Direito de morrer na TV britânica
O documentário “Right to Die?” (Direito de morrer?, em tradução livre) gerou enorme controvérsia aqui na Grã-Bretanha antes mesmo de ser exibido. O filme mostra o suicídio assistido do americano Craig Ewert, professor universitário de 59 anos que sofria de uma doença neurológica incurável. A eutanásia é proibida no país e, assim como Ewert, muitos britânicos viajam a Suíça, único país do mundo a permitir a prática, para encerrar vidas limitadas por doenças incuráveis .
Ainda que todos tenham uma opinião sobre o assunto, ela sempre será baseada em possibilidades: “’se’ isso acontecesse comigo”, “’se’ fosse com meu parente”. Eu assisti ao documentário ontem à noite e o que mais me marcou foi poder ver como uma pessoa que está nessa situação realmente enfrenta a perspectiva da morte. “Se eu fizer isso eu irei morrer”, diz Ewert a certa altura. “Se não fizer, minha escolha é essencialmente sofrer e fazer minha família sofrer, e depois morrer”
Ao longo do filme acompanhamos algumas pessoas que procuram a clínica suíça Dignitas, mas Craig Ewert permanece como a personagem principal da narrativa. Através de sua voz percebemos que sua escolha foi consciente, uma opção tomada por um homem inteligente que mesmo diante da morte é capaz de expressar de forma clara e precisa o que sente e quer.
O documentário consegue ser sensível sem apelativo, não há qualquer motivo para qualificar a produção como sensacionalista ou gratuita, como acusavam os críticos britânicos. Assim, a morte de Ewert faz parte de um processo para o qual ele mesmo nos prepara. “Faça uma boa viagem. Eu o verei de novo”, diz Mary, a mulher de Ewert, no momento que ele ingere um coquetel de remédios e desliga os próprios aparelhos. Naquele exato instante não há como não pensar na efemeridade de nossas próprias vidas e em como queremos poder optar pela forma que iremos vivê-la.
O documentário certamente não é fácil, mas é uma importante contribuição para um debate vital sobre a eutanásia, que deve ser realizado na esfera pública não apenas na Grã-Bretanha, mas em todo o mundo.
Leia mais sobre o documentário “Direito de Morrer”
Autor: Carolina Ribeiro Pietoso - Categoria(s): Europa Tags: eutanásia, Grã-Bretanha, Suíça
[...] >> Leia as impressões de uma repórter que assistiu ao documentário aqui no Fronteira Livre Enviado por: Clarissa Passos – Categoria: Sem categoria Tags relacionadas: amor, casal, casamento, eutanásia, morte, mulher [...]
Realmente a eutanásia é um problema. Mas……. devemos pensar, também, no cidadão do outro lado, todo entubado, inerte em uma cama de hospital, etc, etc, etc e tal.
Será que isso é vida digna? Doentes terminais, quando a doença se manifesta, deveriam ser ouvidos sobre os procedimentos, modernos e antigos. Essa história de a “esperança é a última que morre” é meio balela.Vamos cair na real.
Podemos violar o sagrado mandamento de que é “só Deus que mata”?
A vida é para ser vivida com alegria, com satisfação, para si próprio e para os outros.
Quando não mais cumplem-se essas condições, a vida transforma-se em puro sofrimento, a cura é impossível, não tem absolutamente mais graça viver.
Esticar um pouco mais a vida? É esticar o sofrimento do doente e os seus familiares.
Ninguém aceita em primeira mão abreviar o tempo de vida de quem quer que seja, mas perante o inevitavel, estamos favorecendo todos os lados com a eutanásia, principalemente o doente.
Pois é, se ele achou melhor assim, tem livre arbitrio na decisão. Por certo aprendeu algo; pois até quando morremos estamos aprendendo, que neste caso aprendeu a morrer. Só resta uma dúvida, se ele se encontrará com Caim ou com Paulo. Que isto não sirva de exemplo pois é Deus quem a vida dá e só Ele a pode tirar, logo, quem sabe, o sofrimento no fim dos dias não esteja relacionado à chance de perdões.
Relacionar sofrimentos com chance de perdões, como fez o comentarista acima não tem sentido, se fosse verdadeiro, não deveríamos tomar remédio para dores, por exemplo, já que seria a vontade de algum deus, nos “castigando” por algo que fizemos. E como ficaria o caso de bebês doentes, castigo tambem?
Sou favorável a uma morte digna, quando se sabe que não tem mais jeito, não faz sentido prolongar a agonia.
Aparelhos são um meio artificial de prolongar vida e a eutanásia é um meio artificial de tirar a vida.
Para mim, prefiro que a natureza decida se devo viver ou morrer. Prolongar artificialmente parece-me agredir minha natureza. Há casos em que os aparelhos restituem a vida, como um amigo meu que esteve dois meses em coma e retornou.
Mas quanto a mim, prefiro morrer naturalmente que sofrer artificialmente.
todas as coisas foram criadas por Deus,pois o homem é criatura de Deus sua imagem e semelhança, como Deus não tiraria sua propria vida porque ele é o dono da vida; o homem não tem esse direito e sim só Deus. naturalmente ele dá e tira na hora que bem achar, essa autonomia natural só ele a possui. Deus é dono de todas as coisas principalmente da sua imagem e semelhança que é o ser humano.
saõ muitas que vem a cabeça quando se toca nesse assunto, eu sinceramente não o que pensar, creio que ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém……..mas por outro lado penso no sofrimento da pessoa esta a condenado a viver em cama..sem andar, sem poder ver o dia nascer……….