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terça-feira, 31 de maio de 2011 Copa América, Seleção | 20:20

A lista preliminar e algumas observações

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O, até então, renegado Carlos Tévez era a incógnita que temperava a lista (preliminar) para Copa América 2011, que será disputada no país, entre os dias 1º a 24 de julho. E com o já habitual atraso, Sergio Batista, selecionador da Argentina, divulgou-a com 26 convocados, entre eles, o nome do Apache. Entretanto, destes nomes, quatro serão cortados até 27 de junho, data limite para inscrição.

Para surpresa, deste que vos escreve, o nome do lateral-direito do Racing Iván Pillud e do defensor do Porto Nicolás Otamendi não constam na lista. Visto que ambos foram bem quando solicitados. Já as presenças de Fabián Monzón, lateral-esquerdo/volante do Boca Juniors, Diego Valeri, meia do Lanús, Enzo Pérez, meia do Estudiantes, e o arqueiro do River Plate Juan Pablo Carrizo – apesar da atual má fase -, foram pontos, ao meu ver, positivos. Renovação e espaço a jogadores do futebol local. Destes três, o que possui mais chances de conseguir uma vaga de titular é Monzón, caso esteja na lista definitiva, pois a vaga na lateral-esquerda ainda está aberta e Rojo, que é o outro candidato volta de contusão. Acredito que Pérez e Valeri disputam uma vaga nesta lista definitiva. O outro poderá ser Biglia, caso não esteja totalmente recuperado de lesão. Um fato histórico que merece destaque: a volta de laterais de ofício.

Já as presenças dos atacantes Sergio Agüero, do Atlético de Madrid, e Carlitos Tévez, do Manchester City, na minha concepção, não passa de “politicagem” do selecionador. Concordo com a presença de ambos, mas Checho Batista fazia questão de reiterar sempre, que questionado, que não contava com eles para o torneio e, após pressão popular, interna e midiática, cedeu. Sobretudo, em relação a Carlitos. Já o goleiro Mariano Andújar foi chamado para vaga de Oscar Ustari, após nova lesão hoje pela manhã. Andújar e Carrizo disputam a vaga de reserva imediato de Romero.

No mais, nada diferente do habitual. Destes nomes que serão cortados, provavelmente, serão de um defensor, dois meias e um atacante – este poderá ser Diego Milito, caso não demonstre está 100% recuperado da lesão. Os trabalhos serão iniciados a partir de 8 de junho, em Ezeiza.

Confira a lista preliminar:

Goleiros – Sergio Romero (AZ Alkmaar-HOL), Mariano Andújar (Catania-ITA) e Juan Pablo Carrizo (River Plate-ARG).

Defensores - Javier Zanetti (Internazionale-ITA), Gabriel Milito (Barcelona-ESP), Pablo Zabaleta (Manchester City-ING), Nicolás Burdisso (Roma-ITA), Fabián Monzón (Boca Juniors-ARG), Nicolás Pareja (Spartak de Moscou-RUS), Marcos Rojo (Spartak de Moscou-RUS) e Ezequiel Garay (Benfica-POR).

Meiocampistas - Esteban Cambiasso (Internazionale-ITA), Javier Mascherano (Barcelona-ESP), Enzo Pérez (Estudiantes-ARG), Diego Valeri (Lanús-ARG), Éver Banega (Valencia-ESP), Fernando Gago (Real Madrid-ESP), Lucas Biglia (Anderlecht-BEL) e Javier Pastore (Palermo-ITA).

Atacantes – Lionel Messi (Barcelona-ESP), Ezequiel Lavezzi (Napoli-ITA), Carlos Tévez (Manchester City-ING), Gonzalo Higuaín (Real Madrid-ESP), Ángel Di María (Real Madrid-ESP), Sergio Agüero (Atlético de Madrid-ESP) e Diego Milito (Internazionale-ITA).
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Dos nomes que constam na pré-lista de convocados a Copa América, apenas Mario Bolatti, Pablo Zabaleta e Ezequiel Garay vão encarar a Nigéria, amanhã, às 15h (horário de Brasília).

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 29 de maio de 2011 Clausura, Olimpo, River Plate | 22:59

Em promoção!

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O que dizer quando a pressão faz o futebol sucumbir? E o que fazer quando a história de uma das equipes mais tradicionais do futebol argentino está em jogo e o peso dela está em seu corpo? E quando a manutenção na elite se iguala ao sonho do título? Se você não sabe o que responder ou fazer, não se assuste, pois você não é o único. Os jogadores de River Plate e Olimpo também não.

A partida não foi ruim, mas esteve longe de ser ótima. Os Millionarios (ainda) não estão na segunda divisão, mas jogam como se estivessem. Triste realidade. Talvez seja o peso da camisa e as responsabilidades que ela implica, ou a pura falta de qualidade dos seus atletas que não conseguiram na partida de hoje dar três passes seguidos. Mas o que são três passes diante da Promoción? Oportunidades de gols, então, incogitável. Nem mesmo os pilares da equipe – Carrizo-Almeyda-Lamela – puderam salvar. Na verdade, nem comprometeram. Enfim, a Promoción os aguardam.

