Gols: 31 Média: 3,1 gols por jogo Maior goleada: Barcelona 4 x 0 Rayo Vallecano e Sevilla 2 x 6 Real Madrid Jogo com mais gols: Sevilla 2 x 6 Real Madrid Vitórias: 9 Empates: 1 Vitórias de mandantes: 5 Vitórias de visitantes: 4
Artilheiros: Cristiano Ronaldo(Real Madrid), com 3 gols Golaços: Cristiano Ronaldo (terceiro do Real Madrid), Thievy (primeiro do Espanyol), Sergio García (segundo do Espanyol), Barral (único do Sporting Gijón), Alexis Sánchez (primeiro do Barcelona), Siqueira (primeiro do Granada), Soldado (segundo do Valencia)
Gols: 26 Média: 2,6 gols por jogo Maior goleada: – (nenhum jogo foi vencido por diferença superior a três gols) Jogo com mais gols: Espanyol 4 x 2 Atlético de Madri Vitórias: 7 Empates: 3 Vitórias de mandantes: 4 Vitórias de visitantes: 3
Artilheiros: Ruben Castro (Betis), Verdú (Espanyol) e Nacho Novo (Sporting Gijón), com 2 gols Golaços:Ruben Castro (segundo do Betis), Aranburu (único da Real Sociedad), Arda (segundo do Atlético de Madri), Verdú (primeiro do Espanyol), Casquero (único do Getafe)
Gols: 28 Média: 2,8 gols por jogo Maior goleada: Barcelona 5 x 0 Levante Jogo com mais gols: Barcelona 5 x 0 Levante e Real Sociedad 3 x 2 Málaga Vitórias: 9 Empates: 1 Vitórias de mandantes: 8 Vitórias de visitantes: 1
Gols: 29 Média: 2,9 gols por jogo Maior goleada: Levante 4 x 0 Sporting Gijón Jogo com mais gols: Real Madrid 4 x 1 Atlético de Madri e Betis 2 x 3 Real Sociedad Vitórias: 10 Empates: 0 Vitórias de mandantes: 5 Vitórias de visitantes: 5
Artilheiros: Cristiano Ronaldo(Real Madrid), Arouna Koné (Levante) e Jonathan Pereira (Betis), com 2 gols Golaços: Iñigo Martínez (terceiro da Real Sociedad), Jonathan Pereira (primeiro do Betis), Nekounam (segundo do Osasuna)
Özil só jogou um tempo, mas atropelou os croatas e deixou sua marca (foto: EFE)
Após vencer a batalha contra o Valencia no sábado, pelo Campeonato Espanhol, o técnico José Mourinho deu merecida folga para os jogadores do Real Madrid. Ele sabia que, no meio da semana, tinha jogo pela Liga dos Campeões, mas também tinha conhecimento que dava pra ganhar do Dínamo Zagreb – equipe que ainda não tinha feito gol na Champions - até com os juniores. Não foi preciso chamar os garotos, porém: um mistão foi suficiente para abrir 4 a 0 aos 20 minutos do primeiro tempo e garantir a vitória. Um recorde, já que nunca o Real tinha marcado tantos gols nesse mesmo tempo.
Astros que atuaram recentemente por seleções, como Casillas e C. Ronaldo, foram poupados, e deram lugar a “desconhecidos” como Adán e Callejón. O goleiro não precisava nem ter colocado as luvas, tamanha a fraqueza do adversário, enquanto o atacante deixou ótima impressão. Benzema(agora autor do gol mais rápido do Real em Ligas), Higuaín e Özil, talvez o melhor em campo, completaram na etapa inicial – digo “talvez” porque é até covardia escolher um “melhor em campo” numa partida tão desigual, e pelo fato do alemão só ter jogado o primeiro tempo.
