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Posts com a Tag Julio Grondona

sábado, 10 de dezembro de 2011 AFA, Reflexão | 02:06

Outra discussão utópica

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Torneio curto ou longo? Quando se acredita que é um assunto superado, eis que ele volta à tona. Por oportunismo ou necessidade, visto que não passa de politicagem. Desta vez, quem se encarregou de trazê-lo à mídia foi o presidente do Lanús, Nicolás Russo, ao afirmar que Don Julio o havia encomendado a tarefa: avaliar a possibilidade de um torneio longo.

“Se está avaliando a possibilidade de jogar um torneio longo de 38 rodadas no lugar de dois de 19. É uma tarefa que me encomendo Julio Grondona e pelo qual estou muito agradecido. A ideia seria iniciar em 1º de julho de 2012 e finalizar em 30 de junho de 2013”, explicou.

O dirigente Granate ainda explicou que os esquemas dos promédios e rebaixamento seguiriam da mesma forma.  Ridícula, diga-se.

Contudo, ano após ano este assunto sempre aparece e desaparece, com um oportunismo fora do comum. Observando a data de início e término deste tal torneio, gostaria muito de saber quando se iniciaria, ao menos, o próximo, visto que, curiosamente, ele terminaria um dia antes do começo do seguinte?

Se tratando promédios e rebaixamento, talvez haja a necessidade de mais de um “grande” disputar simultaneamente a B Nacional para os métodos começarem a ser reavaliados. No mais, não acredito que algo mudará. Estamos falando de Grondona, vale lembrar. O último torneio longo na Argentina foi disputado na temporada 1989/1990.

Enfim, Russo, que além de presidente Granate é membro do conselho executivo da AFA, afirmou recentemente que “Grondona é o melhor dirigente da história do futebol mundial”. Ou seja, não pode-se levar à sério qualquer coisa que saia deste indivíduo brincalhão.

Leia também: Apenas uma discussão utópica

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , , ,

terça-feira, 29 de novembro de 2011 AFA | 07:00

Grondona colocou Al Capone no bolso

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“Em 32 anos de AFA tenho tido mais denúncias do que Al Capone e jamais tive uma sanção pelas denúncias”, declarou Don Julio Grondona ao programa Los más grande, da rádio Cooperativa, de Buenos Aires, ontem. E apesar do sarcasmo, a afirmação é um fato incontestável e lamentável.

Ironicamente, Don Julio numa só oração conseguiu comparar-se a um dos maiores mafiosos do mundo, criticar quem o acusa, indiretamente a justiça, que não encontra nada que o puna, e, sobretudo, defender-se. Deixando de lado o fato temporal que caracteriza, na minha vaga concepção, uma ditadura.

Ademais, sobre as câmeras ocultas (veja vídeo abaixo) que mostraram ao mundo uma das falcatruas de Don Julio, com notas de transações ilegais e ameaças, ele apenas disse: “Não temos que dar importância a esta gente que caiu como um paraquedista num sistema”. E assim fingiu que nada aconteceu.

Enfim, este é Julio Humberto Grondona, dono do futebol argentino.

Autor: Marcelo Montanini Tags: , ,

sexta-feira, 26 de agosto de 2011 AFA, Apertura, Seleção | 18:49

Apertura, fecha 4 e o hiato de silêncio…

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Quando o silêncio fala mais alto...

“Ninguém me explicou nada, gostaria que Grondona houvesse me explicado por que fui (demitido). Pelo menos, teria a chance de me defender, dizer o meu (lado)”, criticou Sergio Batista, ex-técnico da Argentina, um mês depois de sair do cargo. Enfim, ética não é algo que se pode cobrar de dirigentes de confederações, né? E qualquer semelhança com o que temos por aqui, não é mera coincidência. 

Quando o cargo de selecionador caiu no colo de Alejandro Sabella, Checho Batista ainda era o dono, ao menos, não havia sido formalmente demitido. No entanto, já havia sido destituído do cargo publicamente, por Grondona e parte de sua trupe. 

