O papa Bento 16 pediu a benção “de Deus para a Cúpula de Londres e todos os encontros multilaterais que acontecerão na capital britânica na tentativa de solucionar a crise econômica” em uma carta enviada ao primeiro-ministro britânico Gordon Brown no dia 30 de março.
Em resposta, Brown disse que se sentiu “inspirado” pela conversa que teve com o sumo pontífice quando os dois se conheceram há alguns meses, na qual Bento 16 pediu que ele não esquecesse os “pobres ou o aquecimento global” durante o encontro desta semana em Londres.
De mãos dadas, o presidente Barack Obama e sua mulher Michelle desembarcaram do avião presidencial Força Aérea Um na área VIP do aeroporto de Stansted às 19h51 desta terça-feira (horário local). Eles foram recebidos pelo Chanceler Allistair Darling e sua mulher Margaret.
O casal embarcou rapidamente no helicóptero Marine Um e seguiu para o centro de Londres, onde ficará hospedado em Winfield House, a residência do embaixador americano em Regent’s Park.
Sua chegada gerou uma operação de segurança sem precedentes no aeroporto, mais conhecido por seu uso por companhias aéreas de baixo custo. A movimentação de Obama também pode ser ouvida na cidade, conforme sete helicópteros foram usados para despitar possíveis ameaças ao presidente durante o trajeto do Marine Um.
Obama se encontrará com o primeiro-ministro Gordon Brown em Downing Street na manhã de quarta-feira, antes de seguir para uma audiência particular com a rainha durante a tarde, da qual também participará sua mulher Michelle.
O distrito financeiro de Londres, mais conhecido como City ou Square Mile, se prepara para possíveis tumultos durante manifestações marcadas para esta quarta-feira, dia que terá início a Cúpula de Londres. Inúmeras agências bancárias da região optaram por fechar (e lacrar) as portas, funcionários foram aconselhados a trocar o terno e gravata por roupas mais “casuais” e a Polícia Metropolitana, ainda que preparada, pede que os moradores da cidade evitem a região.
Trabalhadores do setor financeiro em um dia típico na City
Um banqueiro que preferiu não se identificar disse que “todos que trabalham na City optaram por agir com cautela. Muitas agências irão fechar e apenas os funcionários essenciais irão trabalhar nestes dois dias de cúpula”, ele disse.
Ao passar pela City nesta terça-feira, é possível ver muitas das instituições com as portas cobertas com tábuas de madeira. A polícia também já atua na região, cercando o Banco da Inglaterra e impedindo que os curiosos se aglomerem nas calçadas. “Continue andando”, grita uma policial.
Instituição financeira cobre portas e janelas com tábuas de madeira
Os manifestantes divulgaram um mapa que identifica mais de 125 alvos em toda a região, incluindo dezenas de corporações internacionais, bancos e firmas de advocacia. Algumas das instituições financeiras são acusadas de envolvimento nos problemas que geraram a atual crise econômica (como Royal Bank of Scotland e Lloyds TSB).
Os organizadores pedem que os participantes descontem sua raiva nos “escritórios acarpetados, aquecidos e bem iluminados” do capitalismo corporativo. ”A Square Mile é o coração moribundo deste negócio, onde os gatos gordos apostam com as vidas das pessoas, suas casas, comunidades e o meio-ambiente, enquanto beneficiam a si mesmos com gordos bônus e resgates governamentais”.
Mapa divulgado na internet pelos manifestantes
O evento, apelidado de “Dia Financeiro dos Tolos” (um trocadilho com o Dia dos Tolos, ou Fools Day, o Dia da Mentira inglês) deve causar transtornos no trânsito da cidade conforme os manifestantes fechem as ruas na tentativa de impedir o acesso dos trabalhadores à região.
Quatro passeatas estão marcadas para começar às 11h saindo das estações de Moorgate, Liverpool Street, Cannon Street e London Bridge a caminho do Banco da Inglaterra, onde se reunirão ao meio-dia.
