A segurança em torno do centro de convenções ExCel é grande e, segundo as autoridades, também busca evitar protestos na área. Na quarta-feira manifestantes tomaram as ruas de Londres e confrontaram a polícia. Uma pessoa morreu e pelo menos 87 foram presas. Organizadores de diversos grupos prometeram ações perto de onde acontece cúpula do G20.
Cão policial com o focinho dentro de uma lixeira no centro de convenções ExCel. Boss, batizado assim por ser o “chefe” da dupla que forma com o policial Paul, 47, é treinado para encontrar dispositivos químicos e eletrônicos. Como ele, outros cinco cães “passeiam” pelos corredores do centro.
Ao contrário do que muitos jornais londrinos anunciaram nos últimos dias, a passeata “Put People First” (Coloquem as Pessoas em Primeiro Lugar, em tradução livre) foi um evento pacífico e a vida na capital britânica não sofreu grandes alterações por causa da manifestação.
Segundo a Polícia Metropolitana, 35,000 pessoas marcharam pelas ruas de Londres para exigir empregos, justiça econômica e responsabilidade pelo meio-ambiente, dando início a seis dias de protestos que antecedem a Cúpula do G20. O número é muito inferior ao previsto pela organização, que esperava a presença de cerca de 1 milhão de manifestantes.
A multidão partiu da margem norte do Rio Tâmisa pontualmente às 12h deste sábado. Veja o roteiro da passeata:
No começo da marcha, o silêncio era rompido apenas pelo som da banda de fanfarra do sindicato GMB, apitos e gritos isolados. Ao passar pelo Big Ben, um dos principais símbolos da cidade, o clima na esquentou e muitos grupos passaram a gritar lemas como “trabalhadores unidos jamais serão vencidos” e “faça pelo povo e não pelo lucro”.
A passeata foi marcada pela diversidade - pessoas de diversas idades, grupos com objetivos diferentes. ”Não existe limite de idade para expressar sua opinião”, disse o aposentado Ian McGeller. Muitas das mães com crianças pequenas diziam não temer tumultos e valorizar a importância de despertar nas crianças uma consciência cívica. “Ele sabe porque estamos aqui e entende que é preciso fazer alguma coisa em nome do que se acredita”, disse Claire Potter a respeito de seu filho Matthew.
Diante dos portões que fecham a rua Downing Street, onde fica a moradia oficial do primeiro-ministro, os britânicos se exaltavam mas o clima não era tenso. Um grupo de pessoas com bandeiras anarquistas seguiu acompanhado pela polícia e seus participantes gritavam ” a manifestação do G20 está um tédio”. Nós “temos a semana inteira e as ruas são nossas”, gritou um membro do grupo.
A passeata terminou em um encontro no Hyde Park, o maior parque da cidade. Alguns líderes falaram sobre o sucesso da manifestação, enquanto outras pessoas aproveitaram o momento para dar continuidade ao protesto. Mas o frio e o vento fizeram com que muitos optassem por não participar.
Perto dali, em uma das principais ruas comerciais de Londres, a Oxford Street, o movimento nas lojas era intenso. ”Eu nem sabia que hoje era dia de passeata”, confessou Cherie, que não quiz dizer seu sobrenome. “Sábado é dia de ir às compras!”. Quando questionada sobre sua opinião a respeito da crise ela e duas amigas responderam em coro: “Que crise?” Assim como elas, muitos moradores da cidade pareciam seguir vida normal neste sábado.
A Cúpula de Londres acontece na quinta-feira e outros protestos serão realizados na cidade até lá.
O Times afirmou em matéria publicada nesta quinta-feira que a Cúpula do G20 em Londres irá custar £50 milhões (cerca de US$70 milhões) aos contribuintes britânicos. O jornal acusou o governo de gastar dinheiro demais em um encontro que será usado para debater a crise econômica. O encontro acontecerá no dia dois de abril no ExCeL Centre, um centro de conferências às margens do Rio Tâmisa.
