Chau Chau
16 de julho, uma data especialmente uruguaia. Nela, comemora-se o Maracanazo – o qual o Uruguai calou o Maracanã lotado – e agora, o Argentinazo – neste, a Celeste calou o o país anfitrião da Copa América conquistando a vaga para às semifinais numa partida digna de final calando. Após o 1 a 1, no tempo normal e prorrogação, os Charrúas venceram nos pênaltis, por 5 a 4. Como não seria diferente hoje: um grande ficou pelo caminho, no Cemitério dos Elefantes, em Santa Fé.
A fugaz alegria do ataque contrastou com a intensa tristeza da defesa. A autossuficiência e confiança foram maiores do que a gana em vencer. Quando supôs está melhor em campo, falhou, assim como o fez quando estava em vantagem numérica. Talvez acreditasse que vencer era questão de tempo. Este jogou contra suas pretensões.
Do outro lado, havia um adversário que deixaria o sangue em campo se fosse necessário. Mas os argentinos não acreditaram nisso. Talvez a aquele velho excesso de confiança, que vemos tão facilmente por aqui também. Culpar jogadores em especial pelo fracasso coletivo é conveniente, porém pouco inteligente. Também dizer que a Argentina perdeu para si mesma é não reconhecer a força do adversário, apesar da vasta limitação.
Ter o melhor do mundo e não entender que ele, apesar de imenso, é apenas um, não passa pela cabeça de muita gente, tampouco pela de Sergio Batista. No todo, a Celeste y Blanco não foi ruim, foi apenas o espelho do treinador. Porém culpa o selecionador não vem ao caso.
Todavia, poucas partidas são transcendentais, como o Clásico de la Prata, que extrapola os limites cabíveis de uma partida de futebol. E todo ato e expressão representam algo infinitamente superior ao gol, por exemplo, quando, na prorrogação, Messi caiu na área, após perder uma boa chance de gol, representou o que ninguém queria acreditar, ali um grande caia cansado, impotente… O melhor do mundo é humano, diga-se.
Agora, só resta juntar os cacos do que sobrou.
Veja os melhores momentos da partida:
Atualizado hoje às 12h30.








