O Old Town Ale House, um bar tradicional de Chicago, tem como marca registrada a parede cheia de imagens eróticas e de famosos pintadas pelo artista Bruce Elliott.
No quadro, Palin aparece em frente a um fundo montanhoso com um alce assustado e pisa sobre um tapete de pele de urso polar.
Por apenas US$ 15, o eleitor americano pode comprar um “placa de jardim”, uma das formas mais comuns de propaganda usada pelos cidadãos ditos “comuns”. Hoje mesmo a campanha de Obama anunciou que com uma doação de US$ 15 ou mais, você recebe em sua casa uma placa “exclusiva” da chapa “Obama-Biden”.
Mas em Portland, Oregon, um eleitor de Obama frustrado com os frequentes roubos de suas placas de jardim resolveu inovar e colocou uma webcam filmando 24 horas a frente da sua casa. E, para poder pegar o ladrão em ação, disponibilizou as imagens da webcam para quem quisesse ver no site Ustream.tv.
Enquanto escrevo este post, 275 pessoas assistem, ao vivo, à movimentação na frente da casa deste eleitor anônimo. Veja você também nas imagens abaixo!
A semana pós-debate começa com Obama e McCain fazendo campanha em estados cruciais e Sarah Palin em um “retiro” no rancho de McCain para praticar para o debate de quinta-feira.
Barack Obama faz campanha no Colorado, com comício nesta manhã em Denver. Joe Biden não tem eventos agendados e deve se preparar para o debate entre os candidatos a vice na quinta-feira.
John McCain e Sarah Palin fazem comício juntos em Columbus, Ohio, mais um dos Estados que devem decidir a disputa.
Segundo o blog político da ABC News, Joe Biden terá, até quinta-feira, um treinamento especial com Hillary Clinton e Dianne Feinstein para o debate com Sarah Palin. Os democratas temem que Biden seja muito agressivo em um debate contra uma mulher e isso seja negativo perante os eleitores.
Sarah Palin deve seguir hoje para o rancho de John McCain, no Arizona, para um “treinamento intensivo” para o debate com Joe Biden. O temor entre os republicanos é que um desempenho desastroso possa colocar em risco a chapa nas eleições.
É claro que o partido Republicano não ia deixar passar a frase “McCain is right”, mencionada pelo menos 10 vezes por Barack Obama durante o primeiro debate presidencial entre os candidatos.
Minutos após o fim do debate, o anúncio abaixo já estava no ar.
A situação econômica atual e a política externa dos Estados Unidos foram os temas discutidos no primeiro debate presidencial dos Estados Unidos, realizado nesta sexta-feira na Universidade do Mississipi. Barack Obama e John McCain divergiram, principalmente, sobre a Guerra do Iraque, mas concordaram quanto à necessidade de fortalecer as sanções contra o Irã.
Quem você acha que foi melhor? Deixe sua opinião nos comentários!
Coincidência ou ironia do destino? A Universidade do Mississippi, mais conhecida como “Ole Miss”, já foi palco de violentos confrontos raciais na década de 60. Hoje, ela recebe o senador Barack Obama, que pode se tornar o primeiro presidente negro do país.
Desde 1962, quando estudantes e moradores do Mississippi protestaram violentamente contra a matrícula de um estudante negro, James Meredith, a Universidade do Mississippi simboliza o mais violento período de segregação nos EUA.
No protesto, duas pessoas morreram baleadas e a multidão marchou por 14 horas até que 30 mil sodados dos EUA chegaram para intervir.
Por mais de uma década, a Universidade do Mississipi tenta mudar sua imagem, começando com a eliminação de símbolos do Exército Confederado (que lutou a favor da escravidão na guerra civil). Em 2006, a “Ole Miss” inaugurou uma estátua de James Meredith no local dos confrontos raciais, a apenas 90 metros da estátua de um soldado confederado.
No dia 26 de setembro de 1960, 70 milhões de norte-americanos assistiram ao debate entre o senador John Kennedy e o então vice-presidente Richard Nixon, o primeiro a ser televisionado.
Os debates entre Kennedy e Nixon marcaram a entrada da televisão nas campanhas presidenciais os Estados Unidos. Eles fizeram com que os eleitores pudessem ver, de fato, os candidatos em competição. E o contraste entre os dois era dramático.
Nixon havia machucado o joelho semanas antes do debate e estava ainda debilitado no dia do confronto, cerca de 10 quilos abaixo do peso. Ele se recusou a colocar maquiagem para melhorar sua cor e evitar o reflexo do suor nas câmeras. Kennedy, por sua vez, havia passado todo o mês em campanha na Califórnia, estava bronzeado e com boa aparência.
