02/12/2008 - 14:41
O “The New York Times” publicou nesta terça-feira uma reportagem sobre os indianos e indianas que se sacrificaram para salvar a população durante os atentados na Índia.
A reportagem conta a história de Vishnu Datta Ram Zende, funcionário público que ganha US$ 300 por mês para anunciar os trens que chegam e partem de Victoria Terminus, o maior terminal ferroviário do país. Assim que começou o tiroteio, Zende passou a instruir os passageiros para que deixassem a estação pelos portões opostos ao local onde os terroristas atiravam. A coragem de Zende ajudou a salvar dezenas de vidas.
São essas histórias que fazem parte do bom jornalismo, que o New York Times sabe fazer como ninguém. Leia a reportagem em inglês ou português.
Autor: Leandro Meireles Pinto - Categoria(s): Ásia
Tags: atentado, Índia, Terrorismo
28/10/2008 - 01:16

COLUMBUS (OH) – A notícia do dia aqui nos EUA foi a prisão de dois suspeitos de planejar o assassinato do candidato à presidência Barack Obama. Os suspeitos, dois skinheads neonazistas, planejavam matar Obama, além de tramarem outro ataque que teria como alvo mais de cem pessoas negras em uma escola, segundo informou a rede de notícias BBC.
A chance de uma dupla de “hillbillies” do Tennessee conseguir efetuar um atentado bem sucedido contra Barack Obama, no entanto, é praticamente nula.
Desde que cheguei aos EUA, há duas semanas, fui ao último debate presidencial e cinco comícios dos candidatos. A segurança em todos esses eventos era fortíssima. A integridade dos candidatos e suas comitivas é de responsabilidade do Serviço Secretos dos EUA, a mesma agência responsável pela segurança do presidente.
Hoje estive no comício de Barack Obama em Pittsburgh, Pensilvânia, e vi a comitiva do senador chegando ao Mellon Arena. Dois carros de polícia seguiam na frente e oito Suburbans pretas, com vidros pretos e provavelmente blindados, seguiam atrás. No final da comitiva, um ônibus com os jornalistas que acompanham o candidato e mais motos e carros da polícia. Todas as ruas são fechadas para o tráfego e ninguém sabe em qual carro está o candidato. Segurança de primeira!
Antes de qualquer pessoa entrar no ginásio onde aconteceu o comício, o Serviço Secreto faz uma varredura dentro do recinto com cães farejadores para detectar bombas e verificar se existe alguma arma escondida no local. Depois da varredura, as pessoas começam a entrar, mas antes devem passar pelo detector de metais e revista das bolsas e mochilas. A imprensa também passa pela revista e cães farejadores examinam as câmeras fotográficas e maletas dos fotógrafos e cinegrafistas.
Uma vez dentro da arena, é possível ver dezenas de agentes dos Serviço Secreto circulando pela platéia. Alguns estão “uniformizados” de terno azul escuro. Outros estão à paisana, mas o fone de ouvido transparente dá a dica. Quando o candidato sobe ao palco para discursar, os agentes se posicionam ao redor do palco e observam todo tipo de movimentação na platéia. Por questões óbvias de segurança, o número de pessoas envolvidas para proteger a comitiva dos candidatos não é divulgado.
Ou seja, chegar perto de Barack Obama ou Jonh McCain (o esquema de segurança é o mesmo) não é tarefa fácil. Conforme o dia da eleição chega mais perto, a tendência é que o nível de segurança aumente. Não vai ser uma dupla de nazistas amadores que vai conseguir atingir Obama ou McCain. Se algum candidato sofrer um atentado até o dia da eleição, pode ter certeza que foi obra de profissional.
Autor: Leandro Meireles Pinto - Categoria(s): Eleição nos EUA
Tags: atentado, iG nos EUA, Obama