Após o ataque de Israel sobre a Faixa de Gaza neste sábado, que até o momento deixou 225 mortos, blogs pró-Israel e pró-palestinos se apressaram em dar seus relatos sobre os eventos.
O blog palestino Nazek Abu Rahma traz vídeos postados no YouTube momentos após o ataque de Israel.
“As chuvas de mortes continuam a cair em Gaza. E, silenciosamente, nós assistimos”, afirma Laila em seu blog. A jornalista explica que a situação nos hospitais é caótica e pede que as pessoas doem sangue, assim como seus pais fizeram. “Tem um funeral passando a cada minuto. Os corpos estão acumulando no chão”, afirma em seu blog.
No blog do Pedro Dória, uma brasileira que assina como Stardust e mora em Ramallah comenta: “Estou aqui no west bank. Todas as lojas de Ramallah fecharam as 2 da tarde. Revoltosos fizeram barricada no checkpoint de Qalandia. Os cidadãos estão inconformados e há quem já maldiga as tentativas do Abbas de tentar fazer a paz com os mesmos insraelenses que estão matando seus parentes ali na Faixa”.
O Bloggin’ Banat, escrito por Norma e Nawal, duas americanas de origem palestina, ressalta o pedido de “calma” após os ataques. “Eu fico frustrada com essas reações oficiais. Líderes mundiais pedem calma, mas eles não fazem nada de concreto para solucionar o caso”, escreve Nawal.
Za3tar, blogueiro de Ramallah, escreve que “o que está acontecendo em Gaza é um crime. Um crime contra palestinos e árabes e um crime contra a raça humana. Como é possível matar mais de 200 pessoas um ataque de poucos minutos sem cometer erros?”, pergunta o blogueiro.
A blogosfera israelense também se movimentou após os ataques deste sábado. O israelense Yohay Elam, do blog Things.co.il, publicou fotos de um protesto de ativistas contra os ataques de Israel. Elam explica que apenas os partidos de extrema esquerda de Israel são contra os ataques deste sábado. “Cerca de mil pessoas marcharam da Cinemateca aos portões do Ministério da Defesa para protestar contra a ofensiva em Gaza. Cantamos slogans anti-guerra e pedimos o cessar-fogo imediato”, escreveu Elam em seu blog.
Yudit, outro israelense morador de Tel-Aviv, também escreveu sobre os protestos contra os ataques de Israel. “Crimes de guerra estão sendo cometidos a uma hora de Tel Aviv. A Força Aérea de Israel está bombardeando a Faixa de Gaza e sua população civil. Mulheres e crianaçs estão sendo assassinadas ‘em nome da paz’”, escreve Yudit.
Mas os blogs israelenses se dividem sobre a legitimidade do ataque. O Jewlicious, por exemplo, afirma que “já estava na hora” de uma ofensiva isralense contra o Hamas. “Esta é a melhor maneira de atingir o Hamas e proteger Israel. Levar a batalha para o lado deles e mantê-los ocupados atacando tudo o que for militar em Gaza”, diz o texto.
A rede de TV árabe Al-Jazeera exibiu neste sábado imagens chocantes de civis e policiais mortos e feridos na Faixa de Gaza, vítimas dos ataques da Força Aérea de Israel.
A reportagem abaixo mostra o exato momento das explosões e exibe imagens das mortes durante a cerimônia de graduação de policiais na Faixa de Gaza.
Assista ao vídeo abaixo (ATENÇÃO – as imagens são fortes e podem chocar alguns leitores):
Na semana em que foi chamado de “cão” pelo jornalista iraquiano que atirou sapatos contra a sua cabeça, George W. Bush divulgou seu vídeo natalino, no qual a tarefa de decorar a Casa Branca é deixada por conta de seu cachorro Barney. Quanta ironia!
No vídeo, Bush e sua família conversam casualmente com Barney, planejando um Natal patriótico: vermelho, azul e branco. Felizmente, este é o último! Assista (em inglês):
Em 1980, Barack Obama ainda um novato no Occidental College, em Los Angeles, posou para Lisa Jack, uma fotógrafa iniciante. A revista “Time”, que elegeu Obama o “homem do ano”, divulgou estas fotos nesta quinta-feira. “Eu só lembro que ele era um rapaz muito bonito”, disse a fotógrafa.
Sobre as fotos, Lisa Jack afirma que no começo Obama estava fazendo poses forçadas. “Mas com o passar do tempo dava para perceber que ele começava a se soltar. Ela já era muito carismático”, disse, em entrevista à “Time”.
As fotos, divulgadas apenas após a campanha eleitoral, mostram um rapaz jovem, um pouco mais gordo que o atual, em retratos descontraídos. Obama, atualmente tentando parar de fumar, aparece nas fotos tranquilamente fumando seus cigarros. Segundo sua auto-biografia, foi nessa época que o então estudante experimentou drogas como maconha e cocaína.
