
Jogadores do Godoy Cruz comemorando um gol.
Do iminente rebaixamento a Copa Libertadores da América. Este foi o resumo do último ano do Godoy Cruz. A equipe mendocina deixou de lado o futebol instável e pouco atrativo para se tornar o destaque da temporada. Ganhou consistência, tornou-se objetiva, regular e eficiente.
Graças a esta transformação o Tomba alcançou a segunda melhor campanha na tabela de pontos agregados que dar acesso a Libertadores, e disputará a competição internacional pela primeira vez em sua história.
Entretanto, a vida dos Bodegueros não será nada fácil, pois caiu em um dos grupos mais difíceis da Copa, ao lado do Peñarol-URU, LDU Quito-EQU e Independiente ou Deportivo Quito-EQU. E perdeu a trinca ofensiva, o que gera uma desconfiança. Ainda assim, se a equipe conseguir reeditar o bom futebol apresentado em 2010, sob o comando de Omar Asad, terá boas chances de ser a zebra do torneio.
Pontos fortes
O Expresso, como também é conhecido, possui um meio de campo que dá liberdade criativa ao enganche. Com saída do Mago Ramírez, Mariano Donda assumiu (provisoriamente?) esta posição. No entanto, a função de fazer gols é dividida por (quase) todos no time.
Com as finanças positivas e, agora, dinheiro em caixa com a venda de Ramírez, o clube poderá contratar alguém de peso. Enquanto que a equipe deverá focar apenas nas questões futebolísticas.
Pontos fracos
A falta de experiência em competições internacionais, aliado a falta de “peso da camisa” é um grande problema para o Tomba. E apesar de quase todos na equipe marcarem gols, a dupla de ataque titular foi desfeita, Castillo e Carranza, ambos foram vendidos.
No entanto, a maior baixa foi a saída do principal jogador da equipe, David Ramírez, que era o responsável pela criação das jogadas de ataque. Além da saída do técnico Omar Asad, um dos principais, se não o principal, responsáveis por esta transformação Bodeguera. Agora é o momento de saber o quão influentes eles foram à equipe.
Táctica
Da Silva herdou o esquema tático e suas variáveis, do seu antecessor Omar Asad. Nos primeiros treinamentos se utilizou do 4-3-1-2. Sebastián Torrico; Roberto Russo (Ariel Rojas), Nico Sánchez, Zelmar García (Leonardo Sigali) e Germán Voboril na defesa; Carlos Sánchez, Nicolás Olmedo e Diego Villar, em linha, Mariano Donda tem sido o enganche, com a saída de Ramírez; Fabricio Núñez (Rubén Ramírez) e Rodrigo Salinas (Alvaro Navarro) no ataque.
Roberto Russo é a chave da variação para o 3-4-1-2, podendo atuar também no meio, ou em seu lugar, Ariel Rojas, no meio de campo, como tem ocorrido normalmente.

Com a saída de Ramírez, Nico Olmedo tornou-se a peça chave do Tomba
A figura do time
Com a saída de Ramírez, Nicolás Olmedo assumiu só o papel de jogador chave. O volante é o homem mais recuado do meio de campo e organizador defensivo, recuperador de bola, que joga simples. Peça vital a equipe.
Quem pode surpreender
Fabri Núñez. O atacante uruguaio jogou poucos minutos no último torneio, mas a saída da dupla titular de ataque abriu uma lacuna no ataque do Tomba. Ele possui boa mobilidade e chegada como elemento surpresa.
Quem chegou
Jorge Polila Da Silva (Técnico – Defensor-URU), Rubén Ramírez (Atacante – Banfield), Gastón Sauro (Zagueiro – Boca Juniors), Germán Voboril (Lateral esquerdo – San Lorenzo), Emir Faccioli (Zagueiro – Frosinone-ITA), Alvaro Navarro (Atacante – Gimnasia y Esgrima La Plata)
Quem saiu
Omar Asad (Técnico-Emelec), Jairo Castillo (Atacante – Querétaro-MEX), César Carranza (Atacante – Lanús), David Ramírez (Meio campo – Vélez Sarsfield)
Jogos
17.02 Godoy Cruz x LDU-EQU
01.03 Godoy Cruz x Peñarol
10.03 Independiente x Godoy Cruz
23.03 Godoy Cruz x Independiente
31.03 Peñarol x Godoy Cruz
12.04 LDU-EQU x Godoy Cruz
À medida que forem surgindo novidades na equipe volto e atualizo.