CHICAGO (IL) – Hoje, 31 de outubro, é Halloween aqui nos Estados Unidos. Dia de se fantasiar, decorar abóboras e passar de casa em casa na tradição do “gostosuras ou travessuras”.
Quando o Halloween acontece em época de eleição, sempre acaba sobrando para os candidatos. Nas fotos abaixo, abóboras decoradas pelo casal Linda e Blaine Hamilton, de Seattle.
CHICAGO (IL) – Os boatos via internet e insinuações da chapa republicana de que Obama teria relações estreitas com o islã e com ativistas muçulmanos começa a tomar força nesses últimos dias de campanha.
Na quinta-feira, durante um comício de Obama na Carolina do Norte, Charles David Ficken, um partidário de McCain, levou uma placa com Obama jovem, vestindo trajes islâmicos, para protestar em frente ao ginásio. Ficken afirmou para as câmeras que “agora não é hora de ter um presidente com tendências islâmicas”.
Apesar de estar exercendo seu direito de “livre expressão”, os partidários de Obama não gostaram muito e partiram para o confronto verbal.
INDIANAPOLIS (IN) – Nesses últimos dias antes da eleição, a tensão racial pode aumentar consideravelmente em algumas regiões do país. Ontem dois homens foram presos no Kentucky, região sul dos EUA, acusados de pendurar um boneco de Obama em tamanho real em uma árvore no campus da Universidade do Kentucky.
Os homens, sendo que um é estudante da universidade, foram acusados de conduta desordeira e arrombamento e roubo de um centro acadêmico. Eles não foram acusados por racismo ou crime racial. O reitor da universidade, Lee T. Todd Jr., afirmou estar “pessoalmente ofendido pelo episódio nojento”. Ele também se desculpou, em nome da universidade, ao senador Barack Obama.
O manequim usado tinha a máscara de Obama vendida para o Halloween e vestia traje social. O boneco foi pendurado por uma corda com um nó de forca no pescoço.
Uma das “assinaturas” da KKK era pendurar forcas em árvores e queimar cruzes nos jardins das casas dos negros e das pessoas que empregavam negros nas cidades dominadas pelo grupo. Além disso, em diversos casos a ação da KKK partia do “protesto simbólico” e passava para as vias de fato, com vários negros enforcados pelo sul do país. É bom ficar de olho para que esses “enforcamentos simbólicos” não se tornem um pretexto para a prática descarada do racismo.
INDIANAPOLIS (IN) – Descobri via Twitter o blog “The Art of Obama“, um apanhado de todas as manifestações artísticas de grafite e vídeo em apoio ao candidato Barack Obama.
Muros pichados, instalações em museus e camisetas estilosas. O blog reúne tudo o que artistas anônimos e conceituados já fizeram para homenagear o candidato democrata. Mesmo que você não seja um simpatizante de Obama, vale a visita pelo teor artístico de algumas obras.
INDIANAPOLIS (IN) – Se John McCain conseguir virar o jogo e vencer a eleição presidencial na próxima terça-feira, um homem será um dos maiores agentes da virada republicana. “Joe the plumber“, ou “Joe, o encanador”, foi lançado à popularidade no último debate presidencial e desde o começo desta semana começou a fazer campanha em comícios de McCain e Sarah Palin.
Joe “The Plumber” Wurzelbacher, seu verdadeiro nome, é um encanador que perguntou ao candidato Barack Obama, durante uma visita a Ohio, se seu plano de impostos iria prejudicar seus negócios. Foi nesse dia que Obama falou que o aumento de taxas para alguns é feito com o objetivo de “espalhar a riqueza” aos outros. Após essa declaração, a campanha de McCain passou a acusar diretamente Obama de flertar com o socialismo.
Joe virou um “mascote” da campanha de McCain desde o debate, sendo citado diariamente em todos os comícios e aparições da dupla McCain-Palin na TV. Os republicanos tentaram, e conseguiram, usar Joe como uma alusão ao trabalhador da classe média americana que potencialmente pode sofrer com o aumento de taxas de Barack Obama.
O novo partidário republicano ainda não tem muita intimidade com o palco. Quando foi fazer seu discurso nesta quinta-feira, disse que “não havia preparado nada com antecedência”. “Apenas se informem. Saibam o que estão falando, quando estão falando”, disse à platéia de Ohio. “Não acredite na opinião de qualquer um. Eu tenho minhas opiniões após pesquisas, após me envolver com o governo, assim podemos cobrar os políticos e ter o poder em nossas mãos”, completou.
