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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012 No Exterior | 21:16

Um biênio sabático e outro de desafios

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Zé Pekerman apontando o caminho...

Após o hiato de dois anos sem dirigir uma equipe e quase seis sem estar à frente de uma Seleção, o argentino José Néstor Pekerman voltará ao seu habitat. Desta vez, no comando da Seleção da Colômbia, substituindo Leonel Álvarez. Quando assinar o contrato, ele se tornará o sexto treinador argentino a comandar os Cafeteros na história, o último havia sido seu compatriota Carlos Bilardo, em 1981.

Na verdade, o namoro entre Zé Pekerman e Seleção da Colômbia começou desde agosto de 2011, quando a Federação Colombiana de Futebol (Colfutbol), despediu Hernán Darío Goméz. No entanto, a Federação acabou optando por Leonel Álvarez, até então, auxiliar de Bolillo Goméz. Com a demissão de Álvarez em dezembro, o biênio sabático de Pekerman deu lugar a novos desafios. Contudo, antes de aceitar o convite já havia negado diversos outros – Boca Juniors, Bordeux, Sporting, Chile e Japão, só para citar alguns.

Conhecido por valorizar a base dos clubes e seleções por onde passou, o treinador terá dois objetivos à frente da Colômbia: classificar os Cafeteros ao Mundial 2014, no Brasil, e desenvolver as categorias de base em um biênio. O primeiro é o mais importante, segundo Luis Bedoya, presidente da Colfutbol. Diga-se, e o mais árduo, também.

A ligação dele com o futebol colombiano vem desde os tempos de futebolista. O então volante defendeu o Independiente de Medellín entre 1975 e 1987, quando teve de encerrar precocemente a carreira, aos 28 anos, por causa de uma lesão no joelho. Aliás, ele atou apenas por duas equipes enquanto jogador, a outra havia sido Argentinos Juniors, de 1970 a 1974.

Com as atenções voltadas à Colômbia, o selecionador terá em mãos jogadores qualificados, sobretudo, no sistema ofensivo. Entretanto, terá de reciclar o sistema defensivo. Atualmente, a Seleção tem uma média de idade de 26 anos e nomes de peso no ataque, como Radamel García Falcao, Teo Gutiérrez, Gio Moreno, James Rodríguez e Freddy Guarín. E jogadores mais envelhecidos no sistema defensivo, como Mario Yepes, Luis Perea e Elkin Soto, com média de 31 anos.

Vale ressaltar que as Subs 17 e 20 não fizeram boas campanhas nos Sul-Americanos em 2011. Talvez por isso, a chegada do argentino foi comemorada pelos treinadores das respectivas seleções, afinal, Pekerman é sinônimo de categorias de base.

Credencial e capacidade o selecionador tricampeão com a Argentina Sub 20 já demonstrou que têm, mas talvez reestruturar uma Seleção e levá-la à Copa num biênio seja o maior desafio de sua carreira. Ainda assim, este namoro tem tudo para ser feliz.

Autor: Marcelo Montanini Tags: , , , , ,

2 comentários | Comentar

  1. 2 Raulinson josé 07/01/2012 13:38

    A Colômbia vive um momento de desorganização profundo, depois de perder aquela geração do Rincon e companhia, não conseguiu formar mais nenhum outro time que impusesse medo.

    Eles possuem bons valores individuais,mas falta alguém que junte as peças,monte um padrão de jogo e tente resgatar aquele futebol alegre que eles perderam.

    Concordo com o fato de eles pensarem logo em uma geração de jovens para ir sendo incrementada paulatinamente a esse plantel,visto que alguns nomes pararão em pouco tempo.

    Vive-se um processo similar na Argentina,só queria que fosse com o Bianchi.

  2. 1 ronaldo alves bento 06/01/2012 22:19

    Claramente o desafio é grande mas se analisarmos Pekerman acertou um sistema defensivo bem mais complicado o da Albiceleste, não que isso o credencie a finalmente levar os colombianos ao mundial.Mas já resolve boa parte do problema.
    Já na base os resultados não são condizentes com alguns jovens valores que tem aparecido assim como na principal a individualidade é boa mas o jogo coletivo é fraco e isso Pekerman vai ter de trabalhar bastante se realmente quer chegar com essa seleção ao mundial do Brasil.

    • Marcelo Montanini 10/01/2012 16:14

      Raul e Ronaldo, concordo que Pekerman terá um árduo trabalho pela frente. Atualmente, Argentina e Colômbia se assemelham num ponto: possuem grandes nomes, mas lhes faltam conjuntos. Este é o ponto central, creio. Quanto a defesa, Pekerman conseguiu organizar a da Argentina em 2006, vamos ver se será capaz de repetir o feito com os Cafeteros. Já sobre a base, a Colômbia repete a equipe profissional, tem bons garotos, mas perdidos.
      Vai demorar um pouco, mas acredito no trabalho dele a frente dos Cafeteros.
      Abraços.

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