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Arquivo da Categoria Entrevistas exclusivas

27/03/2009 - 14:14

Bate-bola com Alex Silva

Alex Silva no HamburgoUm dos destaques do Hamburgo, atual quarto colocado da Bundesliga, é Alex Silva. O zagueiro sofreu uma lesão na coxa esquerda na última rodada, contra o Schalke 04, e aproveitou a folga no Campeonato Alemão para voltar ao Brasil e tratar a lesão no REFFIS do São Paulo.

Aproveitando sua estadia em terras nacionais, Alex, que lá na Alemanha joga como volante, deu uma palavriha para o Blog do Alemão. O jogador falou sobre sua adaptação no Hamburgo, sobre seleção brasileira, sobre Thiago Neves e, claro, sobre o São Paulo, clube pelo qual tem muito carinho. Veja abaixo a entrevista na íntegra.

Foi difícil se adaptar a essa nova função de volante?
No começo foi complicado, porque joguei muitos anos como zagueiro, aí na Alemanha o treinador me colocou como volante. Mas me adaptei bem e hoje estou feliz e tranquilo, e procuro melhorar cada vez mais sempre.

Você acha que perde espaço na seleção jogando mais no meio?
Claro, é um pouco complicado. É uma coisa que tive que abrir mão quando aceitei mudar de posição. A seleção tem excelentes zagueiros e volantes, então fica difícil. Mas numa Copa do Mundo o Dunga pode convocar um jogador que joga nas duas posições (zagueiro e volante), assim como o Edmilson em 2002. Isso facilita bastante e todo treinador gosta de um jogador que não seja limitado. Abriria espaço até para convocar um outro meia ou atacante.

Alex Silva na seleção brasileiraPor falar em seleção, você esteve na campanha do bronze olímpico, em 2008. O que deu errado naquele timaço?
O time era de qualidade, mas nós nunca tinhamos jogados juntos. Você vê a seleção das Eliminatórias e é sempre a mesma base, e a seleção olímpica não teve tempo para trabalhar, não teve amistosos, fizemos a preparação em cima da hora. Fizemos dois amistosos contra times fracos antes dos Jogos. Fomos até longe, conquistando a medalha de bronze.

Por que Thiago Neves não deu certo no Hamburgo?
Ele não se adaptou. O futebol na Alemanha é diferente, eles jogam em duas linhas de quatro, e lá não tem aquele camisa 10 tradicional, igual aqui no Brasil. A característica dele é de alimentar o ataque e jogar com liberdade, e no Hamburgo ele tinha que ajudar muito na marcação.

É possível vencer a Bundesliga e a Copa da Uefa?
Claro que sim. Já provamos que somos uma grande equipe. Vencemos o Galatasaray fora de casa e viramos um jogo praticamente perdido. Temos condições de ganhar a Copa da Alemanha também. Esses são nossos objetivos.

Juan, Lúcio, Bordon, Naldo… Por que tantos zagueiros brasileiros se dão bem no futebol alemão?
O zagueiro brasileiro geralmente é alto, e lá o jogo aéreo é muito forte. E os brasileiros ainda têm qualidade para sair jogando, o que diferencia dos demais. E você se destaca nas partidas. A técnica dos zagueiros daqui do Brasil é o diferencial.

Alex Silva sai machucado de jogo do HamburgoQuando você acha que se cura da lesão na coxa?
Pelo médico do São Paulo eu não teria condições de jogar na volta da Bundesliga e nem contra o Manchester City, pela Uefa. Se eu voltar antes posso me estourar de novo. Agora vou conversar com o pessoal do Hamburgo pra ver a melhor forma de isso ser resolvido. Por mim eu ficava aqui no Brasil fazendo o tratamento e voltava bem para Alemanha.

Dá para acompanhar o São Paulo da Alemanha? O que você espera do time em 2009?
Acompanho sim, falo com os meus ex-companheiros todo dia, assito aos jogos pela TV. O Paulistão é mais para formar a equipe. O grande objetivo do time é a Libertadores e o Brasileirão. Com o investimento feito, o São Paulo tem tudo para conseguir pelo menos um desses títulos.

