) de sujeito que não resolve quando veste a camisa albiceleste.

E de repente nos deparamos com o argentino respondendo perguntas não sobre sua expectativa de receber o prêmio certo, mas sobre a possibilidade – como se ela de repente tivesse passado a existir – de justamente ficar sem o título de melhor do mundo de 2009.

Parte disso é resultado de a temporada européia terminar seis meses antes do período de entrega de estatuetas, mas também há muito de ansiedade coletiva e de uma memória cada vez mais curta. Acompanhar futebol ainda vai se tornar um exercício extremo de carpe diem ou de niilismo: tudo o que passar, passa, sem deixar rastros sentimentais. Quem quiser relembrar como fulano é realmente bom que se vire procurando vídeos no YouTube.

Dois contra a rapa
Bem quando alguém ameaçava começar uma frase dizendo que “talvez Real e Barça não disparem tanto assim”, os dois já fazem questão de sequer fingir. Nem um Getafezinho para passar uma rodada na liderança. Nem um Sevilla fingindo que vai disputar de igual para igual.

Um contra a rapa
David Villa volta frustrado de um verão em que queria ser transferido, reclama de como o Valencia se postou mal e permitiu o empate de 2 x 2 em casa contra o Sporting Gijón e, dois dias depois, marca o único gol numa derrota de 3 x 1 para o Getafe. Alguém consegue imaginar quanta frustração cabe naquela camisa 7?

Coluna publicada no Jornal Placar de 25 de setembro, muito embora o colunista se encontra – ante a falta de termo melhor para definir – de férias

Notas relacionadas:

  1. David Villa é o melhor centroavante do mundo
  2. O ano acaba hoje
  3. Quem é mais Brasil?
Autor: juanpolanco Tags: , , , , ,

quinta-feira, 16 de julho de 2009 Sem categoria | 15:38

Free Villa?

Compartilhe: Twitter

Quem viu o mau humor de David Villa – que já não é exatamente sorridente por natureza – durante a Copa das Confederações imagina a chatice que tem sido para ele conviver com os boatos e a indecisão sobre seu futuro. Mas imagina também que não é apenas isso, indecisão, que irrita tanto o melhor centroavante (e, veja bem antes de xingar, eu falei “centroavante”) do mundo.

O verdadeiro problema hoje já é público e notório: Villa está louco para sair, seja para o Real Madrid (que a esta altura já desistiu), para a Premier League ou para o Barcelona, o candidato que parece estar mais vivo neste momento. E, enquanto isso, o novo presidente do Valencia, Manuel Llorente, insiste em dizer que o Guaje é parte dos planos de recuperação do clube e, por isso, inegociável. O que na verdade é uma maneira de dizer que ele é negociável sim, como todos nossos pudores e almas, mas por mais dinheiro do que se tem oferecido. Diz-se que Llorente quer chegar em algum valor entre 50 e 55 milhões de euros.

O interessante aqui é que a imprensa espanhola – e por “espanhola” entenda-se madrilena e catalã – adotou sem pestanejar a postura de que Villa é vitíma do sistema e que sua carreira está ameaçada pela postura intempestiva do dirigente. O que, do alto do nossos anos de militância comunista, soa lindíssimo. Mas, só para ter certeza: o contrato até 2014, se não me engano, foi assinado pelos dois lados, sem arma na cabeça envolvida, certo?

Trabalhismo de ocasião
A imprensa de Madri já desistiu do caso trabalhista Villa e agora prefere especular sobre “o novo caso Villa”: a vítima da circunstância agora seria o francês Franck Ribéry, cuja liberdade de exercer a profissão onde bem entenda (como se alguém no mundo, profissionalmente, fizesse o que bem entendesse) estaria sendo tolhida pelo Bayern de Munique.

Mal na foto
Enquanto isso, o brasileiro Filipe Luis, que jogou uma temporada bastante correta pelo Deportivo La Coruña, se recusa a posar para a foto oficial do clube, esperançoso que está com a sua (ainda) possível ida para o Barcelona. Agora, enquanto ainda existe contrato entre as duas partes, será que isso não é insurgência, chantagem, antiprofissionalismo?