Callejón foi o substituto de C. Ronaldo. Marcou dois gols e não decepcionou (foto: Getty Images)
Na volta do intervalo, Mourinho poupou mais titulares, como Sergio Ramos, mas o time espanhol continuou seu massacre. Com apenas 4 minutos, Callejón marcou seu segundo na partida, deixando o bom goleiro Kelava cada vez mais desolado. Benzema também não teve dó do adversário, e deixou mais uma bola nas redes após lindo passe de calcanhar de Higuaín.
Dava até pra ter feito a maior goleada da história da Liga dos Campeões (Liverpool 8 x 0 Besiktas, em 2007), mas a equipe espanhola diminuiu tanto o ritmo que acabou até levando dois gols: Beqiraj testou com perfeição e fez o primeiro, enquanto Tomecak completou cruzamento meio sem jeito, de barriga, mas também marcou.
Com a vitória no “jogo-treino” desta terça-feira, o Real Madrid chegou ao seu 12° triunfo consecutivo na temporada. O time branco já estava classificado na Champions, mas confirmou sua excelente campanha (a melhor da competição, tendo sofrido apenas um gol!) e a fama de goleador – 16 tentos anotados até agora no torneio, além da primeira colocação no grupo D. Uma festa para todo mundo, menos para os pobres coitados do Dínamo Zagreb… Veja os gols do jogo:
Local: Estádio Santiago Bernabéu, em Lyon-FRA Data: 22 de novembro de 2011, terça-feira Horário: 17h45 (horário de Brasília) Árbitro: Alan Kelly (IRL) Auxiliares: Damien MacGraith e Marc Douglas (ambos IRL) Cartões amarelos: Cufré e Beqiraj (DIN) Público: 65415 torcedores
GOLS:
REAL MADRID: Benzema, aos 2, Callejón, aos 6, Higuaín, aos 9, e Özil, aos 20 minutos do primeiro tempo; Callejón, aos 4, e Benzema, aos 22 minutos do segundo tempo
DÍNAMO ZAGREB: Beqiraj, aos 36, e Tomecak, aos 45 minutos do segundo tempo
REAL MADRID: Adán; Diarra, Sergio Ramos (Albiol), Varane e Coentrão; Xabi Alonso (Granero), Sahin, Callejón e Özil (Altintop); Higuaín e Benzema Técnico: José Mourinho
DÍNAMO ZAGREB: Kelava; Vida (Ademi), Tonel, Cufré e Ibañez; Alispahic (Leko), Calello, Badelj, Kovacic e Sammir (Tomecak); Beqiraj Técnico: Krunoslav Jurcic
Gols: 25 Média: 2,77 gols por jogo Maior goleada: Barcelona4 x 0 Zaragoza Jogo com mais gols: Valencia 2 x 3 Real Madrid e Atlético de Madri 3 x 2 Levante Vitórias: 7 Empates: 2 Vitórias de mandantes: 4 Vitórias de visitantes: 3
Artilheiros: Soldado (Valencia), com 2 gols Golaços: Borja Valero (único do Villarreal), Miku (único do Getafe), Casadesús (único do Mallorca), Carlos Martins (segundo do Granada)
Gols: 27 Média: 2,7 gols por jogo Maior goleada: Real Madrid 7 x 1 Osasuna Jogo com mais gols: Real Madrid 7 x 1 Osasuna Vitórias: 4 Empates: 6 Vitórias de mandantes: 3 Vitórias de visitantes: 1
Artilheiros: Cristiano Ronaldo(Real Madrid), com três gols Golaços: Higuaín(terceiro do Real Madrid), Ander Herrera (primeiro do Athletic Bilbao), Trashorra (quarto do Rayo Vallecano), Barrada (primeiro do Getafe)
Cristiano Ronaldo fez um golaço de falta, mas teve trabalho para deixar o seu de pênalti (foto: AFP)
O primeiro saiu quando os merengues mandavam absolutos e davam impressão de que construiriam uma nova goleada. Já o segundo veio em boa hora para garantir o resultado, já que o Lyon ensaiava uma reação, contida pelo português com um tento de pênalti. O goleiro Lloris quase defendeu, como como “quase defender” não adianta, a bola morreu foi no fundo das redes!
