Publicidade

sexta-feira, 30 de outubro de 2009 Sem categoria | 10:03

Tempo e dinheiro

Compartilhe: Twitter

A cada nova temporada, após cada mercado de transferências, sempre chega um momento em que o Real Madrid trata de comprovar que existe uma coisa – normalmente imprescindível – que o dinheiro não compra para um time de futebol: tempo. O tempo, no caso, necessário para se formar efetivamente um time, não importa quanto talento esteja disponível.

É, essencialmente, o problema que enfrentam os técnicos das grandes seleções, que quase sempre precisam sobreviver a uma inevitável fase de jogo duvidoso antes de dar cara a uma equipe. Foi essa a maior virtude de Dunga ao longo desses vários períodos de alguns dias em que teve a Seleção na mão. O resultado disso discuta-se quanto quiser, mas o fato é que ele formou de fato um time – o que não é nada fácil.

O Real Madrid de Manuel Pellegrini ainda não é um time (como ainda não eram a essa mesma altura o de Fabio Capello ou o de Bernd Schuster) e, como não-time, está sujeito a um dia nulo como o da goleada sofrida para o Alcorcón – ainda mais nessa série mais perigosa do que parece de brigas contra bêbados que é a Copa do Rei.

Encontrões como este não têm nada de inéditos e não dizem muito contra Pellegrini. As questões agora são apenas de saber: a) se apesar disso ele sobrevive e b) se em mais algumas semanas consegue chamar o Madrid de seu time – coisa que, nos últimos anos, só quem realmente conseguiu fazer foi Fabio Capello.

Fogo amigo
O pior sinal para Manuel Pellegrini foi o tipo de pressão que recebeu no dia seguinte à derrota para um clube da terceira divisão: o Marca, diário de bordo do presidente Florentino Pérez, já estampou na capa um “fora!”, devidamente acompanhado de editorial explicando que Florentino fez sua parte ao trazer os jogadores e agora falta o técnico fazer a sua.

A fila anda
O assunto, portanto, já surgiu entre a imprensa madridista: quem deveria ser o novo técnico num caso hipotético e distante de que Pellegrini seja demitido? Correm os nomes de Rafa Benitez, Marco Van Basten e Michael Laudrup e também o boato de que o que Florentino gostaria mesmo era que o diretor Jorge Valdano assumisse o banco.

Coluna intrepidamente publicada no Jornal Placar de 30 de outubro.

Notas relacionadas:

  1. Enquanto há tempo
  2. A Marca da maldade
  3. O melhor do resto
Autor: juanpolanco Tags: , , , , , ,

7 comentários | Comentar

  1. 7 alex 07/12/2009 0:46

    Ronaldo e Brilha muito no corinthians

    Responder
  2. 6 alex 07/12/2009 0:43

    eu sou são paulino

    Responder
  3. 5 alex 07/12/2009 0:31

    o Barça ainda da para ser campeão do campeonato ?????

    Responder
  4. 4 ingrid 08/11/2009 20:22

    La Masia fez 43 anos, se nao me engano!!!! Muito tempo para formar jogadores ahahaahah O real tinha que arerumar uma para ele

    Responder
    • alex 07/12/2009 0:41

      Que bom sou do Brasil e vcs ?????????????????????????????????

  5. 3 Tiago Cavalcante 30/10/2009 20:05

    Sr. Polanco, é certo que qualquer treinador precisa de tempo para entrosar uma equipe. Todavia, o que fazer quando o treinador em questão atira no próprio pé e aposta num sistema de “Rotaciones” de jogadores e até de esquema tático, que apenas o deixa mais longe de conseguir o tão desejado espírito de equipe e padrão de jogo?

    Responder
  6. 2 Leo Corado 30/10/2009 13:44

    Visca..!

    Responder
    • alex 07/12/2009 0:39

      vcs são da espanha ??????

  7. 1 Don Victor 30/10/2009 13:14

    Visca Barça…. kaiiakiakaiakiak

    Responder
  1. ver todos os comentários
 

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

* Campos obrigatórios


 

Responder comentário


* Campos obrigatórios