Por sua vez, os Aurinegros, diga-se de passagem, se impuseram a partir dos 20 minutos iniciais, mas nada fizeram para justificar ou valorizar tal feito. Talvez pelo mesmo problema da pressão ou da falta de qualidade. Ou até, não tenham dado o devido valor. Martín Rolle supôs modificar o panorama, mas ficou na suposição. Livres não estão, mas observando o rival até pode sentirem-se aliviados.

No final, o zero a zero foi do tamanho do futebol apresentado, da situação, das equipes. Diante disso, pode ser melhor não procurar as respostas das questões acima, mas sim, procurar o futebol perdido e não acreditar que é algo longínquo, como agora. Lembrar que faltam apenas três rodadas faz-se necessário, não repetir o que têm feito, também. A agonia continua…

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 25 de maio de 2011 Seleção | 19:15

Valeu pela festa!

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Num amistoso que mais serviu pelos festejos da inauguração do Estádio Centenario, em Chaco, do que para avaliar atletas, Argentina derrotou o Paraguai, por 4 a 2, e finalizou a série de três amistosos com futebolistas que atuam no país. Gabriel Hauche, converteu um doblete, Fede Fernández e Enzo Pérez marcaram para seleção local; Zeballos e Marecos descontaram.

Jogadores festejando o segundo gol, de Fede Fernández.

Não tardou para a Albiceleste tomar as iniciativas do encontro, logo aos oito minutos, Fabian Monzón fez boa jogada e ao cortar o defensor guarani rebateu a bola para o centro da área, Hauche aproveitou e abriu o marcador. Mas seis minutos depois, a zaga mostrou a fragilidade que lhe tem sido habitual. Todos ficaram observando, enquanto, Pablo Zeballos carregou a bola e bateu no canto direito do mal posicionado Carrizo.

Aos 36, Fede Fernández ampliou, de cabeça, aproveitando uma cobrança de falta de Diego Valeri. E oito minutos depois, Pillud recebeu pela direita do ataque, fez bela jogada e assistiu Hauche. Gol made in Racing.

No segundo tempo, o Paraguai com o placar adverso buscou mais o gol até que aos 11 minutos, Elvis Marecos, de cabeça, após um cruzamento, descontou. Carrizo fez golpe de vista e a zaga, novamente, marcou errado. Então, o time da casa acordou e foi para cima, Erik Lamela, em sua primeira participação incisiva, chutou e Silva espalmou no travessão. Aos 28, Pérez aproveitou o rebote e ampliou. Contudo, a Celeste y Blanco continuou atacando e, assim, deixaram alguns espaços. Foi então que o goleiro Millionário pôde mostrar serviço em ao menos duas oportunidades salvou a equipe. No final, o amistoso entre Argentina B e Paraguai B valeu pelos festejos.

Gols da partida:

Nos dois gols guaranís, Carrizo teve parcela de culpa – no primeiro estava mal posicionado, no segundo, fez golpe de vista -, mas em ao menos dois lances salvou o time. Em todos os lances, a defesa mostrou-se frágil. Entretanto, arrisco-me a dizer que apenas o goleiro Carrizo – arriscado pela péssima fase –, o lateral-direito Iván Pillud – que foi absoluto em todos os testes que foi submetido, inclusive com belas jogadas – e talvez o meia Diego Valeri e o lateral-esquerdo Fabián Monzón poderiam disputar outra vaga na lista de (pré-)convocados a Copa América.

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 24 de maio de 2011 River Plate | 17:21

Procura-se culpado

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A complexa situação do River Plate salta aos olhos e finda na idéia de Promoción, ou mais especificamente, possível descenso, o que é pior. E apesar da urgência, vide que faltam apenas quatro rodadas, um problema estrutural deve ser sanado, em paralelo: o respaldo.

Fillol e Carrizo, após o último jogo.

Juan Pablo Carrizo, arqueiro Millionário e (atual?) melhor goleiro do futebol argentino, que o diga. Viu seu status declina em três rodadas: foi de solução a problema, por causa de falhas seguidas. “Cometi erros, como muitas outras vezes salvei”, disse o jogador, após a partida ante San Lorenzo. E, a meu ver, isso deveria ser incontestável, embora já esteja sendo.

A má fase do goleiro já é visto com preocupação em Núñez. E para piorar sua situação, teve uma atitude impensada, que julgo cabível – não correta – a quem está com a cabeça quente: não aceitar um abraço, que segundo o próprio, o “deixaria mais exposto”. Entendo que Ubaldo Fillol, não merecia tal atitude, mas também não deveria torná-la maior, apesar da mágoa.

Mas diante da situação o maior erro vem da instituição, que além de não respaldar seus funcionários finge que nada está acontecendo. Procura culpados para situação e esquece que precisam defender em campo uma bela história.

E ainda pior do que a cegueira que o futebol proporciona é atribuir a situação da equipe ao arqueiro que por diversas vezes a salvou. E mais lamentável é esconder o horrendo futebol do time atrás das falhas do camisa 1. Deixando de lado as más administrações.

Desviar o foco sempre foi um artifício comum a dirigentes despreparados, ou com deficiência cognitiva. Semana passada, o presidente do clube, Daniel Passarella, se envolveu num imbróglio com a AFA. Nesta, deixou um dos jogadores mais importante da equipe, se não o mais, sem o devido respaldo. E semana que vem…?

Enfim, pobres millionários.

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , , ,