Em promoção!
O que dizer quando a pressão faz o futebol sucumbir? E o que fazer quando a história de uma das equipes mais tradicionais do futebol argentino está em jogo e o peso dela está em seu corpo? E quando a manutenção na elite se iguala ao sonho do título? Se você não sabe o que responder ou fazer, não se assuste, pois você não é o único. Os jogadores de River Plate e Olimpo também não.
A partida não foi ruim, mas esteve longe de ser ótima. Os Millionarios (ainda) não estão na segunda divisão, mas jogam como se estivessem. Triste realidade. Talvez seja o peso da camisa e as responsabilidades que ela implica, ou a pura falta de qualidade dos seus atletas que não conseguiram na partida de hoje dar três passes seguidos. Mas o que são três passes diante da Promoción? Oportunidades de gols, então, incogitável. Nem mesmo os pilares da equipe – Carrizo-Almeyda-Lamela – puderam salvar. Na verdade, nem comprometeram. Enfim, a Promoción os aguardam.
Por sua vez, os Aurinegros, diga-se de passagem, se impuseram a partir dos 20 minutos iniciais, mas nada fizeram para justificar ou valorizar tal feito. Talvez pelo mesmo problema da pressão ou da falta de qualidade. Ou até, não tenham dado o devido valor. Martín Rolle supôs modificar o panorama, mas ficou na suposição. Livres não estão, mas observando o rival até pode sentirem-se aliviados.
No final, o zero a zero foi do tamanho do futebol apresentado, da situação, das equipes. Diante disso, pode ser melhor não procurar as respostas das questões acima, mas sim, procurar o futebol perdido e não acreditar que é algo longínquo, como agora. Lembrar que faltam apenas três rodadas faz-se necessário, não repetir o que têm feito, também. A agonia continua…


