
De nada adiantou Maradona exibir um vídeo motivador antes da partida, com imagens fortes de pobreza na Argentina e depoimentos emocionantes de familiares dos jogadores de La Selección. Dentro de campo o time jogava afobado, descompassado, tenso – principalmente de depois de tomar o primeiro baque. Levar o jogo para Rosário, abusar das declarações pré-jogo e o próprio vídeo (até o fato de comemorar tropeços dos adversários diretos) elucidam um pouco esta derrota: a derrota de um time perdido, com um treinador que acredita poder vencer com menos esquema de jogo e mais pirotecnia extra-campo.
Na coletiva de imprensa, vimos um El Pibe abatido, ainda um pouco atordoado pela “sacolada” técnica e moral sofrida há pouco, respondendo as perguntas perdidas dos também atordoados jornalistas hermanos… Agora entendo as repetidas negativas de Zico: “A última coisa que eu quero no mundo é ser técnico do Flamengo.” A expectativa é muito grande… Se Dios não nos salvar, quem é que vai?
Se a ressaca de cachaça boa brasileira já deu essa dor de cabeça, imagine só uísque paraguaio, adversário de quarta-feira da Argentina…
ARGENTINA 1 X 3 BRASIL
Data: 05/07/2009
Local: Estádio Gigante de Arroyito (Rosário-ARG)
Árbitro: Óscar Ruiz (Colômbia)
Gols: Luisão 23′, Luís Fabiano 30′, Dátolo 65′ e Luís Fabiano 67′
ARGENTINA: Andújar; Zanetti, Sebá Dominguez, Otamendi e Heinze; Mascherano, Verón, Dátolo e Máxi Rodríguez (Agüero); Messi e Tevez (Milito). Técnico: Diego Armando Maradona
BRASIL: Júlio César; Maicon, Luisão, Lúcio e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano (Daniel Alves) e Kaká; Robinho (Ramires) e Luís Fabiano (Adriano). Técnico: Dunga