Na semana em que foi chamado de “cão” pelo jornalista iraquiano que atirou sapatos contra a sua cabeça, George W. Bush divulgou seu vídeo natalino, no qual a tarefa de decorar a Casa Branca é deixada por conta de seu cachorro Barney. Quanta ironia!
No vídeo, Bush e sua família conversam casualmente com Barney, planejando um Natal patriótico: vermelho, azul e branco. Felizmente, este é o último! Assista (em inglês):
Não levou muito tempo para o incidente em que um jornalista iraquiano jogou seus sapatos contra o George W. Bush inspirar um jogo na internet.
Sock and Awe, um trocadilho com o nome da estratégia militar usada pelos Estados Unidos “shock and awe” (choque e pavor, em tradução livre), dura apenas 30 segundos, nos quais você pode testar sua pontaria contra a agilidade do presidente norte-americano.
Até agora, Bush foi atingido 6997742! Veja quantas vezes você consegue acertar o alvo e registre seu recorde nos comentários…
CHICAGO (IL) – Seja qual for o resultado da eleição nesta terça-feira, a disputa deste ano já se configura como o pleito da mudança.
Além de termos o primeiro candidato negro com chances reais de chegar à presidência, temos também a chance de uma mulher ser a vice-presidente dos Estados Unidos. Mas as mudanças não param por aí. Esta é a primeira eleição dos últimos 28 anos sem que alguém da família Bush ou da família Clinton concorra. Olhando para o passado, as duas famílias formaram as “dinastias” mais longas no governo norte-americano.
A “dinastia Bus”h começou em 1980, quando George H.W. Bush foi eleito vice-presidente na chapa de Ronald Reagan por dois mandatos. Em 1989, “Bush pai” foi o candidato à presidência e venceu o democrata Michael Dukakis. No total, “Bush pai” ficou 12 anos no poder. Se contarmos os oito anos de seu filho, são 20 anos, dos últimos 28, nas mãos da família Bush.
A dinastia Bush sofreu uma interrupção de 1992 a 2000, quando Bill Clinton ocupou os quartos da Casa Branca, mas voltou com força total após a eleição de George W. Bush, em 2000.
Agora, nem Bush, nem Clinton. A chapa eleita nesta terça-feira não terá ninguém com laços nas famílias mais tradicionais na política americana moderna, a primeira das várias mudanças que virão após esta eleição.
AKRON (OH) – O sensacional programa Saturday Night Live desta quinta-feira, um especial sobre as eleições, trouxe de volta ao estúdio 8H da rede NBC o comediante Will Ferrell, que foi catapultado à fama pelo programa.
Ferrell apareceu como George W. Bush, dizendo que finalmente iria fazer um discuro à nação para endossar a candidatura de John McCain. “Vou fazer o discurso à noite, porque sempre que eu falo durante o dia o índice Dow Jones vai para o vaso sanitário. Desculpa, mercados asiáticos, mas desta vez vocês vão ter que segurar a onda”, disse Will “Bush” Ferrell.
Tina Fey aparece novamente como Sarah Palin. Ela entra no Salão Oval sorrindo e senta em cima da mesa de Bush. “É um prazer conhecê-lo, presidente”, disse. Tina “Palin” Fey diz que McCain se perdeu fazendo uma caminhada pelas montanhas, mas seu marido Todd Palin e dois amigos de bebedeira foram buscá-lo com seus “snowbiles”.
A esquete é muito engraçada e mostra como a campanha do republicano John McCain não quer ser associada à imagem de Bush. No final, Will “Bush” Ferrell diz: “quando você for votar em John McCain no dia 4 de novembro, lembre-se da minha cara. Um voto para John McCain é um voto para George Bush”. A campanha democrata não conseguiria fazer uma crítica melhor!
NOVA YORK – O filme “W.”, de Oliver Stone, que conta como o George W. Bush passou de um jovem rebelde e alcoólatra a presidente dos EUA, estreou nesta sexta-feira aqui em Nova York. Com diversas sessões esgotadas pela cidade, consegui ingresso para a sala 1 do cinema Pavilion Park Slope, que estava lotada para ver a saga do pequeno Bush durante sua infância, juventude e caminho à Casa Branca.
O filme mostra a vida de Bush, interpretado de forma impressionante por Josh Brolin, desde sua juventude rebelde no Texas, sua conversão à religiosidade e sua entrada na política texana. Depois, o filme dá um salto para os dias atuais, antes do início da guerra do Iraque, e a história se desenvolve na Casa Branca durante o início do confronto.
Stone retrata um Bush jovem obcecado pela aprovação do pai, o ex-presidente George H. W. Bush, interpretado por James Cromwell. Um jovem que exagerava na bebida, nos namoros e nas desavenças familiares. Em uma das passagens mais engraçadas (sim, o filme é muitas vezes cômico), Bush filho chega bêbado em casa e quase vai às vias de fato com Bush pai. A dupla é separada pela “megera” Barbara Bush, interpretada por Ellen Burstyn.
Apesar do tom biográfico sério, o filme é cheio de passagens cômicas. Pela reação da platéia no Pavilion Park Slope, a melhor definição para o longa de Stone é “comédia dramática”. Além de todas as passagens engraçadas da vida de Bush – gafes, bebedeiras, engasgar com pretzel – ver atores “sósias” interpretando Karl Rove, Dick Cheney e Condolezza Rice dá um tom meio “Saturday Nigh Live” ao longa.
Mas a parte mais legal de “W.” talvez esteja no site criado para promover o filme. Na área “Film Guide“, Oliver explica e justifica todas as passagens do filme, com textos bigráficos. Vale a pena a leitura para complementar a experiência cinematográfica.
Senti falta, no entanto, de um aprofundamento melhor da corrida à Casa Branca em 2000 e da eleição de 2004. Esses fatos foram deixados de lado pelo cineasta, que preferiu desenvolver pela maior parte do filme a relação de Bush com a família e a busca da aprovação paterna.
Pela reação da platéia na estréia, W. agradou. Muitas risadas, algumas vaias também em certos momentos da exibição. No entanto, é improvável que o filme emplaque para o grande público no Brasil, que deve ficar sem entender algumas passagens da vida de “Dubya“.