Vaias para Robben, vaias para a torcida do Bayern
No amistoso da ressaca, o Bayern de Munique derrotou a Holanda por 3 a 2, na Allianz Arena – gols de Kroos, Petersen e Mario Gomez para os alemães, com Huntelaar e Narsingh descontando para os visitantes. Para quem não sabe, o jogo já estava agendado desde fevereiro de 2011 como forma de compensar as lesões que Robben teve na seleção em 2010, fato que havia deixado a diretoria bávara bastante irritada.
Enfim. Calhou de acontecer justamente três dias depois da derrota mais sofrida da história do Bayern. Mas os times tinham que jogar. E Robben, por contrato, tinha que atuar. E ele jogou, com a camisa da Holanda.
Robben começou no banco de reservas da seleção e entrou aos 31 minutos do segundo tempo. E a reação de grande parte dos torcedores que foram ao estádio foi lamentável, vaiando constantemente o camisa 10 da sua equipe sempre que encostava na bola.
Ele errou dois pênaltis decisivos na temporada, é verdade, mas ele fez de propósito? E o gol de pênalti na semifinal contra o Real Madrid? É óbvio que a perda do título da Champions pode ser colocada na conta do holandês, mas não se pode condenar Robben, que é um patrimônio do clube. Ainda mais depois de ter renovado o contrato até 2015.
Veja os cinco gols do amistoso:
Toni Kroos, autor de um dos gols, disse que as “vaias foram desnecessárias, um verdadeiro lixo“. Já Van der Vaart corroborou o discurso do meia alemão e falou que “o Bayern de Munique deveria se envergonhar da atitude da sua torcida”. Concordo com ambos.
Mas, justiça seja feita, alguns torcedores que foram ao amistoso levaram faixas de incentivo aos jogadores do Bayern e, principalmente, a Robben. “Cabeça erguida”, dizia uma delas.
Uma cena depois do duelo chamou bastante atenção. Schweinsteiger, que assistiu todo jogo do banco de reservas por conta de um desconforto na panturrilha, foi até Robben e os dois se cumprimentaram. Um gesto bem sincero deles, muito legal. Os dois personagens da final da Liga dos Campeões contra o Chelsea saíram abraçados de campo.
A Allianz Arena recebeu 33 mil pessoas. Um público até que razoável, levando em consideração os últimos acontecimentos com a equipe.
O Bayern jogou assim: Butt, Rafinha, Tymoshchuk (Boateng), Badstuber e Alaba (Contento); Luiz Gustavo, Pranjic, Kroos (Lahm) e Thomas Müller (Usami); Olic (Ribéry) e Petersen (Mario Gomez).
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