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Posts com a Tag Copa Libertadores da América

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 Arsenal, Copa Libertadores da América | 09:00

Arsenal e a missão de incomodar

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Córdoba, Zelaya e Carbonero comemorando um gol.

Nem nos seus melhores momentos o Arsenal de Sarandí deixou de ser uma equipe intermediária do futebol argentino. No entanto, pode incomodar bastante os que o desdenha (como eu estou fazendo agora). Afinal, a equipe já tem experiência em competições internacionais.

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Destaco dois pontos positivos da equipe do papai Grondona. Um deles é o setor defensivo, onde atuam dois muito qualificados – Guillermo Burdisso – o irmão do Nicolás – e Lisandro López – homônimo ao atacante do Lyon, mas que também marca alguns gols. E como a equipe não possui um poderio ofensivo, a equipe aposta em contra-ataques com muita velocidade. E esta velocidade é a grande arma da equipe de Gustavo Alfaro.

As bolas paradas também podem dar dor de cabeça aos adversários, sobretudo, com a chegada dos dois zagueiros já citados.

No mais, pouco a destacar. A saída de Mauro Óbolo – para o Vélez – implicou na falta de um homem de referência. O que não é de todo mal, visto que ora a equipe joga com dois ora com três homens na frente, e tanto Zelaya, como Córdoba e Leguizamon guardam os seus.

Grupo: O Arsenal ter passado da pré-Libertadores não é surpresa alguma, mas no grupo com Boca Juniors e Fluminense não apostaria minhas fichas no Viaducto. Zamora é o mais fraco deste grupo.

Time base: Cristian Campestrini; Adrián González, Lisandro López, Guillermo Burdisso e Damián Pérez; Diego Torres (Carlos Carbonero), Iván Marcone (Luciano Leguizamon), Nicolás Aguirre e Juan Pablo Caffa; Jorge Córdoba  e Emilio Zelaya. Técnico: Gustavo Alfaro.

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Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , , , , , ,

sexta-feira, 3 de junho de 2011 Copa Libertadores da América, Vélez Sarsfield | 00:41

Quando a vitória não foi o suficiente…

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Uma autêntica partida de Libertadores. Gols, virada, pênalti perdido, trilha sonora, lances “polêmicos” e drama, na mesma pura expressão da palavra. Assim foi o jogo que marcou a despedida do Vélez Sarsfield da competição, ante Peñarol, no José Amalfitani. Nem mesmo a virada, de 2 a 1, foi o suficiente para os argentinos garantirem a vaga na final, ou em outras palavras, o sonho chegou ao fim.

Até a próxima Libertadores...

Como diz o velho chavão: o Peñarol “jogou com o regulamento debaixo do braço”. Entretanto, o futebol apresentado até a metade do primeiro tempo, tratou de desmentir isso. Então, o arqueiro Barovero tratou de salvar a equipe, após um chute cara-a-cara com Martinuccio. E enquanto sofria pressão carbonera, Ricardo Gareca teve que substituir o defensor Cubero, lesionado. Em seu lugar, Fernando Tobio.

A partir da metade do primeiro tempo a equipe argentina mudou o panorama da partida: tocou bola e criou diversas oportunidades, desperdiçadas. Porém, aos 33 minutos o primeiro baque, Matías Mier recebeu livre, de Martinuccio, e bateu na saída de Barovero. Logo, a pressão velezana ganhou mais força, com nervos aflorados, a equipe atacava com mais contundência. Aos 41 minutos, Burrito Martínez, que este muito bem, recebeu em condições legais e empatou, mas o árbitro anulou marcando impedimento. A segunda queda. Mas, aos 46, Maxi Moralez cobrou falta, o arqueiro rebotou e Tobio, aquele entrara, empatou.

Necessitando de mais dois gols, o Fortín voltou do intervalo pressionando, mas não demorou ao ímpeto arrefecer. Moralez – que retornara de lesão não conseguiu apresentar um bom futebol, mas, ainda assim, participou do gol – foi substituído por Ricky Alvarez.

E após alguns minutos de estudo, Oliveira perdeu um gol feito para o Peñarol, e logo na sequência Santiago Silva, virou: 2 a 1. Martínez recebeu o lançamento e de peito assistiu Silva, que finalizou, aos 21. Restavam-lhes 25 minutos e ao fundo, a canção Ilariê, versão portenha.