O problema é que muitas vezes Joe não sabe o que está falando. Em uma entrevista à Fox News, o encanador (que não é registrado) afirmou que a eleição de Barack Obama “vai trazer morte a Israel”. Shep Smith, âncora da rede conservadora Fox News criticou no ar as declarações de Joe.
Em um longo editorial, a revista diz que a América “deve aceitar o risco e eleger Barack Obama como líder do mundo livre”. Mas a revista não é só elogios ao candidato democrata. “Nós sabemos que é uma aposta. Dada a pouca experiência de Obama, a falta de clareza sobre algumas de suas idéias e o previsão de um Congresso estridente dominado por democratas, votar em Obama é um risco. Mas é um risco que a América deve ter, dada a íngreme colina que deve escalar”, diz o artigo.
“Não há como negar que o currículo de Obama é ‘fino’ para o maior trabalho do mundo. Mas a forma excelente como ele comandou sua campanha é um grande conforto. Não apenas o fato dele ter sido melhor que McCain nos debates, mas é um homem que começou com pouco dinheiro e poucos aliados e venceu as duas maiores máquinas da política americana – os Clintons e a direita conservadora”, diz o texto.
Sobre John McCain, a revista diz que seu melhor lado foi deixado para trás nos últimos seis meses e seus pontos fracos exagerados ao longo da corrida eleitoral. A revista critica a posição do senador republicano quando abandonou a campanha para voltar ao Senado durante o ápice da crise economica e bate fortemente na escolha de Sarah Palin como candidata a vice-presidente. A idade do senador também é lembrada no texto da “Economist”. “Quantas empresas em crise trariam um chefe novo de 72 anos?”
Diferente do “The New York Times‘”, que endossa candidatos democratas desde Einsenhower, em 1952, a “Economist” já apoiou Ronald Reagan em 1980, ninguém em 84 e 88, Clinton em 1992, Bob Dole em 1996 (contra Bill Clinton), Bush em 2000 (contra Al Gore) e John Kerry em 2004, contra Bush. Ou seja, as posições da revista são muito mais baseadas em propostas e análise dos candidatos do que conflitos partidários.
INDIANAPOLIS (IN) – As pesquisas de intenção de voto aqui nos EUA estão trazendo resultados bem diferentes umas das outras.
Algumas, como a Pew Research, diz que Obama tem uma vantagem de 15 pontos sobre John McCain. Outras, como a pesquisa da Fox News, aponta para uma vantagem democrata de apenas 3 pontos percentuais, dentro da margem de erro.
Conversei nesta manhã com a professora Janine Parry, do departamento de Ciências Políticas da Universidade do Arkansas e especializada em pesquisas de intenção de votos. Ela explicou o motivo dessa disparidade entre as pesquisas e disse que a melhor forma de saber como está a corrida eleitoral é ver a “média” desses levantamentos feita por sites como Real Clear Politics e 538.com.
INDIANAPOLIS (IN) – Além dos vídeos produzidos pela própria campanha, Barack Obama também foi beneficiado pela série de vídeos e homenagens postadas por artistas independentes e usuários amadores da internet.
Um desses artistas, o MC Yogi, pegou trechos do discurso de Obama na Convenção Democrata de 2004 e criou a música e o clipe “Vote for Hope“. O vídeo é muito bem feito e mescla bem os trechos do discurso com o rap de MC Yogi.
INDIANAPOLIS (IN) – Barack Obama e o ex-presidente Bill Clinton estiveram juntos pela primeira vez em um comício na noite de ontem, em Orlando, no disputado Estado da Flórida.
“Obama representa o futuro da América, e vocês têm que estar ao lado dele na próxima terça-feira”, disse Clinton, ao lado de Obama. O candidato democrata retribuiu o elogio. “Caso vocês tenham esquecido, isso é o que é ter um grande presidente. Só desejávamos que os últimos oito anos fossem iguais aos anos de Bill Clinton”, disse Obama.
O comício em conjunto começou bem tarde, por volta das 23h, a tempo de aparecer ao vivo nos jornais de fim de noite da Flórida e também estampar a capa de todos os jornais do Estado nesta quinta-feira. O apoio de Clinton pode facilitar um pouco as coisas para Obama no Estado, que segue com as pesquisas apontando uma pequena vantagem, dentro da margem de erro, do senador democrata.
