Nuevo Gasómetro em alerta vermelho
O ambiente no Nuevo Gasómetro é de crise. Finanças no vermelho, zona de Promoción, jogadores insatisfeitos, conflitos com a torcida e, agora, sem comando técnico. Um cenário muito parecido com aquele que culminou no descenso do River Plate, na última temporada, se desenha no clube de Almagro. Seria mais um “grande” a visitar a B Nacional?
A queda de Omar Asad, no último domingo, após perder para o Unión, foi só a ponto do iceberg. Das 15 partidas disputadas, até então, no Apertura o ciclón perdeu oito, sendo duas para adversários diretos na luta contra o descenso: All Boys e o próprio Unión. Pior, em oito partidas em casa contabiliza cinco derrotas. E para provar que a ligação com a torcida está abalada, um grupo da barra brava do clube agrediu o zagueiro Jonathan Bottinelli, no final de outubro.
Com a saída do Turco Asad, os dirigentes tinham Américo Galego como primeira opção, mas o próprio se recusou a comandar a equipe. O segundo nome seria o de Caruso Lombardi, que é o atual técnico do Quilmes, porém o San Lorenzo não quer pagar a rescisão contratual, logo, ficarem sem ele. Então, resolveram apostar em nomes que possuam ligação com o clube. Em primeiro lugar, Leonardo Madelón, seguido de Blas Giunta e Ángel Bernuncio.
Contudo, observa-se que o comando técnico não é o maior problema, passaram nos últimos tempos: Simeone, Russo, Diaz e, mais recentemente, Asad, no entanto, na mudou. De fato, o extra-campo é grande problema. Além disso, alguns jogadores já mostraram insatisfação, como o próprio Bottinelli, que só fica até junho, e Romagnoli. Além de que Migliore estará fora do resto do Apertura, por causa de uma cirurgia no joelho.
Além de conflitos internos e a pressão de conviver com a iminência do descenso, as finanças do ciclón estão no vermelho. Segundo o tesoureiro do clube, Ricardo Sarinelli, o passivo do clube chega aos 140 milhões de pesos. Quando Carlos Abdo assumiu, no início deste ano, o total de dívida era de 104 milhões. A comissão fiscalizadora estima que atualmente o déficit da instituição é de 4 milhões por mês.
Com os principais jogadores insatisfeitos, economia no vermelho, sem apoio da apaixonada torcida e futebol… este nem merece comentário, o San Lorenzo, que já visitou a B Nacional, flerta novamente com a divisão de acesso. Talvez seja precoce vislumbrar este panorama, mas a equipe de Almagro não aparenta ter forças para desenhar outro destino. A segunda división agradece.