Os protestos serão coordenados através de mensagens de texto pelos celulares dos manifestantes e também na página do Twitter dos organizadores.
Também haverá um acampamento climático no Square Mile e um protesto na região central de Londres, saindo da praça Grosvenor Square, onde fica a Embaixada dos Estados Unidos, a caminho de Trafalgar Square.
Manifestante divulga a invasão de bancos durante o protesto
Em uma matéria que busca responder as principais dúvidas sobre a Cúpula do G20, o jornal The Guardian afirmou que o Brasil é um dos participantes que realmente importam neste encontro.
“Brasil. O futuro. Imensa economia emergente e seu presidente Lula, um líder imensamente confiante que não aceitará receber ordens de um cara de terno qualquer”, diz o jornal.
Entre os outros países estão China, Japão, Coreia do Sul e Arábia Saudita.
A matéria diz ainda que o mundo deve concentrar sua atenção no presidente americano Barack Obama, que chega a Londres na noite desta terça-feira.
“‘Estamos prontos para liderar’, ele disse, mas o resto do mundo está pronto para seguir”, questiona o jornal.
No ano passado, Barack Obama passou pela capital britânica durante sua viagem pela Europa como candidato à presidência dos Estados Unidos. Em uma série de visitas a líderes aliados, a coreografada incursão buscava mostrá-lo como um comandante apto para a nação e foi qualificada por seu então rival, o senador John McCain do Arizona, como uma turnê de celebridade.
Agora Obama volta a Londres esta semana como o presidente diante de uma crise mundial. Ele usará a Cúpula do G20 para tentar conseguir acordos de cooperação internacional necessários para estimular a economia mundial, mas deve enfrentar desafios. No entanto, a presença de Obama pode garantir a liderança necessária para uma resolução durante o encontro.
Esta é a primeira longa viagem internacional do presidente e envolve inúmeros preparativos. Segundo reportagem do jornal The Observer, mais de 500 oficiais compõem a comitiva do presidente, juntamente com equipamentos de segurança, como a limousine de US$300,000, conhecida como The Beast (A Besta, em tradução livre).
Helicópteros, 200 agentes do serviço secreto e uma equipe médica de seis membros também desembarcarão na capital britânica. Até mesmo os cozinheiros da Casa Branca viajam com o presidente para preparar sua comida.
“Quando o presidente viaja, a Casa Branca viaja com ele, o carro que ele dirige, a água que ele bebe, a gasolina que ele usa e a comida que ele come. A América ainda é a suprema superpotência e o presidente precisa ter a capacidade de lidar com qualquer crise, em qualquer lugar, a qualquer hora”, disse um oficial da gestão ao jornal.
Equipes de segurança americanas fizeram três viagens preparativas à cidade. A primeira foi apenas para reconhecimento de campo, já na segunda foram escolhidos os locais que o presidente visitará e na terceira, que aconteceu na semana passada, foram instalados equipamentos de segurança, os locais de encontro foram vasculhados em busca de grampos eletrônicos, comidas foram testadas para possível envenenamento e a qualidade do ar foi medida.
Obama desembarca do avião presidencial Força Aérea Um no aeroporto de Stansted na tarde de terça-feira. De lá, ele segue para para Winfield House, a residência do embaixador americano em Regent’s Park, no helicóptero conhecido como Marine Um (outros sete do mesmo modelo serão utilizados ao mesmo tempo apenas para despistar).
O meio-ambiente também estará em pauta na Cúpula do G20, testando a determinação das grandes economias mundiais em combater a mudança climática. “Precisamos de um sinal muito claro de que o G20 vê este encontro com um objetivo maior do que apenas resolver uma crise financeira”, disse Achim Steiner, diretor-executivo do Programa Ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU).
Alguns defensores do meio ambiente dizem que projetos de infraestrutura para a construção de parques eólicos e o aperfeiçoamento da eficiência das casas criarão empregos e combaterão ameaças pós-recessão, como a segurança energética e a mudança climática.