INDIANAPOLIS (IN) – O candidato à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, acaba de transmitir nas principais redes de TV do país um comercial especial de 30 minutos. Em um vídeo emotivo, a campanha democrata mesclou o discurso do senador de Illinois com histórias de “americanos comuns”.
“América, a hora da mudança chegou. Dentro de seis dias, podemos escolher uma economia que beneficia o trabalho e cria empregos, aumentando a prosperidade, começando pela classe média”, disse Obama.
O foco da primeira parte do programa foi a economia e a segunda parte apresentou novamente a história do candidato ao eleitor. O “Obamercial” de 30 minutos terminou com uma entrada ao vivo do candidato, desde um comício na Flórida.
O candidato Barack Obama exibiu histórias de americanos de classe média que estão sofrendo com a crise financeira. Casos de idosos que não conseguiram se aposentar, mãe solteira que não consegue sustentar a família e operários de fábricas que foram dispensados.
O vídeo contou também com o depoimento de algumas personalidades do partido Democrata, como o governador do Novo México, Bill Richardson, a governadora do Kansas, Kathleen Sebelius, e o governador de Ohio, Ted Strickland.
Assista ao anúncio na íntegra abaixo:
A mensagem do candidato democrata foi transmitida pelas redes abertas NBC, Fox, CBS e Univision, uma rede latina. Na TV a cabo, apenas a MSNBC aceitou a oferta. A CNN se negou a divulgar 30 minutos de propaganda democrata. Analistas apontam que a campanha democrata gastou de 3 a 5 milhões de dólares para comprar os anúncios de 30 minutos.
Uma nota de rodapé sobre o anúncio: tentei assistir ao comercial de Obama no bar do hotel em que estou hospedado aqui em Indianapolis. As cerca de 20 pessoas que estavam no local não quiseram nem saber de Obama. Todas as TVs estavam ligadas nos preparativos para a final da World Series de Baseball, entre o Tampa Bay Rays e o Philadelphia Phillies. Se depender do público fanático por esportes, o anúncio de Obama não foi muito efetivo…
INDIANÁPOLIS (IN) – Barack Obama terá uma ajuda de peso em um comício na Flórida nesta quarta-feira. O ex-presidente Bill Clinton vai aparecer pela primeira vez ao lado do candidato democrata desde o início da corrida eleitoral.
O comício em conjunto acontecerá no importante Estado da Flórida, que já começou a votação antecipada e é crucial para a vitórida democrata ou republicana. O evento começa por volta das 22h daqui (meia-noite em Brasília) e deve contar com um grande público em Kissimmee, cidade litorânea da Flórida.
A Flórida parecia ser de McCain há algumas semanas. Porém uma pesquisa do Los Angeles Times, publicada ontem, mostra Obama liderando, com 50% a 43%. A mesma sondagem aponta Obama vencendo em Ohio, com 49% a 40%.
O republicano John McCain, para não ficar atrás, também faz comícios nesta quarta-feira pela Flórida. Em 2000, o Estado decidiu a disputa entre o então candidato George W. Bush e Al Gore. Bush foi beneficiado por uma decisão da Suprema Corte que determinou o fim da recontagem dos votos no Estado. Se todos os votos fossem recontados, após diversas denúncias de fraudes e votos errados, Al Gore venceria e seria eleito presidente.
INDIANAPOLIS (IN) – Saí hoje cedo de Columbus, em Ohio, com destino a Indianapolis, capital de Indiana. Pelo caminho, cerca de 2 horas de viagem, plantações e mais plantações de milho.
O Ohio, assim como o Iowa, é um grande produtor de milho e, consequentemente, do etanol de milho. Conversei com o pessoal da Coalizão Nacional pelo Etanol de Milho para entender melhor quais são as propostas de cada candidato para o produto, que é fortemente subsidiado pelo governo norte-americano.
Obama vence com segurança nos Estados azuis. Os que estão pintados de azul claro devem ser vencidos pelo candidato democrata, mas a disputa ainda é acirrada. John McCain vence com segurança os Estados vermelhos e a vitória é mais apertada nos Estados mais claros. Os que estão pintados de laranja são os “swing states”, Estados que ninguém pode prever o que vai dar.
