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16/02/2009 - 13:20

Gráfico da história de Israel, da Palestina e o conflito árabe-israelense

Demorou, mas saiu! Publicamos na semana passada, na editoria “Mundo” do Último Segundo, um infográfico muito bacana sobre os conflitos no Oriente Médio.


Clique para ver o infográfico

A linha do tempo animada traz fotos, mapas e vídeos sobre o conflito no Oriente Médio e resume, desde o século 19, as disputas na região.

O infográfico foi feito em parceria entre a redação de mundo do Último Segundo e a equipe design do portal iG. Agradecimentos especiais aos designers Guilherme Tavares de Matos e Marcos Veiga pela paciência na hora de montar o flash.

Autor: Leandro Meireles Pinto - Categoria(s): Oriente Médio Tags: ,

14 comentários para “Gráfico da história de Israel, da Palestina e o conflito árabe-israelense”

  1. William Oliveira disse:

    Sempre é bem vindo ilustrações sobre assuntos desta natureza

  2. VESPAZIANO disse:

    MUITO BOM, ESTÃO REALMENTE DE PARABÉNS.
    UM RESUMO EM ORDEM CRONOLÓGICA DOS FATOS, GOSTEI MUITO E APRECIEI.
    GOSTARIA DE FAZER UMA PERGUTA E SE PUDEREM ME RESPONDER O MEU E-MAIL ESTÁ AI.

    Pelo que pude entender no mapa, Gaza fica separada da Cisjordania por Israel? é isso mesmo ou entendi errado. Grato.

    Gaspar

  3. Guilhermina Kawasaki disse:

    Economicamente falando…

  4. eduardo disse:

    Resumido mas objetivo.Respondendo ao Gaspar,Gaza fica isolada da Cisjordania;há planos de liga-la à Cisjordania depois de um acordo de paz,ou via tunel, ou via uma estrada suspensa.
    Com a vinda de um novo governo de direita israelense vejo mais distante a criação de um estado palestino,mas uma substancial melhora no setor economico.[palestino]

  5. dan disse:

    gostei do material, apesar de achar superficial a abordagem.perdeu-se oportunidade de aprofundar os debates de onde criar o estado palestino, praticamente

  6. JJLABORET disse:

    A Palestina é historicamente dos judeus.
    Entre o 3º e o 2º milênio antes de Cristo havia um povo semita, formado pelos hebreus descendentes de Abraão, que habitavam toda a região da Ásia Ocidental que compreendia a Palestina e a Fenícia. Parte desse povo migrou para o Egito, onde prosperou, porém mais tarde veio a ser escravizado pelos egípcios.
    Quando libertados (sec. XV ou XIII aC.) em êxodo, os hebreus foram conduzidos por Moisés e depois por Josué de volta à Palestina (Canaã, a terra prometida), onde se instalaram e, onde após o Governo dos Juízes fundaram uma monarquia, que mais tarde (cerca de 931 aC.), após o cisma que se seguiu à morte de Salomão, se separou em dois reinos: Israel e Judá.
    O reino de Judá foi, mais tarde, destruído por Nabucodonosor.
    No período histórico que se seguiu, a Palestina dos hebreus foi subjugada pelos assírios, e por volta de 586-538 os judeus (descendentes dos hebreus do ramo de Judá) caíram escravos dos babilônios, e recobrada a liberdade fixaram-se na Judéia. A Judéia foi o núcleo do país dos judeus.
    Mais tarde a Judéia (parte da Palestina) caiu sob o jugo dos selêucidas. A Judéia (parte da Palestina) só recobrou a liberdade no século II aC., porém mais tarde (63 aC.) toda a Palestina caiu sob jugo dos romanos. Em 70 dC, os judeus, (descendentes dos hebreus), sublevaram-se contra o domínio romano e Jerusalém (capital da Palestina) foi tomada por Tito. Em 135 dC, houve nova revolta sufocada por Adriano. Junto com a Síria, a Palestina passou a ser província anexada de Roma.
    Com a queda do Império Romano, a Turquia invadiu e anexou a Palestina, tornando-a sua província. A partir daí expulsou o povo judeu, descendente histórico dos hebreus. A partir da expulsão dos judeus da sua terra, a Turquia promoveu a ocupação pelos povos de descendência árabe oriundos da própria Turquia e dos vizinhos Síria e Jordânia
    Sob o domínio da Turquia começou a introdução da língua árabe e da fé islâmica na Palestina. Foi sob domínio da Turquia que ali se formou um povo de língua árabe, cuja descendência nascida no local deu origem aos hoje denominados palestinos.
    Em 1918 a Inglaterra tomou dos turcos a Palestina, ficando essa sob o mandato britânico até por volta de 1947, quando a Inglaterra renunciou a esse mandato. Ainda em 1947, após a renúncia da Inglaterra ao mandato sobre a Palestina, a ONU editou uma resolução criando o Estado de Israel naquelas terras por herança histórica, como forma de compensar o holocausto daquele povo pelos nazistas. Assim a Palestina foi desmembrada para os dois povos: os natos (denominados palestinos) e os judeus da diáspora. Convém lembrar que os ocupantes (denominados palestinos) da Palestina nunca se constituíram em Estado. Era apenas um povo nascido no local, sem uma constituição formada em Estado. Portanto não reconhecidos no contexto das nações. Em 1948 os judeus, tendo em mãos a resolução da ONU, proclamaram ali o seu Estado. Logo, os vizinhos árabes (Síria, Egito, Jordânia, Líbano) se revoltaram, por não aceitarem ali, de volta os judeus, e pegaram em armas tentando a invasão e dissolução do Estado de Israel. Essa tentativa de invasão malogrou em 1949, e, após isso, o desmembramento da Palestina foi consolidado definitivamente. Mas os vizinhos árabes continuaram não aceitando Israel, e após sucessivas tentativas de invasão foram derrotados, com Israel ocupando a parte jordaniana da Palestina e a faixa de Gaza. Em 1979, Israel assinou o tratado de paz com o Egito, concedendo autonomia relativa para essas áreas, desocupando-as.
    Essa é a história. A Palestina (Judéia) foi o berço do judaísmo, a continuação do povo hebreu que segundo a bíblia, ocupou depois de muitas agruras a terra de Canaã. Dalí os judeus (descendentes dos hebreus do ramo de Judá) foram expulsos pelos turcos, passando a vagar sem pátria pelos quatro cantos do mundo, até o holocausto nazista.
    Certo é que os atuais palestinos nasceram naquela terra, e a conclusão é que ambos os povos têm razão e direito de estarem ali agora. Portanto, deveriam tentar aceitar a Palestina dividida em duas nações: uma árabe, dos descendentes palestinos e outra judia, dos descendentes dos históricos hebreus. E viverem em paz. Israel aceita e quer isso, porém os fundamentalistas islâmicos do Hamas não querem! Pregam a destruição pura e simples de Israel, rejeitando sua existência já consolidada como nação, como se isso fosse agora possível.
    Por fim, no meu entendimento, a paz entre judeus e palestinos está nas mãos do próprio povo das duas nações e não nas mãos dos insensatos líderes islâmicos fanáticos do Hamas, nem tampouco dos líderes fanáticos ortodoxos judaicos, cujos seguidores usurparam as terras dos não judeus nascidos na Palestina, ocupando-as e negando-se a abandoná-las, preferindo a guerra. Como chegar à paz? Basta que o povo palestino não dê mais apoio ao Hamas, não saia às ruas vociferando quando morre um desses líderes e nunca mais vote nesse tipo de liderança insensata, perniciosa, terrorista, covarde e bélica, que sacrifica inocentes por uma causa suja nessa saga religiosa de intolerância e ódio. E que o povo judeu israelense dê um basta nos religiosos ortodoxos, usurpadores, imorais e belicosos, nunca votando em um religioso desses para o mando da nação e nem os apoiando nos atos de esbulho das propriedades dos não judeus nascidos na Palestina. Esse é meu comentário, neutro, baseado na história e na razão.
    JJLABORET

