Cruyff tinha razão em suas críticas à Seleção Brasileira
As recentes declarações do ex-jogador holandês, o craque Johan Cruyff, repercutiu negativamente por aqui antes do confronto entre Brasil e Holanda, pelas quartas-de-final da Copa de 2010. Em entrevista ao jornal britânico “Daily Mirror”, Cruyff disse que jamais pagaria um ingresso para ver um jogo da Seleção Brasileira, criticando severamente a falta de criatividade do time de Dunga e falta de talentos na equipe. Veja abaixo algumas declarações de Cruyff:
“O Brasil tem jogadores de talento, mas que jogam de forma defensiva e pouco interessante. Isto é uma vergonha para o público e para o torneio, porque é uma equipe que a torcida quer ver jogando bem”.
“Quando falamos em Brasil pensamos em jogadores como Gérson, Tostão, Falcão, Zico ou Sócrates… Agora temos o contrário, com Gilberto Silva, Felipe Melo, Michel Bastos e Julio Baptista”.
“Onde está a magia brasileira? Posso entender porque Dunga escolheu alguns jogadores, mas onde está o talento no meio-campo? O Brasil precisa jogar com mais intensidade, com mais criatividade, porque seus jogadores são especiais”.
A triste derrota da Seleção Brasileira aconteceu então da forma que muitos torcedores e jornalistas já imaginavam. Felipe Melo deixou o time na mão, Kaká não jogou nessa Copa e a Seleção de Dunga não teve opções para reverter um resultado adverso. Fica até complicado escolher apenas um deles como vilão nessa Copa. A Seleção Brasileira foi eliminada de uma Copa do Mundo nas quartas-de-final pela segunda vez consecutiva, ao perder por 2 x 1 para a Holanda. A derrota de virada foi a terceira do Brasil dessa forma em Copas. Anteriormente, a Seleção Brasileira só havia perdido para o Uruguai, na final da Copa de 1950 (2 x 1), e para a Noruega, também por 2 x 1, na primeira fase da Copa de 1998.
Kaká, o principal jogador do time, não rendeu o esperado e foi a maior decepção do Brasil no mundial. Fora de forma, o meia do Real Madrid se omitiu durante boa parte dos jogos, reclamou demais dos companheiros de time por não receber a bola e não decidiu. Infelizmente, como em 2006, o nosso camisa 10 fracassou. Na última Copa, Ronaldinho Gaúcho começou e terminou o mundial apagado.
Já o volante Felipe Melo, destemperado, deixou o time na mão. Mesmo aconselhado a pegar leve nas disputas, o deu uma entrada desnecessária e foi expulso aos 28 minutos, cinco depois da virada holandesa. Felipe Melo fez um ótimo primeiro tempo, dando inclusive um passe sensacional para o gol de Robinho. Um dos melhores passadores de bola dessa Copa (acertou 90%, 229 de 254), Felipe Melo bobeou na parte disciplinar.
Por outro lado, o técnico Dunga, que bancou a convocação de vários jogadores limitados e a titularidade de jogadores em baixa, como Luís Fabiano e Kaká, não teve competência para equilibrar o time depois de um revés. Bastou sofrer um gol diante de um bom adversário que o time desabou. O grupo formado por Dunga, esteve unido, com comprometimento, como adorava dizer o treinador, mas não resolveu. Sem opções no banco de reservas, Dunga colocou Nilmar e Gilberto nos lugares de Luís Fabiano e Michel Bastos. Muito pouco para quem teve a chance de levar jogadores muito mais talentosos como Paulo Henrique Ganso, Neymar, Ronaldinho Gaúcho, Alexandre Pato, entre outros.
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