Fonte: CNN
Pela contagem acima da CNN, Obama já tem 277 votos no Colégio Eleitoral, sete a mais do que o necessário para ser eleito. Ou seja, para McCain ter alguma chance de vitória, precisa “roubar” algum grande Estado de Obama, como a Pensilvânia ou a Virgínia, além de levar pelo menos dois dos três maiores “swing states” — Flórida, Carolina do Norte e Ohio.
Obama, por outro lado, precisa manter os Estados pintados em azul claro e escuro e ainda tentar levar algum “swing state” grande para evitar surpresas no final da eleição.
Nessa última semana de eleição, os candidatos se concentram na Flórida, Ohio, Pensilvânia, Carolina do Norte e Virgínia. Estes Estado são voláteis e podem mudar de posição de uma hora para a outra. Flórida e Ohio, tradicionalmente, têm eleitorado dividido e a disputa deve ser decidida por pouca diferença de votos.
Já Virgínia e Carolina do Norte são Estados tradicionalmente republicanos, mas o crescimento da população urbana nos subúrbios de Washington D.C e a alta concentração de população negra favorecem o candidato Barack Obama. John McCain tem alguma chance se conseguir motivar o voto do interior e tem também a vantagem de contar com o voto dos militares, que têm grande presença nos dois Estados.
Você pode dar seus palpites e montar seus próprios mapas lá no site da CNN. Ele calcula automaticamente quem vai ganhar de acordo com suas escolhas. Qual seu palpite? Obama leva os Estados tradicionais republicanos? E McCain consegue virar na Pensilvânia? Deixe seus comentários!
COLUMBUS (OH) – O DVD “Hype – The Obama Effect”, um documentário produzido por grupos de direita e crítico ao candidato Barack Obama, está sendo distribuído gratuitamente nesta semana aqui em Ohio, na Flórida e em Nevada.
O vídeo é produzido e distribuído pelo grupo Citizens United e ataca as relações de Barack Obama com o ex-terrorista Bill Ayers, mostra as pregações do Reverendo Jeremiah Wright e mostra de forma incisiva que Obama é um “produto fabricado pela excitação da mídia”.
O trailer abaixo mostra desde o começo o tom das críticas. De forma sutil, o vídeo dá a entender que Obama é o candidato dos negros dos Estados Unidos e tenta criar o temor de que o democrata aumente taxas e implante o socialismo no país.
COLUMBUS (OH) – A noite desta quarta-feira vai entrar para a história das campanhas políticas na televisão. O candidato democrata Barack Obama comprou os direitos de 30 minutos do horário nobre dos principais canais de TV para divulgar sua propaganda.
O vídeo de Obama, que está sendo tratado como uma megaprodução guardada a sete chaves, será exibido minutos antes da final da World Series de Baseball, entre Tampa Bay Rays e Philadelphia Phillies, que será assistida por milhões de pessoas.
É provável que o vídeo não seja um discurso direto do candidato. Os trinta minutos no ar devem ser preenchidos com uma produção mais voltada para a televisão, com uma boa biografia do senador, além de várias pessoas influentes. No final, Obama deve fazer um discurso à nação com seus planos para o futuro.
A mensagem do candidato democrata será transmitida pelas redes abertas NBC, Fox, CBS e Univision, uma rede latina. Na TV a cabo, apenas a MSNBC aceitou a oferta. A CNN se negou a divulgar 30 minutos de propaganda democrata. Analistas apontam que a campanha democrata gastou de 3 a 5 milhões de dólares para comprar os anúncios de 30 minutos.
COLUMBUS (OH) – Quando você começa a ouvir os discursos dos candidatos à presidência dos EUA, parece que já escutou aquelas frases feitas antes, não? Parece que eles têm todos aqueles números decorados e só esperam a deixa certa para começar a recitar o que está guardado na cabeça, não é?
Pois clique abaixo para ver a montagem feita com imagens dos três debates presidenciais e tire suas conclusões:
PITTSBURGH (PA) - Estive em ontem Pittsburgh, na Pensilvânia, para acompanhar um comício do candidato democrata Barack Obama. Conversando com os eleitores democratas, perguntei qual seria a primeira mudança que a eleição de Obama traria aos EUA.