Como justificativa, Don Julio disse que a imprensa havia derrubado o técnico, e que não era essa a vontade dele. Talvez não o fosse, mas foi! Afinal, Ninguém manda e desmanda mais no futebol argentino do que seu ego. Aliás, não há afirmativa mais incrustada no imaginário popular, do que a já consagrada por Grondona, que solta no ar de tempos em tempos: “Tudo passa”. É verdade, menos ele.

Os resultados e a pressão popular já falaram por si. Não havia clima para se manter no cargo. Fato. Porém o mínimo que se deseja é respeito, o que é pedir demais aos senhores do poder. Suas palavras já não fariam diferente, desculpe-me pela franqueza. E o hiato de um mês sem falar, credenciou Batista ao silêncio eterno.  Ou seja, neste caso, o silêncio falou mais alto.

Fecha 4: Dentre os confrontos desta quarta rodada, o pseudo dérbi, entre Boca Juniors e San Lorenzo, é sem dúvida o mais interessante, por se trata de duas equipes grandes, mas não necessariamente, grandes equipes. No entanto, outros confrontos merecem atenção, como Vélez Sarsfield x All Boys e Racing x Arsenal.

 Sexta-feira (26)
17h Godoy Cruz x Banfield
19h10 Estudiantes x San Martín SJ (Esporte Interativo)
21h15 Racing x Arsenal

Sábado (27)
15h05 Lanús x Tigre
17h10 Atlético Rafaela x Olimpo
21h15 Vélez Sarsfield x All Boys (Esporte Interativo)

Domingo (28)
14h Colón x Unión
16h Belgrano x Newell’s Old Boys
18h10 Boca Juniors x San Lorenzo (Esporte Interativo)
20h15 Argentinos Juniors x Independiente

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 2 de agosto de 2011 AFA, Reflexão | 23:16

Da utopia ao niilismo

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Não há necessidade de legenda, né?

Previamente anunciada via facebook e twitter, a manifestação em frente ao prédio da AFA ocorreu nesta noite, com o intuito, a princípio, de travar a já embargada virada de mesa, vale ressaltar que o embargo é provisório. No entanto, como o objetivo inicial foi cumprido antes do imbróglio, os manifestantes resolveram pedir a demissão de Grondona. Pedido sensato, diria, porém utópico.

Segundo o diário Olé, cartazes com os dizeres: “Chau Grondona” e “30 anos de ditadura”, além de torcedores com diversas camisas de clubes, cerca de 300, se fizeram presentes. Alguns polícias e uma pequena confusão. No fim, ocorreu o que já era sabido por quase todos: nada.

Daí vem a pergunta: onde está a notícia neste texto? Poderia vos dizer que está no fato da manifestação ter ocorrido e seus os objetivos, como ela foi criada ou até na pequena confusão. Mas, na minha concepção, ela está no que não ocorreu. Está intrínseco. Ou seja, Grondona não sairá do seu trono por causa de algumas poucas centenas de pessoas enfurecidas ou milhares omissas e a virada de mesa segue iminente apesar do silêncio momentâneo. Doce ilusão dos hinchas querer vencer no grito.

Logo, o que resta aos torcedores é ficar a mercê do tempo. Ou contemplar o niilismo.

Autor: Marcelo Montanini Tags: , ,

terça-feira, 26 de julho de 2011 AFA | 08:00

Só restou o epitáfio…

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Desde o surgimento do profissionalismo, em 1931, a AFA procura incessantemente fórmulas que beneficiem ou não prejudiquem os, ditos, grandes do país. E dentre as definições já anunciadas, a criação de um torneio mais complexo foi sem dúvida o a grande decisão da noite. Ainda que ele precise ser aprovado em assembléia em 18 de outubro já representa, desde já, uma virada de mesa. E como não seria diferente: Sergio Batista foi demitido. O novo técnico será anunciado em uma semana. Inclusive, o cargo de Carlos Bilardo está ameaçado, talvez seja o caso de saber do que se trata.  