Aos 25 minutos, Ortiz foi expulso e o drama Fortinero aumentou. Cinco minutos depois, o Burrito sofreu um pênalti infantil. Silva assumiu a responsabilidade e perdeu. Ali, o  Tanque foi de mocinho a vilão. Nos minutos finais, momentos de tensão. Junto ao apito final, choro, de lado a lado. E os sentimentos se misturaram: alegria de uns e tristeza da maioria. E como na vida real, o final não foi feliz, apesar da vitória.

Veja as cenas:

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 27 de maio de 2011 Copa Libertadores da América, Vélez Sarsfield | 00:28

Convidado de luxo

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Com direito a festa no início, meio e fim da torcida Carbonera, no Estádio Centenário, Vélez Sarsfield perde a primeira partida das semifinais, ante Peñarol, por 1 a 0, e terá de vencer a partida de volta para classificar-se à final. Rodríguez marcou aos 44 do primeiro tempo e os uruguaios levam vantagem para Argentina.

Rodríguez converteu o único gol da partida.

Após a pressão habitual dos donos da casa – com direito a sustos -, o Vélez Sarsfield conseguiu encaixar algumas boas jogadas, principalmente, explorando as costas Alejandro González – por lá surgiram as melhores chances argentinas – e, temporariamente, foi bem superior aos uruguaios.

Mas a partida não tardou em ficar equilibrada. Ambas equipes procuraram bastante a meta adversária. Os Carboneros tocavam a bola e apostavam no contraataque quase sempre perigoso, no entanto, apresentava fragilidade defensiva. Além de lhe faltar o último passe com qualidade.

Do outro lado, o Vélez apostava bastante no trio ofensivo. Álvarez e Martínez revezavam-se na criação, enquanto, Silva posicionado entre os zagueiros dava trabalho. Embora, não conseguisse finalizar com qualidade. E o organizador de sempre, Victor Zapata, era o melhor em campo no primeiro tempo, diria.

E após alguns lances, digamos, “polêmicos” e outros de perigo, eis que chegou o momento de emoção, carbonero, aos 44. Quando Darío Rodríguez, de cabeça, aproveitando o cruzamento tirou de Barovero e abriu o placar. Com direito a volta olímpica do autor, na comemoração.

Veja o gol:

Na volta do intervalo, as equipes continuaram atacando bastante, inclusive, aos 11 minutos, o árbitro Amarilla anulou um gol do Burrito Martínez que utilizou o braço antes de finalizar. E com o passar dos minutos, as equipes foram perdendo objetividade e, consequentemente, a partida qualidade. O Fortín abusou das bolas alçadas na área, o adversários nem ousara atacar.

Diego Aguirre, técnico do Manya, apostou na ofensividade. Colocou Estoyanoff no lugar do lateral, improvisado como meia, Corujo. E nada adiantou. Posteriormente, resguardou a defesa. Por sua vez, apesar da maior posse de bola, Ricky e Burrito permaneceram confusos e o isolado Tanque deu lugar a Guille Franco, assim como Martínez saiu para entrada de David Ramírez, que nada conseguiu fazer. No fim, a ausência de Maxi Moralez foi maior do que o imaginado.

Enfim, nada Foi alterado. E o que sobrou da partida foi o bom primeiro tempo e a festa da torcida Carbonera, que, diga-se, já havia vencido antes mesmo da partida começar.

Recebimento da equipe da casa:

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 18 de maio de 2011 Copa Libertadores da América, Vélez Sarsfield | 22:16

Vélez goleia e segue sonhando

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O placar confortável alcançado em Buenos Aires, proporcionou um relaxamento natural ao Vélez Sarsfield, mas não uma acomodação total. Novamente, o Libertad vendeu caro a derrota e por duas vezes esteve a frente do placar, mas no final o Fortín venceu por 4 a 2, em Assunção. No placar agregado, 7 a 2.

Mesmo não apresentando todo o futebol que lhe é peculiar, a equipe Velezana mostrou que porquê é superior. Conta com jogadores diferenciados – apesar de nem sempre valorizados. No plantel, há os que decidem: Santiago Silva, Ricky Alvarez, Juan Manuel Martínez e Maxi Moralez, que hoje converteu um doblete, e os que podem decidir: Zapata, Papa, Augusto Fernández e David Ramírez, além, é claro, de Marcelo Barovero.

Moralez converteu um doblete.