Em resposta à alegação, o porta-voz do primeiro-ministro disse que o Foreign Office (Ministério do Exterior Britânico) estima o valor em £19 milhões (US$16.5 milhões). “O motivo pelo qual o Times achou necessário apresentar os custos desta maneira é um mistério para nós”, ele afirmou em uma coletiva de imprensa. “Outras cúpulas custaram muito mais. A Cúpula do G8 no Japão, por exemplo, custou US$285 milhões. Quando se recebe muitos líderes mundiais existem muitos gastos, especialmente com segurança, mas tentamos fazer um encontro tão modesto quanto possível”.
Quando questionado se o governo teme ser acusado de fazer uma cúpula “barata”, o porta-voz afirmou que se este for o pior dos problemas então não. Ele disse ainda que a escolha do ExCel Centre se deu principalmente pela questão de segurança e não pelo valor gasto na contratação do local, que fica longe do centro da cidade de Londres, e se recusou a discutir detalhes do orçamento do encontro.
A Rainha Elizabeth II receberá o presidente Barack Obama no Palácio de Buckingham quando ele estiver em Londres para a cúpula do G20 no próximo mês.
Segundo o jornal “The Daily Telegraph“, o encontro entre Obama e a rainha não será uma visita de Estado, mas uma rara quebra de protocolo caracterizada como uma reunião informal que tem como objetivo que os dois se conheçam.
O presidente e a primeira dama chegam ao Aeroporto de Stansted no Força Aérea Um na tarde do dia 31 de março e seguem de helicóptero para Winfield House, a residência do embaixador americano em Regent’s Park. O encontro entre Obama e a rainha acontecerá no dia seguinte.
Desde sua ascensão ao trono em 1952, Elizabeth II se reuniu com todos os presidentes americanos, menos Lyndon Johnson, o que fará de Obama o 12º a conhecer a rainha pessoalmente.
O primeiro-ministro britânico Gordon Brown emitiu hoje os convites formais para a Cúpula de Londres, que acontece no dia dois de abril.
Brown convidou os chefes de Estado dos seguintes países: Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, República Tcheca, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão México, Holanda, Coreia do Sul, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Espanha, Turquia, Estados Unidos.
Para garantir equilíbrio na representação regional, Brown convidou também representantes da Nova Parceria para o Desenvolvimento da África, da Associação das Nações do Sudeste Asiático e o presidente da Comissão Europeia. O presidente da Comissão da União Africana também participará.
“Os desafios econômicos globais que enfrentamos precisam ser confrontados com uma ação decisiva se queremos garantir empregos, restaurar a confiança e revigorar o crescimento”, disse Brown. “Para ser eficientes, temos que reunir parceiros de todo o mundo“.
Antes de embarcar para Davos, onde participa do Fórum Econômico Mundial, o primeiro-ministro britânico Gordon Brown lançou nesta sexta-feira o website da Cúpula do G20 em Londres. A ideia é envolver tanto economistas quanto cidadãos comuns na troca de Informações sobre os tópicos que serão discutidos durante o encontro, que acontece em meados de abril.
Confira o video de lançamento abaixo (em inglês):
“No começo de abril, líderes de todo o mundo se encontrarão em Londres para dar continuidade ao trabalho que começamos em Washington no ano passado. Estamos determinados a lidar com os efeitos da crise global do crédito, determinados a trabalhar em conjunto para ajudar as pessoas a superarem este momento, determinados a garantir esperança para o futuro, investindo agora para garantir empregos, estabilidade e crescimento. Este site será um centro de debates sobre todos os aspectos da Cúpula de Londres, explicando como as decisões tomadas na mesa afetarão sua vida e a de famílias, negócios e comunidades de todo o mundo. Por isso, eu o os encorajo a visitar o site e a manter contato com este debate crucial sobre nosso futuro global.”
O Brasil é um dos participantes da cúpula, portanto se você tem alguma dúvida, opinião ou sugestão use este site para interagir com os organizadores. Para começar, que tal pedirmos uma versão em português?