  7. Oscar Armando Baldoni disse:

    A resenha postada pelo senhor J.J. Laboret é exata, muito boa e seus comentários equilibrados, um exemplo a ser seguido.
    Apenas insistirei numa questão importante = Houve a chance de formar o Estado de Israel em outro lugar, não tão explosivo ?
    Falou-se na ilha de Madagascar, na dêcada do 30. É verdade que a dirigencia judaica não aceitou ? Foi um erro gravíssimo, porque eles poderiam passar tranquilamente pelo que hoje é Israel, sem conflitos e morar lá (sem vizinhos) em paz. Quanto sangue, sofrimento e dinheiro perdido !
    Fora isso, voltando à realidade, eu li a Autobiografia de Sadat e esse conflito (de 1973) foi empatado só por causa da entrada em peso do poder dos EUA, que enviaram um avião “Galaxie” atrás de outro, cheios de tudo o que os judeus tinham perdido. Os tanques estavam até com combustível, prontos para a ação.
    Resumo = Tem muitos culpáveis, além dos judeus e palestinos.
    Respeito da biblia, quem estudou o Velho Testamento sem o dogma religioso, tem que entender que tem partes de relatos terríveis, incluindo situações bizarras (Abraham mandando à mulher se virar no Egito) e crônicas de invadir, destruir, roubar e matar a todo o mundo que moravam em determinados lugares por gerações, como se fosse correto, em nome de Jeová. Não adianta se espantar = Está escrino na Biblia.

  8. Vitor disse:

    O grande problema não está no hamas em si, mas quem os apoia. O Irã, Síria, Rússia e Comunidade Euripeia são um entrave para a paz na região. Israel, há muito aceitou um Estado palestino ao seu lado, mesmo com os radicais. Falam muito mal de Ariel Sharon, mas foi ele quem tirou à força os judeus do Sinai e de Gaza. Existe um problema maior do que só formar um Estado palestino, é como fica Jerusalém. Já disseram pra ser internacionalizada, mas nenhum dos lados quer. Dividir Jerusalem novamente não dará certo, porrque os lugares santos dos judeus ficaria no lado árabe. E os árabes não aceitarão de maneira alguma judeus indo rezar nos lugares santos. Se os árabes aceitassem que Jerusalém ficasse com os judeus como é agora tudo estaria resolvido, porque os árabes tem autonomia total das mesquitas. O problema é que para um muçulmano uma terra conquistada será para sempre uma terra muçulmana.

  9. Ana Maria guedes disse:

    Tenho tentado entender este conflito há muito tempo,muito
    esclarecedor para mim ,maravilha.

  10. Gleidson disse:

    Olá,
    Sou professor de geopolítica. O infográfico publicado é um espetáculo, muito bem feito e muito didático, inclusive recomendo aos meus alunos o link. Vcs estão de parabéns mesmo.

  11. Ana fernanda Lyvely disse:

    Eu achei muito interessante!!!!

  12. Camila disse:

    álguem sabe me dizer se a síria faz fronteira com a palestina??é pra agora por favor.

  13. Renata Aleixo disse:

    - Ótimo, muito interessante mesmo !
    Adorei o infográfico. Sou universitária, e usarei como material de apoio em um trabalho da faculdade :)

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