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SÃO PAULO (velhos tempos) – Aos modelistas em geral, o pedido: onde posso comprar esse Trabi da Revell? Estou a fim de fazer um pequeno Gerd.

SÃO PAULO (velhos tempos) – Aos modelistas em geral, o pedido: onde posso comprar esse Trabi da Revell? Estou a fim de fazer um pequeno Gerd.

GUARUJÁ (me convenceram) – Meu amigo Rogério Gonçalves, dono de agência de publicidade em Leipzig, mandou este comercial que ele produziu em 1969. Aliás, esse comercial inspirou uma revista alemã a repetir o “teste do Alce” com um Trabi (esse de desviar dos cones) numa comparação com o Mercedes Classe A, logo em seu lançamento. Na época, o Classe A teve seu projeto revisto por falta de estabilidade. E, no teste, capotou.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Publicidade Tags: Classe A, TrabantSÃO PAULO (essa sim) – Jason Vôngoli descobriu no caderno carioca da “Quatro Rodas”, numa edição de 1965, esse anúncio aí. Incrível. Wartburgs vieram, já vi alguns. Mas Trabis? Putz grila. Acho que não. Em todo caso, fica o registro. Se ninguém comprou, é porque não quis. Que os motoristas do Brasil não reclamem de seu destino inglório, que desembocou em Corollas e similares.

Se o mundo acabar mesmo em 2012, que eu possa estar nesse caminhão.

SÃO PAULO (sempre) – É ele o tema da minha coluna de hoje no Grande Prêmio. Textinho despretensioso que rebate as bobagens que a imprensa mundial falou sobre o Trabant nesta semana dos 20 anos da queda do Muro de Berlim. “Pior carro do mundo”, disseram e escreveram.
Pior do mundo é a mãe.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Warm Up Tags: Trabant
SÃO PAULO (pra tudo tem jeito) – Sei que ontem à noite bilhões de pessoas no Brasil estavam ligadas na ESPN Brasil para assistir ao “Limite”, mas aí… Justo na hora veio o apagão e ninguém viu o programa. Bem, para isso existe a internet. Aí está a matéria sobre o Trabant que foi ao ar ontem onde havia energia elétrica… Está em duas partes. Quando entrar na página, clique no player para ver a primeira e no retângulo branco à esquerda para ver a segunda.
Se alguém disser algo da minha farda, será sumariamente eliminado/a do planeta.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): ESPN Brasil Tags: Limite, Trabant
Para fechar nossa Semana do Muro, uma imagem que para mim diz tudo.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gira mondo Tags: Berlim, Checkpoint Charlie, Semana do Muro, TrabantSÃO PAULO (cansou, mas foi legal) – O sumiço deste que vos bloga durante a sexta-feira deveu-se a viagem não muito longa, mas demorada, a uma pequena cidade do interior onde mora um dos cinco Trabants que sei que vivem em território nacional — tem um que pertencia ao museu da ULBRA e outros três que foram fotografados em plataformas na avenida dos Bandeirantes, meses atrás, e me foram enviadas por um blogueiro; seu destino, desconheço.
Esse 1971 pertence a um grande amigo, amante dos dois tempos e das coisas da DDR, e como segunda-feira faz 20 anos da queda do Muro, achei que seria uma boa ocasião para transformá-lo em tema da minha matéria semanal para o “Limite”, da ESPN Brasil. Adorei visitá-lo, entre outras coisas porque pude matar um pouquinho da insuportável saudade que sinto de Gerd.
A reportagem vai ao ar terça que vem às 22h. Tomara que tenha ficado legal.
Está nevando em Berlim, pelas fotos publicadas aqui. Essa aí embaixo me foi enviada pelo Rogério Gonçalves, que trabalha como escultor na praia de Copacabana.

Daqui a sete dias, 20 anos da queda do Muro. Trabis passando por Checkpoint Charlie, em imagem histórica começa nossa “Semana do Muro”. Será que Gerd fez esse trajeto?