Com 100% de aproveitamento e ainda sem sofrer gols na Champions, o Real já está classificado no grupo D, bastando apenas empatar fora de casa com o Ajax na próxima rodada para assegurar-se na primeira colocação.Vale adicionar que Cristiano Ronaldo chegou a uma marca incrível: 100 gols em 105 partidas pelo time branco, uma média inacreditável de 0,95 gol/jogo! Tá bom ou quer mais? Veja os tentos do portuga:
Local: Estádio Gerland, em Lyon-FRA Data: 2 de novembro de 2011, quarta-feira Horário: 16h45 (horário de Brasília) Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA) Auxiliares: Andrea Stefani e Renato Faverani (ambos ITA) Cartões amarelos: Cris e Källström (LYO); Diarra, Khedira, Albiol e Higuaín (RMD) Público: 40099 torcedores
GOLS:
REAL MADRID: Cristiano Ronaldo, aos 24 minutos do primeiro tempo e aos 25 minutos do segundo tempo
LYON: Lloris; Réveillère, Lovren (B. Koné), Cris e Dabo; Gonalons, Källström, Gourcuff e Ederson (Belfodil); Gomis (Lacazette) e Briand Técnico: Rémi Garde
REAL MADRID: Casillas; Diarra, Sergio Ramos, Pepe e Coentrão (Albiol); Khedira, Xabi Alonso, Di María (Callejón) e Özil; Cristiano Ronaldo e Benzema (Higuaín) Técnico: José Mourinho
Gols: 27 Média: 2,7 gols por jogo Maior goleada: Barcelona 5 x 0 Mallorca Jogo com mais gols: Barcelona 5 x 0 Mallorca Vitórias: 9 Empates: 1 Vitórias de mandantes: 7 Vitórias de visitantes: 2
Gols: 27 Média: 2,7 gols por jogo Maior goleada: Real Madrid 3 x 0 Villarreal e Athletic Bilbao 3 x 0 Atlético de Madri Jogo com mais gols: Levante 3 x 2 Real Sociedad Vitórias: 8 Empates: 2 Vitórias de mandantes: 5 Vitórias de visitantes: 3
Gols: 19 Média: 1,9 gol por jogo Maior goleada: Málaga 0 x 4 Real Madrid Jogo com mais gols: Málaga 0 x 4 Real Madrid Vitórias: 6 Empates: 4 Vitórias de mandantes: 2 Vitórias de visitantes: 4
Artilheiros: Cristiano Ronaldo(Real Madrid), com 3 gols Golaços: Juanlu (primeiro do Levante), Cristiano Ronaldo (quarto do Real Madrid), Muniain (primeiro do Athletic Bilbao), Nekounam (terceiro do Osasuna), Bangoura (primeiro do Rayo Vallecano)
Uma das verdades mais insofismáveis do futebol é que jogadores adoram marcar contra suas antigas equipes. O francês Benzema, do Real Madrid, não é diferente. Uma das várias revelações recentes do Lyon, o atacante se transferiu para a capital espanhola em 2009, e não demonstrou piedade em nenhum de seus encontros com a clube francês. Nas oitavas da Liga dos Campeões 2010/11, por exemplo, marcou nos jogos de ida e volta, ajudando os merengues a se classificarem. E a “sina” do matador continuou nesta terça-feira, quando os times voltaram a se cruzar pela Champions.