Você vai ao clássico São Paulo x Palmeiras, no sábado?
Todo mundo sabe que gosto de clássicos. Fico bastante nervoso na torcida, mas quero dar força e apoio aos meus companheiros do Tricolor. Vai ser um jogão. E vai ser diferente, vou ficar na arquibancada torcendo.

E uma possível volta ao Tricolor paulista?
No momento estou feliz na Alemanha e se voltar a atuar no Brasil, só quero jogar no São Paulo. A não ser que as pessoas aqui não queiram. Lá na Europa eles são frios, sinto falta da minha vida aqui no São Paulo. Jamais vou deixar de gostar desse clube, e se um dia me quiserem, vou voltar pra cá e encerrar minha carreira aqui.

Autor: Mário André Monteiro - Categoria(s): Entrevistas exclusivas, Jogadores brasileiros Tags: , , , , , , , ,
02/02/2009 - 13:22

Rafinha e o retorno da Bundesliga

Como muitos perceberam, o Blog do Alemão não tem sido atualizado com tanta frequência. Mas é porque este blogueiro que vos fala goza de férias. Entretanto, mesmo no período de descanso, deu para acompanhar a volta da Bundesliga.

E quem se deu mal no retorno do Alemão foi o Bayern, que perdeu para o Hamburgo na sexta-feira e caiu para quarta colocação no campeonato. O algoz dos bávaros agora é o terceiro, atrás de Hertha Berlim e Hoffenheim. O líder, que não pode mais contar com o artilheiro Ibisevic, venceu o Cottbus e lidera sozinho o Alemão.

Além de dar uma pasada geral na rodada, deu tempo também para conversar com o lateral-direito Rafinha, do Schalke 04. No bate-papo, que aconteceu antes do retorno da Bundesliga, o brasileiro disse que sua equipe busca o título. Mas com a derrota para o Hannover, não sei não… veja abaixo a íntegra da entrevista com o Rafinha.

Quais as pretensões do Schalke neste segundo turno da Bundesliga? Vocês acreditam no título ou uma vaga na Liga dos Campeões já estará de bom tamanho?
Nosso objetivo é o título, claramente. Infelizmente, não conseguimos ficar entre os líderes no primeiro turno. Ainda temos chance e a gente vai brigar até o final. Tenho certeza de que vamos fazer um ótimo segundo turno e lutar pelo campeonato.

Apesar da eliminação precoce na Olimpíada, você fez um ótimo torneio, sendo um dos destaques da seleção brasileira. Pretende voltar a vestir a camisa amarela este ano?
Esse é o meu maior desejo, meu maior sonho. Sei que os meus concorrentes estão em excelente fase e jogam em grandes clubes do futebol mundial. Estou certo de que a comissão técnica da seleção está me observando e, se eu fizer um bom trabalho aqui no Schalke, vou ser novamente lembrado pelos professores Dunga e Jorginho.

Por que o Zé Roberto, hoje no Flamengo, não deu certo no Schalke?
É difícil falar, ele tem muita qualidade, é muito habilidoso. Foi uma decepção para todos, tanto para nós brasileiros, quanto para os alemães, que esperavam ver eles mais vezes com a camisa do Schalke. Acho que ele poderia ter ganhado mais oportunidades. Os jogadores que atuam com regularidade já sofrem muito para se adaptar, quando se joga pouco, fica mais difícil ainda.

Você já está há algum tempo na Alemanha. Pretende se mudar para outros centros grandes da Europa, como Inglaterra, Espanha ou Itália?
Já tenho quatro anos no Schalke e acho que isso é apenas o início da minha carreira na Europa. Tenho mantido uma regularidade, fazendo um bom papel. Nesta temporada, fiquei só quatro partidas no banco, por causa de lesões. Mas tenho vontade de conhecer outros lugares, respirar novos ares.