SÃO PAULO (o céu derreteu) – Depois de alguns dias na Alemanha, uma semana de GP do Brasil, Blue Cloud e tudo mais, hora de retomar algumas singelas seções deste singelo blog, como a já popular “Cars & Girls”, que como diz o nome se propõe a mostrar carros e moçoilas, e nada melhor que dois exemplares interessantes em seu design, tecnologia e figurino para colocar o trem nos trilhos de novo.

Como se nota, estou numa fase Trabi. A propósito, Gerd andou viajando por aí. Meus amigos nobres da Prússia precisaram de um carro…
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Cars & girls Tags: Gerd, Trabant
SÃO PAULO (boa viagem) – Ouvi dizer que Gerd está deixando Munique hoje rumo a não sei onde. E que já está aberto o processo seletivo para o comitê de boas-vindas. As primeiras inscrições estão chegando, mas manterei secreta a identidade de todas as candidatas.
SÃO PAULO (tudo e mais um pouco) – Dica espetacular do Ricardo Divila, o Blueprints é um site que traz desenhos de todos os carros do mundo fabricados desde o século X antes de Cristo. Um achado. E com dados técnicos, medidas, tudo. Coisa de engenheiro. E pensa que é só? Nada… Tem também desenhos de motos, caminhões, ônibus, trens, aviões da Primeira e da Segunda Guerras, aviões modernos, tanques, armas, até celulares.
Um baita site de referência, que não pode ficar fora da sua estante. É realmente demais.
Escolhi um desenho a esmo, só para ilustrar.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Dica do dia Tags: TrabantSÃO PAULO (será que está coberto?) - Dom Pedro Von Wartburg é o cara. Ele e condessa Julyanna Della Pampuglia. Aí estão os primeiros momentos de Gerd. Aqui, seu relato do primeiro encontro. Grande dupla, essa. Se as pequenas aventuras de Gerd e este que vos bloga estão só começando, é a eles que devo tudo.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Turismo Tags: Gerd, TrabantSÃO PAULO (saudade) - Esse vídeo eu já tinha visto, e já foi publicado aqui no século retrasado. Mas depois das aventuras com Gerd na semana passada, acho que vale o repeteco…
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional Tags: Gerd, Trabant
PRAGA (acontece) – Era questão de tempo. Praga é uma cidade cheia de placas de proibido. O centro é muito antigo, as ruas são estreitas e em muitas delas só passam bondes. Cheguei de noite, sem mapa, confiando no meu senso de direção (que nem estava tão errado assim), mas acabei entrando numa rua exclusiva para bondes. Isso acontece direto, e não é por mal. É que às vezes não tem outro jeito, ou você entra, ou vai parar na Ucrânia. Aí é batata. No Leste, sempre aparece um policial. No meu caso, nem foi preciso esperar muito. O Barkas (não era um Barkas, é licença poética; era uma van Renault, ou Fiat, algo assim) já estava parado na minha frente, multando um carinha local. O guarda olhou para Gerd, para mim, e me mandou parar, claro.
Não falo checo. Ninguém fala checo, nem húngaro. Nem os checos e os húngaros. É uma brincadeira desses eslavos. Eles devem falar português, entre eles. Mas quando dão com um turista, desatam a falar com acentos nas consoantes. É impossível compreender um idioma que coloca acentos nas consoantes.
Algumas palavras, no entanto, são universais. Passaporte é uma delas. Tive experiências ruins em Budapeste, anos atrás, com policiais. Eles viviam extorquindo todo mundo no fim de semana de GP. Pediam o passaporte, falavam um monte de coisa em húngaro, você ficava olhando para a cara do sujeito e quando ele terminava, dizia “hã?”, e aí eles avisavam, em inglês, que o passaporte ficaria retido até segunda ou terça-feira, e aí batia o desespero, a gente voltava na segunda, não podia perder o avião, então rolava uma negociação escusa e saía uma pilha de forints para os filhos da puta. Ainda bem que forint nunca valeu muita coisa.