Esperava que as respostas fossem relacionadas às mudanças na economia ou na guerra do Iraque, por exemplo. Mas as pessoas esperam que a eleição do democrata mude a forma como os EUA são vistos no mundo…
PITTSBURGH (PA) – Fiz um “bate e volta” de Columbus, em Ohio, até Pittsburgh, na Pensilvânia, para ir ao comício de Barack Obama no ginásio Mellon Arena, com capacidade para 17 mil pessoas.
Diferente dos comícios de John McCain e Sarah Palin, o público que foi ao comício de Obama é mais jovem e com camisetas mais “estilosas”.
Veja abaixo uma pequena galeria das camisetas usadas pelos partidários democratas:
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E Obama também ganhou sua camiseta no comício. O candidato foi chamado ao palco pelo presidente do Pittsburgh Steelers, tradicional time de futebol americano aqui da cidade. Ao subir ao palco, o presidente do time deu uma camiseta personalizada ao candidato, que parece ter gostado da surpresa. Como morador de Chicago, no entanto, Obama muito provavelmente é torcedor do Chicago Bears, rival do Steelers.
A chance de uma dupla de “hillbillies” do Tennessee conseguir efetuar um atentado bem sucedido contra Barack Obama, no entanto, é praticamente nula.
Desde que cheguei aos EUA, há duas semanas, fui ao último debate presidencial e cinco comícios dos candidatos. A segurança em todos esses eventos era fortíssima. A integridade dos candidatos e suas comitivas é de responsabilidade do Serviço Secretos dos EUA, a mesma agência responsável pela segurança do presidente.
Hoje estive no comício de Barack Obama em Pittsburgh, Pensilvânia, e vi a comitiva do senador chegando ao Mellon Arena. Dois carros de polícia seguiam na frente e oito Suburbans pretas, com vidros pretos e provavelmente blindados, seguiam atrás. No final da comitiva, um ônibus com os jornalistas que acompanham o candidato e mais motos e carros da polícia. Todas as ruas são fechadas para o tráfego e ninguém sabe em qual carro está o candidato. Segurança de primeira!
Antes de qualquer pessoa entrar no ginásio onde aconteceu o comício, o Serviço Secreto faz uma varredura dentro do recinto com cães farejadores para detectar bombas e verificar se existe alguma arma escondida no local. Depois da varredura, as pessoas começam a entrar, mas antes devem passar pelo detector de metais e revista das bolsas e mochilas. A imprensa também passa pela revista e cães farejadores examinam as câmeras fotográficas e maletas dos fotógrafos e cinegrafistas.
Uma vez dentro da arena, é possível ver dezenas de agentes dos Serviço Secreto circulando pela platéia. Alguns estão “uniformizados” de terno azul escuro. Outros estão à paisana, mas o fone de ouvido transparente dá a dica. Quando o candidato sobe ao palco para discursar, os agentes se posicionam ao redor do palco e observam todo tipo de movimentação na platéia. Por questões óbvias de segurança, o número de pessoas envolvidas para proteger a comitiva dos candidatos não é divulgado.
Ou seja, chegar perto de Barack Obama ou Jonh McCain (o esquema de segurança é o mesmo) não é tarefa fácil. Conforme o dia da eleição chega mais perto, a tendência é que o nível de segurança aumente. Não vai ser uma dupla de nazistas amadores que vai conseguir atingir Obama ou McCain. Se algum candidato sofrer um atentado até o dia da eleição, pode ter certeza que foi obra de profissional.
COLUMBUS (OH) – Sarah Palin cumpriu o prometido e parece que voltou mesmo a usar as velhas roupas em comícios e aparições públicas. Em um evento na Carolina do Norte na noite de domingo, Palin apareceu de calça jeans e uma blusa simples preta, com uma camiseta básica branca por baixo.
Pelo histórico dos últimos comícios, o figurino é altamente incomum. Sarah Palin sempre se apresentava com roupas mais sóbrias, saias, botas de cano longo e sapatos de grife. Será que esse vai ser o novo estilo Sarah Palin?
COLUMBUS (OH) – John McCain e Barack Obama, além de serem senadores e concorrerem à presidência, não têm quase nada em comum. McCain é muito mais velho, senador experiente, já lutou na Guerra do Vietnã. Obama é novo, metropolitano, já morou em várias partes do mundo.
