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Posts com a Tag Copa do Rei

quinta-feira, 10 de novembro de 2011 Barcelona, Copa do Rei, Iniesta | 18:38

Copa do Rei: Mesmo desfalcado, Barcelona vence fora e põe um pé nas oitavas

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Não foi fácil como se imaginava, mas o Barcelona venceu mais uma na temporada, desta vez pela Copa do Rei. O adversário foi o modesto L’Hospitalet, da terceira divisão espanhola. O anfitrião, no entanto, não foi nada hospitaleiro, e segurou como pode o ímpeto dos catalães, muito desfalcados pelas convocações para os amistosos das seleções.

Iniesta comemora seu golazo com um soco no ar. Que pancada! (foto: EFE)

Mas quando a bola cai no pé de quem entende, fica difícil fazer alguma coisa. Aos 42 minutos do primeiro tempo, o tampinha Iniesta tabelou na entrada da área, tirou um adversário só no drible de corpo e soltou um torpedo na gaveta: golaço! Agora, o Barça só precisa de um empate no Camp Nou para avançar às oitavas de final.

O técnico Josep Guardiola até aproveitou para testar jovens como os atacantes Rafa Alcântara (irmão do Thiago) e Tello, o zagueiro Fontàs e o meia Sergi Roberto. Não dá pra dizer que jogar contra o L’Hospitalet seja um grande desafio, mas pelo menos a molecada já vai entrando no ritmo de feras como Iniesta, Xavi, Fábregas e David Villa.

Outro ponto curioso é que a cidade de L’Hospitalet de Llobregat, onde a partida foi realizada, é a terra natal do goleiro Victor Valdés. O bom filho, entretanto, não tornou à casa, já que Guardiola sempre escala o reserva Pinto como titular nos jogos da Copa do Rei. O portuga não comprometeu e até afastou o perigo que o surpreendente anfitrião criou. Veja o golaço do jogo:


Hospitalet 0 Barça 1 por jordixana

Ficha técnica:

Local: Estádio Feixa Llarga, em L’Hospitalet de Llobregat-ESP
Data: 9 de novembro de 2011, quarta-feira
Horário: 19h (horário de Brasília)
Árbitro: Carlos Grande (ESP)
Auxiliares: Marcos Moreno e Andoni Carmeño (ambos ESP)
Cartões amarelos: Viale (LHP)

GOLS:
BARCELONA: Iniesta, aos 42 minutos do primeiro tempo

L’HOSPITALET: Moragón; Peque, Lucas Viale, Juan Viale e Moussa; Manel, Llonch (Sánchez), Haro, Vela e Cirio (Aday); Prats (Pedraza) Técnico: Jordi Vynyals

BARCELONA: Pinto; Jonathan dos Santos, Puyol, Fontàs e Maxwell; Keita, Fábregas (Rafa Alcântara), Iniesta (Sergi Roberto) e Xavi; Tello e David Villa Técnico: Josep Guardiola

Notas relacionadas:

  1. “El Mago” Thiago dá o título da Copa Audi ao Barcelona
  2. Amistosos: Espanyol vence juniores do Barça na final da Copa da Catalunha
  3. Liga dos Campeões: Barcelona joga para o gasto e vence o Plzen “só” por 2 a 0
Autor: Francisco De Laurentiis Tags: , ,

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 Copa do Rei | 14:10

Valencia sediará a final

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O estádio Mestalla, de Valencia, foi confirmado hoje como palco da decisão da Copa do Rei 2010/11, a primeira entre Real Madrid e Barcelona desde 1990. Cada clube terá direito a 20 mil ingressos – o estádio tem capacidade para 55 mil torcedores.

O estádio no qual o Valencia manda seus jogos era o preferido dos dois clubes,  embora, no princípio, Santiago Bernabeu (Madri), do Camp Nou (Barcelona) fossem cotados. O Olímpico de La Cartuja, um elefante branco de Sevilha, correu por fora, mas não deu.