Depois da primeira, nunca mais saí com passaporte em Budapeste. Na rua, era um apátrida. “Passaporte?”, pedia o policial (todo ano tinha extorsão; o capitalismo adora uma extorsão). E eu dizia que não tinha. Ai desarmava o cara. Ele ia me tomar o quê? O carro? Pode levar, é alugado. Me prender, não ia. Encrenca, enchição (ou “encheção”? Acho que nenhuma das duas existe) de saco. Mandava ir embora, xingando em húngaro, a língua do capeta.
Bem, o policial que me mandou parar era um gordinho com cara de simpático, Gerd é simpático, embora ele nem tenha olhado para o carro, só se preocupou com o fato de eu estar nos trilhos do bonde, pegou o passaporte, a carteira de motorista e me mandou estacionar ali do lado. Estávamos atrás de uma igreja, o cara não iria ser filho da puta atrás da igreja. Em Budapeste, os policiais levavam a gente para os fundos do Parlamento para tomar a grana. Atrás do Parlamento faz sentido ser filho da puta.
O guarda gordinho me disse meio indignado que eu não poderia andar em rua exclusiva para bonde. Foi o que entendi de seu discurso em checo. Mil coroas, determinou, em inglês. One thousand koronas. Isso eu entendi. Tinha acabado de chegar, não havia trocado dinheiro. Maquininha de cartão de crédito ele não tinha. Euros? Aliás, o euro é um negócio interessante. Moeda única de vários países, mas em nenhum se fala euro do mesmo jeito. Na Alemanha, é “óirro”, na França, “orrô”, na Inglaterra (acho que por isso eles continuam com as libras), “íuros”, na Itália, “êeuro”.
Não, ele não aceitava euros, e além do mais não sabia o câmbio. Porra, mil coroas? Quanto é isso? O gordinho não sabia. O diálogo era amistoso. Ele não queria me foder. Falei que estava perdido e mostrei o endereço do hotel. Mas essa era uma segunda etapa. Primeiro, eu precisava pagar a multa. Cash machine, ele teve a ideia. Aprovei. Onde tem? Ali, na frente da igreja. OK, eu disse. Espera aí, não vai embora. Eu estava espantado com o fato de o gordinho querer apenas receber a multa. Não perguntou nada do Trabi, não achou esquisito um cidadão brasileiro com um Trabant emplacado na Alemanha rodando na rua dos bondes em Praga. Fosse eu o policial, já teria me algemado.
Fui buscar a grana. Mas liguei para o hotel e perguntei para o cara que atendeu quanto dava mil coroas. Uns 40 euros, ele disse. OK, não é nenhum absurdo. Saquei duas mil coroas, voltei, entreguei o dinheiro, assinei a multa e ele me deu o recibo. Dois recibos. Acho que foram duas multas. “Blok na pokutu”, estava escrito nos dois canhotos. Devo ter feito algo grave. Blokei na pokutu.
Estava encerrada a primeira parte. E agora?, perguntei. Como vou para o hotel sem passar pelas ruas exclusivas de bondes, ou de charretes, ou de bicicletas. Um mapa!, o gordinho exclamou, e pegou dentro do furgão um desses para turistas. Rabiscou aqui, ali, indicou com a mão, e eu fiz “hã?”.
Era um caso perdido. O gordinho sabia que se eu saísse sozinho dali, blokearia várias vezes na pokutu, e estaria fodido. Vem atrás de mim, falou. E foi assim que Gerd teve sua primeira experiência no estrangeiro, foi escoltado pela polícia checa até um ponto em que já dava para seguir o mapa, e o gordinho se despediu com simpatia e alguma pena do brasileiro no Trabant.
Estive em Praga no ano passado por alguns dias e conheço o que tem para conhecer na cidade, então hoje era só uma escala rápida, mesmo, porque amanhã vou para Brastislava, na Eslováquia. Passei o dia em Dresden, meio trabalhando, meio na folga. Acordei bem cedo para ver a porcaria da corrida de Suzuka, escrevi o que tinha de escrever para os jornais e me mandei para o centro velho da cidade, que só tinha visto de passagem, à noite.