Conferência em Copenhague
Os líderes participantes da Cúpula podem confirmar na quinta-feira sua disposição em chegar a um novo tratado sobre o clima em dezembro, na conferência climática da ONU que acontecerá em Copenhague. Cerca de 190 países concordaram em participar do encontro.
O tratado buscará combater o aquecimento global que o Painel Climático da ONU diz gerar mais ondas de calor, seca e o aumento do nível do mar. ”O objetivo é apoiar e complementar o processo das Nações Unidas e analisar uma ampla gama de mecanismos, principalmente o desenvolvimento do mercado de carbono”, afirma o boletim de divulgação do encontro.
Protesto pelo clima
No dia 1º de abril, para marcar a chegada dos líderes participantes da Cúpula de Londres, manifestantes do grupo Climate Camp (Acampamento Climático, em tradução livre) irão protestar pelo clima diante do Câmbio Climático Europeu.
O acampamento será aberto a qualquer um que queira “tomar uma atitude em relação à mudança climática, que esteja cansado da retórica do governo e das manobras corporativas, qualquer um que esteja preocupado que suas próprias ações não são o suficiente para resolver um problema tão grande e para qualquer um que se preocupe com o futuro e queira fazer algo a respeito”, dizem os organizadores.
O grupo, que já protestou contra a construção de novas pistas em Heathrow e a poluição da termoelétrica de Kingsnorth, agora se mobiliza contra os impactos ecológicos da crise financeira. “Porque a natureza não faz resgates financeiros!”, explicam em seu site.
Ao contrário do que muitos jornais londrinos anunciaram nos últimos dias, a passeata “Put People First” (Coloquem as Pessoas em Primeiro Lugar, em tradução livre) foi um evento pacífico e a vida na capital britânica não sofreu grandes alterações por causa da manifestação.
Segundo a Polícia Metropolitana, 35,000 pessoas marcharam pelas ruas de Londres para exigir empregos, justiça econômica e responsabilidade pelo meio-ambiente, dando início a seis dias de protestos que antecedem a Cúpula do G20. O número é muito inferior ao previsto pela organização, que esperava a presença de cerca de 1 milhão de manifestantes.
A multidão partiu da margem norte do Rio Tâmisa pontualmente às 12h deste sábado. Veja o roteiro da passeata:
No começo da marcha, o silêncio era rompido apenas pelo som da banda de fanfarra do sindicato GMB, apitos e gritos isolados. Ao passar pelo Big Ben, um dos principais símbolos da cidade, o clima na esquentou e muitos grupos passaram a gritar lemas como “trabalhadores unidos jamais serão vencidos” e “faça pelo povo e não pelo lucro”.
A passeata foi marcada pela diversidade - pessoas de diversas idades, grupos com objetivos diferentes. ”Não existe limite de idade para expressar sua opinião”, disse o aposentado Ian McGeller. Muitas das mães com crianças pequenas diziam não temer tumultos e valorizar a importância de despertar nas crianças uma consciência cívica. “Ele sabe porque estamos aqui e entende que é preciso fazer alguma coisa em nome do que se acredita”, disse Claire Potter a respeito de seu filho Matthew.
Diante dos portões que fecham a rua Downing Street, onde fica a moradia oficial do primeiro-ministro, os britânicos se exaltavam mas o clima não era tenso. Um grupo de pessoas com bandeiras anarquistas seguiu acompanhado pela polícia e seus participantes gritavam ” a manifestação do G20 está um tédio”. Nós “temos a semana inteira e as ruas são nossas”, gritou um membro do grupo.
A passeata terminou em um encontro no Hyde Park, o maior parque da cidade. Alguns líderes falaram sobre o sucesso da manifestação, enquanto outras pessoas aproveitaram o momento para dar continuidade ao protesto. Mas o frio e o vento fizeram com que muitos optassem por não participar.