Autor: Fernando Vives Tags:

quinta-feira, 14 de maio de 2009 Sem categoria | 12:47

Vende-se comoção

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Não se trata exatamente de decepção, porque também não se tratava simplesmente do instinto catastrofista que todos temos de torcer para o mais fraco. Catastrofista, sim, não justiceiro, porque quando torcemos para o mais fraco o que a gente deseja, no fundo, é presenciar grandes enredos: lágrimas de estupefação, apedrejamentos de ônibus, entrevistas coletivas constrangedoras, implosão de projetos a longo prazo. É o mesmo motivo que nos atrai às disputas de pênalti e programas de calouros. Mais do que uma vitória comovedora, o que a alma pede são lagrimas; é o drama que, se não consegue na final da Copa do Rei, consegue no próximo lançamento da Globofilmes. Se for para odiar Olga, se for para odiar Jayme Monjardim,  se for para odiar a novela das oito, faça-o com uma razão clara: pela perfídia de identificar um traço psicossocial e despudoradamente se utilizar dele – e unicamente dele; abdicando de correr qualquer risco – para ganhar dinheiro. O raciocínio é traiçoeiro e pode te levar a condenar equivocadamente Alfred Hitchcock, os Beatles ou aqueles que torceram pelo Athletic Bilbao na final de ontem contra o Barcelona. Portanto, pense bem antes de sair escrevendo por aí qualquer barbaridade.

Enfim, não se trata de decepção. Os próprios jogadores do Athletic tiveram a honestidade facial de não demonstrar exatamente decepção ao final do jogo – não quando o Barcelona já definira o resultado meia hora antes, quando fez 3-1 com o golaço de Bojan. O sonho acabou? Só o dos torcedores – que adoram (e pagam caro por) uma boa razão para sonhar, mesmo sem ter quase nenhuma razão concreta para isso. Por isso é que o espetáculo da decisão no Mestalla veio deles. O sonho do time do Athletic Bilbao durou 32 minutos: o tempo de o jogo começar, o Athletic abrir 1-0 e o Barça empatar com Touré Yaya. A partir dali, era tudo real demais para tentar ser modificado. Se houve choro e tristeza do lado dos bilbainos, foi só por solidariedade ao sonho da torcida e por se emocionar com a atitude dos torcedores de continuar apoiando a equipe mesmo depois do fim do jogo. A atitude, na verdade, de viver mais um pouco do sonho – e não a realidade previsível e escancarada.

Faz absoluto sentido: aquela gente toda pediu um dia de dispensa no emprego, viajou 600km até Valência e pagou mais caro do que devia pela diária do hotel na cidade lotada. Por que diabos ficar desesperado e choroso só porque o mundo seguiu seu curso natural? É questão de bom senso, não de amor incondicional a coisa nenhuma: do mesmo jeito que o Barcelona comemorou discretamente depois da goleada – porque não faria sentido agir de forma diferente – , os torcedores do Athletic preferiram continuar curtindo a vida e comemorando o fato de ter chegado até meia-dúzia de manchetes de jornal depois de tanto tempo. O resto – as lágrimas, a “louvável atitude” daqui, Eto’o vestindo um publicitário cachecol do rival ali – é puro Jayme Monjardim. Fuja.

(Foto: EFE) 

Notas relacionadas:

  1. Não é só uma Copa
  2. Ali como aqui
  3. Que (Copa do) Rei sou eu?
Autor: juanpolanco Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 13 de maio de 2009 Sem categoria | 17:10

Que (Copa do) Rei sou eu?

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A Copa do Rei só tem alguma importância quando o time é eliminado dela ou quando conquista o título. Só serve para criar crises – como quando o Real Madrid foi eliminado pelo Real Unión, da 3ª divisão, e acelerou a demissão de Bernd Schuster – ou para salvar temporadas, como salvou a do Valencia no ano passado. Para cornetar e para comemorar, não importa quem jogou com reservas ou não: aquele é um dos torneios mais tradicionais do planeta, o segundo maior do país e não se fala mais nisso.

A final de hoje entre Barcelona e Athletic Bilbao, por exemplo, deveria ser uma situação em que os catalães não têm muito a perder: jogaram o torneio todo com time misto, já quase garantiram um dos títulos que importa e estão na final do outro. Seria o caso de jogar tranquilo, aproveitar o fato de ter mais talento e ver no que dá. Mas não vai ser.

A decisão desta noite em Valência é aguardada com ansiedade por toda a Espanha e não só porque pode ser o primeiro de três títulos do Barça na temporada. No último treinamento do Athletic Bilbao em San Mamés, domingo, apareceram 18 mil torcedores. Para despedir o time no aeroporto, mais 2 mil. A prefeitura instalou 22 telões pela cidade e seis no estádio, que estará lotado. Se o Athletic ganhar, iguala o recorde do próprio Barça, com 24 títulos.

A Copa do Rei, insisto, serve para pouca coisa, mas serviu para que uma das torcidas mais orgulhosas do mundo tivesse a ilusão de que os bons tempos de time grande voltaram. E, no fundo, ela tem razão. Coisa de time grande é isso mesmo: fazer com que o duelo entre a equipe mais badalada do mundo e o 11º colocado da Liga ganhe cara de algo épico.

