O Big Ben, famoso sino que badala as horas na capital britânica, completa 150 anos hoje. Uma projeção comemorativa marcará a data às 21h, do horário de Greenwich.
O nome Big Ben é comumente usado para descrever a torre, o relógio e o sino mas é o nome de batismo original apenas do Grande Sino.
Os três elementos foram colocados no lugar em 1859, com a conclusão da Torre do Relógio. O Grande relógio começou a funcionar no dia 31 de maio e o Grande Sino badalou pela primeira vez no dia 11 de julho.
No site do Parlamento Inglês é possível fazer um tour virtual da torre. Confira aqui!
Sobre o Big Ben:
Peso: 13.7 toneladas
Altura: 2.2m
Diâmetro: 2.7m
Nota musical quando tocado: E
Peso do martelo: 200kg
Uma fotografia dos presidente dos EUA, Barack Obama, supostamente observando uma brasileira, juntamente com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, tem causado grande repercussão nos Estados Unidos.
Imagem que circulou o mundo com Obama supostamente olhando Mayara Tavares
A cena, capturada pelo fotógrafo Jason Reed, da agência Reuters, circulou os diversos blogs políticos dos EUA, sempre com legendas de duplo sentido.
A garota, identificada como Mayara Tavares, é uma carioca de 17 anos que representa o Brasil no grupo de jovens “Junior 8″ da Unicef, que se reúne ao mesmo tempo que os líderes dos países do G8 na Itália.
Mayara Tavares e outros jovens do “Junior 8″ acompanharam a delegação do G8 nesta quinta-feira
Mas, horas depois, um vídeo mostra o que realmente aconteceu no momento em que a foto foi tirada. Barack Obama, na verdade, ajuda uma garota, representante dos EUA no Junior 8, a descer um degrau.
Assista ao vídeo abaixo (em inglês e com uma pequena propaganda no início):
Atualização (13h40): Durante seu encontro no Junior 8, Mayara deu uma entrevista à rádio da ONU para contar um pouco mais sobre sua história e como chegou a participar do grupo de jovens organizado pela Unicef. A entrevista foi concedida na última quinta-feira, dia 9 de julho. Clique para ouvir no site da Rádio ONU.
Uma propaganda que incentiva o turismo em Israel teve que ser retirada do metrô de Londres após uma série de reclamações sobre o mapa israelense. O outdoor, produzido pelo Ministéro do Turismo de Israel para promover o turismo no país, mostrava um mapa do território israelense contendo as Colinas de Golã e os territórios palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.
Os territórios em questão, conquistados durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, são disputados pela Síria e pelos palestinos até hoje.
Segundo o Autoridade de Padrões Publicitários britânica, mais de 300 reclamações contra o outdoor foram registradas. A Embaixa da Síria, país que reclama os direitos sobre o território das Colinas de Golã, e grupos pró-Palestina também reclamaram.
As Colinas de Golã, no norte israelense, é uma região com pouca densidade demográfica e que era originalmente da Síria, antes de ser tomada por Israel durante a guerra. Já a Cisjordânia é um território palestino ocupado por Israel e governado em partes pela Autoridade Nacional Palestina (ANP).
AMÃ – Bento 16 deixa a Jordânia nesta segunda-feira e parte para Israel, em um vôo que não deve durar mais do que meia hora, para continuar sua peregrinação pelos principais pontos religiosos da Terra Santa. Durante a chegada do avião da Royal Jordan, linha aérea jordaniana que irá transportar o pontífice, o espaço aéreo israelense será todo fechado. Ninguém entra e ninguém sai!
Após o pouso do avião do papa no aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, o espaço aéreo continuará restrito para o vôo de helicóptero que o papa fará de Tel Aviv a Jerusalém, onde irá visitar o Memorial do Holocausto. O helicóptero do papa será acompanhado por outras aeronaves da polícia e da Força Aérea de Israel.
Segundo o Jerusalem Post, em terra a segurança para o papa também será especial. Cerca de seis mil policiais e militares estarão envolvidos no esquema de proteção do papa durante os 5 dias de visita do pontífice à região.
* O repórter Leandro Meireles Pinto viaja a convite do Jordan Tourism Board
Meses de preparação e um dia de intensas negociações resultaram em uma Cúpula de Londres finalizada com uma mensagem forte de compromisso coletivo para uma ação global. O Fronteira Livre acompanhou desde os protestos até os bastidores da reunião dos líderes mundiais que prometem agir para solucionar a crise econômica e colocar o mundo de volta no caminho do crescimento e desenvolvimento sustentável.