Fazia frio, chovia e parava, às vezes saía o sol, guardei Gerd num estacionamento subterrâneo e saí para passear pelos calçadões. Dresden tem mais de 800 anos e um monte de histórias, mas são as mais recentes que me importam, e por isso é impressionante olhar para a cidade sabendo que ela foi completamente destruída na Segunda Guerra. Depois de 13 de fevereiro de 1945 (falei disso ontem), a capital da Saxônia foi transformada num monte de entulho com milhares de cadáveres por baixo. Entrei num museusinho bacana, o Verkehrs Museum, que conta a história do transporte na região. Tem vários carros, bondes, trens, aviões, bicicletas, motos, maquetes, miniaturas, máquinas, equipamentos, tudo muito bem montado, merece a visita. No terceiro andar, um cineminha mostrava a história da cidade num filmete de uma hora. Entrei para ver. As imagens da reconstrução são inacreditáveis. Logo depois dos bombardeios, milhares de pessoas passavam os dias nas ruas, removendo escombros em mutirões, homens, mulheres, velhos e velhas, sem tempo para chorar os mortos.
A igreja mais importante da cidade acabou de ser reconstruída há poucos anos. Foi o símbolo do renascimento de Dresden. As poucas pedras originais foram catalogadas uma a uma e usadas na nova. São as mais escuras numa dessas fotos aí. Aliás, tudo que é escuro é o que restou dos bombardeios. As partes claras foram refeitas a partir dos projetos originais. Durante os anos de DDR, as marcas da Segunda Guerra ainda eram muito visíveis. Não havia dinheiro para fazer tudo de novo. Com a reunificação, muita grana foi investida para revitalizar Dresden, que tem no turismo uma importante fonte de renda. E não é para menos, porque a cidade é maravilhosa.
Antes de ir ao museu e de ver o filme (e de chorar com o filme; eu sempre choro nesses filmes de museu, e como estou sozinho e escondido num canto, ninguém percebe), desisti de enfrentar o frio com o que trouxe do Brasil e fui comprar um casaco pesado. Tinha um shopping bonito e animado ali por perto, entrei em duas ou três lojas, e não sabia direito o que comprar. Até que uma vendedora tiazona me deu um, mandou eu colocar e disse que tinha ficado “chic”. Chic é foda. Minhas dúvidas acabaram na hora.
Tirei umas fotos aqui e ali, uma perua Wartburg, um bloco de apartamentos da era Honecker, e saí de Dresden no fim da tarde com Gerd precisando de gasolina. Não entrei em estrada alguma antes de encontrar um posto. Sei como são essas coisas. Não vale a tensão. Achei um Aral perto da universidade e aproveitei para comprar um litro extra de óleo dois tempos, e a menina do caixa fez questão de me avisar que era para motocicleta ou cortador de grama, e eu disse que tudo bem. Comprei também um pacote de biscoitos de chocolate porque a ex-dona do Trabi era fã da marca e tem até um adesivo pequenininho no vidro traseiro que nunca vou tirar de lá. Meio desligado, talvez cansado, mesmo, peguei a 13 para o lado errado e ainda bem que percebi a tempo. Já estava voltando para Berlim. Perdi uns 10 km nisso e, depois de achar um retorno, proa para o o sul, República Checa aí vamos nós.
Choveu forte na Autobahn, mas parou quando entramos em território checo, sem que nem um postinho de fronteira marcasse o momento histórico da primeira saída de Gerd da Alemanha. A Checoslováquia era o destino mais popular dos alemães-orientais, que passavam férias e feriados no vizinho ideológico com viagens organizadas pelo governo da DDR. Em 1988, foram 651.630 excursões para o país, quase três vezes mais que as viagens para a URSS e seis vezes mais que para a Hungria, que andava saidinha demais da conta.
Andamos um bom trecho, uns 50 km, numa estrada escura e soturna, entre o rio e a linha de trem, sem nenhuma placa que indicasse que estávamos no caminho certo. Mas eu sabia que estava, sei me orientar pela lua, e ela tinha aparecido entre as nuvens. É verdade isso, que sei me orientar pela lua e pelo sol. Pelas estrelas, depende. A direção era correta, tranquilizei Gerd, que me pareceu nervoso. E quando apareceu “Praha”, não fiquei nem surpreso, nem aliviado.