Benzema, o destaque do jogo, fez a festa após marcar seu gol (foto: EFE)
O francês (descendente de árabes) abriu o placar e ainda deu uma assistência para Khedira fazer mais um na vitória por 4 a 0 do Real sobre o Lyon – aliás, esse é um jogo que acontece pelo menos duas vezes por ano, tamanha a facilidade desses times se encontrarem na competição continental. Além dos lances decisivos, o camisa 9 ainda tornou a jornada do goleiro Lloris um pesadelo, criando vários outros lances de perigo até ser substituído por Higuaín. Özil fez o terceiro, mas a Uefa creditou gol contra para o arqueiro do Lyon.
Apesar das boas atuações nos últimos jogos, Kaká começou no banco e entrou na vaga de Khedira, que saiu sangrando na cabeça após trombada. O brasileiro quase marcou após cruzamento rasteiro, mas chegou atrasado. Mais tarde, cobrou escanteio e a pelota sobrou para Sergio Ramos. O lateral (atuando como zagueiro no lugar do lesionado Ricardo Carvalho) aproveitou a liberdade para encher o pé e transformar a goleada em humilhação.
No fim, a maior goleada da história do confronto na Champions, em um jogo-treino de ataque contra defesa. Resultado merecido para um Lyon que entrou com medo e teve uma atuação ridícula frente a um time sólido e que soube construir o placar sem afobação. Nesta quarta-feira, o Real Madrid deu uma lição que o novato técnico francês Rémi Garde certamente aprendeu… Veja os gols da partida:
Ficha técnica:
Local: Estádio Santiago Bernabéu, em Madri-ESP Data: 18 de outubro de 2011, terça-feira Horário: 16h45 (horário de Brasília) Árbitro: Cüneyt Çakır (TUR) Auxiliares: Bahattin Duran e Mustafa Eyisoy (ambos TUR) Cartões amarelos: Xabi Alonso (RMD); B. Koné e Briand (LYO) Público: 76102 torcedores
GOLS:
REAL MADRID: Benzema, aos 19 minutos do primeiro tempo; Khedira, aos 2, Lloris (contra), aos 10, e Sergio Ramos, aos 36 minutos do segundo tempo
REAL MADRID: Casillas; Arbeloa, Sergio Ramos, Pepe e Marcelo; Xabi Alonso, Khedira (Coentrão), Özil (Kaká) e Di María; Cristiano Ronaldo e Benzema (Higuaín) Técnico: José Mourinho
LYON: Lloris; Réveillère, Lovren, B. Koné e Cissokho; Fofana, Källström, Briand, Michel Bastos e Gourcuff (Ederson); Gomis (Dabo) Técnico: Rémi Garde
Gols: 23 Média: 2,3 gols por jogo Maior goleada: Real Madrid 4 x 1 Bétis, Barcelona 3 x 0 Racing Santander e Levante 3 x 0 Málaga Jogo com mais gols: Real Madrid 4 x 1 Bétis Vitórias: 7 Empates: 3 Vitórias de mandantes: 6 Vitórias de visitantes: 1
Mata e Cech são companheiros no Chelsea, mas o espanhol não mostrou piedade (foto: AP)
Há cerca de dois meses, Espanha e República Tcheca se enfrentaram na final do Europeu Sub-19. Os ibéricos levaram a melhor, mostrando que a próxima geração vencedora já está preparada. Mas, enquanto os garotos não crescem, os veteranos dão conta do recado contra o mesmo adversário – um verdadeiro freguês.
Nesta sexta-feira, pelas eliminatórias da Euro 2012, a “Fúria” visitou os tchecos e ganhou fácil por 2 a 0, em ritmo de jogo-treino. Mata e Xabi Alonso marcaram os tentos ainda no primeiro tempo, deixando o jogo sonolento na etapa complementar. O time de Vicente del Bosque só tocou a bola até a partida acabar, sendo levemente incomodado pelo adversário de tempos em tempos.