A Cúpula chega ao fim, mas nós do iG continuaremos a acompanhar os líderes do G20 e demais nações envolvidas no plano de ação divulgado pelo primeiro-ministro Gordon Brown. O grupo voltará a se reunir ainda este ano para rever o plano e propor avanços nas ações coletivas e até lá veremos se o que foi proposto aqui foi posto em prática.
Veja abaixo a cobertura da Cúpula realizada aqui no Fronteira Livre:
Quase duas horas de espera para a coletiva de imprensa do presidente Barack Obama. Os agentes do serviço secreto americano preparam a sala pedindo que todos saiam para uma inspeção do local. A fila de jornalistas é furada pela mídia americana, que tem preferência.
Lá dentro, todos se contagiam com a Obama mania. Inúmeros repórteres pedem que o colega ao lago tire uma foto sua com o presidente ao fundo. O clima é de admiração e respeito pelo presidente americano.
O primeiro-ministro britânico anunciou em coletiva de imprensa após a sessão plenária dos líderes presentes na Cúpula de Londres que eles concordaram em plano de “recuperação global”.
Segundo Brown, esta foi uma decisão tomada em conjunto e todos deram o melhor de si para que ela fosse possível. O primeiro-ministro disse ainda que o plano trará uma “nova era de cooperação internacional” e que os “pobres do mundo não serão esquecidos”.
Os líderes participantes da Cúpula se encontram em sessão plenária fechada no momento, mas um comunicado oficial com os resultados do encontro deve ser divulgado por volta das 11h30 (horário de Brasília).
Secretário do Tesouro americano Timothy Geithner e Barack Obama (foto: AP)
Um pequeno grupo de manifestantes protesta perto do bloqueio policial em torno do centro de convenções ExCel, onde acontece a Cúpula de Londres. O perímetro de segurança é enorme e as manifestações não são percebidas por quem se encontra dentro do centro.
Manifestante sobre tábuas de bloqueio perto do centro ExCel (foto: AP)
Obama confirmou o sucesso de Lula na Cúpula do G20 ao dizer que o presidente brasileiro é o político mais “popular da Terra”. Obama fez o comentário em uma roda de líderes mundiais, pouco antes do início da reunião do G20, em uma sala de conferência do centro de convenções ExCel, em Londres.
Nos bastidores
Muitos jornalistas de todo o mundo se aproximaram da imprensa brasileira ao longo do dia em busca de informações sobre o presidente do Brasil e seu governo. Uma repórter da rádio BBC chegou a solicitar uma entrevista com um jornalista brasileiro apenas para falar sobre a posição “ideológica” de Lula.
Alguns blogueiros disseram que o furor maior em torno do presidente começou quando Lula se sentou ao lado da Rainha Elizabeth II na foto oficial realizada ontem após uma recepção para os líderes mundiais no Palácio de Buckingham. Mas a posição foi determinada por seu tempo de governo.
A súbita fama de Lula parece substituir a de Obama, pelo menos na Cúpula de Londres. Muitos já o qualificam como a nova “celebridade” do cenário político internacional.
A ordem entre os trabalhadores que cuidam da organização dos bastidores da Cúpula de Londres é não falar com a imprensa. Pelo menos essa foi a resposta dada por muitas das pessoas que se recusaram a falar sobre sua experiência em trabalhar na reunião entre os líderes mais importantes do mundo.
O brasileiro Rodrigo, no entanto, abriu uma exceção para contar ao internauta do iG como é fazer parte dos bastidores da Cúpula. Ele mora em Londres há três anos e trabalha com catering (serviços de buffet)e espera que a Cúpula seja benéfica para o Brasil. Assista ao vídeo:
O músico e ativista Bob Geldof gerou comoção ao passar pela sala de imprensa por volta do meio-dia. Repórteres e fotógrafos disputaram a atenção dele, que afirmou que “os países desenvolvidos não devem usar a crise como desculpa para cortar a ajuda aos mais necessitados”.
Antes da sessão plenária todos os líderes mundiais se reuniram para a foto oficial do encontro. Eles foram posicionados de acordo com seu tempo de governo.
