Defensores Sporting 0 x 3 Vélez Sarsfield. Embora tenha tomado as ações da partida desde o início, o Vélez só abriu o marcador aos 40 minutos do primeiro tempo, com David Ramírez. Após cobrança de escanteio, Óbolo ampliou aos 36 minutos do segundo tempo. E Sebá – aquele do Corinthians, mesmo – cobrou uma falta como nunca fez na vida (este foi o seu primeiro gol falta), colocando a bola no ângulo, aos 40 do segundo tempo, para fechar o marcador. O Fortín desde o início mostrou superioridade e solidez nas suas ações.
Fluminense 1 x 0 Arsenal. Apesar das limitações, o Arsenal apresentou um futebol convincente e não se entregou fácil. Pagou pela desatenção inicial. Sofreu o gol, de Fred, aos dois minutos de jogo, e após encaixar alguns contra-ataques tomou a iniciativa da partida pressionando os donos da casa até os minutos finais.
Leandro Euzébio, num lance lastimável, e Wagner foram expulsos pelo lado tricolor, enquanto Aguirre foi expulso pelo Viaducto. Os xeneizes agradecem.
O título era iminente e justo, diga-se. O Vélez Sarsfield é, atualmente, a melhor equipe do futebol argentino. No entanto, a consagração chegou com uma rodada de antecedência, após a derrota do Lanús para o Argentinos Juniors, por 1 a 0. Mas antes, a equipe já havia derrotou, por 2 a 0, o Huracán, no Estádio Tomás Adolfo Ducó, com portões fechados. Triste fato. No entanto, convocou a torcida para assistir aos jogos – o seu e o do Lanús -, no José Amalfitani.
O nono título Velezano – Nacional 1968, Clausura 1993, Apertura 1995, Clausura 1996, Clausura 1998 Clausura 2005, Clausura 2009 e Clausura 2011 -, chegou após 18 jogos: 11 vitórias, três empates e quatro derrotas. A equipe possui o melhor ataque, com 34 gols marcados – destes, oito foram marcado por Ramírez; sete por Silva; quatro por Moralez; Fernández Martínez e Ricky Álvarez marcaram três; e Canteros, Cubero, Ortíz, Papa, Vuletich e Zapata, um cada – e 16 sofridos. O aproveitamento foi de 66,67%.
Números à parte, conquistou o título a equipe que buscou ser diferente, que soube superar suas limitações e apresentou o futebol mais bonito e eficiente. Nem mesmo as lesões de Santiago Silva, Juan Manuel Martínez, Víctor Zapata e Maxi Moralez fizeram o time sucumbir. E todos tiveram papeis importantes nesta conquista, inclusive, as revelações Fernando Tobio, Iván Bella, Héctor Canteros e Ricky Álvarez, além do reserva de luxo David Ramírez. Ou seja, ponto para o treinador Ricardo Gareca.
Confira a campanha Fortinera:
Independiente 2 x 2 Vélez Sarsfield Gols do Vélez Sarsfield: Maxi Moralez e Juan Manuel Martínez Vélez Sarsfield 1 x 2 All Boys David Ramírez Argentinos Juniors 1 x 1 Vélez Sarsfield David Ramírez Vélez Sarsfield 1 x 0 Boca Juniors Fernando Ortiz River Plate 1 x 2 Vélez Sarsfield Santiago Silva Vélez Sarsfield 2 x 0 San Lorenzo Santiago Silva e Augusto Fernández Vélez Sarsfield 3 x 0 Arsenal Santiago Silva, Ricky Álvarez e Juan Manuel Martínez Olimpo 1 x 2 Vélez Sarsfield Ricky Álvarez e Emiliano Papa Vélez Sarsfield 2 x 0 Newell’s Old Boys Santiago Silva e Augusto Fernández Colón 1 x 1 Vélez Sarsfield Víctor Zapata Vélez Sarsfield 2 x 3 Quilmes Héctor Canteros e Agustín Vuletich Estudiantes 0 x 4 Vélez Sarsfield Augusto Fernández, Maxi Moralez (2) e David Ramírez Vélez Sarsfield 2 x 0 Banfield Fabián Cubero e David Ramírez Lanús 3 x 2 Vélez Sarsfield David Ramírez (2) Vélez Sarsfield 2 x 0 Gimnasia y Esgrima de La Plata Santiago Silva e Maxi Moralez Tigre 2 x 1 Vélez Sarsfield Ricky Álvarez Vélez Sarsfield 2 x 0 Godoy Cruz Juan Manuel Martínez e David Ramírez Huracán 0 x 2 Vélez Sarsfield
Santiago Silva e David Ramírez Vélez Sarsfield x Racing Ainda não jogou.
Apenas dez minutos foram necessários para o Vélez Sarsfield apresentar o cartão de visita a LDU. Neste tempo, a equipe argentina adentrou em quatro oportunidades pelo flanco esquerdo do ataque em dois deles deixou a bola no fundo da rede – ambos com Augusto Fernández. E por lá, posteriormente, surgiram outras oportunidades, e até o terceiro gol – com Sebá Domínguez. Outras, também, foram desperdiçadas e talvez fará falta em Quito e sua temida altitude de pouco mais de 2 700 metros, na partida de volta das oitavas de finais da Libertadores. Mas ninguém pode negar que 3 a 0 é uma bela vantagem. E só.
Entretanto, a Liga receberá o Fortín com dois desfalques: Luis Bolaños e Néicer Reasco expulsos na primeira partida. O que representa mais vantagem. E quiçá repetir o futebol que apresentou já seria uma bela vantagem. Teses à parte, a equipe equatoriana não é sempre má quando atua em condições normais para a prática de esportes, mas nesta partida foi péssimo, submisso. Praticamente, não entrou em campo, desde o início tornou-se uma presa fácil e se deixou levar pelas variações táticas da equipe argentina. Quase sempre, forçando as jogadas pelo lado direito da defesa adversária.
E só para constar: o Vélez não necessita de apenas um futebolista. Mas não custa lembrar que Santiago Silva e Sebá Domínguez, que tiveram participações importantes no jogo, já fizeram parte do plantel do Corinthians e foram estigmatizados por aqui. E aos desavisados, ambos são titulares, importantes e nenhum corintiano consciente gostariam de jogar contra o Vélez, com eles em campo. Tenho dito.
Segundo os dados do jornalista argentino Silvio Maverino, esta foi a partida número 100 do Vélez na Copa Libertadores da América, com 47 vitória, 29 empates e 24 derrotas. Esta foi a 11ª vitória pelo placar de 3 a 0.
Marcelo Montanini é jornalista, fotógrafo e pai de Nicole. E apesar de ser descendente de argentino foi com os brasileiros que aprendeu a observar o futebol de nossos hermanos com outros olhos. Cresceu ouvindo que os argentinos eram “nossos inimigos” e após uma breve reflexão descobriu o que Freud queria dizer sobre Alter ego. E não faz a mínima questão em saber quem é melhor: Maradona ou Pelé. No twitter, @mmmontanini