Misto
Na final de hoje, o Barça novamente não terá o time titular, em parte porque não pode: Andrés Iniesta se machucou no domingo e, como Thierry Henry, só deve retornar na decisão do dia 27 contra o Manchester United. Eric Abidal, suspenso para a final da UEFA, também está suspenso hoje. Rafa Márquez não joga mais nesta temporada.

Os tais bons tempos
Os dois times decidiram uma Copa do Rei pela última vez em 1984, naquela que foi a última e mais famosa partida de Maradona pelo Barcelona: o argentino conta que foi chamado de “sudaca (termo pejorativo para “sul-americano”) de mierda” e reagiu distribuindo sopapos e voadoras ao fim do jogo, dando início a uma tremenda batalha campal. O Athletic  venceu por 1 a 0.

Conhece a história daquele jogo? Se não, dá uma olhada só:

Coluna publicada no Jornal Placar de 13 de maio de 2009.

Notas relacionadas:

  1. A Copa está morta. Viva a Copa!
  2. Não é só uma Copa
  3. Live and uncut
Autor: juanpolanco Tags: , , , , , , , , ,

sexta-feira, 8 de maio de 2009 Sem categoria | 19:20

Live and uncut

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Para alívio das bandas largas por toda parte, a programação extra-canal-128-da-Sky deste final de semana inclui dois dos jogos mais interessantes da rodada, ambos na ESPN Brasil:

- Valencia x Real Madrid – Sábado, 17h:  Vai ser curioso ver no que resulta dentro de campo o clima de resignação que parece tomar conta do Real Madrid depois da chapoletada hiper-realista de domingo passado. Juande Ramos já fala em tom de ex-técnico, e o Marca e o As já preparam a lista de despensa – para não falar do tapete vermelho, das rosas e das 15 virgens vestais para receber Florentino Pérez.

A coisa está tão propensa a revoluções da ordem que até Raúl pode estar de saída. Não para inaugurar, com três anos de atraso, um retiro de ex-jogadores, mas para ganhar 40 milhões de euros para passar quatro anos dirigindo o Hummer de Robinho all over Manchester.

Se o abaixo-assinado em prol do terceiro lugar está adiantando algo em Valência não se sabe, mas é fato que os ingressos para o jogo do Mestalla estão valendo hoje 200 euros nas mãos dos cambistas. Quer dizer: de um lado, New York, New York na vitrola, mais água do que whisky no copo, clima de fim de festa explícito e inegável; do outro, comoção popular para continuar sendo time grande sem precisar se vender para algum milionário a leste de Costantinopla. Tentador, não?

- Atlético x Espanyol – Domingo, 16h: O Espanyol passa por aquele momento da temporada em que todos se perguntam: “poxa, mas por que não jogou assim desde o começo?”. Quando, claro, o equilíbrio do universo simplesmente não funciona assim. Nós podemos até acompanhar o futebol rodada a rodada, mas os fenômenos que realmente importam não seguem esse ciclo. Cada segundo relevante do mundo leva – feitas as contas assim, de cabeça – de nove a dez meses para passar. Dentro desse segundo, uma partícula qualquer de matéria – digamos, o Espanyol – percorre o caminho do ponto A ao B, e o que acontece é que o universo não quer nem saber de que trajeto a partícula se utilizou para percorrer a distância A-B. Para o universo, não existem as 12 rodadas de choro, escuridão e ranger de dentes; como não há recuperação heróica e seis partidas de invencibilidade. O universo, visto do modo como importa, por um conjunto de lentes telemétricas, objetivas e pacientes, se resume a isso: o Espanyol 2009 é uma equipe mais ou menos e, como tal, termina numa posição mais ou menos. Sem tramas paralelas ou subtextos. O universo não para nem um segundo para ler jornais, porque está sempre no segundo seguinte. Por isso, amigos fiéis e quânticos que seguem por aqui, o lógico seria constatar que o jogo no Vicente Calderón não vale nadica de nada – como tanta coisa menos o amor – , mas, veja lá: são dois times motivados; um mais ou menos, quase bom e o outro bom, quase bem bom; têm Aguero, Forlán, Kameni, Nenê (!!)… Vai me dizer que você prefere ver os primeiros segundos do Brasileirão?

- O Barcelona também tem um jogo importante, não esqueçamos. Não tanto pelo jogo contra o Villarreal – que é apenas a primeira de uma série de chances de acabar com o campeonato oficialmente -, mas pelo que vem a seguir. A semana passada foi intensa, com o clássico e a semifinal em Stamford Bridge, e a seguinte tem a final da Copa do Rei. Duas semanas depois, a final contra o Manchester United. Thierry Henry, por exemplo, já não joga mais nenhuma vez até a final de Roma. Ninguém quer entrar em campo precisando de vitórias entre uma decisão e outra, certo? Nossa aposta é que o Barça chega babando para garantir o titulo agora mesmo e tentar viver de uma vez por todas as três semanas mais contentes de sua história.