A previsão é que a reunião aconteça até 9h (de Brasília), quando os líderes farão uma pausa para o almoço e voltarão a se reunir para encerrar a cúpula. Em coletiva de imprensa por volta das 11h30 (Brasília), Gordon Brown divulgará o comunicado final da cúpula, que começou marcada pelas diferenças entre Estados Unidos e países europeus.
Após a foto oficial, Barack Obama, presidente dos EUA, Silvio Berlusconi, presidente da Itália, e Dmitri Medvedev, presidente da Rússia, se divertiram posando para os fotógrafos.
Enquanto os líderes mundiais se encontram na primeira sessão plenária, na sala de imprensa mais de 2,200 jornalistas, fotógrafos e blogueiros trabalham para transmitir a Cúpula para todo o mundo.
Cinquenta blogueiros de várias partes do mundo foram credenciados para acompanhar ao vivo a cúpula do G20. A proposta surgiu de um acordo entre o governo do Reino Unido e a coalizão internacional G20Voice, que busca dar voz aos blogs.
Segundo os organizadores, cerca de 700 blogueiros foram selecionados e 50 escolhidospelos leitores para representar de forma equilibrada diferentes regiões do mundo.
O brasileiro Rodrigo Alvares, do blog A Nova Corja, veio representar o Brasil no grupo. Confira o que ele disse sobre a iniciativa e a Cúpula de Londres no vídeo abaixo:
O primeiro encontro realizado na Cúpula de Londres aconteceu durante o café da manhã. Confira onde cada um dos líderes participantes se sentou no plano divulgado pelo ministro de serviço social, Tom Watson, no site do governo britânico.
Os líderes participantes da Cúpula entraram na sala de reuniões para a primeira sessão do dia. A reunião é feita a portas fechadas e apenas alguns fotógrafos oficiais acompanharão o encontro.
Veja como é a sala de reuniões na foto abaixo, divulgada pelos assessores do governo britânico.
A segurança em torno do centro de convenções ExCel é grande e, segundo as autoridades, também busca evitar protestos na área. Na quarta-feira manifestantes tomaram as ruas de Londres e confrontaram a polícia. Uma pessoa morreu e pelo menos 87 foram presas. Organizadores de diversos grupos prometeram ações perto de onde acontece cúpula do G20.
Os líderes mundiais começam a chegar ao centro de convenções ExCel para a reunião do G20. O presidente americano Barack Obama já chegou e, assim como os demais, foi recepcionado pelo primeiro-ministro britânico Gordon Brown.
Cão policial com o focinho dentro de uma lixeira no centro de convenções ExCel. Boss, batizado assim por ser o “chefe” da dupla que forma com o policial Paul, 47, é treinado para encontrar dispositivos químicos e eletrônicos. Como ele, outros cinco cães “passeiam” pelos corredores do centro.
São 5h30 da manhã aqui em Londres e eu acabo de chegar ao centro de convenções ExCel, onde acontece nesta quinta-feira a Cúpula de Londres.
O perímetro de segurança em torno do centro de convenções é imenso. O acesso de jornalistas é feito em duas etapas. Um ônibus pega os profissionais da imprensa em um ponto de encontro ao lado da estação de West Silvertown e segue para uma barreira de segurança na qual todo equipamento é minuciosamente verificado com aparelhos sofisticados capazes de encontrar qualquer tipo de ameaça (até mesmo química, um brilho labial considerado suspeito foi confiscado imediatamente). Depois, um segundo ônibus nos transporta ao galpão onde fica a sala de imprensa.
Poucas pessoas se encontram no local e as salas serão abertas às delegações apenas depois das 6h.
Fantasiado como um dos Cavaleiros do Apocalipse, o estudante Ben explicou que os organizadores esperavam atrair o maior número de participantes possível para gerar maior conscientização entre a população, mas confessou não ter grandes esperanças de que o protesto atinja os líderes do G20. Veja (em inglês):
Na marcha entre a estação de Moorgate e o Banco da Inglaterra, os manifestantes gritavam lemas como “Palestina Livre”, “Armem uma fogueira com os banqueiros no topo”, “Eles dizem guerra, nós dizemos bem-estar social” e “Uma solução. Revolução”. Veja (em inglês):
As brasileiras Paula e Maíra foram até lá para protestar contra o aquecimento global. Paula disse querer aproveitar a oportunidade para “aprender” a se manifestar como os ingleses e que os brasileiros devem ir mais às ruas. Veja:
Após a concentração diante do Banco da Inglaterra, o bloqueio policial transformou a região tipicamente séria em uma grande festa ao ar livre, com muitas pessoas sentadas no chão, fazendo piqueniques, ouvindo música e até mesmo jogando xadrez, enquanto outras confrontavam a polícia gritando em coro: “Deixem-nos sair”. Algus confrontos se tornaram violentos e manifestantes foram presos.
