LEGIONEN URBANEN
Quero ver quem é que me diz o nome desse “Golzinho sedã” que cliquei em Osnabrück, na frente da fábrica da Karmann.
Quero ver quem é que me diz o nome desse “Golzinho sedã” que cliquei em Osnabrück, na frente da fábrica da Karmann.
SÃO PAULO (tomara) – Mais uma nota “volkswáguica”, graças a notícia enviada pelo Diego Ximenez. Parece que a VW está disposta a comprar a Karmann, que está em processo de falência, fechadinha da silva em Osnabrück, como contei para vocês algumas semanas atrás durante a primeira escala do tour com Gerd rumo ao Leste. A foto abaixo foi tirada numa das portarias da fábrica.
Seria muito legal. Para preservar os empregos, antes de mais nada, e o nome e a história da encarroçadora, responsável por alguns dos carros mais belos já produzidos no mundo. E para afastar a tristeza da cidade, que essa eu notei nos olhos das pessoas, de verdade, quando passei por lá.

Mais uma da VW enviada pelo colecionador de Fuscas Rogério Gonçalves.

Ação publicitária da Volkswagen num shopping center não sei onde. Brilhante. Mas eu me acharia no direito de arrancar o móbile, dependendo do meu carro…

BERLIM (que eu gosto) – Eu estava na estradinha para Wolfsburg, acho que a 188, e aí vi do meu lado esquerdo um trailer estacionado, com a frente virada para a estrada, mesmo. Como Gerd anda devagar, dá pra olhar tudo com detalhes. Dentro dele, uma loira linda, as pernas bronzeadas apoiadas no painel, lendo alguma coisa. Putz, pensei. Deve ser a filha, e de saco cheio. Pais que adoram acampar, passear de trailer, a menina, coitada, entediada, louca para estar com os amigos. Aí, logo depois, do outro lado, outra. Loira, também. Esses pais, coitadas dessas meninas… Saem para passear no bosque e deixam as garotas sozinhas, doidas para acabar o fim de semana.
E mais adiante, comecei a desconfiar. Primeiro, porque não é fim de semana. Depois, porque este tinha uma luzinha vermelha do lado de fora do trailer. E, no vidro, uma placa escrito “Vivien”. E era uma baita duma mulata de aplique. E fez tchau pra mim e pro Gerd. E não tinha cara de filha entediada de pais chatos que gostam de passear no bosque.
Foi a grande descoberta do dia. E olha que fiquei surpreso de verdade. Provavelmente já rodei mais por estradas alemãs na minha vida do que pelas brasileiras. E nunca tinha percebido as meninas dos trailers. Motéis ambulantes. Rimos bastante, eu e Gerd, até que ele engasgou e tive de parar na grama que serve de acostamento.
É que a gasolina acabou. Trabants avisam assim: engasgam e param. Pronto. Ninguém mandou esquecer de colocar gasolina. Meus cálculos é que estavam errados, na verdade. Gerd não faz 20 km por litro, deve fazer menos. Mas a engenharia alemã-oriental pensou em tudo. Debaixo do painel tem uma torneirinha com três posições. Não sei se dá para ver direito na foto.
(Aliás, a turma reclamou das fotos pequenas. Neste publicador, ou eu coloco todas enormes, ou nessas miniaturas aí do alto, e cada um clica na que quiser para ver melhor. Fica meio feio em termos de design de página, mas é o que sei fazer. Tem 18 fotos de hoje aí. Um exagero. A partir de amanhã, vai ser uma por dia e olhe lá.)
A torneirinha: “A”, “Z” e “R”. “A” deve ser de “aberto”, porque é a posição que Dom Pedro Von Wartburg me mandou deixar. “R” deve ser de “reserva”. “Z” deve ser de “[Deu] zebra”, é quando está fechada. Coloquei em “R”, dei a partida, funcionou, fomos em frente. Mas a reserva é limitada, digamos. Era melhor arranjar gasolina logo. Aí apareceu um posto salvador numa transversal da estradinha e deu tudo certo. O posto era da bandeira “T”. “T” de “tem gasolina”, “tem óleo dois tempos”, “tudo tem jeito”.