Deu até pena da torcida que foi torcer pela equipe da casa, já que a bola ficou com os espanhóis mais de 60% do tempo, e a ex-república soviética não conseguiu chutar uma bola sequer no gol de Casillas. Com o resultado, a Espanha conquistou sua sétima vitória em sete jogos no grupo I, e abriu 11 pontos de vantagem para a segunda colocada (justamente a seleção tcheca). A “Fúria” já está classificada para tentar defender seu título na Eurocopa da Polônia e Ucrânia, em 2012.
David Silva tenta escapar do violento Hübschmann, que conseguiu ser expulso em um jogo que não teve cartões amarelos (foto: AP)
Em um jogo sem grandes emoções, e até certo ponto maçante (tamanha a superioridade espanhola), a melhor observação a ser feita é a seguinte: a equipe ibéricajogou no estilo Barcelona, com total controle da posse de bola, trocas de passes intermináveis e tentativas de infiltração pelo meio a todo momento. No entanto, a maior parte dos jogadores do 11 inicial era do rival Real Madrid! Cinco, para ser exato: Casillas, Sergio Ramos, Albiol, Arbeloa e Xabi Alonso.
Do Barça, estavam Xavi, Piqué e Busquets (Puyol, Villa e Thiago Alcântara ficaram no banco – os dois primeiros entraram no decorrer do duelo). Uma prova de que del Bosque consegue fazer o time jogar que gosta, mesmo com jogadores que não atuam dessa forma em seus clubes. Treinador bom é outra história, e os espanhóis seguem firmes para o bi da Euro. Veja os gols:
Local: Estádio Letná, em Praga-RTC Data: 07 de outubro de 2011, sexta-feira Horário: 15h45 (horário de Brasília) Árbitro: Paolo Tagliavento (ITA) Auxiliares: Cristiano Copelli e Nicola Nicoletti (ambos ITA) Cartão vermelho: Hübschmann (RTC) Público: 17873 torcedores
GOLS:
ESPANHA: Mata, aos 7, e Xabi Alonso, aos 23 minutos do primeiro tempo
REPÚBLICA TCHECA: Cech; Hubnik, Gebreselassie, Sivok e Kadlec; Hübschmann, Pudil, Kolar (Vacek) e Rosicky; Jiracek e Baros (Pekhart) Técnico: Michal Bilek
ESPANHA: Casillas; Sergio Ramos (Puyol), Piqué, Albiol e Arbeloa; Busquets, Xabi Alonso, Xavi (Javi Martínez) e David Silva; Mata e Torres (David Villa) Técnico: Vicente del Bosque
Gols: 25 Média: 2,5 gols por jogo Maior goleada: Espanyol 0 x 4 Real Madrid Jogo com mais gols: Málaga 3 x 2 Getafe Vitórias: 6 Empates: 4 Vitórias de mandantes: 2 Vitórias de visitantes: 4
Artilheiros: Higuaín (Real Madrid), com 3 gols Golaços: Júlio Baptista (terceiro do Málaga), Iñigo Martínez (único da Real Sociedad), Pedro León (primeiro do Getafe), Canales (único do Valencia), Tamudo (único do Rayo Vallecano), Rossi (primeiro do Villarreal)
Há 27 meses no Real Madrid, Kaká foi titular 41 vezes em 106 jogos possíveis (foto: Getty Images)
Após um longo período de ostracismo, Kaká voltou a brilhar pelo Real Madrid. Na última terça-feira, o brasileiro marcou um gol e participou da construção de outros dois na vitória da equipe espanhola sobre o Ajax, pela Liga dos Campeões. O interino Aitor Karanka chegou a dizer que ele “ressuscitou”.
O problema é que os lampejos do meia custam caro. Segundo cálculos do diário “Sport”, cada partida do brasileiro custou R$ 5.065.761,34 aos cofres do Santiago Bernabéu, ou R$ 56.280 por minuto. Pior: cada um dos 16 gols anotados por Kaká saiu pela bagatela de R$ 13.212.258,10!