A demissão de Checho veio em momento bastante propicio, diria até, oportuno em demasia. E mais do que a mudança no comando da Seleção, ela serve como desvio de foco para a notícia que realmente interessa. Até porque a (falta de) ética permitiu aos dirigentes da AFA em anunciar a queda do técnico há bastante tempo, sem a necessidade de avisá-lo. Aos que não entenderam o que, de fato, significa a implantação deste torneio com 36, 38 ou 40 equipes – isso ficará decidido na assembléia: não apenas o River Plate, Gimnasia y Esgrima e Huracán, que foram rebaixados serão beneficiados, mas também, Boca Juniors, Racing e San Lorenzo, que já começariam esta temporada ameaçados de descenso. Enfim, como a partir de 2012 as duas divisões se fundiram para criação do torneio “Aberración” nenhum clube será rebaixado. Um retrocesso de pelo menos 80 anos.

Em outras palavras, os Millionários estarão a passeio na B Nacional, tendo que cuidar apenas para que não faça uma campanha catastrófica, mas se ainda assim isso ocorrer não duvidem que algo ocorrerá para salvá-lo. O mesmo ocorre para qualquer outra equipe da Primera División e B Nacional. Deprimente.

A saída de Batista não poderia ser encarado como novidade. A possível saída de Bilardo é justa, vide a não função que ele exerce. A possível escolha de Sabella demanda tempo e talvez ele não seja hábil, no entanto, outros nomes poderão surgir. Mas nenhuma decisão desperta sentimentos díspares quanto ao futuro do futebol argentino, como a virada de mesa. Afinal, com a decisão da AFA, só restou o epitáfio: “aqui morreu um sonho: o da evolução”.

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , ,

segunda-feira, 25 de julho de 2011 AFA | 16:37

O eterno ciclo vicioso…

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(Sem legendas)

Guardem bem a data de hoje, pois ela poderá representar algumas mudanças de definições na AFA. Todas já anunciadas, diga-se: a desvinculação de Sergio Batista, do comando da Argentina, e o possível acerto com Alejandro Sabella. Além da criação de um novo torneio, no qual disputariam 40 equipes a partir da temporada 2012/13 – as 20 equipes da Primera División e as 20 da B Nacional. Esta talvez a mais questionável e preocupante.

Visto que, nas entrelinhas, configura-se uma virada da mesa, na qual beneficiaria diversas equipes que descenderam nesta temporada, como River Plate, Gimnasia y Esgrima de La Plata e Huracán, além de prejudicar equipes que não poderão serem promovidas, segundo o estatuto deste novo torneio, que não conta com rebaixamento.

Normalmente explicado a partir da óptica da mudança de cultura, o que observado a grosso modo não seria algo ruim. No entanto, a tal mudança de cultura já foi, inclusive neste ano, tentado ser posta em pratica e rejeitada pelos mesmos dirigentes que pregam a necessidade. Irônico, porém comum na rua Viamonte 1366. E não muito diferente do que ocorre por aqui.

Quanto a mudança no comando técnico, é algo neste momento inevitável diante dos ocorridos ou não acontecimentos. Checho Batista que havia assumido de forma quase unanime (19 a 1), deixará o posto com um panorama inverso. Alejandro Sabella é o nome da vez, talvez o único. E o “troca-troca” tem caráter de urgência não por uma necessidade sadia de mudança em prol da ascensão, mas sim, porque no dia 10 de agosto a Albiceleste já tem amistoso ante Romênia, em Bucareste. E pelo qual a AFA já recebeu 50% do cachê (500 mil dólares) e terá de apresentar a lista de convocados amanhã. E qualquer semelhança ao jeitinho brasileiro não é pura coincidência.  