Perto dali, em uma das principais ruas comerciais de Londres, a Oxford Street, o movimento nas lojas era intenso. ”Eu nem sabia que hoje era dia de passeata”, confessou Cherie, que não quiz dizer seu sobrenome. “Sábado é dia de ir às compras!”. Quando questionada sobre sua opinião a respeito da crise ela e duas amigas responderam em coro: “Que crise?” Assim como elas, muitos moradores da cidade pareciam seguir vida normal neste sábado.
A Cúpula de Londres acontece na quinta-feira e outros protestos serão realizados na cidade até lá.
Manifestantes anticapitalistas distribuíram cópias falsas do jornal Financial Times nesta sexta-feira em Londres.
A edição que tinha 12 páginas anunciadas pelo slogan “We live on Financial Crimes”, ou Nós Vivemos em Crimes Financeiros (uma paródia do lema oficial do jornal “We Live in Financial Times”, ou Nós Vivemos em Tempos Financeiros) foi entregue aos transeuntes no começo do dia na estação de Waterloo.
A manchete principal ironiza: “Mundo sobrevive ao Dia dos Direitos Iguais”.
“Milhares de cópias foram impressas – quase a mesma quantidade que o próprio FT vende diariamente”, afirmaram os manifestantes anticapitalistas em uma declaração veiculada juntamente com os jornais falsos. ”A menos que mudemos radicalmnte a forma como vivemos, nosso mundo se tornará um lugar inabitável em algumas décadas. O momento pede uma ação drástica e os governos não irão tomar esta ação, nós temos que fazer isso por nós mesmos”.
Amanhã acontece aqui em Londres a passeata “Put People First”, que promete ser a maior manifestação a tomar as ruas da cidade desde que um milhão de pessoas participaram do ato contra a guerra no Iraque em 2003. “Nossa mensagem é clara. Coloquem as pessoas em primeiro lugar”, diz o site da coalizão, formada por mais de 100 ONGs, sindicatos e grupos religiosos pautados por um manifesto que busca reescrever as regras da economia global.
“Com a ameaça da crise econômica, agora é o momento de agirmos para encontrar nossas próprias soluções”. Esta é a proposta do We20, uma iniciativa pública formada em Londres para atuar paralelamente ao G20.
O nome We20 (que significa Nós20) sugere a proposta central da iniciativa de que pessoas comuns se reúnam para debater questões e propor planos sobre quaisquer assunto. “Nós vemos [o We20] como uma plataforma pública que pode construir uma ponte entre os líderes do G20 e o público”, disse Paul Massey, um dos idealizadores do projeto. Por outro lado, esta mesma plataforma pode ser usada para que as pessoas debatam questões locais e consigam mudanças através de seus próprios planos”
A ideia é que os participantes possam fazer a diferença desde questões pequenas, como arrecadar fundos para o time do bairro, até outras maiores, como o protecionismo comercial, o aquecimento global, o FMI e o Banco Mundial. “As pessoas devem poder ter a opção de fazer a diferença sem necessariamente ter ajuda do governo. O We20 pode lhes dar o espaço para o planejamento local. No futuro esperamos tornar estes planos em realidade com parcerias ou através de outras ferramentas online”, disse Paul.
Inicialmente, no entanto, a proposta é que todos se concentrem na crise econômica mundial e proponham planos de ação para o G20, que se encontrará em Londres na próxima semana. “Se você acha que o G20 pode precisar de ajuda, o We20 oferece a plataforma para você criar um plano e conseguir o consenso necessário para poder transformar suas ideias em realidade”. Algumas propostas publicadas no site e votadas pelos usuários podem aparecer no site oficial da Cúpula de Londres.
“Eu acho que os líderes têm um trabalho muito difícil e certamente espero que possam chegar a um consenso. Este é o começo de uma longo processo de reforma econômica”, disse Paul: “Uma coisa que o We20 me ensinou é que o sistema em que vivemos é muito complicado”.
Criado e mantido por voluntários, o We20 surgiu no começo deste ano de um encontro entre amigos que acreditam que a reunião de pessoas diferentes pode resultar nos melhores planos. “Eu reuni pessoas de diferentes áreas, como desenvolvedores de web, instituições de caridade e políticos em um encontro com o objetivo de usar a internet e encontros públicos para ajudar no processo da reforma econômica”.