Notas relacionadas:

  1. David Villa é o melhor centroavante do mundo
  2. ¡No pasarán!
  3. Quem é mais Brasil?
Autor: juanpolanco Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009 Sem categoria | 12:43

Objetivo subjetividade

Compartilhe: Twitter

Para quem acha que é exagero quando este Capotón diz que os catalães, em geral, não estão muito aí para a seleção espanhola e que os jornais de lá são enormes e exaustivas plataformas de assessoria de imprensa do Barça – tanto quanto o Marca e o AS são do Real Madrid; o Superdeporte do Valencia, e assim sucessivamente até o saudoso El Pueblo de Castilla y León – dêem uma olhada nas capas de Sport e Mundo Deportivo  de hoje:

  

No dia em que a Espanha derrota a Inglaterra por 2-0, para o Sport o que importa é a performance de Messi (parece até aquele ibero-polaco cretino) , porque ele é do Barcelona. O El Mundo Deportivo ainda cita David Villa, mas deixando bem claro que é só porque ele interessa ao Barça e, portanto, aquela poderia ser a dupla de ataque do time na temporada que vem (como poderiam tantas outras que o diário anuncia sempre que não tem assunto concreto). Até o texto que fala da vitória da Argentina sobre a França analisa o acontecido com uma imparcialidade de doer: além de compreensivelmente incensar mais um óleo sobre tela de Lionel Messi, o MD anuncia no subtítulo: “A França sucumbiu diante de uma Argentina que precisa de meio-campistas como Xavi e Iniesta para crescer mais.” Claro. E precisa também falar catalão, e comer pão com tomate esfregado, dançar sardana e, se possível, trocar o celeste e branco por azul e grená.

Este Capotón está longe de achar que é possível ser plenamente objetivo e descompromissado ao usar palavras, seja em jornal esportivo, teatro de fantoche ou bula de antiinflamatório: o problema não está em se tomar partido diante de alguma situação – como os jornais fazem mesmo, do New York Times à Gazeta do Tatuapé -, mas em se esquecer de tudo mais o que está em volta para se dedicar exclusivamente a defender essa causa, mesmo quando não há o que ser defendido.

***


Llorente (esq) comemora seu primeiro gol com a seleção numa noitada flashback

Com isso tudo, por exemplo, ninguém nem ligou para o melhor momento da carreira de Fernando Llorente desde os idos do comercial do “eu trouxe um Laka pra você”. 

***

Sobre o jogo mesmo, aquilo que dissemos ontem resume quase tudo, como tem resumido ao longo desses 29 jogos de invencibilidade da Espanha: o meio-campo só com gente que passa muitíssimo bem a bola tem destacado a seleção espanhola de qualquer outra, sobretudo desde que o pais começou a levar a sério a ideia de não ser mais um vira-lata de luxo. E, com meio-campistas assim e gente como David Villa e Fernando Torres para transformar isso em gols, o fato de ter laterais que fazem pouca coisa ofensivamente passa quase despercebido.

Como bem disse o Pedro num comentário ali atrás, a seleção espanhola chegou ao estágio em que joga no piloto automático, não faz nada de muito espetacular ou diferente do que costuma fazer e ainda assim ganha. Cheers, Drake!

***

E, finalmente, para você que acha que este Capotón pega no pé de alguns personagens só por chatice; que manipulamos imagens e descontextualizamos declarações só para prejudicar uns ou outros, que por casuísmo nos importamos mais com bolsas verdes do que com imprensas marrons, segue de forma límpida, indiscutível e, evidente, objetiva uma imagem que discursa por si mesma:

 

Notas relacionadas:

  1. David Villa é o melhor centroavante do mundo
  2. Por domingos menos didáticos
  3. Proferir profecias
Autor: juanpolanco Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008 Sem categoria | 17:32

Proferir profecias

Compartilhe: Twitter

Já disse isto aqui outro dia, ou, se não disse, pensei e queria ter dito: o Atlético de Madri 2008/09 – talvez por alguma razão que provavelmente tenha a ver com as conexões rioplatenses da família da Baronesa – nos causa uma tremenda simpatia. Não só simpatia, mas aquele comichão na orelha esquerda que a presença de uma equipe surpreendente provoca, sabe? (como não?!?)

O que acontece é que, com nossos favoritos Forlán, Kun e Maxi, uma dupla de volantes cada vez mais bem acertada (Raúl García e Paulo Assunção, que vem jogando muito; mais do que Josué e Gilberto Silva juntos) e mais alguns daqueles curupiras que de vez em quando aparecem bem na hora certa – um Alex Alves (Simão) ou um Josimar (Pernía) – esse Atlético tem potencial para ser um Porto de 2003, ou uma Portuguesa de 1996.

O que nos deixa mais confiantes ainda é que a estatística provavelmente estará ao nosso lado, já que sempre é preciso ter alguma surpresa e, numa Champions League em que só se classificam os grandes – que não têm nada de surpreendente – a missão de manter o universo em órbita perfeita e cabal será ou do Atlético de Madri, ou no máximo do Villarreal, que também é da área. Portanto, Europa, espere por nós.

