Fim do sonho bávaro
Bastian Schweinsteiger talvez seja o único cara que não merecesse ficar marcado pela derrota do Bayern de Munique na final da Champions Legue, no último sábado, diante do Chelsea. Mas, infelizmente, o jogador vai ser lembrado pela chance desperdiçada na última cobrança do seu time na disputa de pênaltis.
Não só pelo erro – Petr Cech ainda tocou na bola antes dela bater na trave -, mas também pelo desespero que tomou conta do camisa 31 após a finalização. Inconsolável, Schweini chorou bastante e se sentiu culpado pela perda do título em plena Allianz Arena. Ali, seu mundo havia desabado.
E, por ironia do destino, Schweinsteiger foi um dos melhores jogadores da decisão. Na prorrogação, jogou demais. Foi um leão, se superou, incansável na marcação e chegando bem no ataque. Mas futebol tem dessas coisas.
Não dá para colocar a derrota na conta dele. Mas dá sim para colocar nas costas de Arjen Robben. O holandês não fez um jogo tão ruim, apesar de ter acertado apenas uma finalização das muitas que tentou. O camisa 10 já havia entregado o título da Bundesliga para o Dortmund ao errar uma cobrança de pênalti e, contra o Chelsea, na prorrogação, desperdiçou mais uma.
Não tem mais ninguém que possa bater pênalti? Mario Gomez? O próprio Schweinsteiger? Lahm?
VEJA TAMBÉM: Schweinsteiger se desculpa por deixar presidente alemão “no vácuo”
E o Olic? Entrou na prorrogação na vaga de Ribéry, que saiu machucado, e foi ridículo. Tentou fazer as mesmas jogadas que o francês pela esquerda, mas não tem nem 10% da sua qualidade. Lento e sem habilidade, foi nulo na equipe. Sem contar que ainda perdeu um gol no 2º tempo da prorrogação e desperdiçou uma cobrança nas penalidades.
O técnico Jupp Heynckes não pode colocar um jogador já negociado – Olic vai para o Wolfsburg na próxima temporada – para bater pênalti decisivo. Me desculpem. E tem que tirar o posto de cobrador oficial de Robben.
É claro que não dá para tirar os méritos do Chelsea na final. O time sabe se defender e é perigosíssimo no ataque. Cech é uma muralha. O goleirão pegou um pênalti na prorrogação e outros dois na disputa final. Mas o grande protagonista do time inglês se chama Didier Drogba. Baita atacante. O melhor centroavante do mundo. Mesmo isolado no ataque, ele infernizou a zaga do Bayern.
Quando Thomas Müller abriu o placar aos 38 minutos do segundo tempo, ninguém mais esperava que o clube londrino fosse buscar. E foi. E com Drogba. Aos 43, o marfinense subiu no 10º andar para cabecear a bola no ângulo de Neuer, que quase defendeu, mas a bola balançou as redes.
Só um parênteses sobre esse tento de empate, o zagueiro Boateng, que estava na marcação de Drogba, sequer saiu do chão. Ficou plantado e viu o adversário marcar. Podia, ao menos, ter atrapalhado. Nem isso.
Drogba foi herói, depois vilão, depois herói de novo. Após marcar o gol do empate no fim da partida, o atacante do Chelsea cometeu um pênalti no começo da prorrogação – desperdiçado por Robben. E foi dele a cobrança de pênalti derradeira que garantiu a inédita conquista ao Chelsea. Bola de um lado, goleiro do outro.
E sabe-se lá quando o Bayern de Munique vai ter a chance de decidir uma Champions na sua casa.
Talvez nunca mais.
Notas relacionadas:
Autor: Mário André Monteiro Tags: Allianz Arena, Arjen Robben, Bastian Schweinsteiger, Bayern de Munique, Champions League, Chelsea, Didier Drogba, Ivica Olic