Ficar sem gasolina num Trabant só sendo mesmo um obtuso como eu. O carro é econômico de verdade. E te ajuda a economizar. A quarta marcha, por exemplo, tem roda-livre. Para quem não sabe, é o seguinte (DKW também tem, mas nas quatro marchas): você está em quarta, acelerando, o mundo está passando pela janela e nada pode ameaçar a paz na Terra; tira o pé do acelerador, o carro entra em ponto-morto sozinho, para não gastar. Acelera de novo, a marcha engata sozinha. Não adianta, o seu carro não faz isso, e nunca os japoneses conseguiram copiar.
300 ml de óleo para 10 litros de gasolina, é a conta mágica. É mais do que em DKW e menos que no Wartburg. Mas não se preocupem em decorar isso, é coisa que só interessa para mim.
O dia estava melhor hoje. Saiu até sol e deu para ver o céu azul. As músicas que o Blaupunkt estava tocando também eram melhores. Tocou “American Pie” e eu fiquei com os olhos cheios d’água, porque sou bobo. E saí de Hannover sem pegar Autobahn nenhuma, para ver as flores e as meninas dos trailers, que eu não sabia que existiam e me apaixonei por cada uma delas.
Gerd não teve mais nenhum problema depois da quase-pane-seca. Quando saímos do posto “T”, tive a impressão de que as velas encharcaram. Mas motor dois tempos é assim mesmo, depois limpa. Limpou. Téin-téin-téin. Diferente do pó-pó-pó. Coisas do escapamento. Fui para Wolfsburg.
O carro estava meio zoneado. Como tem um baita porta-trecos debaixo do painel, coloco tudo lá. Bem melhor que os Hilux-Merivas-Méganes da vida, com 200 porta-trecos espalhados por todos os cantos. Para que tantos? No fim, você esquece onde colocou as coisas. A engenharia alemã-oriental pensou nisso, também. Coloque tudo no mesmo lugar. O mapa aberto vai no banco do passageiro. GPS é coisa de viado, naturalmente. E não existia quando Gerd saiu da fábrica em Zwickau.
(Estou tomando a segunda cerveja na recepção do hotel, dele falo daqui a pouco, e isso é sinal de que começarei a dizer palavrões.)
Wolfsburg era o destino intermediário, a caminho de Berlim. Queria ir na fábrica da VW. Há uns anos, acho que uns 400, quando estive em Berlim pela última vez, fui de trem. De Paris a Berlim de trem. Muito bom. Demorou pra caralho, mas foi muito bom. E na ida e na volta o trem passou em Wolfsburg, diante da fábrica da VW. Desde então, tinha vontade de conhecer esse negócio. Foi fácil de achar, mais do que a Karmann. A VW é dona de tudo em Wolfsburg: da maior fábrica, dos empregos, do estádio, do time de futebol e do Grafite. Siga as placas para Autostadt e é fácil.
Só que errei o estacionamento. Sou meio disléxico, o Fábio Seixas já dizia isso. Embiquei Gerd na portaria principal da fábrica, por onde só entram os parentes de Ferdinand Porsche. Me enxotaram aos berros. Foi gozado. Achei o estacionamento.
Esse Autostadt é uma espécie de disneilândia (aportuguesei de propósito, é que nem gilete e lambreta) da VW. Para quem gosta de carros, vale. Para quem não gosta, que se foda. Eu gosto, e vou te dizer… Tem sete pavilhões, um para cada marca da VW (Skoda, Audi, Seat, Lamborghini), um museu, um para os VW mesmo e mais o centro de entrega de carros aos compradores sobre o qual (estou escrevendo mui corretamente) falarei depois.