O tempo passou rápido, porque consegui sintonizar sem querer no Blaupunkt o serviço mundial da BBC em FM e estavam transmitindo Chelsea e Liverpool, e o narrador falava o tempo todo “Maxerano”, e eu fiquei o tempo todo xingando o cretino do narrador. Quando o jogo acabou, a rádio saiu do ar. Desliguei e fiquei escutando o motorzinho do Trabi.
Os últimos 40 km foram percorridos por uma autoestrada checa muito boa, até a chegada a Praga e o já relatado encontro com o guarda gordinho. No caminho, achei que tinha perdido o celular. Não encontrava de jeito nenhum e não queria parar o carro para vasculhar o interior. Aí, engenhoso, fiquei tirando fotos com o flash para ver se encontrava. Batia e olhava a foto, sem perder a concentração na estrada. Numa dessas, coloquei o braço por trás do banco do passageiro e mirei para o assoalho. O celular apareceu no visor da máquina e fiquei mais calmo.
Agora está tudo bem. No fim, sempre fica tudo bem. Acho. Só estou com fome.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Turismo Tags: Dresden, Gerd, Praga, Trabant
BERLIM (que eu gosto) – Eu estava na estradinha para Wolfsburg, acho que a 188, e aí vi do meu lado esquerdo um trailer estacionado, com a frente virada para a estrada, mesmo. Como Gerd anda devagar, dá pra olhar tudo com detalhes. Dentro dele, uma loira linda, as pernas bronzeadas apoiadas no painel, lendo alguma coisa. Putz, pensei. Deve ser a filha, e de saco cheio. Pais que adoram acampar, passear de trailer, a menina, coitada, entediada, louca para estar com os amigos. Aí, logo depois, do outro lado, outra. Loira, também. Esses pais, coitadas dessas meninas… Saem para passear no bosque e deixam as garotas sozinhas, doidas para acabar o fim de semana.
E mais adiante, comecei a desconfiar. Primeiro, porque não é fim de semana. Depois, porque este tinha uma luzinha vermelha do lado de fora do trailer. E, no vidro, uma placa escrito “Vivien”. E era uma baita duma mulata de aplique. E fez tchau pra mim e pro Gerd. E não tinha cara de filha entediada de pais chatos que gostam de passear no bosque.
Foi a grande descoberta do dia. E olha que fiquei surpreso de verdade. Provavelmente já rodei mais por estradas alemãs na minha vida do que pelas brasileiras. E nunca tinha percebido as meninas dos trailers. Motéis ambulantes. Rimos bastante, eu e Gerd, até que ele engasgou e tive de parar na grama que serve de acostamento.
É que a gasolina acabou. Trabants avisam assim: engasgam e param. Pronto. Ninguém mandou esquecer de colocar gasolina. Meus cálculos é que estavam errados, na verdade. Gerd não faz 20 km por litro, deve fazer menos. Mas a engenharia alemã-oriental pensou em tudo. Debaixo do painel tem uma torneirinha com três posições. Não sei se dá para ver direito na foto.
(Aliás, a turma reclamou das fotos pequenas. Neste publicador, ou eu coloco todas enormes, ou nessas miniaturas aí do alto, e cada um clica na que quiser para ver melhor. Fica meio feio em termos de design de página, mas é o que sei fazer. Tem 18 fotos de hoje aí. Um exagero. A partir de amanhã, vai ser uma por dia e olhe lá.)
A torneirinha: “A”, “Z” e “R”. “A” deve ser de “aberto”, porque é a posição que Dom Pedro Von Wartburg me mandou deixar. “R” deve ser de “reserva”. “Z” deve ser de “[Deu] zebra”, é quando está fechada. Coloquei em “R”, dei a partida, funcionou, fomos em frente. Mas a reserva é limitada, digamos. Era melhor arranjar gasolina logo. Aí apareceu um posto salvador numa transversal da estradinha e deu tudo certo. O posto era da bandeira “T”. “T” de “tem gasolina”, “tem óleo dois tempos”, “tudo tem jeito”.