À noite, diversas reuniões paralelas na AFA irão apresentar os caminhos a serem seguidos no futebol argentino, tanto na Seleção quanto no torneio nacional. Mas uma coisa, ao menos para mim, é inquestionável: qualquer proposta de mudança da (ou na) AFA, que seja encabeçado ou passe pelo crivo de Julio Grondona ou Carlos Bilardo não pode ser vista como mudança, propriamente dita, no máximo extensão de um ciclo vicioso.

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , , ,

domingo, 5 de junho de 2011 Seleção | 19:18

Rifa-se prestígio

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“Não se pode arriscar (prestígio) assim”, esbravejou Julio Grondona, presidente da AFA, ao final da derrota da Argentina, ante Nigéria, semana passada. Entretanto, esta afirmativa pode ser utilizada para este ou qualquer outro amistoso, em que o selecionador Sergio Batista resolva “iludir” jogadores que nunca serão convocados num futuro. Assim, raciocinava Marcelo Bielsa. Assino embaixo.

Poloneses comemoram o primeiro gol do jogo.

Independente do adjetivo ou classificação, que a imprensa Argentina emprega a tal Seleção, os erros desta são os mesmos das demais Argentina’s, com o agravante da falta de entrosamento. A disposição tática já é conhecida por todos, porém a distribuição em campo, com e sem a bola, deixam a desejar. A defesa hoje ora jogava com linha de três, enquanto, um lateral subia, ora era surpreendido com apenas o jogador da sobra. Vide o primeiro gol polonês, marcado por Mierzejewski, aos 25 minutos do primeiro tempo, após uma saída de bola errada – outra coisa bem comum -, Lewndowski assistiu Mierzejewski, que aproveitou a falha de Fazio – único homem para marcar e ser o responsável pela sobra -, e tirou de Gabbarini.

Após o gol, a partida seguiu aberta. Oito minutos depois, Cristaldo, pela direita, criou uma boa oportunidade que foi salva em cima da linha. E, pode-se dizer que, foram as duas únicas boas oportunidades da primeira etapa. A Polônia não agredia e a Albiceleste não esboçava reação.

Mas, no primeiro minuto do segundo tempo, Marco Ruben empatou, após cruzamento de Zabaleta. O gol trouxe outra vida a Seleção, que manteve a posse de bola e durante os 20 primeiro minutos da etapa complementar jogou melhor do que durante todo o primeiro tempo, mas não conseguiu levar perigo a meta adversária. Pelo contrário, Polônia exigiu muito de Gabbarini, que, me arrisco a dizer, foi o melhor da equipe em campo. Mas não conseguiu evitar o segundo gol, aos 23, com Brozek, aproveitando, novamente, um erro defensivo. Zaga afastou mal e marcou em linha. Lewandowski recuperou e assistiu Brozek, livre, que tocou por cima de Gabba. 2 a 1,

Faltando metade de uma etapa, a Seleção foi para cima. Porém, era a partir de cobrança de falta que levava mais perigo. Cristaldo tentou por cobertura, aos 41. Mas foi tudo. Em suma, a Argentina nunca teve um esquema de jogo definido. Pecou pelas falhas de planejamento e organização ofensiva e, sobretudo, defensiva. Portanto, o problema não é apenas “rifar o prestigio”, mas sim, rifar o comando, né, Grondona?

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 19 de maio de 2011 AFA | 10:10

Copa Argentina: Da demagogia a democracia

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“Esta (Copa Argentina) é uma idéia que vínhamos tendo desde 2005 e que agora, afortunadamente e porque a economia nos permite, podemos levar a diante”, afirmou Julio Grondona, presidente do AFA. De fato, a economia permite, pois a verba é proveniente do programa governamental Fútbol Para Todos. Mas quem não o conhece, pode até acreditar em sua boa vontade de construir um futebol argentino mais democrático, como o projeto sugere. No entanto, quem minimamente já observou suas atitudes, desconfiará sempre. Inclusive não é demais lembrar que um dia antes dele aprovar o projeto, Daniel Passarella pediu sua renuncia, fato que ganhou as manchetes da imprensa local.