Mas uma coisa os dois têm em comum. A “conexão asiática”. Por uma parte de suas vidas, os candidatos foram obrigados a morar por um longo período no continente asiático, experiências que, de formas diferentes, mudaram suas visões do mundo.
Quando estava na Marinha, John McCain lutou na Guerra do Vietnã. Seu avião foi atingido no dia 26 de outubro de 1967 e ele foi capturado pelos inimigos. O então jovem militar ficou preso por cinco anos e meio em uma prisão vietnamita e, segundo relatos, sofreu vários tipos de tortura.
Barack Obama também tem relações com a Ásia. Quando tinha nove anos, sua mãe, Ann Dunhan, se casou com Lolo Soetoro, da Indonésia, e se mudou com a família para o país do novo padrasto. Ele viveu no país de 1967 (mesmo ano do acidente do avião de John McCain) até 1971, quando voltou para os Estados Unidos. Em sua autobiografia, Obama diz que o que encontrou de pobreza nos subúrbios do país mudou sua forma de ver o mundo.
COLUMBUS (OH) – A campanha democrata começou a veicular nos principais Estados um comercial de dois minutos, em horário nobre, em que Obama diz que este “é um momento de definição”.
Em discurso direto para a câmera, Obama defende seu plano de impostos, o aumento de gastos na educação e pergunta: “Você está melhor agora do que quatro anos atrás? Nós sabemos a resposta desta pergunta. A pergunta real é se nosso país vai estar melhor nos próximos quatro anos”.
Assista ao vídeo abaixo:
Enquanto isso, a campanha republicana também lançou um novo anúncio para criticar a inexperiência de Barack Obama. O anúncio mostra um mar agitado e pergunta o que pode acontecer nesses “momentos de tempestade” com alguém que nunca foi testado.
COLUMBUS (OH) – Sarah Palin voltou a falar de suas polêmicas roupas de US$ 150 mil em um comício em Tampa, na Flórida. Palin afirmou que, assim como os refletores do palco, a fiação e outros equipamentos, as roupas compradas para ela são de propriedade do partido Republicano.
“Eu voltei a usar minha velhas roupas, compradas na minha loja preferida de Anchorage, no Alasca”, disse ao público. Palin explicou que metade de suas roupas já foi doada logo após a Convenção Republicana.
No mesmo comício, a candidata ainda disse que teve uma juventude de classe média e fez questão de ressaltar que seu anel de casamento, comprado no Havaí, custou apenas US$ 35. “Não é o valor das coisas que importa, mas sim o que elas representam”, afirmou.
COLUMBUS (OH) – Karl Rove, o homem que arquitetou as duas campanhas vitoriosas de George W. Bush à presidência, disse neste domingo que John McCain vai ter uma “subida muito íngreme para escalar” para conseguir ganhar a eleição deste ano.
Segundo Rove, McCain precisa ganhar em todos os Estados que estão empatados tecnicamente, além de vencer em Ohio e Indiana. McCain deve também levar Colorado e Virgínia, Estados republicanos mas que estão mais inclinados a Obama.
Atrás em todas as pesquisas, a tarefa não é fácil para McCain. No começo desta semana, sua campanha se concentra nos Estados de Virgínica, Ohio e Pensilvânia, com vários comícios com a presença do cantor coutry Hank Williams Jr..
COLUMBUS (OH) – O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, reuniu cerca de 100 mil pessoas em um comício a céu aberto em Denver, no Colorado, neste domingo. Este não é o primeiro comício aqui nos EUA com mais de 100 mil pessoas. Na semana passada, Obama também discursou para cerca de 100 mil pessoas no Missouri.
O Colorado, que tem nove votos no Colégio Eleitoral, votou em um candidato republicano nas últimas dez eleições, com exceção de 1992, quando Bill Clinton venceu George Bush “Pai”. Neste ano, todas as pesquisas apontam para uma vantagem de Obama de 6 pontos percentuais.
Caso vença no Colorado, o partido Democrata conseguirá colocar um Estado azul bem no meio dos Estados vermelhos do interior norte-americano.
COLUMBUS (OH) – Os republicanos já acusam abertamente que o plano de impostos de Barack Obama vai transformar os Estados Unidos em um “país socialista”. A mensagem atingiu em cheio os eleitores de John McCain, como mostramos em reportagem na semana passada. Mas neste sábado, Sarah Palin elevou mais ainda o tom das críticas ao candidato democrata.