Ficar sem gasolina num Trabant só sendo mesmo um obtuso como eu. O carro é econômico de verdade. E te ajuda a economizar. A quarta marcha, por exemplo, tem roda-livre. Para quem não sabe, é o seguinte (DKW também tem, mas nas quatro marchas): você está em quarta, acelerando, o mundo está passando pela janela e nada pode ameaçar a paz na Terra; tira o pé do acelerador, o carro entra em ponto-morto sozinho, para não gastar. Acelera de novo, a marcha engata sozinha. Não adianta, o seu carro não faz isso, e nunca os japoneses conseguiram copiar.
300 ml de óleo para 10 litros de gasolina, é a conta mágica. É mais do que em DKW e menos que no Wartburg. Mas não se preocupem em decorar isso, é coisa que só interessa para mim.
O dia estava melhor hoje. Saiu até sol e deu para ver o céu azul. As músicas que o Blaupunkt estava tocando também eram melhores. Tocou “American Pie” e eu fiquei com os olhos cheios d’água, porque sou bobo. E saí de Hannover sem pegar Autobahn nenhuma, para ver as flores e as meninas dos trailers, que eu não sabia que existiam e me apaixonei por cada uma delas.
Gerd não teve mais nenhum problema depois da quase-pane-seca. Quando saímos do posto “T”, tive a impressão de que as velas encharcaram. Mas motor dois tempos é assim mesmo, depois limpa. Limpou. Téin-téin-téin. Diferente do pó-pó-pó. Coisas do escapamento. Fui para Wolfsburg.
O carro estava meio zoneado. Como tem um baita porta-trecos debaixo do painel, coloco tudo lá. Bem melhor que os Hilux-Merivas-Méganes da vida, com 200 porta-trecos espalhados por todos os cantos. Para que tantos? No fim, você esquece onde colocou as coisas. A engenharia alemã-oriental pensou nisso, também. Coloque tudo no mesmo lugar. O mapa aberto vai no banco do passageiro. GPS é coisa de viado, naturalmente. E não existia quando Gerd saiu da fábrica em Zwickau.
(Estou tomando a segunda cerveja na recepção do hotel, dele falo daqui a pouco, e isso é sinal de que começarei a dizer palavrões.)
Wolfsburg era o destino intermediário, a caminho de Berlim. Queria ir na fábrica da VW. Há uns anos, acho que uns 400, quando estive em Berlim pela última vez, fui de trem. De Paris a Berlim de trem. Muito bom. Demorou pra caralho, mas foi muito bom. E na ida e na volta o trem passou em Wolfsburg, diante da fábrica da VW. Desde então, tinha vontade de conhecer esse negócio. Foi fácil de achar, mais do que a Karmann. A VW é dona de tudo em Wolfsburg: da maior fábrica, dos empregos, do estádio, do time de futebol e do Grafite. Siga as placas para Autostadt e é fácil.
Só que errei o estacionamento. Sou meio disléxico, o Fábio Seixas já dizia isso. Embiquei Gerd na portaria principal da fábrica, por onde só entram os parentes de Ferdinand Porsche. Me enxotaram aos berros. Foi gozado. Achei o estacionamento.
Esse Autostadt é uma espécie de disneilândia (aportuguesei de propósito, é que nem gilete e lambreta) da VW. Para quem gosta de carros, vale. Para quem não gosta, que se foda. Eu gosto, e vou te dizer… Tem sete pavilhões, um para cada marca da VW (Skoda, Audi, Seat, Lamborghini), um museu, um para os VW mesmo e mais o centro de entrega de carros aos compradores sobre o qual (estou escrevendo mui corretamente) falarei depois.
Comi uma pizza no prédio da entrada, enorme (prédio e pizza), cheio de restaurantes, lojas, mostras, cafés. O museu, primeiro à esquerda quando se sai desse prédio da entrada, é o que mais vale a pena. As fotos são quase todas dele. Uma bela passada pela história do automóvel, com coisas como os primeiros protótipos do Fusca, o milionésimo Fusca (meio cafona, com paetês no parachoque, mas é o milionésimo, tá valendo), os Benz de 1800-e-bolinha, a justa homenagem a carros importantes como o Ford T, o Citroën 2 CV, o Trabant (colocaram um cupê esportivo, o P70), o primeiro DKW, fora a gangue VW dos anos 60/70/80. Eu gosto, não tem jeito, fico babando.