Comi uma pizza no prédio da entrada, enorme (prédio e pizza), cheio de restaurantes, lojas, mostras, cafés. O museu, primeiro à esquerda quando se sai desse prédio da entrada, é o que mais vale a pena. As fotos são quase todas dele. Uma bela passada pela história do automóvel, com coisas como os primeiros protótipos do Fusca, o milionésimo Fusca (meio cafona, com paetês no parachoque, mas é o milionésimo, tá valendo), os Benz de 1800-e-bolinha, a justa homenagem a carros importantes como o Ford T, o Citroën 2 CV, o Trabant (colocaram um cupê esportivo, o P70), o primeiro DKW, fora a gangue VW dos anos 60/70/80. Eu gosto, não tem jeito, fico babando.
Os outros pavilhões são meio assim-assim. Tem um tal de Premium Club (talvez o nome seja outro) ridículo. Um prédio inteiro para mostrar um Bugatti cromado, e de longe. Premium Club realmente não dá. Nem meu cartão de crédito tem nome tão cretino. Entrei duas vezes no prédio porque achei que tinha perdido alguma coisa. Não, era só o Bugatti, mesmo. O pavilhão da Lamborghini estava fechado. O da Seat e o da Audi são como showrooms, nada de muito espetacular.
Mas o tal departamento de entrega de carros…
Acho que todo mundo já ouviu falar. Tem um baita prédio redondo de três andares todo envidraçado para onde Fritz e Gerda se dirigem depois de comprar um VW. O painel eletrônico indica a hora em que seu lindo automóvel vai chegar. E eles ficam lá, ansiosos, esperando. Horas antes, o carro já saiu da linha de montagem por um corredor subterrâneo e foi levado, por um elevador-plataforma, para uma das duas Car Towers, dois prédios cilíndricos também envidraçados (deve dar um trabalho danado limpar esses prédios) que comportam 400 carros em seus 20 andares. Ali eles ficam até o dia em que Fritz e Gerda vão buscá-los. Quando chegam, o elevador-plataforma, controlado por computadores e gnomos, vai catar o carro na vaga tal no andar tal, ele desce, e é levado por outra esteira para o centro de entregas. Nenhum ser humano ou extraterrestre encosta no carro antes de Fritz e Gerda.
Simples, não? Deve ter custado os olhos da cara fazer essas duas torres de vidro e as esteiras subterrâneas, é um exagero da porra, mas eu vi uma garotinha sorrindo feito louca, correndo e pulando em volta de um Golf vermelho no local da entrega, e Fritz e Gerda abraçados olhando aquilo emocionados, então valeu cada euro.
Estava anoitecendo quando peguei Gerd rumo a Berlim, agora de Autobahn, de noite não dá para ver nada, mesmo, e é mais rápido. O sol estava se pondo na minha cara, e tive de usar o para-sol. Parassol. Sei lá como se escreve essa merda agora. Estou na Alemanha, então como na Alemanha: aquelenegócioqueagenteabaixaparaosolnãobaternasuacara. No Trabi, o negócio esbarra no retrovisor quando você abaixa. Fosse uma SUV Hiunday Ultra Plus Mega Super, seria o bastante para o dono escrever para a “Quatro Rodas”, chamar o Procon e chorar no “Fantástico” com a voz distorcida pedindo para não ser identificado.
Na Alemanha Oriental, o cara abaixava, entortava o retrovisor e ele desentortava. O engenheiro que calculou o tamanho do para-sol era, provavelmente, o mesmo que tinha projetado as instalações hidráulicas da fábrica. E daí?É só arrumar o espelho. E tapa o sol do mesmo jeito. O mundo é cheio de frescuras. Num Trabi, não há frescuras.
Na Autobahn, 90 por hora fixos. Os caminhões foram rareando quando escureceu. Eles param em gigantescos estacionamentos e postos de gasolina para dormir. Só os poloneses seguem na estrada. Malditos poloneses. Já tive um entrevero com um ontem, hoje foi um caminhão que me deu farol alto. Polonês viado. Fui ultrapassado por vários caminhões poloneses, alguns letões e outros lituanos. E o vento lateral perturba, num Trabi. Quando os caras (não os caminhões poloneses, os carros alemães) passam por você a 300 por hora, ele balança. Precisa segurar o volante com as duas mãos.
