Deturpando o dito popular: “Deus escreve certo por linhas tortas”, pode-se que Carlos Tévez está escrevendo sua história torta por linhas certas. Isto porque, em 2009, ele já havia declarado o desprazer que estava sendo jogar futebol e colocou em pauta a aposentadoria. Ainda não se aposentou de fato, mas a carreira há tempos deixou de ser prioridade para ele.
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À época, Carlitos tinha 25 anos e para alguns soou imatura a declaração. Hoje, às vésperas de completar 28 ele segue com seu plano, diga-se, patético. Não pelo objetivo (para não dizer fim), mas pelos meios. Contudo, este plano parece ter sido traçado desde que chegou ao Corinthians, tornar-se ídolo e sair pelos fundos. E assim seguiu, do West Ham ao Manchester United, dos Diabos Vermelhos ao Manchester City, e quiçá assim por diante. Convenhamos que professores não lhe faltaram.
Há quatro meses sem jogar desde que negou-se a entrar em campo pelos Citizens, ele curte seu trimestre sabático na Argentina. E que provavelmente seguirá até junho. Enquanto isso, seu nome foi ventilado pelo Milan, Inter, Paris Saint German, Corinthians e Boca Juniors. Contudo, seu procurador, Kia Joorabchian, não obteve êxito. Para completar, o diário espanhol Sport divulgou que, desde a contusão de David Villa, ele havia sido oferecido ao Barcelona por diversas vezes e descartado.
Nesta terça-feira (31), a janela de transferência européia fechou e Tévez seguiu sem um novo destino. Talvez isto faça parte do seu plano de aposentadoria gradativa (ou repentina) e com bônus, ou ônus, de perder dinheiro e prestigio. Mas não se pode negar que ele de fato tem escrito corretamente e com afinco a torta história que se propôs, embora poucos (ou ninguém) queiram vê-la. Meus pêsames.