Ao apresentar o projeto, Grondona disse que assim estaria pagando uma antiga dívida com o futebol do interior e o Conselho Federal. Mas por que (só) agora? Afinal, vale ressaltar que este é um ano eleitoral na AFA. Além do mais, a entidade está lançando o canal AFA TV e fará deste torneio seu principal produto. Ou seja, com tais atitudes não fica difícil entender o porquê dos seus 32 anos como mandatário da entidade maior do futebol local.

Todavia, que fique claro, gosto da idéia da Copa Argentina. Mas, para mim, ela se tornou um instrumento político na mão de Don Julio. Volta à tona sempre que lhe é conveniente – à exemplo -, ou seja, de forma sazonal e com interesses duvidosos. E qualquer semelhança com o futebol brasileiro não é pura coincidência.

Como vai funcionar:

A Copa começaria com a participação de 141 equipes de seis categorias de ascenso – Primera B Nacional, Primera B Metropolitana, Primera C e D, além das duas categorias afiliadas ao Conselho Federal: Argentino A e B. As partidas seria disputadas em jogo único e com o campo definido através de sorteios.

A partir dos 16avos de finais ingressariam as equipes da elite e as partidas seriam em sistema eliminatório de ida e volta, exceto a final, que será disputada em partida única em campo neutro. E dará vaga a Copa Sul-Americana.

O torneio seria disputado o ano inteiro, em paralelo, aos diversos torneios nacionais e internacionais. E cogita-se a hipótese do certame se iniciar ainda neste ano, com a primeira fase do início de agosto ao final de setembro. Aguardemos.

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 29 de abril de 2011 AFA, Reflexão | 01:35

A AFA e os assopradores de apito

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O árbitro Juan Pablo Pompei acredita que errou, Julio Grondona telefonou de Assunção, no Paraguai, e o Tribunal de Disciplina da AFA anulou o cartão dado ao colombiano Teófilo Gutiérrez, do Racing, na última rodada ante Argentinos Juniors. Este seria o quinto amarelo, o que acarretaria na suspensão do atleta na partida ante River Plate.

Em paralelo, todo esse imbróglio que tomou repercussão desmedida – visto que ganhou as manchetes dos diários nacionais – e expos algumas velhas problemáticas.

Teo foi julgado de mau caráter por alguns jogadores e defendido por outros e, em contrapartida, disse ser vítima de preconceito na Argentina por ser negro. Novidade? Convenhamos, preconceito no futebol não é algo incomum – infelizmente -, nem exclusivo e deve ser condenado sempre.

Ter intenção de machucar um colega de trabalho com uma entrada desleal tem tudo haver com maucaratismo. Mas nem toda entrada com excesso de vontade ou desproporcional pode ser visto como ação de um mau caráter. Assim não estaria sendo julgada a ação. E também não cometerei o erro de alguns que o chamaram de “mala leche”.

E pior do que as idas e vindas midiáticas do caso Gutiérrez foi perceber que a entidade que (des)organiza o futebol local, se faz tão pequena ao não apenas retirar o cartão do atleta como de transferi-lo a Pompei. Ou seja, em nome de interesses exclusos, como é de praxe, a AFA segue colecionando polemicas e diminuindo as autoridades dos árbitros. Tornando-os meros assopradores de apitos, e talvez os sejam. Mas se a própria organização acredita nisso, o que serão deles? E de nós consumidores do produto?

Curta 1. A Seleção confirmou mais dois amistosos, antes da Copa América: Nigéria, em Lagos, dia 1 de junho e Argelia, na Suíça, dia 4. Ambas partidas serão disputadas com jogadores que atuam na Europa.

