Do lúdico ao lastimável…
Lamentável como ganhar ou perder vale tão pouco. Exacerbar a pequenez se tornou um ato tão grandioso que diminui o feito alcançado. Já dizia Jean-Paul Sartre: “o inferno são os outros”. E quiçá o seja, mas é patético pensar assim. Pior é quando a magia dá espaço ao deprimente e numa mistura de sentimentos se tornam: nada.
Enfim, ontem foi dia que grandes jogos carregados do bem mais precioso que há no futebol, na minha concepção, o elemento lúdico. Torcedores cantando e incentivando seus times, virada emocionante, golaços, gol na prorrogação que valeu título, equipe vencendo e contrariado as expectativas e quando o dia chegava ao fim, o sonho se tornara pesadelo. Foi-se o lúdico. Seja mal vinda estupidez.
Confusões se fizeram presentes na Copa do Brasil e na Copa Libertadores da América. Além destes, outro fato me deixou atônito e quase passou despercebido. Dois jornalistas ligados a Vélez Sarsfield e San Lorenzo se digladiaram no alto suas irracionalidades, ao término da partida que, ironicamente, havia sido adiada por causa da violência. Vergonha alheia.
Entretanto, vale ressaltar também, que isso não é uma exclusividade de argentinos ou uruguaios, como já disse no post abaixo. Emoções exaltadas à parte, somos todos iguais. Pateticamente, iguais. Uns mais irracionais do que outros, mas isso não é nacionalidade que define. E sim, caráter, personalidade e, sobretudo, educação.
Todavia, entendo que para muitos, o futebol é uma válvula de escape. Momento de aliviar as tensões de uma rotina exaustiva. Etc. Por fim, outra frase de Sartre: “O homem não é nada mais do que aquilo que faz de si próprio”. Fato. Mas, daí eu pergunto, o que estamos fazendo conosco? Com o futebol? Faz-se necessário refletir.
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