Pesadelo Monumental
Aos 16 minutos do segundo tempo, quando Guillermo Farré, do Belgrano, empatou a partida o mundo do River Plate parou. Jogadores, comissão técnica e torcedores ficaram atônitos. Naquele momento, restavam cerca de 30 minutos para oficializar o que já era “sabido” por todos: a equipe com mais títulos do país, brigaria por um título ainda não conquistado, o da B Nacional.
Ironicamente, a partida havia iniciado com um susto precoce, aos 3 minutos, gol do Belgrano, anulado. Dois minutos depois, Mariano Pavone recebeu a bola fora da área, matou e virou batendo: 1 a 0. Faltava mais um gol, porém havia um precipício.
A vontade superou a técnica, a qualidade. A partida seguia aberta, enquanto, River apostava no abafa, chuveirinho e arremates de média e longa distância, o Belgrano usava a única arma apresentada até aqui: a velocidade. Aos 25, o árbitro Sergio Pezzotta deixou de assinalar um pênalti a favor dos Millionários.
O segundo tempo começou igual ao término do primeiro, muita vontade e pouca qualidade. Até o River sofrer o gol. Logo, os nervos se afloraram, Lamela recebeu o oitavo cartão amarelo, Arano por pouco não foi expulso e o tempo passava voando. Aos 25, Pavone desperdiçou um pênalti, este defendido pelo arqueiro Pirata, Olave. E foi inevitável pensar na frase de Neném Prancha: “o pênalti é tão importante que devia ser cobrado pelo presidente do clube”. Onde estaria Jose María Aguilar ou Daniel Passarella, naquele momento?
Na Argentina, o injusto sistema de promédio retornou, em 1983, dentre outras coisas, para livrar o River Plate de um descenso iminente. Livrou. Mas o mesmo o condenou quase trinta anos depois. E, pode-se dizer, com culpa compartilhada, vide que são levados em conta as últimas três temporadas e neste entretempo – exatos uma temporada e meia de cada -, Passarella e Aguilar “comandaram” o clube.
Entretanto, o empate em 1 a 1, no Monumental de Núñez, que decretou a despromoção, e as lágrimas, foi apenas um detalhe trágico, em campanhas sucessivamente infelizes. Faltava a equipe comando, respaldo, crença, atitude e, sobretudo, futebol. Sua camisa pesou negativamente. E certamente, hoje, as lágrimas pesaram mais. E apesar de, merecidamente, o Belgrano ascender de divisão, o próprio River foi seu algoz.
Veja os gols da partida:

4 Chico 29/06/2011 13:10
Acontece, acontece…
3 ronaldo alves bento 26/06/2011 20:05
só pra acrescentar ñ sei se vc reparou mais esse enganche do belgrano,me parece um bom jogador,seria uma ótima aposta para alguns times da primeira divisão
Marcelo Montanini 26/06/2011 23:41
Ronaldo, falas do Vázquez?
Ele é bom, mas acho que é uma boa o próprio Belgrano mantê-lo.
O conheço pouco para fazer uma avaliação sobre ele.
Camisa não joga sozinha, né?
Abraço.
2 ronaldo alves bento 26/06/2011 20:00
concordo com vc,marcelo,as equipes argentinas precisam aprender que só a camisa que tem ñ vai livrá-los de episódios lamentáveis como tivemos hj?
1 Daniel 26/06/2011 17:59
Quem é aquele senhor grisalho que estava sendo encurralado com a família em um camarote após o jogo? Imagens muito fortes!!
Marcelo Montanini 26/06/2011 18:23
Daniel, não lembro desta imagem, pois enquanto tentava prestar atenção, escrevia. Mas certamente não era o culpado. Passarella saiu antes do término e Aguilar não deu as caras, ou seja, fizeram o de sempre.
Talvez algum dirigente, vou procurar as imagens.
Abraço.