Cheguei a Berlim no meio da noite. Estou num hotel muito doido, todo decorado com móveis da DDR. Só tem WiFi na recepção. O quarto tem papel de parede florido e uma foto de Honecker na parede. A TV deve ser P&B. Meu quarto fica no sexto andar, o último, e não tem elevador. Elevador é para os fracos. Na parede atrás da mocinha linda que fez a ficha, quatro relógios, com as horas de Moscou, Havana, Berlim e Pequim. É o máximo.
Fica no lado oriental, claro. Conheço bem Berlim e embora seja meio escondido, o hotel, achei fácil. Fácil mesmo, sem errar uma rua. Me orgulho dessas coisas. Orgulho solitário. Depois, não podia perguntar o caminho para ninguém. Além de não gostar, como um cara de Trabant pode estar perdido em Berlim? Bem, não me perdi.
Estes textos estão ficando muito grandes. Ninguém vai ler esta merda.
Tchau, passam das duas da manhã.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Turismo Tags: Berlim, Gerd, Trabant, VW, Wolfsburg
SÃO PAULO (gracinha) – Mais uma do meu saco de maldades, o lote de fotos que arrematei numa intensa negociação com um blogueiro. Trata-se de uma Brasília, vejam só, da equipe oficial da VW de rali. Na porta, um nome: Josué Marques. Será que ele aparece por aqui para contar suas histórias?
Não tem data na foto, mas a Brasa é das primeiras, a julgar pelo vinco no capô e pelos parachoques.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Rali Tags: Brasília, saco de maldades, VW
SÃO PAULO (grife tem) – Depois de a Porsche dar um susto no mundo e comprar a VW, transformando todos os Fuscas do mundo em Porsches, a VW deu o troco e vai comprar a Porsche, transformando todos os Porsches do mundo em Fuscas. Eu nunca entendo essas fusões, mas o que importa no caso desta é que parece cada vez mais próxima a possibilidade de ser recriada, pela VW, a marca Auto Union. A informação foi passada por Vitor Matsubara-san.
Já falamos disso aqui alguns meses atrás. Falamos de novo. E quem sabe um dia eu compreenda esses negócios. Como é que pode a firma que tinha sido comprada comprar a compradora?
O mercado é muito complicado.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Indústria automobilística Tags: Auto Union, Porsche, VW
Essa frente das Variant/TL/Notchback alemães sempre me agradaram. Claro que a moça não se compara à de ontem, mas o que vale é o carro.
SÃO PAULO (tá valendo) - Esse aqui é repeteco, mas como o Eric Sertanvich está carente e solitário em meio a Mits que pegam fogo no meio do nada, repetimos. E se você ainda não viu, vale a pena ver. É um filmete muito bonito.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Publicidade Tags: Fusca, VW
SÃO PAULO (vale a pena?) - Está neste site aqui, notícia enviada pelo blogueiro Bruno Marques. Com a fusão VW-Porsche, os caras podem ressuscitar a marca Auto Union, que deu origem às quatro argolas da Audi.
Não sei se os carros merecem a distinção, mas fica o registro.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Indústria automobilística Tags: Auto Union, Porsche, VW
SÃO PAULO (será que pode?) – Depois de comprar 51% das ações da VW e assumir seu controle, a Porsche informou hoje que vai se fundir à Volkswagen, e que será criada uma nova empresa, ou um “grupo automotivo integrado”. Tal grupo vai reunir dez marcas diferentes. Nunca sei direito como funcionam esas fusões, mas parece que cada marca vai continuar tendo vida própria, só que sob uma administração única.
Na prática, significa que poderei colocar um embleminha da Porsche no meu Fusca, na minha Kombi, nos meus dois Passats, no meu Karmann-Ghia, na minha Variant e nos meus dois Gols. E se eu tivesse um Porsche, colocaria um emblema da VW nele.