- Ah, sim só para lembrar quem por casualidade tenha esquecido: além do Barcelona, tem mais um time que conseguiu vaga para a final da Copa do Rei, quarta-feira que vem. É o Athletic Bilbao, que deve jogar com time misto contra o Betis no sábado.

Notas relacionadas:

  1. Não foi nada
  2. Pra tudo se acabar na quarta-feira
  3. Termodinâmica aplicada
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quinta-feira, 5 de março de 2009 Sem categoria | 18:35

Não é só uma Copa

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O momento mais bonito da temporada espanhola até agora, ou, pensando bem, o 10º momento mais bonito da temporada até agora – descontando, por baixo, uns nove gols do Messi – aconteceu ontem, na Catedral. E o fato de ter acontecido ali, no estádio de San Mamés, o mais inglês dos campos de futebol espanhóis, e envolvendo especificamente o Athletic Bilbao, é o grande motivo por ter sido tão bonito.

Já dissemos aqui que a Copa do Rei, como a maioria das copas nos países europeus, tornou-se um daqueles torneios que, no geral, só despertam interesse nos times grandes quando esses são campeões ou quando são eliminados. Para o resto do bolo intermediário – que vai de Atlético de Madri e Valencia até a fronteira com o Marrocos -, é a ocasião para transformar qualquer temporada quase perdida (como a do Valencia ano passado ou a do Espanyol dois anos atrás)  num passeio em carro de bombeiros pelo centro da cidade.

No caso do Athletic Bilbao, o sucesso na Copa do Rei não tem a ver com uma temporada quase perdida – porque o time está num parlamentar 11º lugar -, mas com os anos seguidos de frustração e quase-rebaixamento, que fazem com que o clube oito vezes campeão nacional comemore a atual colocação como se fosse boa fase. A torcida do Athletic é a que mais torce em toda a Espanha, e isso não significa que seja a mais animada. Não é. É, aliás, durona, meio mal-humorada; de gente que leva o futebol a sério mais a ponto de entrar em depressão e contrair uma cirrose por causa do clube do que de se esgoelar por ele.

Nenhum clube da primeira divisão simboliza tanto uma cidade (e toda uma região) quanto o Athletic Bilbao – que durante muito tempo quase fez questão de não se tornar um sucesso internacional; uma marca que vende camisas mundo afora como o Barça, apesar do que esse também representa para a Catalunha. O Athletic sobrevive até hoje só com jogadores de ascendência basca, e seus torcedores se apegam a isso por duas razões óbvias: o orgulho verdadeiro e a necessidade que todos nós temos de encontrar um espreguiçadeira ideológica para recostarmos sem medo. Faz bem ter uma causa obviamente nobre para se defender; como também ajuda ter um inimigo claro, identificado e indefensável – seja ditadura militar, imperialismo salafrário ou economia de mercado. A torcida do Athletic abraçou a ideia de que, neste mundo roído pela marmota do progresso, seu clube simboliza a pureza dos tempos e pensamentos que ficaram para trás. Não importa até que ponto isso é verdade; o que importa é que só por causa dessa crença o ambiente no San Mamés pode alcançar uma epifania como a que se viu ontem, quando o time marcou 3-0 no Sevilla e se classificou para a final da Copa do Rei depois de 24 anos.

A classificação para a final fez os torcedores dos Leones acreditarem mais uma vez – e pode ser a última; e no fundo eles sabem disso -  que não importa quanto dinheiro e quantas contratações os outros tenham, eles sempre conseguirão sobreviver e chegar longe. Principalmente porque chegar à final da Copa do Rei contra o Barcelona significa voltar à Copa da UEFA (a não ser que o vírus Ebola chegue ao Camp Nou e a equipe fique fora da zona da Champions no Campeonato Espanhol) pela primeira vez desde 2004/05. No dia seguinte à vitória, o Athletic já anunciou que pensa em ir à federação espanhola pedir para a decisão do dia 13 de maio ser não no Mestalla, em Valencia (que é mais distante de Bilbao e um reduto barcelonista), mas no Santiago Bernabéu (que fica mais perto e, principalmente, é a casa do maior rival do Barça). O presidente do Athletic, Fernando Garcia Macúa, diz que o Mestalla não é grande o suficiente para abrigar a quantidade de torcedores bilbainos que viajarão para ver a final. É o dia certo para dizer coisas assim: o Athletic Bilbao lembrou ontem que é clube grande, sim, e que como tal tem todo o direito de incomodar o Barcelona, sim, como fez durante tanto tempo de sua história.

