Três partidas e algumas observações…
Três partidas movimentaram o futebol argentino na noite de ontem. A apresentação apática da Argentina no amistoso, ante Equador, a vitória do Vélez Sarsfield sobre o San Lorenzo, na partida adiada por causa da violência, e da desclassificação do Argentinos Juniors, na Copa Libertadores da América. Então, seguem abaixo algumas observações sobre cada partida.
A Seleção de Batista. Confesso que nem sempre acho isso, mas ultimamente tem sido de um esforço quase sobrecomum assistir a Seleção de Sergio Batista jogar. Isso, mesmo. Pois, Argentina é outra coisa. Desta vez, os locais, por assim dizer, empataram em 2 a 2 com o Equador. E tudo que se viu, ou nada, foi uma equipe sem graça, sem identidade. Sem a argentinidade.
Entretanto, a titulo de curiosidade, vale observar que, os dois gols argentos foram marcados por jogadores do Racing: Claudio Yacob – que posteriormente saiu lesionado e preocupa a equipe de Avellaneda – e Gabriel Hauche. Estes foram os primeiros gols de ambos no selecionado nacional.
Ao término do encontrou, Batista disse: “Sempre tiro experiências positivas destas partidas”. Quiçá seja verdade. Mas nunca põe em prática.
Acabou. Poderia iniciar escrevendo sobre o quão deprimente foi a confusão pós-desclassificação, e não vou omitir, mas primeiro gostaria de salientar algo que já foi dito por este colunista que vos escreve: Argentinos Juniors é uma daquelas equipes que não jogam bem, mas quase sempre vencem. Desta vez, a (i)lógica se inverteu, parcialmente. Ou seja, jogou mal e perdeu. Foi-se classificação as oitavas de finais, foi-se a hombridade. Enquanto o Fluminense mostrava superioridade, o Bicho se encolhia e, digamos assim, recolhia sua questionável grandeza. É louvável e precisa ser dito, apesar de mau como sempre, a equipe tentou dentro de sua vasta limitação, mas tentou. Não merece ser condenado pelo que não fez em campo, mas sim ao que proporcionou depois. Vale dizer, também, que não brigou só. E aos que pensam que isto é coisa de argentino ou uruguaio, não se esqueçam de olhar para o próprio umbigo. Lamentável.
A partida que faltava. Antes de qualquer notícia, uma observação: jogos com portões fechados são deprimentes! Mas foi assim que o Vélez Sarsfield derrotou o San Lorenzo, por 2 a 0, na Bombonera. A partida, que havia sido adiada por causa da violência, foi válida pela sexta fecha. E com a vitória, que nasceu dos pés de Santiago Silva e Augusto Fernández – que entrou só para marcar -, o Fortín se tornou líder do Clausura, com 21 pontos. Seguido por River Plate, com 19, Olimpo, Estudiantes e Godoy Cruz, ambos com 17.
E para finalizar, outra observação: Não pela liderança, muito menos pela partida, mas atualmente o Vélez Sarsfield é a melhor equipe argentina. Sua funcionalidade e seu protagonismos são vistos em poucas equipes. Segurança na defesa, criatividade no meio de campo, sobretudo, com Maxi Moralez e Juan Manuel Martínez, além do suporte defensivo de Zapata e precisão no ataque, lê-se, Santiago el Tanque Silva, lembram dele? Enfim, aos que desdenham – Silva e ao time: cuidado.