Os outros pavilhões são meio assim-assim. Tem um tal de Premium Club (talvez o nome seja outro) ridículo. Um prédio inteiro para mostrar um Bugatti cromado, e de longe. Premium Club realmente não dá. Nem meu cartão de crédito tem nome tão cretino. Entrei duas vezes no prédio porque achei que tinha perdido alguma coisa. Não, era só o Bugatti, mesmo. O pavilhão da Lamborghini estava fechado. O da Seat e o da Audi são como showrooms, nada de muito espetacular.
Mas o tal departamento de entrega de carros…
Acho que todo mundo já ouviu falar. Tem um baita prédio redondo de três andares todo envidraçado para onde Fritz e Gerda se dirigem depois de comprar um VW. O painel eletrônico indica a hora em que seu lindo automóvel vai chegar. E eles ficam lá, ansiosos, esperando. Horas antes, o carro já saiu da linha de montagem por um corredor subterrâneo e foi levado, por um elevador-plataforma, para uma das duas Car Towers, dois prédios cilíndricos também envidraçados (deve dar um trabalho danado limpar esses prédios) que comportam 400 carros em seus 20 andares. Ali eles ficam até o dia em que Fritz e Gerda vão buscá-los. Quando chegam, o elevador-plataforma, controlado por computadores e gnomos, vai catar o carro na vaga tal no andar tal, ele desce, e é levado por outra esteira para o centro de entregas. Nenhum ser humano ou extraterrestre encosta no carro antes de Fritz e Gerda.
Simples, não? Deve ter custado os olhos da cara fazer essas duas torres de vidro e as esteiras subterrâneas, é um exagero da porra, mas eu vi uma garotinha sorrindo feito louca, correndo e pulando em volta de um Golf vermelho no local da entrega, e Fritz e Gerda abraçados olhando aquilo emocionados, então valeu cada euro.
Estava anoitecendo quando peguei Gerd rumo a Berlim, agora de Autobahn, de noite não dá para ver nada, mesmo, e é mais rápido. O sol estava se pondo na minha cara, e tive de usar o para-sol. Parassol. Sei lá como se escreve essa merda agora. Estou na Alemanha, então como na Alemanha: aquelenegócioqueagenteabaixaparaosolnãobaternasuacara. No Trabi, o negócio esbarra no retrovisor quando você abaixa. Fosse uma SUV Hiunday Ultra Plus Mega Super, seria o bastante para o dono escrever para a “Quatro Rodas”, chamar o Procon e chorar no “Fantástico” com a voz distorcida pedindo para não ser identificado.
Na Alemanha Oriental, o cara abaixava, entortava o retrovisor e ele desentortava. O engenheiro que calculou o tamanho do para-sol era, provavelmente, o mesmo que tinha projetado as instalações hidráulicas da fábrica. E daí?É só arrumar o espelho. E tapa o sol do mesmo jeito. O mundo é cheio de frescuras. Num Trabi, não há frescuras.
Na Autobahn, 90 por hora fixos. Os caminhões foram rareando quando escureceu. Eles param em gigantescos estacionamentos e postos de gasolina para dormir. Só os poloneses seguem na estrada. Malditos poloneses. Já tive um entrevero com um ontem, hoje foi um caminhão que me deu farol alto. Polonês viado. Fui ultrapassado por vários caminhões poloneses, alguns letões e outros lituanos. E o vento lateral perturba, num Trabi. Quando os caras (não os caminhões poloneses, os carros alemães) passam por você a 300 por hora, ele balança. Precisa segurar o volante com as duas mãos.
Cheguei a Berlim no meio da noite. Estou num hotel muito doido, todo decorado com móveis da DDR. Só tem WiFi na recepção. O quarto tem papel de parede florido e uma foto de Honecker na parede. A TV deve ser P&B. Meu quarto fica no sexto andar, o último, e não tem elevador. Elevador é para os fracos. Na parede atrás da mocinha linda que fez a ficha, quatro relógios, com as horas de Moscou, Havana, Berlim e Pequim. É o máximo.
