Ainda dizem que ele é Loco…
Cobiçado, idolatrado e contestado. Assim é Marcelo Bielsa, uma mistura de sentimentos, de conceitos e desconsertos. Um loco consciente e muito ciente do seu status. E talvez por isso, sabia que ainda não é o momento de retornar a casa, como um bom filho.
Nem a comoção dos hinchas, nem a intimação desnecessariamente apaixonada do seu irmão, o político Rafael Bielsa, foi o suficiente. Quiçá, este seja o real loco da família, mas não vem ao caso.
Enfim, após um dia intenso de rumores, gritos ensandecido, cantorias e bandeiraços, Bielsa disse ao presidente do Newell’s Old Boys, Guillermo Lorente, que seu momento na Lepra ainda está por vir. E assim, o devaneio se desfez.
Ser ídolo quando jogador não é pressuposto para sucesso quando técnico, que fique bem claro. Sem perspectivas, o atual NOB é uma equipe sem alma, joga feio, sem ataque e nem defesa, aliás, a defesa era o único setor que merecia aplausos. Mas eles se tornaram vaias. Merecidas, por sinal.
O atual Bielsa é ainda mais aguçado, agressivo e excêntrico. Transcendeu, ganhou uma aura de gênio e talvez seja a hora de aproveitar seu talento, esculpido a muitas quedas, num lugar que lhe der condições de sublimar. Se é que necessita.
Voltar para Argentina seria mágico para o futebol local, não para si. Na minha vaga concepção, seria um retrocesso. Retornar ao clube só por ser ídolo é ingênuo – isso ele não é – e com a imensa possibilidade de jogar por terra tudo que já foi construído, por conta de imediatismo. Fugacidade não é seu forte. Sagacidade sim.
E com uma carta à imprensa intitulada: “Marcelo, outra vez será”, Lorente fez-se saber do desejo dos dois Marcelo’s, o Bielsa e eu. Afinal, gosto tanto dele que fico feliz pela recusa. E em outro momento, quiçá, ele será. Mas não agora.
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Curta. 1. Já era conhecida a estreita relação entre Diego Maradona e a máfia italiana, Camorra, porém na edição de hoje do diário italiano Corriere della Sera, Salvatore Lo Russo – seu fornecedor, padrinho da máfia e, agora, colaborador da Justiça -, revelou que Dieguito também foi vítima. Leia aqui.
Curta. 2. Ao marcar o gol da vitória blaugrana, ante Shakhtar Donestsk, pelas oitavas de finais da Liga dos Campeões da Europa, Lionel Messi quebrou mais um recorde: chegou a marca de 48 gols na temporada 2010/2011, superando a melhor marca de sua carreira, em 09/10, que era de 47. Feito esse compartilhado com Ronaldo, em 96/97. E agora, encontra-se a um gol do húngaro Ferenc Puskas, em 59/60.