Pode ser ilusório, pode durar só até os 25 minutos do primeiro tempo da final, quando o Barça abrir 2-0, mas terá sido sensacional ainda assim. O clube e a torcida, do mesmo jeito, agradecem. Para não falar da Petronor – a petrolífera que no começo da temporada se tornou a primeira empresa a manchar os 110 anos de torso limpo da camisa do Athletic e que hoje olha em volta e só vê alegria, festejo e capas de jornal como essa.

 

(Fotos: EFE))

Notas relacionadas:

  1. Mala suerte
  2. Que rei sou eu?
  3. A Copa está morta. Viva a Copa!
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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 Sem categoria | 23:13

A Copa está morta. Viva a Copa!

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Numa dimensão quase-paralela oficializada por este Capotón, aquela mesma em que Lionel Messi já não existe de tão bom que é, em que Roger Federer é campeão do Australian Open e em que um rapaz de 23 anos fumando maconha numa festinha de faculdade – quem quer que seja ele – merece no máximo uma notinha de rodapé no caderno de variedades; nesse planeta sub judice transmitido ao vivo para todo o Sistema Solar (mas só para os assinantes do canal 139) Daniel Alves é o melhor lateral-direito do mundo.

Quem assiste a três partidas seguidas do Barcelona não pode ter nenhuma dúvida com relação a isso. Claro que ele está sempre muitíssimo bem acompanhado no ataque, quando não de Messi, de Bojan – que fez uma partidaça nos 2-0 sobre o Mallorca de hoje -, mas boa parte da razão pela qual o lado direito do Barça tem sido tão temido está na fase do brasileiro desde que chegou vindo do Sevilla. Já faz algum tempo que este Capotón empunha uma bandeirinha modesta pedindo titularidade da Seleção Brasileira a Daniel Alves. A partir de segunda-feira, começa também a panfletagem.

***

Que o Barcelona, com time quase todo reserva, é melhor do que todos os adversários que tem encontrado na Copa do Rei não é novidade e, quando foi confirmado que seu encontro de semifinal era contra o Mallorca, todo mundo já sabia que não haveria muito o que comentar – fora, talvez, a grande atuação do goleiro argentino Germán Lux, que evitou que o jogo de volta perdesse completamente a graça.

Agora a outra semifinal sim: Joaquín Caparrós, um dos sujeitos mais identificados com o Sevilla, foi ao Sánchez Pizjuán comandando o mais-certinho-que-esperado Athletic Bilbao. O jogo foi divertido, o Bilbao jogou até melhor, mas os sevilhanos nos convenceram daquilo que falávamos semana passada: que são os favoritos morais a tudo.

Depois de sair perdendo, gol do vocalista do A-Ha Fernando Llorente, primeiro o Sevilla empatou com um lance que faz o bate-rebate do gol de Basílio contra a Ponte Preta em 1977 parecer jogada ensaiada:

 

Kanouté perdeu o pênalti que poderia ter dado a virada até que, aos 47 minutos, pela segunda vez em duas semanas a torcida sevilhista comemorou um daqueles gols hedonistas, indigentes, abdutores e sarracenos. O gol da virada no finzinho. Depois de o estádio explodir desse jeito duas vezes seguidas, quero ver se o pessoal não vai estar animado para chegar à final. Olha o gol aí, de Lautaro “Laucha” Acosta – sujeito que já viveu emoção parecida no Pré-Olímpico para Atenas-2004, quando marcou o gol no último minuto que deu a vitória e classificou a Argentina (que acabaria campeã).

 

***

Agora, portanto, tudo caminha para uma final que não envolve nenhuma surpresa (leia-se time ruinzinho) – algo que é raro na Copa do Rei das últimas décadas, por causa do desinteresse geral dos clubes grandes. Puxando assim de cabeça, acho que desde 2002, quando o Deportivo tinha um time forte -  vice-campeão espanhol e quadrifinalista da Champions – que arrasou a festa montada pelo Real Madrid no Santiago Bernabéu para comemorar seu centenário com pelo menos um título.

Foi um das derrotas mais emblemáticas da Era Galáctica, o Centenariazo. Lembra?