“Eu acho que eles fizeram isso para impedir que os manifestantes violentos sigam para outros ‘alvos’ de protesto, mas não é justo porque eu trabalho por aqui, saí apenas para almoçar e agora não tenho como voltar ao escritório”, disse a secretária Virginia Lindsey.
As estudantes Marie, Johanna e Natalie afirmaram que para quem passou pela City, o que fica é a uma lembrança “positiva”. “Nós não vimos tumultos ou violência, apenas pessoas de bem tentando expressar uma opinião diferente daquela que é vigente. Os conflitos aconteceram nas barreiras policiais porque eles agiram como brutos e nos negaram nosso direito inalienável de ir e vir”, disse Johanna.
Outras regiões da cidade também foram atingidas por protestos pelo meio-ambiente, justiça social e reforma econômica.
Financial Fools Day
Quem apareceu para trabalhar na City hoje seguiu o conselho e optou por roupas casuais. Muitos banqueiros do lado de fora do bloqueio policial observavam o tumulto tranquilamente. “Eu não tenho medo porque sei que a polícia está por aqui para nos proteger”, disse Mark, que preferiu não falar seu sobrenome. “Eu acho que as pessoas têm o direito de protestar”.
Algumas instituições permaneceram fechadas, como é o caso do Banco do Brasil, que fica na região.
A Cúpula de Londres começa nesta quarta-feira com a chegada dos líderes mundiais e primeiros encontros oficiais entre os participantes. Inúmeros protestos tomam conta da capital britânica, que se prepara para possíveis tumultos.
Eu acompanho movimentação pelas ruas da cidade e você ver tudo o que acontece abaixo:
13h - Ao menos 23 manifestantes foram presos nesta quarta-feira durante os protestos no distrito financeiro de Londres. Dos 23 detidos, 11 foram presos porque portavam uniformes policiais para usar durante protestos e o restante, por delitos como perturbação da ordem pública, posse de drogas, comportamento ameaçador ou atentado ao pudor.
Foto: AP
11h10 - Em outra área do distrito financeiro londrino, manifestantes atacaram um banco e enfrentaram a polícia. Manifestantes quebraram as janelas de uma agência do Royal Bank of Scotland (RBS) e invadiram o local. Eles jogaram uma impressora e uma cadeira na rua, mas foram retirados do local pela polícia. Um policial ficou ferido. Leia mais na reportagem da BBC Brasil.
10h50 - O batalhão de choque da polícia consegue refazer a barreira para conter os manifestantes.
10h40 - Insatisfeitos com a impossibilidade de sair do cerco policial, alguns manifestantes rompem o bloqueio em uma das ruas do centro londrino. Leia mais »
A Cúpula de Londres começa nesta quarta-feira com a chegada dos líderes mundiais e primeiros encontros oficiais entre os participantes. Inúmeros protestos tomarão conta da capital britânica, que se prepara para possíveis tumultos.
Eu irei conferir de perto a movimentação pelas ruas da cidade e você pode me acompanhar no Twitter do US no G20.
O papa Bento 16 pediu a benção “de Deus para a Cúpula de Londres e todos os encontros multilaterais que acontecerão na capital britânica na tentativa de solucionar a crise econômica” em uma carta enviada ao primeiro-ministro britânico Gordon Brown no dia 30 de março.
Em resposta, Brown disse que se sentiu “inspirado” pela conversa que teve com o sumo pontífice quando os dois se conheceram há alguns meses, na qual Bento 16 pediu que ele não esquecesse os “pobres ou o aquecimento global” durante o encontro desta semana em Londres.
De mãos dadas, o presidente Barack Obama e sua mulher Michelle desembarcaram do avião presidencial Força Aérea Um na área VIP do aeroporto de Stansted às 19h51 desta terça-feira (horário local). Eles foram recebidos pelo Chanceler Allistair Darling e sua mulher Margaret.