6) Se surgisse algum clube brasileiro interessado no seu futebol, com uma proposta tão boa quanto as europeias, você voltaria para o Brasil? Por que?
Todo jogador sonha em jogar na Europa, por causa do nível do futebol e também pelo lado financeiro, que pesa bastante. Este foi o principal motivo de eu ter saído do Brasil. Se recebesse uma grande proposta, igual à de um clube europeu, voltaria de imediato. Eu amo o Brasil, é o meu país. Voltaria sem pensar. É muito difícil ficar longe dos nossos familiares.

Quando não joga, o que você faz para matar o tempo?
Aqui na Alemanha, eu sou mais caseiro. O clima não ajuda, então não tem essa possibilidade de passear sempre. Quando minha família está aqui, eu viajo bastante, vamos para os países vizinhos. Fico em casa, ouvindo meus sambas. Aqui os treinos são muito fortes, então eu chego em casa, na maioria das vezes, só pensando em descansar.

Do que você mais sente falta do Brasil?
Do calor humano, do clima, do contato no dia-a-dia. Ter um amigo, um vizinho, um parente, alguém para conversar. Seja na padaria, no bar, no restaurante. Aqui na Alemanha não tem isso, o pessoal não gosta de contato. Tem alguns alemães simpáticos, mas são poucos. No Brasil, as pessoas não têm tantas condição financeira, mas são felizes do mesmo jeito.

Você teve que mudar sua forma de jogo quando chegou no futebol alemão? Ou suas características são as mesmas da época do Coritiba?
A minha mudança foi muito grande, foi notável. No Coritiba, eu jogava mais adiantado, como um ala, quase como um meia. Eu tinha muita liberdade. Aqui na Aleamanha, todos os treinadores que eu trabalhei pediram também que eu marcasse e também atacasse. O futebol alemão é de muito contato, muita jogada forte. Tive que melhorar meu poder defensivo. Tenho que segurar, não chegar sempre ao ataque. Hoje eu sinto que estou muito mais recuado, mas isso é por causa do esquema do treinador. Mas não perdi minhas características ofensivas, tenho dado muitas assistências e feito alguns gols.

Você assemelha seu futebol ao de qual jogador?
Na minha posição, eu gostava muito de ver o Cafu jogar. Ele tinha muita força para atacar e um poder de recuperação enorme. Ele descia para o ataque com muita força e voltava com força dobrada. Sempre procuro me espelhar nele, pelo fato de ser lateral-direito também. Foi um jogador que sempre manteve sua regularidade. É um jogador que eu admiro tanto dentro como fora de campo.

Você acha que as recentes publicações na imprensa alemã, sobre o que faz fora de campo, prejudica sua imagem no clube?
Acredito que não tem problema nenhum. Minha relação com a imprensa aqui é muito boa. O problema é um vizinho meu. Toda vez que eu recebo alguns amigos para fazer um churrasco em casa, ele implica com o barulho. Aí, é sempre ele quem chama a polícia e os jornais. Todo mundo aqui já sabe disso. Então, isso não prejudica a minha imagem com o Schalke.

O título da Copa da Alemanha é um dos objeivos. Como foi a volta da temporada, após a pausa para o inverno? Vocês venceram o Carl Zeiss Jena sem dificuldades pelo torneio…
Foi uma vitória que a gente precisava, foi o primeiro jogo oficial neste ano. Foi importantíssima, tenho certeza de que vamos ficar mais motivados, que a gente possa voltar bem também na Bundesliga, no sábado. Temos o objetivo de chegar à final da Copa da Alemanha, em Berlim. Faltam só dois jogos e espero que a gente consiga.

Alguma consideração final aos leitores do Blog do Alemão?
Quero dar boa sorte a todo mundo do Coritiba neste ano de centenário. Foi o clube onde eu apareci no futebol profissional, onde eu deixei muitos amigos. Mesmo aqui na Alemanha, estou sempre acompanhando e torcendo para o clube. Um abraços para todos!