Substancialmente, os candidatos tiveram desempenho similar. Mas aqueles que assistiram ao confronto perceberam um candidato ainda doente e titubeante. Ele suava e tremia. Kennedy, por outro lado, passava confiança e esbanjava carisma.
Pesquisas sobre a opinião dos telespectadores indicaram que Kennedy foi aclamado o vencedor do debate por uma grande margem. Assim, os eleitores em 1960 votaram com os debates na cabeça. Mais da metade dos eleitores afirmaram que os debates influenciaram na decisão na hora das urnas.
Assim, mesmo que o debate não tenha mudado o resultado da eleição, já que analistas dizem que Kennedy seria eleito de qualquer forma, os eleitores mostraram que os debates foram uma razão significante para eleger o candidato democrata.
Assista ao debate entre Nixon e Kennedy na íntegra abaixo:
Logo que Sarah Palin foi anunciada como candidata à vice-presidência dos Estados Unidos, um fato destoava em sua biografia política: o segundo lugar no concurso de Miss Alasca de 1984.
E o vídeo com Sarah Palin (quando ainda era Sarah Heath) desfilando na prova de trajes de banho finalmente chegou ao YouTube. No vídeo, é possível ouvir o narrador apresentando Sarah e frisando sua “liderança em todas as áreas, da acadêmica à política”.
Assista abaixo:
Caso não consiga ver acima, assista abaixo no vídeo do YouTube (antes que eles deletem as imagens)
A pessoa que publicou o vídeo no YouTube diz:
“Estas são imagens 100% legítimas do concurso Miss Alasca de 1984, com Sarah Palin. Se você achou o vídeo bom, espere só para ver Sarah tocando flauta na competição de talentos”.
A disputa eleitoral em Ohio, um Estado crucial para a vitória de John McCain, segue acirrada. E um fazendeiro da cidade de Toledo encontrou um jeito inusitado de fazer propaganda para a chapa republicana.
Com um trator, ele desenhou o rosto da candidata a vice Sarah Palin em uma plantação de milho de 16 acres. Até que ficou parecido!
Um dos primeiros atos de McCain ao anunciar a suspensão de sua campanha por causa da crise financeira nos EUA foi cancelar sua aparição no programa de David Letterman, o Late Show.
Pelo jeito, Letterman não gostou muito do cancelamento de última hora e criticou o senador republicano em vários trechos de seu programa.
“O que você vai fazer se for eleito e as coisas ficarem difíceis? Suspender a presidência? Nós temos um cara assim agora!”
O ritmo de campanha dos candidatos à Casa Branca vai diminuir bastante até sexta-feira por causa do primeiro debate entre Barack Obama e John McCain. Os candidatos devem tirar toda a quinta-feira para treinar todos os detalhes do que pode ser perguntado, decorar respostas e argumentos.
O debate, o primeiro de 3, acontece na Universidade do Mississipi e estará centrado em política externa, um ponto forte de McCain. Por isso, Obama chamou o advogado Greg Craig, que defendeu o então presidente Bill Clinton no caso Monica Lewinski, para fazer o papel de McCain nas sessões de treino.
No começo da semana, o NYT publicou duas análises sobre o desempenho de Obama e McCain em debates.
Segundo o jornal americano, McCain é “um político desafiador que mantém os instintos de piloto de guerra, preparado para derrubar seu oponente e disposto a se arriscar para isso”. Já Obama, de acordo com o NYT, “é um ótimo orador, mas sua habilidade em debate demonstra instabilidade”.
Os americanos estão prestando mais atenção para esta eleição do que para qualquer outra desde 1996. Faltando seis semanas para o pleito deste ano, 43% dos norte-americanos “estão acompanhando de perto” as notícias sobre John McCain e Barack Obama, segundo pesquisa do instituto Gallup.
O índice apontado pelo instituto Gallup supera em quase 10 pontos percentuais o recorde anterior, de 36%, durante a disputa entre George W. Bush e John Kerry em 2004.
“A candidatura de Obama, como afro-americano, Sarah Palin, como mulher, e a promessa de que eles farão história sendo eleitos ou não já é mais do que razão para os americanos prestarem atenção à corrida eleitoral”.
Será que finalmente encontraram quem foi o grande amor brasileiro do republicano John McCain?
Em seu livro de experiências, entitulado “Faith of my fathers“, McCain conta que conheceu uma modelo brasileira em uma de suas viagens com a Marinha dos EUA. E que com ela teve um romance nas praias do Rio de Janeiro.
De acordo com o trecho do livro de McCain que começa com as palavras “Liberdade no Rio“, ele conheceu a brasileira durante uma festa em uma mansão perto do Pão de Açucar. “Lá eu comecei um romance com uma bela modelo brasileira, para a inveja dos meus amigos”, diz McCin no livro. McCain afirma ainda que eles se encontraram todos os dias durante sua parada de nove dias no Rio de Janeiro (leia a passagem completa, em inglês).