O casal embarcou rapidamente no helicóptero Marine Um e seguiu para o centro de Londres, onde ficará hospedado em Winfield House, a residência do embaixador americano em Regent’s Park.
Sua chegada gerou uma operação de segurança sem precedentes no aeroporto, mais conhecido por seu uso por companhias aéreas de baixo custo. A movimentação de Obama também pode ser ouvida na cidade, conforme sete helicópteros foram usados para despitar possíveis ameaças ao presidente durante o trajeto do Marine Um.
Obama se encontrará com o primeiro-ministro Gordon Brown em Downing Street na manhã de quarta-feira, antes de seguir para uma audiência particular com a rainha durante a tarde, da qual também participará sua mulher Michelle.
O distrito financeiro de Londres, mais conhecido como City ou Square Mile, se prepara para possíveis tumultos durante manifestações marcadas para esta quarta-feira, dia que terá início a Cúpula de Londres. Inúmeras agências bancárias da região optaram por fechar (e lacrar) as portas, funcionários foram aconselhados a trocar o terno e gravata por roupas mais “casuais” e a Polícia Metropolitana, ainda que preparada, pede que os moradores da cidade evitem a região.
Trabalhadores do setor financeiro em um dia típico na City
Um banqueiro que preferiu não se identificar disse que “todos que trabalham na City optaram por agir com cautela. Muitas agências irão fechar e apenas os funcionários essenciais irão trabalhar nestes dois dias de cúpula”, ele disse.
Ao passar pela City nesta terça-feira, é possível ver muitas das instituições com as portas cobertas com tábuas de madeira. A polícia também já atua na região, cercando o Banco da Inglaterra e impedindo que os curiosos se aglomerem nas calçadas. “Continue andando”, grita uma policial.
Instituição financeira cobre portas e janelas com tábuas de madeira
Os manifestantes divulgaram um mapa que identifica mais de 125 alvos em toda a região, incluindo dezenas de corporações internacionais, bancos e firmas de advocacia. Algumas das instituições financeiras são acusadas de envolvimento nos problemas que geraram a atual crise econômica (como Royal Bank of Scotland e Lloyds TSB).
Os organizadores pedem que os participantes descontem sua raiva nos “escritórios acarpetados, aquecidos e bem iluminados” do capitalismo corporativo. ”A Square Mile é o coração moribundo deste negócio, onde os gatos gordos apostam com as vidas das pessoas, suas casas, comunidades e o meio-ambiente, enquanto beneficiam a si mesmos com gordos bônus e resgates governamentais”.
Mapa divulgado na internet pelos manifestantes
O evento, apelidado de “Dia Financeiro dos Tolos” (um trocadilho com o Dia dos Tolos, ou Fools Day, o Dia da Mentira inglês) deve causar transtornos no trânsito da cidade conforme os manifestantes fechem as ruas na tentativa de impedir o acesso dos trabalhadores à região.
Quatro passeatas estão marcadas para começar às 11h saindo das estações de Moorgate, Liverpool Street, Cannon Street e London Bridge a caminho do Banco da Inglaterra, onde se reunirão ao meio-dia.
Os protestos serão coordenados através de mensagens de texto pelos celulares dos manifestantes e também na página do Twitter dos organizadores.
Também haverá um acampamento climático no Square Mile e um protesto na região central de Londres, saindo da praça Grosvenor Square, onde fica a Embaixada dos Estados Unidos, a caminho de Trafalgar Square.
Manifestante divulga a invasão de bancos durante o protesto
Em uma matéria que busca responder as principais dúvidas sobre a Cúpula do G20, o jornal The Guardian afirmou que o Brasil é um dos participantes que realmente importam neste encontro.
“Brasil. O futuro. Imensa economia emergente e seu presidente Lula, um líder imensamente confiante que não aceitará receber ordens de um cara de terno qualquer”, diz o jornal.
Entre os outros países estão China, Japão, Coreia do Sul e Arábia Saudita.
A matéria diz ainda que o mundo deve concentrar sua atenção no presidente americano Barack Obama, que chega a Londres na noite desta terça-feira.
“‘Estamos prontos para liderar’, ele disse, mas o resto do mundo está pronto para seguir”, questiona o jornal.