Em um comício em Des Moines, Iowa, a governadora do Alasca afirmou que, em um governo de Barack Obama, o salário e as propriedades das pessoas vão passar pertencer a todos. “É um governo que vai tomar decisões por nós. Eles fazem isso em países onde as pessoas não são livres”, disse.
Assista ao vídeo abaixo:
Este deve ser o teor dos ataques dos republicanos. Eles querem criar o temor que um governo democrata tire as liberdades individuais do norte-americano, transformando o país em uma ditadura socialista. É aguardar para ver se o argumento cola.
COLUMBUS (OH) - Um dos vídeos mais engraçados desta eleição, e um dos mais bem feitos também, traz os senadores Barack Obama e John McCain em uma disputa de “street dance”. Assista até o final, quando Sarah Palin faz uma visita surpresa. Imperdível!
COLUMBUS (OH) – Quem chega neste sábado à cidade de Columbus, em Ohio, acha que o partido Republicano tomou conta das ruas. Bandeiras vermelhas, pessoas vestindo vermelho da cabeça aos pés, carreatas pelas ruas e muita comemoração. Mas, na verdade, a cidade está parada para o grande jogo de futebol americano desta noite, entre a Universidade de Ohio e a Penn State, da Pensilvânia.
Imagine uma rivalidade entre Corinthians e Palmeiras, multiplique por 10, e coloque em um estádio para capacidade de 105 mil pessoas, o sexto maior dos Estados Unidos. Esse é o clima que a cidade vive neste sábado. Ninguém quer saber de eleições, os escritórios dos partidos estão fechados e está todo mundo na expectativa para o início da partida, que começa às 20h (daqui), com transmissão ao vivo pela rede ABC.
A rivalidade entre as duas universidades vem desde 1966, quando os times jogaram quatro vezes no ano, com quatro vitórias para Penn State. Mas a coisa muda de figura quando a disputa é aqui em Columbus, casa da Universidade de Ohio. Quando o clássico acontece no Ohio Stadium, a Penn State perdeu os últimos sete jogos desde que entrou para o grupo dos dez maiores times universitários.
O jogo desta noite significa muito para as duas equipes pois até agora, nona rodada do campeonato, as duas seguem invictas. Quem vencer fica praticamente com o campeonato nas mãos.
Conseguir ingressos para o jogo de hoje é tarefa impossível. Esgotados há semanas, as 105 mil cadeiras do estádio devem estar lotadas nesta noite. Em sites de leilão de ingressos, os piores lugares eram leiloados por preços mínimos de US$ 500 dólares. Enquanto isso, aqui na rua do hotel, que fica bem próximo ao estádio, as buzinas e gritaria continuam.
Atualização após o jogo: E o azul venceu em Ohio. Mas não foi o partido Democrata que conseguiu levar os 21 votos do Estado no Colégio Eleitoral. Foi o time da Penn State, que tem uniforme azul, que venceu o time da Universidade de Ohio, de uniformes vermelhos, pela primeira desde que entrou para o grupo dos 10 maiores times universitários.
AKRON (OH) – Lá pelos idos de 1999, a Budweiser fez uma série de propagandas que marcaram época na publicidade norte-americana. A série do “Waaassuuuup“, que estreou em um Superbowl, fez grande sucesso e era comum as pessoas se cumprimentarem com o “wassuuuuuuup” do comercial.
Os mesmo atores que fizeram o anúncio da “Bud” apareceram hoje no YouTube com um novo comercial, oito anos depois, apoiando o candidato Barack Obama. Um perdeu a casa, outro está no Iraque, outro está perdendo tudo no mercado financeiro… A paródia é engraçadíssima.
Assista ao novo comercial e veja o original abaixo:
AKRON (OH) – Se John McCain pensou que ia atrair o voto feminino das democratas frustradas com escolha de Obama, e não Hillary, para a candidatura presidencial, está muito enganado. Uma pesquisa da revista Time mostrou que a candidata é mais popular entre os homens e afastou o voto feminino das eleitoras independentes.
Estive ontem em um comício de Michelle Obama, mulher de Barack Obama, e conversei com algumas mulheres sobre o assunto. Uma eleitora republicana registrada falou que neste ano vai votar em Obama porque “Palin representa o que é mais atrasado no partido Republicano”.