Não levou muito tempo para o incidente em que um jornalista iraquiano jogou seus sapatos contra o George W. Bush inspirar um jogo na internet.
Sock and Awe, um trocadilho com o nome da estratégia militar usada pelos Estados Unidos “shock and awe” (choque e pavor, em tradução livre), dura apenas 30 segundos, nos quais você pode testar sua pontaria contra a agilidade do presidente norte-americano.
Até agora, Bush foi atingido 6997742! Veja quantas vezes você consegue acertar o alvo e registre seu recorde nos comentários…
O documentário “Right to Die?” (Direito de morrer?, em tradução livre) gerou enorme controvérsia aqui na Grã-Bretanha antes mesmo de ser exibido. O filme mostra o suicídio assistido do americano Craig Ewert, professor universitário de 59 anos que sofria de uma doença neurológica incurável. A eutanásia é proibida no país e, assim como Ewert, muitos britânicos viajam a Suíça, único país do mundo a permitir a prática, para encerrar vidas limitadas por doenças incuráveis .
Ainda que todos tenham uma opinião sobre o assunto, ela sempre será baseada em possibilidades: “’se’ isso acontecesse comigo”, “’se’ fosse com meu parente”. Eu assisti ao documentário ontem à noite e o que mais me marcou foi poder ver como uma pessoa que está nessa situação realmente enfrenta a perspectiva da morte. “Se eu fizer isso eu irei morrer”, diz Ewert a certa altura. “Se não fizer, minha escolha é essencialmente sofrer e fazer minha família sofrer, e depois morrer”
Ao longo do filme acompanhamos algumas pessoas que procuram a clínica suíça Dignitas, mas Craig Ewert permanece como a personagem principal da narrativa. Através de sua voz percebemos que sua escolha foi consciente, uma opção tomada por um homem inteligente que mesmo diante da morte é capaz de expressar de forma clara e precisa o que sente e quer.
O documentário consegue ser sensível sem apelativo, não há qualquer motivo para qualificar a produção como sensacionalista ou gratuita, como acusavam os críticos britânicos. Assim, a morte de Ewert faz parte de um processo para o qual ele mesmo nos prepara. “Faça uma boa viagem. Eu o verei de novo”, diz Mary, a mulher de Ewert, no momento que ele ingere um coquetel de remédios e desliga os próprios aparelhos. Naquele exato instante não há como não pensar na efemeridade de nossas próprias vidas e em como queremos poder optar pela forma que iremos vivê-la.
O documentário certamente não é fácil, mas é uma importante contribuição para um debate vital sobre a eutanásia, que deve ser realizado na esfera pública não apenas na Grã-Bretanha, mas em todo o mundo.
Em entrevista ao programa “Nightline“, veiculado pela da rede americana ABC na segunda-feira, o presidente americano George W. Bush adotou um novo tom ao falar sobre temas religiosos , dizendo não acreditar que a Bíblia seja um veículo propagador de uma verdade universal, que a fé não é incompatível com a evolução e que não invadiu o Iraque por causa de seu cristianismo.
“Eu acredito que há um todo-poderoso amplo, grande e amoroso o suficiente para acolher muitas pessoas”, ele afirmou ao ser questionado sobre o seu Deus ser o mesmo de outras religiões. Bush disse ainda que não acredita que Deus o tenha escolhido para o cargo mais importante do mundo, contrariando declarações que deu no começo de sua gestão, mas que esteve a seu lado nas decisões fundamentais para o país!
Pesquisas mostram que um terço dos americanos ainda acredita que a Bíblia deve ser tratada como uma história literal e quase metade deles acha que Deus criou a humanidade “como ela é” nos últimos 10,000 anos. O presidente Bush essa fé, que diz ter recuperado aos 40 anos quando sua mulher o obrigou a abandonar as bebidas alcoólicas, para conquistar os votos da enorme comunidade evangélica e se eleger em 2001, bem como para justificar decisões governamentais como as guerras no Oriente Médio.
A postura de Bush em relação à religião gerou muitas críticas ao longo de seus oito anos no poder. Talvez agora, na reta final de sua presidência, ele tenha decido seguir os conselhos nada sútis dos humoristas americanos, como este do seriado American Dad:
A Casa Branca se surpreendeu hoje quando George Bush recebeu um telefone de Deus:
- Oi George, é Deus!
- Uau, oi e aí?
- Bem, bem, tudo bem. Escuta, me faz um favorzão. Daqui pra frente sera que você pode diminuir a importância do nosso relacionamento em seus discursos públicos?
- Hã, como assim?
- Bem, quer dizer…por exemplo, quando você faz comentários como ‘Deus queria que eu fosse presidente’, isso é um exemplo de algo que você deve guardar para si. Sabe, se afastar de mim um pouco mais.