Além disso, o Real já gastou no total 84 milhões de euros (cerca de R$ 211 milhões) com o camisa 8: 64 milhões (R$ 161,5 milhões) para tirá-lo do Milan antes da temporada 2009/10 e mais 20 milhões (R$ 50 milhões) em salários – são 750 mil euros (R$ 1.881.864,65) por mês ao meia. Veja todos os números:
E aí, Kaká ainda vai provar o seu valor? Ou você acha que ele não está valendo tudo isso? Opine!
Cristiano Ronaldo marca. O nome que vai na súmula é o dele, mas o gol foi do time (foto: Getty Images)
O primeiro gol do Real Madrid na vitória conta o Ajax pela Liga dos Campeões foi fruto de um contra-ataque fulminante. Em 13 segundos, a bola atravessou o campo através de 13 toques e sete passes, culminando no potente chute de Cristiano Ronaldo na marca do pênalti. Segundo Emilio Butragueño, grande ex-atacante, ídolo do clube branco e comentarista de TV, foi uma jogada que “deveria ser ensinada na escolinha de futebol”. O time do Ajax se perdeu nos passes de primeira e pouco fez para impedir a trama.
Mas, de fato, é raro ver gols semelhantes no futebol de hoje, principalmente pela baixa qualidade dos passes dados pelos volantões que fazem a ligação defesa-ataque. No tento em questão, Özil veio buscar a bola no campo de defesa, ajudando Sergio Ramos a desafogar. Mas Xabi Alonso e Khedira também passam bem, aumentando as chances da jogada dar certo. Essa é a vantagem de jogar com volantes bons de bola, mesmo que não marquem tão bem. O time fica mais exposto, é verdade, mas a possibilidade de um contra-ataque ser encaixado é muito maior. Se o Barcelona joga sem brucutus, talvez o caminho para o Real seja mesmo imitar o rival.
Sergio Ramos começou, Özil e Kaká tramaram, Benzema deu o toque final e Cristiano Ronaldo colocou pra dentro
O contra-ataque mortal começou antes mesmo dos times entrarem em campo. O treinador interino Aitor Karanka, que substituiu o suspenso José Mourinho, deu a ordem para o Real: a bola fica com o Ajax, nós vamos jogar no erro. E deu certo! Justamente quando o clube holandês controlava as ações do jogo e ocupava a maior parte dos espaços, a jogada tirou os merengues do sufoco e abriu a porteira para a construção de um bom 3 a 0 que já encaminhou a classificação madrilenha na Liga. Recorde a jogada:
Para mim, lembrou muito aquele famoso gol de Senegal na Copa do Mundo 2002, contra a Dinamarca. Um desarme perfeito, seis toques na bola e transição de área a área em 14 segundos, terminando no gol de Salif Diao. Foi o lance que determinou o empate por 1 a 1. Relembre:
Real Madrid e Ajax já travaram duelos épicos pela Liga dos Campeões. É só dar uma olhada na temporada 1972/73 da competição, quando o time holandês comandado por Cruyff eliminou o esquadrão espanhol de Santillana, Amancio e Grande na semifinal. No primeiro jogo, 2 a 1 em Amsterdã para o time da casa. Na volta, outra vitória neerlandesa, dessa vez por 1 a 0, em pleno Santiago Bernabéu. Nesses 38 anos que separam o triunfo do Ajax em Madri do confronto desta terça-feira, muita coisa mudou. Pior para o Ajax…
Jogando bonito, o time espanhol vingou com sobras o resultado de 1972/1973. Kaká retornou bem ao time titular e foi às redes após um longo período sem levantar os dedos para o céu. Ele participou da linda jogada do primeiro gol, cheia de toques de primeira, ao estilo Barcelona, que culminou no tento de Cristiano Ronaldo. O brasileiro marcou o seu no final do primeiro tempo e foi mais uma vez decisivo no início da etapa complementar, tocando para Benzema fazer o terceiro. Foi substituído por Di María aos 30, saindo ovacionado pela massa. Tá bom ou quer mais?