Porsche e VW, como se sabe, são intimamente ligadas desde sempre. A VW nasceu do Fusca, que foi projetado por Ferdinand Porsche. Enfim, eles são alemães, que se entendam.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Indústria automobilística Tags: Porsche, VW
SÃO PAULO (meno male) – Apareceu agora há pouco no site da “Quatro Rodas”. A VW diz que a notificação judicial ao irmão do Décio, o Eduardo de Oliveira, que faz “releituras” de clássicos, foi “um engano”.
Hum…
Sem querer parecer pretensioso, creio ser esta uma vitória da blogosfera. Afinal, esse caso todo surgiu num blog, o do irmão do Décio, e espalhou-se como rastilho de pólvora por blogs de todo o Brasil, culminando um dia depois com o recuo da poderosa VW. 1 a 0 pra nóis. É nóis, mano.
A propósito, vinha eu para a emissora coisa de duas horas atrás (estou no ar, escrevendo ao mesmo tempo, adoro fazer dez coisas ao mesmo tempo, no fim acabo não fazendo nenhuma direito) quando tocou meu novo celular, um aparelho com o qual jamais me acostumarei. Era um importante executivo da VW, mas como não sei se ele quer que seu nome seja revelado, não vou dizer quem é.
Muito educado, me disse mais ou menos isso, que a VW “não queria” notificar o pobre do irmão do Décio. “Ué, então por que notificou?”, perguntei. Ele não soube dizer direito, mas disse que eu deveria ter ouvido o “outro lado” antes de escrever o que escrevi, e lhe expliquei que um blog não é um veículo noticioso, que não fiz denúncia alguma, apenas emiti minha opinião sobre um fato consumado. “Ouvir o outro lado” não é algo que se deva fazer sempre no jornalismo. Quando um colunista do “NYT” critica (ou elogia) uma medida do presidente Barack Obama, não precisa necessariamente ouvi-lo. Se o Lula resolver asfaltar a Amazônia, não precisarei ouvi-lo para descer a lenha. Sacou como é?
De qualquer forma, disse a ele que se quisesse se defender da pancadaria que a blogaiada está desferindo à VW, que ficasse à vontade. Mas alertei que isso não era garantia nenhuma de que iria cessar a sessão porrada.
O executivo me disse também que eu, como jornalista, não deveria ter escrito aquelas coisas daquela forma, e eu respondi que sou jornalista, sim, mas sou outras coisas, também — entre elas, consumidor da VW, tenho oito carros da marca, ora bolas! Ele tentou ainda argumentar com a história do uso indevido da imagem, mas argumentei que meu filho mais novo vive desenhando Fuscas nas suas lições de casa, com o V e W no capô, e não quero que ele seja processado por isso.
Bem, o diálogo foi cortês (não estou sendo irônico, foi mesmo) e notei certo arrependimento, ou constrangimento, ou mal-estar com toda essa situação. Notei também que quem não me conhece direito fica meio chocado com alguns termos que uso (”engravatados de merda”, por exemplo, gosto muito dessa expressão), mas aí paciência, é o meu jeitinho.
A bola agora está com o irmão do Décio. Pelo que entendi, ele pode colocar tudo de volta no seu blog sem que lhe encham o saco.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Indústria automobilística Tags: irmão do Décio, VW
SÃO PAULO (mundo chato, sô) - Vocês se lembram, certamente, do blog do irmão do Décio. Tem esse nome mesmo, “irmão do Décio”. O Décio é um sujeito pacato, modesto colecionador de carros antigos do interior de SP. Digo “modesto” porque ele não tem 200 carros, dez Bugattis e 50 Ferraris. Gosta dos nacionais, tem um monte de DKWs e Lambrettas, é modesto como sou eu e os malucos que juntam carros que a maioria nem sabe que ainda existem. A coleção é demais, na verdade…
Pois o Du Oliveira, irmao do Décio, é designer, adora carros, e passa o tempo livre, quando encontra, fazendo ”releituras” de modelos do passado. Faz trabalhos ótimos, sem nenhum interesse comercial, apenas exercitando sua criatividade e imaginação. De seu computador saíram “releituras” (estou usando entre aspas porque ele não está “relendo” nada, apenas criando; é que “releitura” está na moda) de carros como a Rural, o Fissore, o Opala, o Corcel, essas coisinhas miúdas que falam muito ao coração de quem os teve ou desejou um dia.