“Nós esperamos criar um cenário maior de respostas para ajudar as pessoas a atravessarem a recessão e atin
girem um futuro mais sustentável. Mas se conseguirmos ajudar apenas comunidades locais, nosso trabalho já terá valido a pena”, disse Paul.
Veja como Paul apresenta o We20 (em inglês):
Como funciona
Os participantes organizam reuniões com as pessoas que conhecem para debater uma determinada questão e criar planos de ação. A primeira proposta é que as pessoas criem planos de ação para solucionar a crise econômica.
Há poucas regras a respeito de como deve ser uma reunião do We20, mas o objetivo é que ao final dela o grupo tenha planos concretos. As reuniões devem ter entre 3 e 20 pessoas e sua experiência pode ser compartilhada no site da iniciativa.
Cada membro da comunidade We20 recebe 20 votos que podem ser usados em diferentes planos publicados no site.
Os planos mais votados inicialmente serão analisados pelo Ministério de Assuntos Exteriores do Reino Unido e publicados na página oficial da Cúpula de Londres.
A longo prazo, o We20 pretende continuar operando paralelamente ao G20.
We20 no Brasil
Por enquanto o site ainda existe apenas em inglês, mas Paul Massey disse ter interesse em que a iniciativa se espalhe pelo mundo. “Nós estamos usando o Twitter para encontrar pessoas que traduzam nosso blog para o Espanhol e o Português, afinal de contas não podemos dizer que somos um G20 popular a menos que tenhamos opiniões de países da América Latina, África, Ásia, etc”, explicou Paul.
Para o Brasil ele no momento busca alguém interessado em criar e moderar uma comunidade do We20 no site de relacionamentos Orkut. “Infelizmente nós ainda não fizemos isso por falta de tempo”, ele disse. “Mas procuramos por uma pessoa capaz de abraçar a neutralidade e os valores abertos do We20” para esta tarefa.
“O Brasil está em nossas mentes e esperamos que as pessoas no Brasil participem do We20!”, ele disse.
Com pouco mais de uma semana para a Cúpula de Londres, o primeiro-ministro Gordon Brown seguiu na terça-feira para uma viagem de preparação para o encontro do G20 na capital britânica.
Hoje ele se encontrará com o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon em Nova York, de onde segue na quinta-feira para Brasília, para um encontro com o presidente Lula. Brown passará por São Paulo no mesmo dia, onde se reunirá com líderes do setor empresarial.
A última parada do primeiro-ministro britânico será em Santiago do Chile na sexta-feira onde ele se encontrará com a presidente Michelle Bachelet antes de falar a mais de 200 legisladores, conselheiros governamentais e especialistas em uma conferência local.
Com a necessidade de uma ação coordenada entre os países para solucionar a crise econômica mundial, as atenções começam a se voltar para a Cúpula de Londres.
A vida da primeira-dama dos Estados Unidos virou gibi!
O HQ narra a história de Michelle Obama desde sua infância na classe média de Chicago, passando por seus dias na Universidade de Princeton e pela campanha presidencial que culminou com sua mudança para a Casa Branca, juntamente com seu marido, o presidente Barack Obama.
A editora Bluewater Production é responsável pela criação, que faz parte da série “Female Force” (Força Feminina, em tradução livre). A série já produziu gibis sobre a vida da candidata republicana à vice-presidência Sarah Palin e da secretária de Estado Hillary Rodham Clinton, com enorme sucesso de vendas. ”A reação tem sido enorme”, disse Darren Davis, presidente da companhia.
O HQ custará US$3.99 e deve chegar às lojas americanas no próximo mês.
O Times afirmou em matéria publicada nesta quinta-feira que a Cúpula do G20 em Londres irá custar £50 milhões (cerca de US$70 milhões) aos contribuintes britânicos. O jornal acusou o governo de gastar dinheiro demais em um encontro que será usado para debater a crise econômica. O encontro acontecerá no dia dois de abril no ExCeL Centre, um centro de conferências às margens do Rio Tâmisa.