O resultado serviu para encaminhar bem a classificação do Real Madrid na Liga dos Campeões. Com seis pontos, alguém duvida que o time de José Mourinho (agora livre de suspensão da Uefa) irá passar com facilidade? Para completar a vingança, só falta bater o Ajax na capital holandesa, no dia 7 de dezembro. Com Kaká voltando aos seus velhos tempos, as chances são boas! Veja os gols:
Ficha técnica:
Local: Estádio Santiago Bernabéu, em Madri-ESP Data: 27 de setembro de 2011, terça-feira Horário: 15h45 (horário de Brasília) Árbitro: Mark Clattenburg (ING) Auxiliares: Stephen Child e Simon Beck (ambos ING) Cartões amarelos: Ricardo Carvalho (RMD) Público: 70320 torcedores
GOLS:
REAL MADRID: Cristiano Ronaldo, aos 25, e Kaká, aos 41 minutos do primeiro tempo; Benzema, aos 3 minutos do segundo tempo
REAL MADRID: Casillas; Sergio Ramos, Varane, R. Carvalho e Arbeloa; Xabi Alonso, Khedira, Özil (Altintop) e Kaká (Di María); Cristiano Ronaldo e Benzema (Higuaín) Técnico: Aitor Karanka
AJAX: Vermeer; van der Wiel, Alderweireld, Vertonghen e Anita; de Jong, Sulejmani (Ebecilio), Janssen (Enoh), Boerrigter (Serero) e Eriksen; Sigthorsson Técnico: Frank de Boer
Gols: 27 Média: 2,7 gols por jogo Maior goleada: Barcelona 5 x 0 Atlético de Madri Jogo com mais gols: Real Madrid 6 x 2 Rayo Vallecano Vitórias: 6 Empates: 4 Vitórias de mandantes: 6 Vitórias de visitantes: 0
Artilheiros: Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e Messi (Barcelona), com 3 gols Golaços: Varane (quarto do Real Madrid), Villa (primeiro do Barcelona), Messi (terceiro do Barcelona), Barkero (terceiro do Levante), Castro (segundo do Mallorca)
José Mourinho costuma falar sobre quatro coisas: ele mesmo, campeonatos comprados pelo Barcelona, o culpado pelo resultado ruim do Real Madrid e… José Mourinho. Não é segredo que o português se considera um treinador “especial”. Tanta presunção já lhe fez tanto bem quanto mal: com sua confiança e agressividade, formou ótimos times e conquistou muitos títulos, incluindo duas Ligas dos Campeões; no entanto, seu jeito marrento colocou imprensa, rivais e até torcedores de seu time contra ele (principalmente com a campanha que o Real vem fazendo).
Seu jeito “especial”, porém, lhe rendeu participação em um comercial, no qual fala um pouco sobre… Adivinhe? Sim: José Mourinho. Entre poses “sensuais” e muitas caras e bocas, o técnico abre o coração. Diz que foi um jogador medíocre e teve que optar por “outra direção” para ser um special one. O luso também comenta a fama de “duas faces” (“Tenho uma cara com minha família, e outra com a família do futebol”) e arrogante (“Querer ganhar não é arrogância, é a essência do esporte”). Ele também diz que “dá tudo de si”, podendo exigir o mesmo de todos os que trabalham com ele.
Veja Mourinho em ação e diga: você contrataria o manager como garoto propaganda?
Aliás, só eu acho que o Mourinho tem um baita cabeção?
Francisco De Laurentiis foi repórter do iG Esporte e hoje é colaborador do portal. Gosta de todos os esportes, menos golfe e levantamento de peso. No futebol, acompanha de tudo, mas tem uma queda especial pelas divisões inferiores e pelo lado B da bola. Fã do Athletic Bilbao, escreve sobre futebol espanhol e fica de olho em tudo que rola em La Liga.