***


Cannavaro: “O pior de perder é depois ter que pagar as flexões de braço” (Reuters)

O Real Madrid perdeu de novo, os jornais madrilenos culparam o árbitro de novo e, mais uma vez, a Bernd Schuster não sobrou outra alternativa a não ser se antecipar aos desastres futuros. Uma semana antes do clássico contra o Barcelona, o líder que goleia deus e o mundo e que volta a ser queridinho de todos, com seus nove pontos de desvantagem, o alemão tentou ser sincero e disse que “hoje é impossível ganharmos do Barça no Camp Nou”.

Mas, poxa, Schuster, ninguém mais é tão bobo, né? Até o Luxemburgo já descobriu método melhor para motivar os próprios jogadores do que se fazer de coitadinho para depois potencializar a vitória no contra-ataque ou o empate que passa a ser heróico.

Claro que o jogo vai ser duro, porque ele já começa complicado só por se tratar de um Real x Barça, e Schuster sabe disso tanto quanto Guardiola. Palpite Capotón, pois: 1 x 1 (o que não invalida o palpite da semana passada de que Calderón só esperava uma derrota diante do Barça para demitir o alemão).

***

Essa sim a gente já disse aqui: o grande problema de toda a existência de David Villa é jogar no Valencia. Não necessariamente porque ele deveria jogar num time melhor; podia ser pior também. Porque se por um lado Villa nunca ganha nada, nem tem companhia de primeiríssimo nível ao sei lado, por outro também não tem a resposta óbvia quando chega uma oferta do Real Madrid ou do Chelsea. Jogasse ele no Valladolid, o empresário não teria nem chegado no último zero do valor da proposta e o “sim” já estava dito. Agora, jogando no Valencia, não: a cartolagem valenciana tem a obrigação de dizer “espera um pouco, mas nós somos uma grande equipe; não somos trampolim para ninguém”.

Aliás, a questão não é que o grande problema de toda a existência de David Villa é jogar no Valencia, mas sim que o grande problema de toda a existência do Valencia é ser o Valencia. O que significa saber que a médio prazo não vai disputar com Real e Barça, mas também não ter a liberdade de falar com tranqüilidade “pô, peraí, a gente não é nada demais. Quinto lugar tá bom pra caramba”.

 

Notas relacionadas:

  1. David Villa é o melhor centroavante do mundo
  2. Real Madrid que bate BATE
  3. Por domingos menos didáticos
Autor: juanpolanco Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 30 de novembro de 2008 Sem categoria | 21:35

Por domingos menos didáticos

Compartilhe: Twitter


Messi e Eto’o comemoram o 3-0 com Daniel Craig, o James Bond (Reuters) 

Se o problema deste Capotón fosse não agüentar mais escrever um paragrafinho sobre os resultados de Real Madrid e Barcelona no domingo à noite, enquanto a pizza não chega, a solução seria fácil: esperar até segunda-feira.

Se o problema fosse, então, que o parágrafo tem saído sempre pelo mesmo caminho – elogiando o Barça e levantando dúvidas a respeito do Real -, a situação ficaria mais complicada de gerenciar. Agora se, além disso, também vamos ter que tomar o santíssimo aperitivo dominical falando maravilhas de Leo Messi toda semana, tenho a impressão de que estamos chegando numa situação de estafa, que em breve vai nos obrigar a solicitar ao Capo Oddi uma mudança na temática deste espaço. Este Barão, bom lembrar, tem estudos profissionalizantes de bom nível em grafologia e gosta muito de cozinhar.

O fato é que, para dizer outra vez que o Barça foi mais convincente do que já vinha sendo, não vale nem a pena começar a falar. O time começou o momento mais perigoso do primeiro turno – quando enfrenta Sevilla, Valencia e Real Madrid um atrás do outro – não apenas vencendo, mas vencendo fora de casa e jogando muito, com dois gols que, hoje, jogador nenhum no mundo faz além de Messi. Segundo nosso enviado especial ao canal 128 da Sky, foi um baita de um baile.

Ainda segundo ele, o desempenho do Real Madrid foi facilmente explicável: se o time já jogava mal quando completo, imagine agora que tem mais jogadores lesionados do que nunca?

