
Keita, autor do gol contra o Levante, comemora com Dani Alves: Barcelona tricampeão nacional
O que todo mundo já sabia foi confirmado nesta quarta-feira: o Barcelona não suou para tirar um empate do Levante (1 a 1, Keita marcou) e sagrou-se tricampeão espanhol nas temporadas 2008/09, 2009/10 e, agora, 2010/11.
É a vigésima vez que o gigante catalão conquista a taça da competição nacional. A diferença de títulos do Campeonato Espanhol para o Real Madrid segue diminuindo, mas ainda é grande: os madrilenos têm 31 títulos, contra, agora, os 20 do Barça.
Foi uma campanha acima da média, com poucos percalços, várias goleadas – uma delas inesquecível, 5 a 0 frente ao Real Madrid no Camp Nou – e um desfile de golaços comandados por Lionel Messi, Xavi Hernández, Andrés Iniesta e companhia. No início da temporada, o Real de José Mourinho dava indícios de que disputaria o título com os blaugranas até as últimas rodadas. Agora, ainda faltando duas rodadas, o Barcelona está a oito pontos do arquirrival.
Abaixo, dividimos aqui os jogadores do elenco do Barcelona em três categorias: 5, 4 e 3 estrelas, de acordo com a participação de cada um nesta conquista. Veja os comentários, opine e, se for torcedor blaugrana, comemore.
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*5 ESTRELAS
Lionel Messi – 32 jogos, 31 gols
Melhor do mundo em 2009 e em 2010. E talvez em 2011, 2012, 2013…
Xavi Hernández – 30 jogos, 3 gols
O sósia do Andy Garcia quase não marca gols, mas é recordista em assistências no time: foram 67 só na Liga Espanhola. Grande parte das goleadas do Barça no 1º turno começaram nos pés dele.
Andrés Iniesta – 34 jogos, 8 gols
Um dos jogadores com maior identificação com a torcida catalã, Iniesta é autor de 50 assistências para gol na Liga Espanhola. Sempre se destaca nos momentos importantes.
Daniel Alves, 32 jogos, 2 gols
Parte da minoria de jogadores não formadas nas categorias de base do clube, mas joga como se conhecesse Xavi, Iniesta e Messi há décadas. É fundamental para as infiltrações com toques rápidos pelo lado direito do campo. Possivelmente o melhor lateral/ala direito do mundo no momento.
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*4 ESTRELAS
Carles Puyol, 17 jogos, 1 gol
A idade chegou – 33 anos – e, com ela, as contusões. O comandante da zaga barcelonista passou a maior parte do campeonato fora e sua ausência sempre foi sentida. Manda prender e manda soltar na defesa, além de encarnar como nenhum outro jogador o espírito catalão dentro de campo. Capitão, ídolo total e agregador máximo do elenco.
David Villa, 34 jogos, 18 gols
O atacante contratado junto ao Valencia há um ano teve um início de temporada arrasador, mas diminuiu demais o ritmo. Chegou a ficar um mês sem marcar gols pelo clube em entre março e abril. No conjunto da obra, no entanto, o saldo ainda é bem positivo.
Gerard Piqué, 30 jogos, 3 gols
Se Puyol é a raça da defesa barcelonista, Piqué é a técnica, sabe começar jogadas com o toque de bola típico do time. E ainda tá pegando a Shakira. Precisa mais que isso? Temporada espetacular.
Pedrito Rodríguez, 32 jogos, 13 gols
Essa foi a temporada em que o jovem de 23 anos cavou seu espaço no time de Guardiola. Foi titular em 24 das 31 vezes em que esteve em campo pela Liga Espanhola. Referência nas tabelas, embora às vezes ainda perca uns gols um tanto imperdíveis.
Sergio Busquets, 27 jogos, 1 gol
O volante é um dos poucos carregadores de piano desse time. E em jogos difíceis, como nos duelos contra o Real Madrid, sabe praticar essa desvalorizada, embora importante, arte chamada catimba.
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*3 ESTRELAS
Javier Mascherano, 24 jogos, nenhum gol
O volante argentino chegou como uma inusitada contratação no início da temporada. Começou como titular em 16 oportunidades no Campeonato Espanhol. Demorou para se adaptar, mas subiu de produção. Quando atua, funciona como um cão de guarda no meio-campo. Só precisa abusar um pouco menos das faltas.
Bojan Krkic, 25 jogos, 5 gols
Com apenas 20 anos, ainda é reserva, mas conquista espaço dia a dia. Tem boas chances de ser titular do time em duas ou três temporadas.
Éric Abidal, 23 partidas, nenhum gol
O zagueiro e lateral-esquerdo francês foi afastado no início do ano para a retirada de um tumor no fígado, e causou grande comoção em Barcelona. Recuperado, entrou no finzinho da partida contra o Real Madrid que selou a classificação catalã à final da Liga dos Campeões, e ainda foi carregado pelos colegas. Representa o bom clima entre os jogadores do time.
Victor Valdés: 30 jogos, 15 gols sofridos.
O jogo de posse de bola quase eterno do Barça faz com que o discreto goleiro barcelonista não seja muito acionado. Mas ele quase nunca compromete.
Seydou Keita, 33 jogos, 1 gol
O volante malinês disputou 13 partidas como titular e costuma ter atuações seguras e discretas.
Ibrahim Affelay, 18 jogos, nenhum gol
O holandês de origem marroquina chegou no meio da temporada do PSV Endhoven, onde era ídolo absoluto. Tem feito boas atuações quando entra, geralmente na segunda etapa.
Jéffren Suárez, 6 jogos, 1 gol
O atacante venezuelano de 22 anos entrou no finzinho da primeira partida contra o Real Madrid e marcou seu único gol na Liga Espanhola, fechando a goleada por 5 a 0. Foi uma indireta de Pep Guardiola aos merengues, como se dissesse “craque, a gente faz em casa”.
Adriano, 14 partidas, nenhum gol
O curitibano revelado pelo Sevilla ganhou a briga com o também brasileiro Maxwell na lateral-esquerda após o afastamento de Abidal.
Maxwell, 23 jogos, nenhum gol
O brasileiro é um dos mais discretos do elenco barcelonista. Acabou perdendo espaço no time principal.
Gabriel Milito, 10 partidas, nenhum gol
O zagueiro argentino é assíduo frequentador do banco de reservas. Quando Puyol se contundiu, ele chegou a jogar algumas partidas, mas deu tantos sustos que Guardiola resolveu improvisar outros jogadores.
José Manuel Pinto, 5 partidas, 4 gols sofridos
A maior participação do goleiro reserva Pinto não foi no Campeonato Espanhol, e sim na Liga dos Campeões: mesmo no banco ele foi expulso na primeira semifinal contra o Real Madrid, por fazer provocações aos jogadores rivais.