 

Real Madrid: César, Salgado, Hierro, Pavón (Solari aos 45min) e Roberto Carlos; Helguera, Makelele, Zidane e Figo (McManaman aos 82min); Raúl e Morientes (Guti aos 66min)
Técnico: Vicente Del Bosque

Deportivo: Molina, César, Naybet, Romero e Scaloni; Mauro Silva, Sergio, Victor (Djalminha aos 88min) e Fran (Capdevila aos 82 min); Valerón (Duscher aos 62min) e Tristán
Técnico: Javier Irureta

Gols: Sergio aos 2min e Tristán aos 38min (Depor); Raúl aos 58min

Notas relacionadas:

  1. Acaba por aqui
  2. Alguma novidade?
  3. Tira a mão da minha honra
Autor: juanpolanco Tags: , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 Sem categoria | 19:23

Não foi nada

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Por pouco o Barcelona não nos deu margem para escrever essencialmente o contrário daquilo que foi dito sobre o Sevilla. Porque por pouco a Copa do Rei não foi, de novo, o inesperado gatilho para a derrocada da temporada do clube.

A Copa do Rei é como o Campeonato Paulista: só importa ou na hora em que você é campeão, ou em que é eliminado. Em todas as outras situações intermediárias, normalmente ninguém liga muito. Mas, pode ter o poder de salvar uma temporada (como o Paulista salvou a do Palmeiras no ano passado e a Copa, a do Valencia) ou destruí-la.

O Barcelona mesmo viveu destruição dessas em 2007: numa semana, era líder da Liga Espanhola, finalista quase certo da Copa do Rei depois de uma vitória por 5-2 sobre o Getafe e ainda comemorava que um jogador seu marcava o gol mais sensacional da década. Ninguém entendeu nada quando, na semana seguinte, o time caiu por 4-0 em Getafe e perdeu a vaga. A eliminação de um torneio nem tão importante assim – mas que já era a segunda em menos de dois meses, para um time que pretendia ganhar tudo – acabou virando o ponto de inflexão a partir do qual o Barcelona perdeu também o titulo espanhol, também a compostura, também a geração Deco-Ronaldinho-Rijkaard.

Pois de novo o Barcelona está numa temporada em que, cada vez mais, espera-se que o time vá ganhar tudo o que disputar. Só se fala em números de gols e quebra ou não de recorde. Então, quando o time marcou 3-0 na partida de volta contra o Espanyol, ninguém estava surpreso, nem mesmo tão feliz assim. Já se tornou praxe o Barça entrar com metade do time reserva e ainda assim dar um baile em jogos que teoricamente seriam difíceis, como o derby (Derby Light, vá lá) contra o Espanyol.  E então, pela primeira vez na temporada, por meia hora o Barça pareceu falível e passível de sofrer alguma surpresa (surpresa de verdade, com conseqüências, que não seja um tropecinho em casa contra o Racing Santander).

Se tivessem sido três em vez de dois, os gols do Espanyol no Camp Nou teriam eliminado o Barcelona e, no mínimo, acabado com sua locomotiva de confiança — que é responsável por uma parte do sucesso estrondoso da temporada (a outra parte, claro, é o timaço que tem). Faltou pouco, e provavelmente o Espanyol até tenha merecido. Mas, como no final das contas isso foi para o Barça apenas mais uma classificação na Copa do Rei, como tantas e obrigatórias outras, tudo continua como antes. Aqueles 30 minutos e dois gols sofridos nunca sequer aconteceram e continuamos absortos diante de um dos melhores times do mundo e um dos favoritos a ganhar tudo o que está disputando. Sem graça, né?

 

(O gol mais sensacional da década, caso você estivesse em Plutão em meados de 2007, é claro que é esse aqui:

 

Ou vai me dizer que você consegue achar outro melhor?)

Notas relacionadas:

  1. Ano novo, nada novo
  2. Retórica feminina
  3. Que rei sou eu?
Autor: juanpolanco Tags: , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009 Sem categoria | 22:40

Que rei sou eu?

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Sem Henry, Eto’o, Daniel Alves, Messi e Xavi (os dois últimos entraram no segundo tempo), o futuro campeão espanhol nem ganhou, nem marcou gol: deixou a eliminatória contra o Espanyol (de técnico novo, o argentino Pochettino) para ser decidida no Campo Nou, o que é perigoso. “Bah, mas quem se importa tanto com a Copa do Rei?” Ninguém, nem o próprio. Mas já reparou na quantidade de crises que são desencadeadas depois da eliminação nesse torneio? Por isso, para evitar um pouquinho de perda de confiança, que pode acabar sendo decisivo para aquilo que importa – a Liga dos Campeões da UEFA -, eu, se fosse o Barça, poupava menos gente para a volta. Deixar a Copa meio de lado até tudo bem, mas é preciso fazê-lo ou bem no começo, quando há tempo para se esquecer, ou mais adiante, quando o time já estiver envolvido de tudo na Champions. Agora é a única hora que uma eliminação pode prejudicar de verdade.