Mas quem é essa mulher misteriosa? Segundo a edição deste sábado do jornal carioca Extra, ela é Maria Gracinda Teixeira de Jesus, uma ex-modelo e dançarina de 77 anos.
De acordo com a reportagem do Extra, o encontro com McCain aconteceu em 1957. Mas diferente do que conta o republicano em seu livro, a ex-modelo afirmou que costumava almoçar nos navios estrangeiros que atracavam na Praça Mauá. E foi em um deles que ela conheceu John McCain.
Ainda contradizendo um pouco o livro, Maria Gracinda afirma que “tinha um Cadillac Eldorado conversível, azul turquesa. Pegava o John no navio e saía para passear com ele. Íamos para a Barra e chegamos a ir ao meu apartamento, na Avenida Rui Barbosa, no Flamengo”. Segundo John McCain, o carro era um Mercedes com portas que abriam pelo teto.
McCain, que lamenta nunca mais ter visto a brasileira após ter deixado o país, não precisa se preocupar. Caso vença a eleição, deve receber um recadinho de Maria Gracinda. “Vou mandar um telegrama de felicitações, assinado ‘Seu grande amor do Brasil’”, diz a ex-modelo ao final da reportagem do Extra.
Por US$ 30 dólares ou mais, o eleitor americano poderá comprar CD com músicas de Stevie Wonder, John Legend, Sheryl Crow “e mais”… O setlist completo do disco não foi divulgado.
A semana parece terminar boa para Barack Obama, após uma série de ataques da campanha republicana e pesquisas que apontavam uma breve ascensão de McCain. As sondagens publicadas neste domingo apontam uma estagnação do republicano John McCain e a retomada da liderança por parte de Obama.
Mas a melhor notícia para a campanha democrata é a retomada em Estados decisivos como Flórida e Ohio.
A Flórida, que até pouco tempo atrás estava nas mãos de McCain, agora apresenta um cenário de empate técnico e seus 27 delegados ainda estão em jogo.
Ohio, Estado que carrega 20 delegados, aparece com uma pequena vantagem de Obama sobre McCain (49% contra 47%). Desde 1960, nenhum presidente eleito perdeu no Estado.
Há no total 538 delegados, e é preciso ganhar pelo menos 270 para ser eleito presidente dos Estados Unidos. O candidato que vence em um Estado conquista todos os delegados deste Estado.
Desde que escolheu Sarah Palin como candidata a vice na chapa republicana, John McCain conseguiu virar o jogo midiático e passou a ter mais espaço que Barack Obama na imprensa. É o que aponta o gráfico do site EveryMomentNow, que faz uma análise das notícias que citam os candidatos e produz o gráfico abaixo:
Podemos ver claramente que após o pico de Obama no final de agosto, durante a Convenção Democrata, McCain dominou o gráfico no começo deste mês, durante a Convenção Republicana, e manteve a tendência favorável ao longo do mês.
Quer saber tudo o que está rolando na internet sobre as eleições nos Estados Unidos? O site Perspctv reuniu as últimas pesquisas, o mapa eleitoral, as últimas notícias e as últimas “twittadas” sobre o pleito em uma interface muito interessante.
Clica aí na imagem para visitar o site e ver como faz falta algo assim nas nossas eleições…
Na eleição dos Estados Unidos, existe um artifício usado pelas campanhas chamado de “push poll“, uma “propaganda disfarçada de pesquisa”.
A “push poll” acontece da seguinte maneira: um funcionário de telemarketing liga na sua casa dizendo fazer parte deu uma empresa de pesquisa política. Ele faz diversas perguntas genéricas, com algumas outras questões que tentam “influenciar” a opinião do entrevistado. Considerada uma forma de campanha negativa, os dados obtidos “push poll” geralmente não são computados e a prática é ilegal em alguns Estados, como New Hampshire.
Segundo os relatos, após confirmar a opção religios do entrevistado, o entrevistador faz perguntas com a intenção de alarmar a comunidade judaica sobre as opções do democrata Barack Obama.
As perguntas feitas na suposta pesquisa são:
– Você mudaria de opinião se soubesse que a igreja de Obama é anti-Israel?
– Você mudaria de opinião se soubesse que líderes do Hamas anunciaram apoio a Obama?
– Você mudaria de opinião se soubesse que Obama já se encontrou com líderes do Hamas?