O primeiro tempo foi tão equilibrado que demorou 44 minutos para o placar ser aberto, pelos paraguaios, e um minuto para ser empatado, por Maxi Moralez. Com a necessidade de marcar mais três gols para se classificar, os Repolleros começou a segunda etapa atacando e logo desempatou. E, novamente, Moralez apresentou-se.

O empate já seria mais do que suficiente para os Fortineros passarem às semifinais, mas Guille Franco ressurgiu, após três meses parado por lesão, e de pênalti, que o próprio sofreu, virou a partida. E segundos antes do apito final, Augusto Fernández marcou um golaço. A cereja no bolo.

Veja os gols da partida:

Pela frente, Peñarol ou Universidad Católica. Caso os uruguaios se classifiquem, a primeira partida da semifinal será em Montevidéu. Já se os chilenos passarem, a primeira será em Buenos Aires. Após 17 anos, a equipe volta às semifinais da Copa Libertadores e o sonho de repetir o ano de 1994 segue vivo.

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , ,

quinta-feira, 12 de maio de 2011 Copa Libertadores da América, Vélez Sarsfield | 22:59

Futebol flaco, resultado Fortín

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Maxi Moralez comemorando o primeiro gol do Fortín.

“Vélez Sarsfield jogou como nunca e venceu como sempre”. Talvez jogar na Bombonera trouxe à equipe a dualidade dos donos da casa: o fraco futebol do presente e as glórias de um passado recente, sobretudo, na Copa Libertadores. Lugar comum à parte, o Fortín esteve longe de apresentar um bom futebol convincente, esteve acuado, enquanto, o Libertad dava trabalho ao arqueiro Barovero – que fez uma bela partida. E nem mesmo a vantagem alcançada na primeira etapa apagou a má impressão deixada pela equipe, apesar da boa assistência de Augusto Fernández, que originou o gol de Maxi Moralez.

O início do segundo tempo foi igual ao termino da etapa anterior. Mas a partida teve uma fragmentação importante: antes e depois Ricky Alvarez. O meia entrou no lugar do apagado Ramírez e deu mais qualidade de passe a equipe de Liniers. Em 10 minutos em campo, Alvarez foi a principal figura da mudança de postura do time, com mais cinco Juan Manuel Martínez ampliou de pênalti e mais cinco fechou a conta. Doblete do Burrito.

Pode-se dizer que, o resultado mentiu o que foi a partida. Entretanto, não foi injusto, pois soube aproveitar as chances que criou. Além disso, é mais time do que os Repolleros. Este 3 a 0 foi o quarto da equipe neste Copa Libertadores, que, agora, viaja ao Paraguai com uma bela vantagem.

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 6 de maio de 2011 Copa Libertadores da América, Vélez Sarsfield | 02:00

Com a(l)titude…

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Ricky Álvarez comemorando o seu belo gol.

Já se tornou um axioma: ninguém consegue vencer a LDU, na altitude de Quito. Patético proferir isso. E o Vélez Sarsfield mostrou isso, não apenas bateu os equatorianos em casa, como fez isso com propriedade. E confirmou a classificação para as quartas de finais da Copa Libertadores, após a bela vantagem alcançada em casa. 2 a 0, ontem, e 5 a 0 no placar agregado.

Não canso de afirmar que o Vélez é a melhor equipe argentina da atualidade, talvez a mais organizada desta Libertadores, mas isso não implica que terá vida fácil. Sobre a partida de ontem, que terminou hoje, as ausências de Zapata e Silva fizeram pouca falta diante da postura adotada pelo Fortín, que também não apresentou o seu melhor futebol, todavia, suficiente.

Antes e depois da suspensão por falta de luz, a Liga esboçou reação, mas parou em Barovero e nas traves, e quando se encontrava em seu melhor momento, o volante Ricky Álvarez marcou um belo gol para os argentinos. Logo, o panorama da partida mudou e na segunda etapa Iván Bella, também volante, deu números finais ao confronto. Pela frente, os paraguaios do Libertad.

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , ,

Copa Libertadores da América, Estudiantes | 00:44

Foi-se…

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Sem legenda.

Zero a zero. Até ai as coisas estavam parcialmente bem. Até poderia dedicar diversas linhas sobre como o jogo foi travado, sofrível – e desagradável, ao menos, aos meus olhos -, mas a partida não mereceu. Não pela desclassificação do Estudiantes que – diga-se de passagem – foi merecida, nem pela ausência de Juan Sebastián Verón que fez falta, mas pelo que (não) foi o jogo.