Algumas dessas “releituras” são de carros da Volkswagen. Gol, SP2, Brasília, Zé do Caixão, Karmann-Ghia… Trabalhos lindos. E como têm enorme qualidade, caíram na rede. As pessoas leem blogs, compartilham imagens, se divertem na internet, as coisas se espalham. Aqui mesmo o blog do irmão do Décio foi várias vezes citado, celebrando algumas dessas “releituras” que ficaram espetaculares, como essa do Gurgel X-12 que ilustra este post, e que escolhi a esmo.
E não é que nesta semana o irmão do Décio recebeu uma notificação judicial de um exército de advogados da VW, acusando-o de uso indevido da imagem? E solicitando a retirada do ar de todos os desenhos que fez de modelos antigos da marca?
Por que é que a VW e seus advogados não se preocupam com coisa mais séria? Por exemplo, as reclamações de seus consumidores que aparecem às dezenas na seções de cartas dos jornais e revistas especializados em automóveis? Não têm mais nada de importante a fazer?
Sempre que acontecem essas coisas, perco um pouco do respeito que tenho pela história de algumas montadoras. A VW me é caríssima, tenho uma porção de carros da marca, adoro Fusca, Kombi, Gol, Variant, Passat, Karmann-Ghia, tenho tudo isso na garagem, são pecinhas queridas do meu amontoado de velharias. Diante de uma atitude arbitrária e truculenta dessas, tenho a impressão de que esses caras não têm a menor ideia do que representam aquele V e aquele W dentro de um círculo, sua história, sua ligação com as pessoas comuns.
Zero para a Volkswagen e seus advogados. Ridículos. Devem ganhar salários altíssimos para ficar perdendo tempo com coisas inofensivas como os desenhos do irmão do Décio. Eu mandaria todos embora. Seus rendimentos devem ser suficientes para preservar os empregos de centenas de operários, que valem muito mais do que esses engravatados de merda.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Indústria automobilística Tags: irmão do Décio, VWSÃO PAULO (bonitinho) – Não sei bem o ano do comercial, mas até que ele é simpático. Quem mandou foi o Eric Fuscovich, que está pensando em trocar seu Fusca 64 num Gol bolinha tunado no Cambuci.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Fusca & cia., Publicidade Tags: Fusca, Gol, VW
SÃO PAULO (hoje, bem comportadinho) – A foto foi enviada pelo meu amigo Rogério Gonçalves, executivo da PDVSA em Caracas. Trata-se do “TL deles”, o VW 411, que fez 40 anos no final de 2008. É considerado um dos melhores VW dos anos 60, e sua história está aqui. Desses, nunca vi no Brasil.
Deu vontade de comprar um TL…
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Publicidade Tags: King Kong, TL, VWSÃO PAULO (a ar) – Então, escolhi esse jipinho VW, cujo nome não me lembro direito, Kubenwagen, Kubelwagen, Kudealguem, porque domingo apareceu na TV num seriado teen americano e os meninos perguntaram o que era aquilo, e eu expliquei que era um Fusca com carroceria de jipe, e que sim, parecia o Gurgel e que não, não era melhor que o Candango.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Cars & girls Tags: jipe, VW
SÃO PAULO (sempre elas) – Excelente artigo sobre a formação da Volkswagen do Brasil no blog do Luis Nassif. Tem até uma amante russa no meio! Quem indicou foi o Fábio Mantovani. O artigo pode ser lido aqui.