Autor: Mário André Monteiro - Categoria(s): Bundesliga, Copa da Alemanha, Entrevistas exclusivas, Jogadores brasileiros Tags: , , , , , , , ,
19/05/2008 - 11:13

Exclusiva com o brasileiro

Revelado nas categorias de base do Ituano, o zagueiro Vinícius Bergantin é titular absoluto na defesa do Hannover, uma das sensações da Bundesliga que terminou no último final de semana.

Conversei com o brasileiro sobre sua estadia na Alemanha, suas pretensões, sonhos, adaptação no futebol germânico e muitas outras coisas. Veja abaixo o bate-bola com Vinícius e conheça mais da sua carreira.

O Hannover terminou na 8º colocação da Bundesliga, melhor posição da equipe desde a temporada 1964/1965, ou seja, mais de 40 anos. A que se deve o bom rendimento do time nesta temporada?
A campanha do Hannover foi a melhor de todos os tempos. Isso se deve a mentalidade do clube, de querer crescer e não só se manter na 1ª divisão, como muitos outros fazem. O Hannover fez ótimas contratações, deu tranqüilidade para equipe técnica e para os jogadores trabalharem e crescerem num espaço em médio prazo.

A boa campanha poderá ser repetida na próxima temporada? Quais as ambições do Hannover para o futuro?
Creio que a campanha pode ser pelo menos mantida para o próximo campeonato, apesar de que os times que estão subindo para a 1ª divisão são equipes de tradição, então será mais difícil, mas estamos nos reforçando de novo. E se tudo correr bem, queremos lutar por uma vaga na copa da Uefa até o ano de 2010.

Na sua chegada à Alemanha, você teve algum difícil obstáculo a ser superado, assim como língua, comida, cultura…
Tive muitos obstáculos, como língua, culinária, frio, diferença do jogo entre o Brasil e Alemanha, mentalidade dos jogadores e do povo, saudades da família, dos amigos e do ambiente em que vivia, mas quando se tem um objetivo pela frente, tudo isso fica de lado. Assim, os obstáculos me fortaleceram e me fizeram crescer mais como pessoa e como profissional.

Você deixou o Brasil com 22 anos de idade e foi para a Europa sem ser muito conhecido da grande maioria dos brasileiros. Você acha que fez a escolha certa?
Tem razão, saí do Brasil com 22 anos, sem ter um nome forte no País, mas acho que fiz a escolha certa e foi a realização de um sonho, de jogar no futebol europeu, ainda mais num campeonato tão forte como é a Bundesliga.

Pretende continuar na Alemanha por muito tempo? Até quando vai seu contrato?
Tenho contrato até 2010 com o Hannover. Difícil prever alguma coisa até lá, já que no futebol pode acontecer muita coisa, mas posso dizer que estou contente aqui e não teria problema se fosse para continuar mais uns anos.

E jogar na Itália, já que possui cidadania italiana?
Tenho vontade de jogar em outro país aqui na Europa. Itália e a Espanha seriam as favoritas, por se parecerem mais com o Brasil. Seria ótimo se tivesse essa oportunidade.

Voltar a jogar no Brasil é uma possibilidade?
Gostaria de jogar mais um ou dois anos na Série A do Campeonato Brasileiro, mas como falei, no futebol não da pra fazer grandes previsões.

O Dunga anda chamando para seleção jogadores com pouco apelo popular aqui no Brasil. Da Alemanha, já convocou o Naldo, do Werder, que poucos conheciam. Você ainda sonha em ser lembrado algum dia?
O sonho sempre existe e nunca vai acabar. Estou lutando por isso. Caso não aconteça, sou consciente de que dei o melhor de mim e que o Brasil está servido de grandes jogadores.