Quando o árbitro Oscar Ruiz assoprou o apito, senti um alívio. Viriam os pênaltis e com ele a dramaticidade, a emoção(finalmente), o coração na boca, a pressão extra e Roncaglia, que perdeu. Pois é, 5 x 3. Mas tenhamos calma no julgamento, ele não foi o único culpado pela eliminação, afirmar isso seria leviano, assim como enumerar réus.

Contudo, pode-se dizer que, a equipe jogou ao estilo Estudiantes 2011 – displicente, sem profundidade, marcação ou qualquer organização que o levasse a ser chamado de equipe. Logo, a merecida recompensa chegou. E o Pincha juntou-se ao hall.

Curta. Após o confronto, torcedores do Cerro Porteño apredejou o ônibus do Estudiantes, que estava sendo escoltado por apenas dois policiais em uma moto. O arqueiro Orión saiu do veículo e trocou agressões com torcedores, além disso, o massagista da equipe foi atingido. Deprimente.

Autor: Marcelo Montanini Tags: , ,

quarta-feira, 27 de abril de 2011 Copa Libertadores da América, Vélez Sarsfield | 00:58

Fortín e arrasador

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Comemoração do terceiro gol fortinero.

Apenas dez minutos foram necessários para o Vélez Sarsfield apresentar o cartão de visita a LDU. Neste tempo, a equipe argentina adentrou em quatro oportunidades pelo flanco esquerdo do ataque em dois deles deixou a bola no fundo da rede – ambos com Augusto Fernández. E por lá, posteriormente, surgiram outras oportunidades, e até o terceiro gol – com Sebá Domínguez. Outras, também, foram desperdiçadas e talvez fará falta em Quito e sua temida altitude de pouco mais de 2 700 metros, na partida de volta das oitavas de finais da Libertadores. Mas ninguém pode negar que 3 a 0 é uma bela vantagem. E só.

Entretanto, a Liga receberá o Fortín com dois desfalques: Luis Bolaños e Néicer Reasco expulsos na primeira partida. O que representa mais vantagem. E quiçá repetir o futebol que apresentou já seria uma bela vantagem. Teses à parte, a equipe equatoriana não é sempre má quando atua em condições normais para a prática de esportes, mas nesta partida foi péssimo, submisso. Praticamente, não entrou em campo, desde o início tornou-se uma presa fácil e se deixou levar pelas variações táticas da equipe argentina. Quase sempre, forçando as jogadas pelo lado direito da defesa adversária.

E só para constar: o Vélez não necessita de apenas um futebolista. Mas não custa lembrar que Santiago Silva e Sebá Domínguez, que tiveram participações importantes no jogo, já fizeram parte do plantel do Corinthians e foram estigmatizados por aqui. E aos desavisados, ambos são titulares, importantes e nenhum corintiano consciente gostariam de jogar contra o Vélez, com eles em campo. Tenho dito.

Segundo os dados do jornalista argentino Silvio Maverino, esta foi a partida número 100 do Vélez na Copa Libertadores da América, com 47 vitória, 29 empates e 24 derrotas. Esta foi a 11ª vitória pelo placar de 3 a 0.

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , ,

quinta-feira, 21 de abril de 2011 Reflexão | 16:12

Do lúdico ao lastimável…

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Lamentável como ganhar ou perder vale tão pouco. Exacerbar a pequenez se tornou um ato tão grandioso que diminui o feito alcançado. Já dizia Jean-Paul Sartre: “o inferno são os outros”. E quiçá o seja, mas é patético pensar assim. Pior é quando a magia dá espaço ao deprimente e numa mistura de sentimentos se tornam: nada.

Enfim, ontem foi dia que grandes jogos carregados do bem mais precioso que há no futebol, na minha concepção, o elemento lúdico. Torcedores cantando e incentivando seus times, virada emocionante, golaços, gol na prorrogação que valeu título, equipe vencendo e contrariado as expectativas e quando o dia chegava ao fim, o sonho se tornara pesadelo. Foi-se o lúdico. Seja mal vinda estupidez.

Confusões se fizeram presentes na Copa do Brasil e na Copa Libertadores da América. Além destes, outro fato me deixou atônito e quase passou despercebido. Dois jornalistas ligados a Vélez Sarsfield e San Lorenzo se digladiaram no alto suas irracionalidades, ao término da partida que, ironicamente, havia sido adiada por causa da violência. Vergonha alheia.