Em resposta à alegação, o porta-voz do primeiro-ministro disse que o Foreign Office (Ministério do Exterior Britânico) estima o valor em £19 milhões (US$16.5 milhões). “O motivo pelo qual o Times achou necessário apresentar os custos desta maneira é um mistério para nós”, ele afirmou em uma coletiva de imprensa. “Outras cúpulas custaram muito mais. A Cúpula do G8 no Japão, por exemplo, custou US$285 milhões. Quando se recebe muitos líderes mundiais existem muitos gastos, especialmente com segurança, mas tentamos fazer um encontro tão modesto quanto possível”.
Quando questionado se o governo teme ser acusado de fazer uma cúpula “barata”, o porta-voz afirmou que se este for o pior dos problemas então não. Ele disse ainda que a escolha do ExCel Centre se deu principalmente pela questão de segurança e não pelo valor gasto na contratação do local, que fica longe do centro da cidade de Londres, e se recusou a discutir detalhes do orçamento do encontro.
A Rainha Elizabeth II receberá o presidente Barack Obama no Palácio de Buckingham quando ele estiver em Londres para a cúpula do G20 no próximo mês.
Segundo o jornal “The Daily Telegraph“, o encontro entre Obama e a rainha não será uma visita de Estado, mas uma rara quebra de protocolo caracterizada como uma reunião informal que tem como objetivo que os dois se conheçam.
O presidente e a primeira dama chegam ao Aeroporto de Stansted no Força Aérea Um na tarde do dia 31 de março e seguem de helicóptero para Winfield House, a residência do embaixador americano em Regent’s Park. O encontro entre Obama e a rainha acontecerá no dia seguinte.
Desde sua ascensão ao trono em 1952, Elizabeth II se reuniu com todos os presidentes americanos, menos Lyndon Johnson, o que fará de Obama o 12º a conhecer a rainha pessoalmente.
Um dos criadores do premiado filme israelense “Waltz with Bashir” criou uma nova animação que retrata o contínuo bloqueio imposto à Gaza e seus 1.5 milhões de moradores palestinos.
A animação de 90 segundos, intitulada “Closed Zone” (Zona Fechada, em tradução livre), mostra um menino que segue um pássaro pela Faixa de Gaza e vê seu caminho bloqueado para onde quer que vá.
“A guerra fez deste projeto uma missão para mim. Este menino é uma criança e um adulto, um pouco árabe e judeu, algo com quem todos conseguem se relacionar”, diz o diretor do filme Yoni Goodman em um vídeo a respeito da produção.
“Eu espero que quando as pessoas vejam esta animação que elas possam se desligar das associações automáticas que têm a respeito do bem e do mal”, disse Goodman.
O The New York Times publicou hoje uma matéria muito interessante sobre a tradução da revistra britânica The Economist para o chinês por um grupo de voluntários do país. O trabalho envolve cerca de 40 pessoas, que traduzem a publicação de capa a capa todas as semanas.
A prática é comum na China, onde traduções não autorizadas são rapidamente publicadas na internet em um fenômeno que atinge principalmente produtos culturais como seriados, filmes e livros.
O grupo responsável pela tradução da revista se encontra no fórum EcoCn liderado pelo corretor de seguros Shi Yi, 39 anos. Para ele, todos ali têm em comum o fato de gostarem do “estilo da The Economist”.
Apesar de ser um grupo independente, o Eco Cn deixa de fora qualquer matéria que faça referência à China. As autoridades do país censuraram inúmeras matérias da revista nos últimos anos e como resultado disso alguns tópicos viraram tabu.
Taiwan, Tibet, Falun Gong e os protestos da Praça Vermelha, bem como artigos sobre a restrição chinesa à própria internet não têm vez na tradução. “Questões políticas são muito sensíveis por aqui e não queremos problemas”, disse Shi Yi em entrevista ao Times.