***
Mas, mesmo com Barça misto, teve jogaço na rodada: o Valencia contou com outra grande atuação dos seus pontas (é, pontas) Joaquin e Vicente e conseguiu uma virada bonita jogando em casa: 3-2 sobre o Sevilla. Depois de sair na frente com Villa, numa bola clamorosa perdida pelo brasileiro Adriano, o Valencia sofreu a virada, gols de Luís Fabiano (como sempre) e do próprio Adriano (o gol mais impedido que já vi até hoje, juro). No finalzinho, nos últimos 5 minutos, os valencianos viraram o placar de novo, com Baraja e Mata.

Ficou curioso pelo gol mais impedido da história? Olha ele aí:

 

***

 Tudo igual em Bilbao, mas agora legal

O flamante camarada Pedro anda obcecado com a ideia-sem-acento de este Capotón falar sobre o Athletic Bilbao. O que, por sorte, não significa que vamos ressuscitar o tema dos jogadores exclusivamente bascos, nem lamentar o patrocínio na camisa apos 110 anos. O que o povo, ou pelo menos o Pedro, quer saber é o porquê de o time ter melhorado tanto nesta temporada, depois de ter ficado a um escorregãozinho do rebaixamento no ano passado.

Como eterno socrático, digo: também não sei muito bem E, se Joaquin Caparrós também o for, responderá a mesma coisa. Porque quem assiste a uma partida do Athletic Bilbao vê claramente que quase todos os jogadores são os mesmos da temporada passada – e jogadores que não teriam um argumento claro (como a pouca idade) para melhorar tanto de um ano para o outro.

A única exceção (e que é só uma parte da solução) é Llorente, que parece ter chegado àquele momento de autoafirmação em que acredita que é o homem mais importante do time, e não mais uma revelação. Coisa normal de acontecer quando o sujeito completa seus 23 anos. Fora ele, Aitor Ocio anda firme na defesa, mas já estava no ano passado; o lateral Iraola, não se sabe por quê, depois de dez anos sendo confundido com Susaetas e Gabilondos, resolveu jogar como o melhor lateral-direito da Espanha depois de Daniel Alves. O treinador também é o mesmo, e o esquema de jogo, idem. Então, ou um ano a mais de entrosamento fez muitíssimo bem, ou há algo de metafísico, metempsicótico ou supersticioso fazendo influência por ali.

***

Renan deve ficar um mês e meio fora e, diante da falta de um reserva que não seja esquizofrênico, insolente ou juvenil, o Valencia contratou Cesar, a versão espanhola do Sérgio: goleiro bom, veterano há muitos anos, reserva de um grande goleiro durante boa parte da carreira e sempre um ótimo plano B para quem não tem a posição 100% coberta. O que, no fim das contas, é péssima notícia para Renan: não acharia muito estranha se o Cesar acabasse ganhando por mais do que um mês e meio a vaga de titular.

Notas relacionadas:

  1. Mala suerte
  2. Tira a mão da minha honra
  3. Retórica feminina
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009 Sem categoria | 19:51

Tira a mão da minha honra

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Luís Fabiano feriu o orgulho coruñense e nem percebeu (EFE)

Foi ontem que o Deportivo La Coruña teve que passar por baixo da mesa, tomar marca de rolha queimada no rosto, imitar marreco, se vestir de mulher, dançar Macarena, declamar poesia concreta e todo outro tipo de sujeição ao ridículo que a raça humana – e sobretudo masculina – inventou ao longo dos séculos para castigar aquele que sofre uma derrota avassaladora. No caso, não uma derrota avassaladora, mas três derrotas esquecíveis e triviais que, por serem todas para o mesmo rival e acontecerem no período de uma só semana, se transformaram numa humilhação.

Em sete dias, o Deportivo perdeu três vezes para o Sevilla, duas delas em casa, marcando dois gols e levando oito – quatro deles de Luís Fabiano. Foi eliminado da Copa do Rei e, do clima de festa por ser a surpresa da temporada, se mudou para um ambiente de desânimo, incerteza e criticas à honra ferida. Pior ainda porque, no finalzinho, o time perdeu um pênalti quando, com Palop expulso, o goleiro do Sevilla era o atacante uruguaio Chevantón. Era o que faltava para ouvir frases como a do jornal La Voz de Galícia dizendo que “o time destruiu em três  jogos boa parte do crédito acumulado em meses”. Injusto, claro, mas é assim mesmo que funciona no futebol (ou, na verdade, na vida) aquilo que encosta em nosso orgulho: são coisas que, em estado de consciência e temperança, não deveriam importar muito, mas que no fim das contas mostram ser as únicas que, no fundo, importam de verdade.