No ano passado, Barack Obama passou pela capital britânica durante sua viagem pela Europa como candidato à presidência dos Estados Unidos. Em uma série de visitas a líderes aliados, a coreografada incursão buscava mostrá-lo como um comandante apto para a nação e foi qualificada por seu então rival, o senador John McCain do Arizona, como uma turnê de celebridade.
Agora Obama volta a Londres esta semana como o presidente diante de uma crise mundial. Ele usará a Cúpula do G20 para tentar conseguir acordos de cooperação internacional necessários para estimular a economia mundial, mas deve enfrentar desafios. No entanto, a presença de Obama pode garantir a liderança necessária para uma resolução durante o encontro.
Esta é a primeira longa viagem internacional do presidente e envolve inúmeros preparativos. Segundo reportagem do jornal The Observer, mais de 500 oficiais compõem a comitiva do presidente, juntamente com equipamentos de segurança, como a limousine de US$300,000, conhecida como The Beast (A Besta, em tradução livre).
Helicópteros, 200 agentes do serviço secreto e uma equipe médica de seis membros também desembarcarão na capital britânica. Até mesmo os cozinheiros da Casa Branca viajam com o presidente para preparar sua comida.
“Quando o presidente viaja, a Casa Branca viaja com ele, o carro que ele dirige, a água que ele bebe, a gasolina que ele usa e a comida que ele come. A América ainda é a suprema superpotência e o presidente precisa ter a capacidade de lidar com qualquer crise, em qualquer lugar, a qualquer hora”, disse um oficial da gestão ao jornal.
Equipes de segurança americanas fizeram três viagens preparativas à cidade. A primeira foi apenas para reconhecimento de campo, já na segunda foram escolhidos os locais que o presidente visitará e na terceira, que aconteceu na semana passada, foram instalados equipamentos de segurança, os locais de encontro foram vasculhados em busca de grampos eletrônicos, comidas foram testadas para possível envenenamento e a qualidade do ar foi medida.
Obama desembarca do avião presidencial Força Aérea Um no aeroporto de Stansted na tarde de terça-feira. De lá, ele segue para para Winfield House, a residência do embaixador americano em Regent’s Park, no helicóptero conhecido como Marine Um (outros sete do mesmo modelo serão utilizados ao mesmo tempo apenas para despistar).
O meio-ambiente também estará em pauta na Cúpula do G20, testando a determinação das grandes economias mundiais em combater a mudança climática. “Precisamos de um sinal muito claro de que o G20 vê este encontro com um objetivo maior do que apenas resolver uma crise financeira”, disse Achim Steiner, diretor-executivo do Programa Ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU).
Alguns defensores do meio ambiente dizem que projetos de infraestrutura para a construção de parques eólicos e o aperfeiçoamento da eficiência das casas criarão empregos e combaterão ameaças pós-recessão, como a segurança energética e a mudança climática.
Conferência em Copenhague
Os líderes participantes da Cúpula podem confirmar na quinta-feira sua disposição em chegar a um novo tratado sobre o clima em dezembro, na conferência climática da ONU que acontecerá em Copenhague. Cerca de 190 países concordaram em participar do encontro.
O tratado buscará combater o aquecimento global que o Painel Climático da ONU diz gerar mais ondas de calor, seca e o aumento do nível do mar. ”O objetivo é apoiar e complementar o processo das Nações Unidas e analisar uma ampla gama de mecanismos, principalmente o desenvolvimento do mercado de carbono”, afirma o boletim de divulgação do encontro.
Protesto pelo clima
No dia 1º de abril, para marcar a chegada dos líderes participantes da Cúpula de Londres, manifestantes do grupo Climate Camp (Acampamento Climático, em tradução livre) irão protestar pelo clima diante do Câmbio Climático Europeu.
O acampamento será aberto a qualquer um que queira “tomar uma atitude em relação à mudança climática, que esteja cansado da retórica do governo e das manobras corporativas, qualquer um que esteja preocupado que suas próprias ações não são o suficiente para resolver um problema tão grande e para qualquer um que se preocupe com o futuro e queira fazer algo a respeito”, dizem os organizadores.
O grupo, que já protestou contra a construção de novas pistas em Heathrow e a poluição da termoelétrica de Kingsnorth, agora se mobiliza contra os impactos ecológicos da crise financeira. “Porque a natureza não faz resgates financeiros!”, explicam em seu site.