Curta 2. Finalmente, Sergio Batista mostrou sua postura sobre a ausência de Carlos Tévez. Afirmou que o 9 é Messi e tem Higuaín, como segundo opção. E disse, também: “Tévez não está dentro de minhas prioridades”. Ou seja, poucas chances de ir à Copa América.

Curta 3. Boca Juniors foi convidado a participar da Emirates Cup 2011, em Londres, que será disputada nos dias 30 e 31 de julho, junto ao Arsenal, New York Red Bull e Paris Saint Germain. No sábado (30), encara os Gunners e no domingo (31), o PSG.

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , , , , , , ,

sábado, 19 de março de 2011 Clausura | 08:00

Clausura, 6ª Fecha

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Nesta sexta rodada do Clausura, o confronto direto pela liderança é o ponto alto, porém não faltaram confronto entre equipes que lutam contra a crise, ou descenso. O canal Esporte Interativo transmitirá alguns jogos (veja abaixo), mas vocês podem acompanhar também por aqui.

A rodada inicia com Independiente, à beira do abismo, encarando o Quilmes, já no fundo do mesmo. O Rojo vai à campo com a mesma equipe que quebrou a racha de 13 jogos sem vencer, na última rodada, enquanto os Cerveceros terão duas alterações e muita esperança de conseguir a primeira vitória na competição.

Racing e Estudiantes se enfrentam pela liderança. A Academia parece reviver “os velhos bons” momentos, enquanto que, o Pincha ainda não engrenou, oscila nas duas competições, mas ainda assim é forte. A partida mais interessante da rodada, diga-se.

Com uma modificação pontual – o arqueiro Carrizo no lugar de Chichizola -, River Plate encara o Arsenal, visando ganhar pontos na tabela de Promédio e quebrar um histórico de quase cinco anos sem vencer o Viaducto, em Sarandí.

San Lorenzo seguirá com o 3-4-3, com o retorno do atacante Velázquez, já no Vélez Sarsfield Juan Manuel Martínez deverá seguir fora, porém Cubero retorna a lateral direita. O Ciclón luta pela liderança, enquanto, o Fortín quer embalar e encostar nos lideres. Duas equipes grandes e a expectativa de um grande jogo.

Com Riquelme em campo, Boca Juniors em mais um tentativa de sair da crise, enfrenta um Olimpo, que mostra-se, cada vez mais, seguro e disposto a sair da zona de rebaixamento.

O fechamento da rodada, duas equipes que vem de bons resultados, mas encontram-se em situações díspares. Banfield briga pela ponta de cima da tabela, enquanto, Huracán faz o mesmo contra a ponta de baixo.

Sábado (19)
14h Quilmes x Independiente (Esporte Interativo)
16h10 Godoy Cruz x Lanús
18h20 All Boys x Colón
19h10 Arsenal x River Plate (Esporte Interativo)

Domingo (20)
14h Newell’s Old Boys x Argentinos Jrs. (Esporte Interativo)
16h Vélez Sarsfield x San Lorenzo
18h10 Racing x Estudiantes
20h15 Boca Juniors x Olimpo (Esporte Interativo)

Segunda-feira (21)
19h10 Gimnasia y Esgrima x Tigre
21h15 Banfield x Huracán

Que popularidade, hein!? Em pesquisa realizada pela consultoria Ibarómetro e divulgada, nesta semana, no diário El Cronista Comercial, 80% dos 40 mil consultados consideram bastante mal ou muito mal o desempenho de Julio Grondona a frente da AFA, enquanto que 90,8% gostaria que o dirigente abandonasse o cargo. (Quem acredita nisso?) Apenas 4,2% dos entrevistados, qualificou como positiva a gestão do presidente, preferindo sua permanência. Quando a questão foi preferência no comando técnico da Seleção, os entrevistados prefiriam na ordem: Carlos Bianchi, com 29,5%; Marcelo Bielsa, com 19,1%; Sergio Batista e Alejandro Sabella, com 9,7%, ambos.

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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