É bom lembrar que o Fusca está completando 50 anos de Brasil — a produção própria começou em São Bernardo em 1959, embora eles fossem montados antes pela Brasmotor. Nada como uma boa efeméride para contar uma boa história…
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Fusca & cia. Tags: Nassif, VWSÃO PAULO (parabéns pra você) – Hoje é 20 de janeiro, Dia do Fusca, me lembra o fusqueiro Luiz Dresler (que procura um bom tapeceiro em SP para reformar os bancos do seu 1979; quem conhecer, indique aqui). As homenagens são muitas na internet (uma delas bem bacana no Webmotors) e na vida real — hoje à noite no Sambódromo, por exemplo.
A minha vai em forma de “Cars & Girls”. Escolhi seis fotos a esmo (não procure “capô de Fusca” no Google se as crianças estiveram na sala) e gostei muito das três primeiras.
Aproveite o dia e conte aqui sua história com Fusca. Todo mundo tem uma.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Cars & girls, Fusca & cia. Tags: Dia do Fusca, VW
SÃO PAULO (já vi esse carro…) – Olha só, como dizem no Rio… Neste fim de semana, sábado, dia 4, véspera da eleição, vai haver um encontro de Gol GT, GTS e GTi na Volks Haus, que fica no prédio da Dacon, em SP. Começa às 13h e termina às 17h com uma passeio pelas redondezas, nos Jardins. Quem avisa é o blogueiro Bruno Maia, e o e-mail dele é bruno.maia@microwork.info, caso você precise de mais informações.
A legenda que recebi diz que é um VW Porsche Tapiro 1970. Acreditei, claro, porque nunca vi mais gordo, e que tem Porsche na frente, tem. A moça parece uma astronauta, mas é bonitinha.
SÃO PAULO (desembestei) – Está no site da “Quatro Rodas”: a VW enxertou uma bunda no novo Gol e a criatura oriunda dessa obra fantasmagórica vai se chamar Voyage, para ver se aproveitam a fama e a história do verdadeiro Voyage, que tinha essa versão Sport com bancos Recaro em padrão xadrez com tons de cinza que era lindo de doer.
Comparem os dois. Não dá, né? Esse aí do lado está num site muito legal cheio de carros lindos, a maioria nacionais. É a página do Reginaldo de Campinas, que a maioria aqui já deve conhecer. Alguns estão à venda, outros apenas fazem parte das galerias de fotos. Vale a visita.
Quanto ao novo Voyage… blergh.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Indústria automobilística Tags: Voyage, VWPEQUIM (dominaram tudo) – A Volkswagen é patrocinadora oficial dos Jogos e fornece todos os carros usados para transporte de atletas, técnicos, dirigentes e aspones em geral. Como a blogaiada tradicional se liga em tudo que tem quatro rodas, eis algumas fotos de modelos usados pela montadora alemã por aqui. Interessante notar que a VW aproveitou a deixa para colocar nas ruas várias de suas marcas. Os carros da própria VW, claro (em especial Passat, Sagitar, New Beetle e a van Touran), alguns da Audi (para a turma do andar de cima, Q7, A6 e A8, quase todos pretos) e centenas de Skoda Octavia (quase todos prateados).
* Este post é para não dizer que não falei dos carros…
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pequim 2008 Tags: Audi, Skoda, VWPEQUIM (bons serviços) – Não são duas, nem três. São centenas de Santana Quantum na frota da polícia de Pequim. Daquelas antigas, com o farol auxiliar no meio. A frente mais bonita, sem dúvida. Quanto estive na China pela primeira vez, em Xangai, reparei que tinha Santana saindo pelo ladrão. Dos novos, principalmente. Depois vim a saber que a VW montou uma fábrica aqui. Faz o Santana 2000, igual aos últimos brasileiros, e o 3000, com entre-eixos um pouco maior e acabamento mais sofisticado.