A sua fase atual é a melhor na sua carreira? Ou você acha que já jogou melhor em clubes anteriores?
Acho que estou na melhor fase da minha carreira. As últimas duas temporadas foram muito boas pra mim. Sinto que estou mais amadurecido e me sinto bem fisicamente.

Para qual time você torce aqui no Brasil?
Prefiro não responder pra qual time eu torcia quando criança, pois infelizmente pode me trazer problemas para o futuro caso jogue numa equipe rival. Tem torcedores que não entendem e não aceitam isso, não acreditando no profissionalismo do jogador.

Ficha técnica

Nome: Vinícius Bergantin
Nascimento: 31/07/1980
Local: Salto-SP
Altura: 1,89m
Clube atual: Hannover
Camisa: 2
Clubes pelo qual já atuou: Ituano, São Caetano e Gama

Autor: Mário André Monteiro - Categoria(s): Entrevistas exclusivas, Jogadores brasileiros Tags: ,
29/04/2008 - 12:40

Exclusiva com Diego

Conversei com o meia Diego, destaque do Werder Bremen já há três temporadas, e o bate-papo foi bem bacana. Entre outros assuntos, ele falou sobre as especulações de que irá deixar a Alemanha, sobre seleção brasileira, carreira no Santos, desejo de jogar no Real Madrid e muitas outras coisas.

Ah, ele também negou que é – ou que já foi – torcedor são-paulino, como muito foi falado na época em que jogava no Brasil.

Para ler à entrevista completa, CLIQUE AQUI.

Autor: Mário André Monteiro - Categoria(s): Entrevistas exclusivas, Jogadores brasileiros Tags: ,
28/03/2008 - 10:36

Exclusiva com Dedê

Já há 10 anos na Alemanha, o lateral-esquerdo Dedê é ídolo no Borussia Dortmund. Respeitadíssimo por lá, o brasileiro não pretende sair do clube tão cedo e, caso volte ao futebol brasileiro, só defenderá um único time. Qual? Atlético-MG, claro!

Conversei com o Dedê e publiquei um bate-papo bem bacana no iG Esporte. Entre outros assuntos, ele disse que não pensa mais em voltar à seleção brasileira, assim como não pretende jogar pela Alemanha, como já foi pretendido por muitos alemães. Contou sobre sua adaptação, sobre o futebol germânico, sua quase ida para a seleção do Catar… enfim… está bem legal!

E, lógico, falou do Galo. Para quem ele torceria numa eventual final de Mundial entre Atlético-MG e Borussia Dortmund?

CLIQUE AQUI e leia a entrevista na íntegra.

Autor: Mário André Monteiro - Categoria(s): Entrevistas exclusivas, Jogadores brasileiros Tags: ,
20/03/2008 - 12:59

Conheça o brasileiro na Alemanha

A Liga dos Campeões da Europa chega à fase de quartas-de-finais, e a única equipe alemã que briga pelo título é o Schalke 04. O que pouca gente sabe é que, além de Bordon, Rafinha, Zé Roberto e Kuranyi, a equipe ainda conta com outro brasileiro: Elliot Paes Alves Júnior, preparador físico e fisioterapeuta do time.

Nascido em Conchas, interior e São Paulo, Elliot foi Campeão Brasileiro Amador de Triathlon e representou o Brasil no Campeonato Mundial da categoria, disputado em Cancún, no México, em 1995.

Atualmente com 45 anos, o profissional em Fisioterapia e Educação Física desenvolveu grandes trabalhos junto a atletas campeões olímpicos e mundiais. No futebol, por exemplo, Elliot contribuiu diretamente para o bom desempenho de craques como Fred e Cris (Lyon), Gilberto Silva (Arsenal), Lincoln (Galatasaray), Júlio Baptista (Real Madrid), Cicinho (Roma), entre outros.