Vale lembrar que em 2000, John McCain perdeu a indicação republicana para a eleição presidencial para George Bush ao ser derrotado nas primárias da Carolina do Sul. Naquele ano, sob a batuta de Karl Rove, a campanha de Bush executou uma “push poll” com a seguinte pergunta: “Você mudaria de idéia se soubesse que John McCain tinha um filho ilegítimo com uma mulher afro-americana?”
Bush venceu as primárias na Carolina do Sul, foi o candidato do Partido Republicano, bateu Al Gore em uma controversa eleição e o resto você já sabe…
Enquanto as bolsas caíam pelo mundo e os bancos de investimentos fechavam as portas, dois rapazes aproveitaram a câmera da CNN em Wall Street para buscar os cinco minutos de fama simulando uma relação um pouco mais apimentada.
Assista abaixo:
O melhor é o comentário da âncora após a passagem do repórter: “Nosso espectadores viram dois rapazes tentando fazer graça de uma situação difícil…”
Como foi prometido no fim da semana passada, a campanha do candidato democrata Barack Obama resolveu intensificar os ataques contra a dupla McCain/Palin. Nesta segunda, um novo anúncio ataca a campanha de John McCain e diz que seus anúncios são os “mais sujos de todos os tempos”.
Assista abaixo:
Tradução livre do anúncio:
Obama: Eu sou Barack Obama e aprovo esta mensagem. Narrador: John McCain, antes… McCain: Eu não vou baixar o nível para me eleger ao mais alto cargo deste país Narrador: O que aconteceu com John McCain? Ele está veiculando os anúncios “mais sujos de todos os tempos”. “Realmente vil”. “Calúnias desonestas” que ele repete mesmo elas sendo expostas como “mentiras”. Narrador:Após votar com Bush 90% das vezes, propondo as mesmas políticas econômicas…
Parece que “enganação” é tudo o que ele tem
Do outro lado da campanha, McCain aproveitou a crise financeira em Wall Street para soltar um anúncio sobre seus planos para a economia dos Estados Unidos. O comercial lembra as propostas de McCain, inclusive sua promessa de reduzir os impostos, de explorar petróleo em alto-mar, de lutar contra os juros especiais e de criar regras mais duras em Wall Street.
Quando até Karl Rove, o estrategista que levou Bush até a Casa Branca, diz que os anúncios de McCain “foram longe demais“, você percebe que a campanha dos EUA está mesmo apelativa.
Durante entrevista na rede conservadora Fox News, Rove afirmou que “McCain foi muito longe em seus anúncios, atribuindo a Obama coisas que não são 100% corretas”.
Em editorial na última sexta-feira, o jornal “The New York Times” critica fortemente a postura de McCain sobre alguns anúncios veiculados por sua campanha.
“A lição para os eleitores é que tenham cautela em relação às propagandas da máquina de McCain. A lição para McCain é que, se realmente acredita em objetividade, deveria demitir os responsáveis pela criação de seus vídeos e qualquer assistente que acredite que a melhor forma para se ganhar a presidência é mentir para os eleitores americanos“, diz o editorial.
E a esperada participação de Tina Fey interpretrando Sarah Palin na estréia da temporada do Saturday Night Live realmente aconteceu. Tina abriu o programa junto com Amy Poehler, que interpretou Hillary Clinton, para fazer um “pronunciamento contra o sexismo na política dos EUA”.
Tradicionalmente favorável aos democratas, a esquete cômica satirizou as posições de Sarah Palin sobre evolução, sua experiência como governadora do Alasca e sua declaração de que não teria problemas em declarar guerra à Rússia. “Eu posso ver a Rússia do meu quintal”, diz Tina Fey em determinado momento do diálogo.
O Wall Street Journal trouxe uma reportagem na sexta-feira que diz que o mercado fashion já descobriu um novo e lucrativo nicho de marketing: Sarah Palin.
Segundo a reportagem do WSJ, o estilo da vice de McCain criou um “frenesi de compras” nos Estados Unidos. Sapatos, óculos, batom e até perucas estão sendo vendidos baseados no visual de Sarah.
“Cabelereiros e vendedores de peruca reportam uma repentina demanda por seu penteado tradicional. Na quarta-feira, o site WigSalon.com divulgou que passou a vender perucas que refletem o “look” de Sarah Palin”.
Uma das surpresas na reportagem do WSJ é o modelo de sapato usado por Sarah Palin no seu primeiro discurso com John McCain. Segundo o jornal, a conservadora republicana usou um sapato da marca “Naughty Monkey” (Macaco safado, em tradução literal), usado por celebridades como Paris Hilton.
“Nosso público alvo é mais novo. Este é um sapato muito ousado, moderno”, afirma Jay Randhawa, diretor de marketing da Naughty Monkey.
Pelo menos na escolha dos sapatos, Sarah Palin parece ser bem liberal…