Este Capotón, que como é sabido é adepto da megalomania como ideologia profissional, já acha que tudo não passa de resposta do planeta à sugestão feita no post passado. O time perdeu de novo, ficou a seis pontos do Barcelona e tratou de perder seu melhor jogador, Sneijder, lesionado. Ele fica fora dos dois próximos jogos, contra o Sevilla e o Zenit, e deve voltar para o clássico do dia 13 de dezembro no Camp Nou. Justo no dia em que a demissão de Bernd Schuster vai ser anunciada. Não é um bom palpite?

***
Quando dissemos outro dia que David Villa é o melhor centroavante do mundo, nos referíamos a lances como esse, o primeiro gol da vitória por 3-2 sobre o Betis:

E, apesar de ter perdido, fica nossa menção honrosa ao Betis, especialmente por uma contratação que já ganhou a admiração deste Capotón – um notório entusiasta dos volantões ofensivos africanos de 1,80m ou mais. O camaronês Achille Emana, que veio do Toulouse, talvez se prove irregular demais para se tornar algo realmente importante (como já aconteceu com outros da nossa galeria, como Papa Bouba Diop e Touré Yaya), mas já ganhou nossa simpatia pelo jeito que joga.

***

Nossos sinceros cumprimentos às três surpresas do meio da tabela, que voltaram a vencer nesta rodada:

-       o Sporting Gijón, que dizíamos logo no começo da temporada que não era tão ruim, mas apenas tinha iniciado sua campanha com a seqüência do buraco negro, perdendo para Sevilla, Barça, Real e Villarreal.

-       o Valladolid, que, ao contrário do que tem acontecido com a maioria, encarou a seqüência do buraco negro com a hombridade de um Luke Skywalker (que, na Espanha alucinada por combater anglicismos, chama “Lucas Trotacielos”, ou seja, “Lucas Trota-céus”. É sério) e levou 9 pontos dos 12 possíveis. Só perdeu, naturalmente, para o Barcelona.

-       o Málaga, que, está fazendo como o Almería há dois anos: em vez de sair por aí desesperado atrás dos primeiros Marcinhos Guerreiros que encontrar, manteve essencialmente o mesmo time arrumadinho da segunda divisão no ano passado. Com mais uma temporada de entrosamento nas costas e um ou outro reforço, é o suficiente para pelo menos não fazer feio.

Notas relacionadas:

  1. Um hipotálamo incomoda muita gente
  2. Somos los mejores, pero…
  3. David Villa é o melhor centroavante do mundo
Autor: juanpolanco Tags: , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 26 de novembro de 2008 Sem categoria | 12:04

David Villa é o melhor centroavante do mundo

Compartilhe: Twitter

Vou começar a falar, e alguém vai dizer que estou 20 anos atrasado, que essa história de centroavante não existe mais. Eu também achava – como achava que o último pirata tinha morrido no livro de História da 8ª série, até abrir o jornal e ler maravilhas como “corsários somalis” ou “bucaneiros africanos”. O mundo mudou, ele sempre muda, mas no fundo continua a mesma coisa. O futebol idem.

É certo que time nenhum joga mais com a formação do futebol de botão que imperou até a década de 70: um ponta-direita que joga mesmo pela direita, um correspondente do lado esquerdo e o tal do centroavante, camisa 9 nas costas, com sua barraquinha montada na grande área, de onde só sai para tomar uma ducha no intervalo. Só que ainda hoje, quando todo mundo tem simplesmente “atacantes”, podemos diferenciar os que estão lá para correr de um lado para o outro, puxar contra-ataque e chegar à linha de fundo daqueles que a princípio têm uma preocupação essencial: marcar gols. São os representantes dessa segunda categoria que, para escapar de algum neologismo constrangedor, estamos chamando aqui de “centroavantes”.

Porque, se dissermos simplesmente que David Villa, do Valencia, é o melhor atacante do mundo na atualidade, lá vai aparecer alguém com um Messi numa mão, um Cristiano Ronaldo na outra, atirando pedras de indignação. Portanto, a constatação é outra, só para fazer justiça a alguém que não recebe o devido retorno em marketing pela bola que joga: centroavante nenhum no mundo é melhor do que Villa hoje. Fernando Torres, Didier Drogba, Samuel Eto’o, Ruud Van Nistelrooy, nenhum…

Sabe essa dificuldade que há dois anos a Seleção vive para encontrar um camisa nove goleador, mas habilidoso e veloz para as tabelas? A Espanha não tem.

Texto publicado com umas linhazinhas a menos no Jornal Placar de 26/11. 

Notas relacionadas:

  1. Somos los mejores, pero…
Autor: juanpolanco Tags: , , , , , , , ,