Conversei com ele sobre as aspirações do Schalke na Liga dos Campeões e na Bundesliga, sobre os brasileiros que atuam no clube e também sobre sua carreira. Leia abaixo:

Primeiro, a pergunta que não quer calar para quem gosta do futebol alemão: o Schalke 04 vai surpreender o Barcelona na Liga dos Campeões?
Trata-se de um dos maiores clubes do mundo e com grandes estrelas. Mas tudo dependerá do momento dentro de campo. Contra o Porto ninguém acreditava no Schalke, assim como agora. Poderá haver uma surpresa muito agradável.

Como está a expectativa da torcida do Schalke com relação à Liga e à Bundesliga? Os torcedores acreditam na classificação?
O Bayer de Munique é o grande favorito na Bundesliga. Mas todos nós e a torcida acreditamos que podemos buscar uma arrancada na reta final, assim como fez o Stuttgart no último Campeonato. Na Liga, a mesma coisa. A torcida de Gelsenkirchen acredita no sucesso, assim como os jogadores e a comissão.

Como os atletas brasileiros são vistos na Alemanha? Existe algum tipo de preconceito?
Os alemães comentam que cada clube precisa ter pelo menos um jogador brasileiro para ser campeão, porque são jogadores diferenciados dos demais. Além de muita técnica, os brasileiros têm espírito de vencedor. E o preconceito há em qualquer lugar do mundo. Depende muito da proporção para se criar qualquer tipo de polêmica.

Como é a relação do lateral Rafinha e do zagueiro Bordon na equipe? Eles são ídolos e respeitados? Fale da condição de cada um.
O Rafinha e o Bordon (capitão da equipe) têm uma ótima relação com o grupo e são ídolos do clube, sempre recebendo o carinho dos torcedores. O Rafinha passa por um ótimo momento na carreira, haja vista a convocação para a seleção brasileira; e o Bordon foi o único jogador da Alemanha que entrou na seleção da Europa, realizada pela UEFA entre os clubes classificados para as oitavas-de-final da Liga da Europa.

E o Zé Roberto? Chegou bem ao Schalke ou ainda passa por uma fase de adaptação?
O Zé Roberto ficou fora dos últimos jogos do seu ex-clube, o Botafogo, e chegou ao Schalke sem estar nas suas melhores condições. Atualmente ele teve um problema muscular em Portugal, na véspera do jogo contra o Porto, pela Liga dos Campeões. Agora, estamos fazendo um trabalho especial com o Zé Roberto para ele se adaptar melhor ao ritmo do futebol alemão.

O Kuranyi conversa com os outros brasileiros e com você em português ou alemão?
Depende do local que estamos. Mas, na maioria das vezes, falamos em português para lembrar do Brasil.

Como é a rotina dos treinos na Alemanha e mais especificamente no Schalke? Treinam em dois períodos? Existem muitos jogadores lesionados?
Os treinamentos são muito diferentes da metodologia aplicada no Brasil. Varia de acordo com a semana do jogo. Às vezes, são dois períodos de treinamento, mas, na maioria das vezes, é apenas um período, por diversos motivos, entre eles: o clima, estrutura, calendário, filosofia alemã, sistema de jogo e etc.

Atualmente, temos apenas dois atletas lesionados: o Zé Roberto (lesão muscular) e o Markus Hepke (cirurgia de ombro). A situação não era bem assim quando cheguei ao clube. Havia 16 jogadores no departamento médico e muita pressão.

Onde você começou sua carreira e por quais clubes já trabalhou no Brasil e no mundo?
Como atleta praticante de atletismo sem muita expressão e no triatlo, campeão brasileiro amador “age grupe” em 1995, integrando a seleção brasileira de triatlo em Cancun, no Mexico. Como profissional, trabalhei com atletismo, triatlo, voleibol indoor na Olympikus, sendo campeão sul-americano. No futebol do Brasil no Atletico Mineiro, vice brasileiro de 1999 e bicampeão Mineiro.


Elliot em ação com jogadores do Schalke. Entre eles, Bordon e Kuranyi

Autor: Mário André Monteiro - Categoria(s): Entrevistas exclusivas, Jogadores brasileiros Tags: ,
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