Pai do primeiro neto de Maradona, ‘El Kún’ Agüero marca contra o Chelsea (Getty Images)
Com licença, Capotón… Mas tenho que comentar a partida de Kún Agüero na rodada desta terça da Champions League. Depois de tomar um verdadeiro chocolate na partida de ida, o Atlético de Madrid conseguiu pelo menos um empate contra a invicta equipe do Chelsea.
Agüero marcou dois golaços: o primeiro (no vídeo abaixo) aproveitando um rebote de fora da área. O segundo, o gol de empate em cobrança perfeita de falta…
É o genro de Maradona brilhando em campos europeus…
Parabéns Diego, em seu “cumpleaños” – o 49º, aliás… (Getty Images)
Amanhã sai a lista de convocados para o amistoso contra a Espanha. Sobre a lista (e outras cositas más), o aniversariante Maradona falou ao canal TyC Sports.
Se você ainda tem algum preconceito com relação a Diego Armando Maradona, vá ver o filme Maradona, de Emir Kusturica, em exibição na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (e que irá entrar em cartaz no dia 20 de Novembro). Nesta obra, o cineasta sérvio tenta entender uma das mais controversas personalidades da história recente. É curioso perceber que, no caso de Maradona, homem e mito caminham perfeitamente juntos. Ao mesmo tempo que Diego faz as vezes de profeta, comandante, Deus, é um argentino mortal como os seus milhões de adoradores.
“O tigre sabe seu lugar. Quando cruzava a linha de cal, quem mandava era eu”, disse Maradona. Preciso, El Pibe d’Oro reconhece que seu dom – divino ou não – se restringia às quatro linhas. Fora dela, sua vida caminhava mais próxima da bestialidade. As dezenas de lances geniais exibidas durante o documentário contrastam com os depoimentos de suas experiências com as drogas.
A consciência com que Diego reconhece seus erros, como por exemplo dos momentos que perdeu para a cocaína, desconstrói toda a imagem arrogante, tradicionalmente atribuída a Maradona. “Existe um monte de coisas das quais sinto uma culpa terrível, dentro de mim. Podem falar que estou bem, que estou melhor ou que estou melhor que antes. Mas isto não está dentro de mim. Eu sei a culpa que tenho, e isso não posso mudar.”
Kusturica conseguiu extrair reações e frases genuínas de Maradona. “Emir, sabe que jogador eu teria sido sem a cocaína? Que jogador nós perdemos! O que me amarga a boca é que eu poderia ter sido mais do que sou. Te garanto.”
As histórias de Maradona fazem Kusturica e a platéia caírem na gargalhada (Divulgação)
Vemos um Diego Descontraído, que passeou de vidros abertos pelas ruas de Belgrado, cidade onde vive o cineasta, cumprimentando a qualquer um que passasse pela rua. Também é exibido um Diego Deslumbrado, com o fanatismo de seus fãs em Nápoles – apesar de ter visto cena parecida por milhares de vezes. Outro Diego, o Destemido, fala com orgulho de quando recusou receber prêmio nos EUA para passar uma semana com Fidel Castro. De quando “roubou a carteira” dos ingleses ao fazer um gol com a mão, e dar aos argentinos o troco pela derrota na Guerra das Malvinas.
“Se Jesus tropeçou, por que ele não haveria de tropeçar?”, diz a música feita em sua homenagem (da banda The Jandders, e cantada por Diego no trecho abaixo do documentário). Exageros a parte, Diego tem o direito de errar e de se redimir. E nós, brasileiros, temos que nos dar o direito de ouvir o que El Diez tem a dizer.
La pelota no se mancha. Claro que não, Diego…
Maradona, de Emir Kusturica
30/10 – sexta-feira, 22h
Cinemark – Shopping Cidade Jardim
Que diferença! Enquanto no Brasil se destacam “velhinhos” como Paulo Baier, Petkovic e Marcelinho Paraíba, na Argentina brilham viejos de outra categoria: Gallardo, Abbondanzieri, Ortega, Riquelme, Palermo… Convenhamos, estos hermanos são muito melhores.
Melhor do que qualquer relato, os lances do Superclásico falam por si só (assista no vídeo abaixo). Mas é preciso ressaltar que o jogaço deste domingo não seria o mesmo sem a presença destes craques rodados. É só olhar os lances capitais da partida:
O pênalti cobrado por Ortega (35) e defendido por Pato Abbondanzieri (37). A falta cobrada por Marcelo Gallardo (33), que entrou precisa, rente a trave direita do gol xeneize. A linda tabela entre Riquelme (31) e Palermo (35) – o primeiro deu de letra para o segundo estufar a rede millonaria.
Jogaço sem “prazo de validade”, como brincou o canchallena.com.
Por fim, um bônus especial: o colega Lúcio Ribeiro esteve no Monumental de Nuñez e fez um vídeo emocionante de la hinchada de River cantando e pulando por mais de 2 minutos ininterruptos… Imperdível!
No último amistoso, em 2006, Elano deixou Bilos para trás e marcou o primeiro dos 3×0 (Getty Images)
“Sem dúvida um (jogo) Argentina x Brasil, em Londres, significaria todos os ingressos vendidos, mas às vezes você tem que colocar de lado o aspecto econômico e ponderar outras questões, tais como o desgaste dos jogadores ou as consequências posteriores.” A declaração é de Guillermo Tofoni, chefe da empresa World Eleven – a nova responsável por agenciar os amistosos de La Selección.
Em entrevista ao site argentino canchallena.com, o dirigente explicou a negativa, por parte da AFA, à proposta de fazer o amistoso no dia 18 de novembro, no Emirates Stadium (mesmo palco de outro Brasil x Argentina, em setembro de 2006 – na ocasião, brasileiros golearam por 3×0).
O técnico Diego Maradona e seus auxiliares preferem enfrentar um rival europeu, classificado para o Mundial da África do Sul (os candidatos são Eslováquia ou Sérvia). O próximo compromisso dos hermanos é uma pedreira: no dia 14 de novembro, no estádio Santiago Bernabéu, contra a Espanha – como parte das comemorações do centenário da federação espanhola.
Medo ou respeito? De qualquer forma, dá para ter uma ideia do (baixo?) nível dos próximos adversários da Argentina até a Copa.
¿Terrible, no?
Relembre o jogo (o segundo de Dunga como técnico) no vídeo abaixo:
Se tivesse nascido portenho, seria o Guillermo Villas do século 21 e daria um pau no Federer. Como não foi, decidiu ser jornalista para falar daquilo que os hermanos dominam: futebol, tênis e a arte da conquista (de Libertadores e de mulheres). Não é a toa que no Brasil só se copiam os gritos da hinchada argentina. Dale-o! Dale-o! No Twitter: @alesalvador