***

Vicente, do Valencia, é o mais próximo de um ponta-esquerda que o planeta tem a oferecer hoje – peladas de clube à parte. Joga aberto o tempo todo de verdade, dribla de verdade, desestrutura as defesas de verdade. Isso quando joga e entra em forma, como agora.

O problema é que qualquer camarão de paella em Valência sabe que, quando isso acontece, é porque está se aproximando a hora de sua próxima lesão grave. Quer dizer, pelo menos tem sido assim nos últimos 5 anos: Vicente joga numa toada que caminha para acabar como Pedrinho (Vasco, Palmeiras), alguém que, por causa das lesões, acaba lembrado mais pelo que mostrou potencial para fazer do que pelo que efetivamente fez.

Tomara que estejamos errados, que exista esperança neste mundo para além das maternidades e que a atuação de Vicente nos 3-1 de ontem sobre o Racing Santander seja uma de muitas consecutivas nos próximos séculos e séculos, amém.

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Vicente fez dois gols e foi o melhor do time na vitória (embora Renan também tenha ido muito bem), mas o grande momento do jogo foi, sem dúvida nenhuma, o gol do Racing, marcado por Colsa. Dá uma olhada só que absurdo:

 

Notas relacionadas:

  1. Mala suerte
  2. Alguma novidade?
Autor: juanpolanco Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 6 de janeiro de 2009 Sem categoria | 19:40

Alguma novidade?

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Será a monotonia, na verdade, a história sendo feita? (Reuters) 

Lionel Messi está deixando o futebol monótono. Ou, no mínimo, está deixando o futebol espanhol monótono. Ou, pelo menos, este Capotón.

Porque agora era a hora de falar sobre Daniel Alves e aquela que provavelmente foi sua melhor partida desde que chegou ao Barcelona: nos 3-1 sobre o Atlético de Madrid, o brasileiro deu um passe lindo para o primeiro gol, outro para o pênalti que resultou no segundo e passou a partida toda jogando bolinha de gude com Messi na lateral-direita.

Se o jogo tivesse acabado com 2-0 ou 2-1 para o Barcelona, era isso mesmo que iríamos dizer, sem receio de estar deixando de citar nada digno de nota. Mas, então, como tem se tornado cada vez mais habitual, Lionel Messi nivelou tudo por cima. Para falar de Barça x Atlético, todos vão se referir às mesmas expressões; todos vão dizer que foi “mais um show do argentino”, opinar que ele, hoje, é o melhor jogador do mundo.

Com um pouco mais de 10 minutos para o final do jogo, Messi estragou tudo: primeiro, driblou três adversários em diagonal, como se fosse um Dizzy Gillespie atropelando a banda do Kenny G, e acertou no travessão. No rebote, do bico esquerdo da área, veio o cruzamento que o argentino dominou (parece que impedido), passou pelo goleiro num daqueles dribles que quem tem coração chama de “deu um come” e tocou para o gol de perna direita.

Não é só o fato de se marcar três gols, não é só o fato de dois deles serem bonitos, não é o fato de isso vir acompanhado de outras jogadas espantosamente individuais e objetivas, não é só por isso acontecer com uma frequência até irritante (porque aos poucos já parece que não há nada demais em fazer um jogo como o que Messi fez hoje). É tudo isso junto. E é como Messi o faz: deixando claro que não há nada de sorte, bom momento, confiança ou coisa do gênero como parte do processo; dando a impressão de que pode fazer tudo isso quando quiser, por quanto tempo quiser, de tanto que sobra em relação à banda do Kenny G. 

Um monte de outras coisas aconteceram e mereciam ser analisadas mais do que Messi – que, afinal, não é novidade -, mas enquanto as coisas que Lio faz no campo não se tornam tão, mas tão frequentes que enjoam, de quando em quando vamos ter que retomar este mesmo tema. Sorte de 2008 e de Cristiano Ronaldo que o ano acabou, porque chegou a hora (o ano) em que se torna oficial aquilo que há algum tempo já é verdade pelo critério recreio do colégio (segundo o qual o mundo é o pátio, você ganha o par-ou-ímpar e pode escolher qualquer jogador dele para começar seu time): Lionel Messi é, de muito longe, o melhor jogador do planeta. 

Notas relacionadas:

  1. Um hipotálamo incomoda muita gente
  2. Orgulho barato
  3. Acaba por aqui
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