- Bem, claro. Se você quiser…
- Ótimo, obrigado. Ops, Cheney na outra linha, preciso ir. Sim senhor…
A revista Time divulgou nesta segunda-feira sua lista das dez melhores capas de revista de 2008. Para a votação não ficar injusta, as edições da Time não entraram na lista.
Como sempre, “The New Yorker” e “New York” encabeçam a lista. A primeira é conhecida por suas capas artísticas e de beleza estética elevada. A segunda tem um viés mais moderno e preza pela criatividade na hora da confecção da capa.
Esta capa foi veiculada logo após a eleição de Barack Obama. Sem participar do “oba-oba” da mídia sobre o presidente eleito, a revista ilumina a letra “O”, de Obama, sobre o Lincoln Memorial, que fica em Washington e homenageia o 16º presidente dos Estados Unidos. (Como os comentaristas abaixo avisaram, Lincoln foi o 16º presidente dos EUA e o primeiro presidente eleito pelo partido Republicano).
Segundo a Time, a capa “sussura ao leitor que tudo vai ficar bem”. “Ela mostra a noite de Washington, um momento em que coisas ruins acontecem, mas também um momento em que as pessoas dormem seguras. Simplesmente espetacular”.
2. New York, 24 de março de 2008
A criativa e ousada capa da “New York” mostra logo de cara o assunto: o escândalo sexual do ex-governador do Estado Elliot Spitzer.
Sem firulas, a capa mostra onde fica o cérebro (”brain”) de Spitzer, que foi flagrado envolvido com uma rede de prostituição de luxo em Nova York.
Segundo a Time, “a capa atinge Spitzer, e os homens em geral, exatamente onde machuca”.
3. Rolling Stone, julho de 2008
“Menos é mais”. A edição de julho da revista Rolling Stone trouxe uma capa simples e direta. Apenas uma foto de Barack Obama.
Mas esta foto, clicada por Peter Yang, diz muito mais do que mil palavras. Ela mostra um Obama humanizado, rindo de alguma situação, com rugas, imperfeiçõe e tudo o que uma pessoa normal apresenta. Não é o Obama retocado das milhares de capas de revistas mundo afora.
De acordo com a “Time”, a capa “quebra a convenção de que uma boa foto na página frontal deve manter contato visual com o leitor”.
A revista “The Economist” publicou neste começo de mês a 23º edição de sua coleção anual de previsões para o próximo ano. A “The World in 2009” traz opiniões de jornalistas, políticos e executivos sobre o que podemos esperar depois de um ano de tantas turbulências. “Para a economia e os negócios, assim como para a política, 2009 promete ser um ano de ajustes para aceitarmos um mundo diferente”, diz Daniel Franklin no editorial da publicação.
O Brasil tem destaque nesta edição. “A mudança de poder global para lugares como Brasil, Rússia, Índia e China certamente será acelerada. Estes países irão esperar maior voz nas decisões sobre como o mundo será comandado”, ele disse. O editor afirmou ainda que o crescimento deve ser menor nestas regiões em desenvolvimento, mas com um pouco de sorte ele permanecerá relativamente robusto em alguns países
No quadro de previsões individuais, a revista indica que o governo conservador de Lula deve permitir que a economia do país supere as dificuldades causadas principalmente pela queda na demanda. Ainda assim, as pressões inflacionárias devem exigir políticas fiscais e monetárias mais rígidas, limitando os gastos dos consumidores e o crescimento. A política, por sua vez, deve ser dominada pela corrida à sucessão de Lula em 2010.
Como esperado, o governador do Novo México, Bill Richardson, foi anunciado nesta quarta-feira como o próximo secretário de Comércio dos Estados Unidos.
Em novembro, quando estive nos EUA para a cobertura das eleições, conversei pessoalmente por alguns minutos com Richardson para saber o mudaria com o governo Obama em relação ao Brasil e à América Latina.
“O que Obama quer é ter uma nova relação com o Brasil. A base desta nova relação é a energia renovável. Como podemos trabalhar juntos em energia renovável e questões econômicas? Obama reconhece que o Brasil é um país crucial na América Latina”, disse Richardson.
A reportagem conta a história de Vishnu Datta Ram Zende, funcionário público que ganha US$ 300 por mês para anunciar os trens que chegam e partem de Victoria Terminus, o maior terminal ferroviário do país. Assim que começou o tiroteio, Zende passou a instruir os passageiros para que deixassem a estação pelos portões opostos ao local onde os terroristas atiravam. A coragem de Zende ajudou a salvar dezenas de vidas.
São essas histórias que fazem parte do bom jornalismo, que o New York Times sabe fazer como ninguém. Leia a reportagem em inglês ou português.