Entretanto, vale ressaltar também, que isso não é uma exclusividade de argentinos ou uruguaios, como já disse no post abaixo. Emoções exaltadas à parte, somos todos iguais. Pateticamente, iguais. Uns mais irracionais do que outros, mas isso não é nacionalidade que define. E sim, caráter, personalidade e, sobretudo, educação.  

Todavia, entendo que para muitos, o futebol é uma válvula de escape. Momento de aliviar as tensões de uma rotina exaustiva. Etc. Por fim, outra frase de Sartre: “O homem não é nada mais do que aquilo que faz de si próprio”. Fato. Mas, daí eu pergunto, o que estamos fazendo conosco? Com o futebol? Faz-se necessário refletir.

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , ,

Argentinos Jrs, Clausura, Copa Libertadores da América, San Lorenzo, Seleção, Vélez Sarsfield | 00:34

Três partidas e algumas observações…

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Três partidas  movimentaram o futebol argentino na noite de ontem. A apresentação apática da Argentina no amistoso, ante Equador, a vitória do Vélez Sarsfield sobre o San Lorenzo, na partida adiada por causa da violência, e da desclassificação do Argentinos Juniors, na Copa Libertadores da América.  Então, seguem abaixo algumas observações sobre cada partida.

Batista segue desagradando.

A Seleção de Batista. Confesso que nem sempre acho isso, mas ultimamente tem sido de um esforço quase sobrecomum assistir a Seleção de Sergio Batista jogar. Isso, mesmo. Pois, Argentina é outra coisa. Desta vez, os locais, por assim dizer, empataram em 2 a 2 com o Equador. E tudo que se viu, ou nada, foi uma equipe sem graça, sem identidade. Sem a argentinidade.

Entretanto, a titulo de curiosidade, vale observar que, os dois gols argentos foram marcados por jogadores do Racing: Claudio Yacob – que posteriormente saiu lesionado e preocupa a equipe de Avellaneda – e Gabriel Hauche. Estes foram os primeiros gols de ambos no selecionado nacional.

Ao término do encontrou, Batista disse: “Sempre tiro experiências positivas destas partidas”. Quiçá seja verdade. Mas nunca põe em prática.

 

Um final lmentável.

Acabou. Poderia iniciar escrevendo sobre o quão deprimente foi a confusão pós-desclassificação, e não vou omitir, mas primeiro gostaria de salientar algo que já foi dito por este colunista que vos escreve: Argentinos Juniors é uma daquelas equipes que não jogam bem, mas quase sempre vencem. Desta vez, a (i)lógica se inverteu, parcialmente. Ou seja, jogou mal e perdeu. Foi-se classificação as oitavas de finais, foi-se a hombridade. Enquanto o Fluminense mostrava superioridade, o Bicho se encolhia e, digamos assim, recolhia sua questionável grandeza. É louvável e precisa ser dito, apesar de mau como sempre, a equipe tentou dentro de sua vasta limitação, mas tentou. Não merece ser condenado pelo que não fez em campo, mas sim ao que proporcionou depois. Vale dizer, também, que não brigou só. E aos que pensam que isto é coisa de argentino ou uruguaio, não se esqueçam de olhar para o próprio umbigo. Lamentável.  

Tristes daqueles que o veem com desdém.

A partida que faltava. Antes de qualquer notícia, uma observação: jogos com portões fechados são deprimentes! Mas foi assim que o Vélez Sarsfield derrotou o San Lorenzo, por 2 a 0, na Bombonera. A partida, que havia sido adiada por causa da violência, foi válida pela sexta fecha. E com a vitória, que nasceu dos pés de Santiago Silva e Augusto Fernández – que entrou só para marcar -, o Fortín se tornou líder do Clausura, com 21 pontos. Seguido por River Plate, com 19, Olimpo, Estudiantes e Godoy Cruz, ambos com 17.

E para finalizar, outra observação: Não pela liderança, muito menos pela partida, mas atualmente o Vélez Sarsfield é a melhor equipe argentina. Sua funcionalidade e seu protagonismos são vistos em poucas equipes. Segurança na defesa, criatividade no meio de campo, sobretudo, com Maxi Moralez e Juan Manuel Martínez, além do suporte defensivo de Zapata e precisão no ataque, lê-se, Santiago el Tanque Silva, lembram dele? Enfim, aos que desdenham – Silva e ao time: cuidado.

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , , , , , ,

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