Essas mais antigas aí, desconfio, foram feitas em São Bernardo. Mas não tenho certeza. Ah, a foto foi tirada pelo Maurício Teixeira, colega do iG, já devidamente contaminado pelo vírus automotivo deste blog.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pequim 2008, Prende eu Tags: Quantum, Santana, VWSÃO PAULO (descobertas) – Ótimas matérias no Webmotors indicadas pelo Eric Drugovich, sobre dois exemplares raríssimos de Kombi, uma luxo, diesel, para exportação
, e outra, vejam só, produzida com tração 4×4. Os textos são de Rodrigo Samy. Ambas estão com o mesmo proprietário, um ex-funcionário da VW que trabalhou na montadora por 33 anos. Diz que vende, mas não falou em preço. Isso não importa. O que vale é saber que elas existem.
SÃO PAULO (vai dar?) – Demais a foto enviada pelo Rafael Bruno Pinto. Um festival Volkswagen, com os Fuscas largando primeiro, e os formulinhas esperando sua vez. As primeiras voltas deviam ser ótimas, com os carrinhos passando os besouros.
Mas o melhor é o local da foto: Nassau, nas Bahamas. Rafael mandou até a data: 1º de janeiro de 1965.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional, Fusca & cia. Tags: Fusca, Nassau, VWSÃO PAULO (eu disse, bem que eu disse) – Notícia alvissareira que me envia o blogueiro João Valim, que reproduzo na íntegra:
*****
Volkswagen anuncia recall de 123 mil veículos Gol, Fox e Kombi
da Folha Online
A Volkswagen do Brasil anunciou recall para cerca de 123 mil veículos dos modelos Gol, Fox e Kombi, que precisarão reprogramar um software que controla o funcionamento dos componentes eletrônicos do carro, inclusive do motor. Trata-se do terceiro maior recall já promovido pela montadora no Brasil.
Segundo a empresa, precisam comparecer em uma das concessionárias da rede Volkswagen a partir de hoje os donos de veículos Gol 1.0 2006 (com números de chassi 6T 002 327 a 6T 111 925 ou 6P 000 005 a 6P 050 581), Fox 1.0 2005 (54 087 082 a 54 110 005 ou 5P 000 067 a 5P 007 644), Fox 1.0 2006 (64 030 760 a 64 177 255 ou 6P 000 269 a 6P 002 607) e Kombi 1.4 2006 (6P 004 524 a 6P 012 061).
****
Consultei pelo número do chassi e a minha, felizmente, dispõe de motorização mais robusta.
Bem-feito, bem-feito, bem-feito! É a Maldição do Motor Boxer!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Kombi & cia. Tags: VWSÃO PAULO (nasceu aqui) – Ando arrastando asa para uma nova paixãozinha, a BMV. Brasília Muito Velha. Nossa, que nova, essa.
Carrinho bacana, projeto nacional, e quer saber? Bonito. Um bonito VW. Tem histórias bacanas de Brasas neste site aqui, como essa foto abaixo, de um anúncio do carro nas… Filipinas!
Mas é no Best Cars que se encontra o relato mais completo sobre a trajetória desta pequena perua.
Aliás, por que perua?

SÃO PAULO (Schumi na pole, acho) – Antes de começar o treino, estava lendo os comentários abaixo sobre o Santana. E não é que o quadradão para o qual nunca dei bola tem história, sim, e rica? Por sugestão de um blogueiro, fui ao Santana Clube, site completíssimo, movido especialmente pela curiosidade pelo modelo Sport, esse aí embaixo.
Refaço minhas parcas idéias, acho que tem chances de virar clássico, sim. E boas.

SÃO PAULO (de jipe, hoje) – A notícia saiu há alguns dias e não causou nenhuma comoção especial. A Volkswagen encerra no mês que vem a produção do Santana. Não é o tipo de carro que, ao que parece, vai se tornar um clássico. Talvez os primeiros modelos, aqueles que tinham um farolzinho vertical pelo lado interno na frente.
Nunca dei muita bola para Santana. Para dizer a verdade, só notei sua existência quando fui para a China, em 2004.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Indústria automobilística Tags: China, Santana, VW