Fica no lado oriental, claro. Conheço bem Berlim e embora seja meio escondido, o hotel, achei fácil. Fácil mesmo, sem errar uma rua. Me orgulho dessas coisas. Orgulho solitário. Depois, não podia perguntar o caminho para ninguém. Além de não gostar, como um cara de Trabant pode estar perdido em Berlim? Bem, não me perdi.
Estes textos estão ficando muito grandes. Ninguém vai ler esta merda.
Tchau, passam das duas da manhã.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Turismo Tags: Berlim, Gerd, Trabant, VW, WolfsburgHANNOVER (amanhã tem mais) – Gerd é um carro. Alguns dos meus carros têm nome. Gerd já veio batizado. Nesta semana e na outra, ele é meu. Gerd tem tudo que um carro precisa ter: um motor econômico (está fazendo quase 20 km/l), quatro rodas, pisca-alerta, desembaçador do vidro traseiro, farol alto e baixo, pisca-pisca, um rádio que pega várias estações e toca fitas, velocímetro, um chaveiro com porta-moedas e um bicho estranho pendurado no retrovisor.
Ele é pequeno, anda a 100 por hora e faz um pouco de barulho. Só não tem no parabrisa o selinho redondo verde que, na Alemanha, indica os veículos que contribuem com sua parte para nosso belo quadro ecológico. Verde, verde, verde. Gerd nem verde é, é azul.
Diz que a dona anterior ficou triste quando ele foi embora. O marido comprou um Toyota para ela. Foi o que me contaram meus amigos nobres prussianos que foram buscá-lo em Leipzig. Eles, meus amigos, têm terras na Saxônia e são de alguma linha sucessória do pedaço: Dom Peter Von Wartburg e Lady Julyana Von Pampuglia.
Cheguei ontem ao castelo do casal e me levaram para jantar. Como sou simplório, queria salsicha e cerveja. Como eles são nobres descolados, me levaram para comer salsicha e tomar cerveja, e ainda me apresentaram ao Killepitsch, muito prazer, o Google explica.
Hoje cedo Dom Pedro usou de suas influências para que eu pudesse me jogar sem mais delongas numa autobahn qualquer rumo a não sei bem onde. Gerd fora preparado nos últimos dias por Herr Dösser, que deixou o carrinho em ponto de bala. Justinho, sem ruídos, suspensão certinha, freio simpático, câmbio que é uma manteiga.
Saímos de Düsseldorf no fim da manhã. Deixei o príncipe regente em Essen, onde tem negócios, e me fui.
É uma experiência curiosa viajar de Trabant pela Alemanha Ocidental. Na verdade, toda a Alemanha hoje é Ocidental, então será igualmente curioso quando adentrar o antigo Leste, porque já não se veem mais Trabis rodando por aí. Nas cidades, o motorzinho pipoca e as pessoas olham. Umas fazem cara de puxa, há quanto tempo não vejo um, outras fazem cara de quem é esse doido andando nesse negócio?
Mas a maioria, pelo menos, dá um sorriso. Tenho a impressão que a Alemanha inteira está rindo da minha cara. O que é bom nestes dias cinzentos de outono, dias que eu gostaria que fossem de sol e céu azul, mas pelo menos até agora têm sido de frio e folhas espalhadas pelo chão. Paciência.
Não tenho roteiro. Quer dizer, tenho mais ou menos. Arranquei uma folha de um atlas antigo e fiz uns rabiscos. Sei que vou a Berlim. Então, que se veja o que há pelo caminho. Osnabrück era um lugar que eu queria conhecer. É lá que fica a fábrica da Karmann, e há um museu. Uma passadinha não faria mal algum. Toca para Osnabrück, são 200 km, fiz uns 150 km pela autoestrada e o resto por uma estradinha mais lerda.
Apesar de seus 90/100 por hora, Gerd não atrapalha demais. Ao longo do dia, recebeu uma buzinada de um caminhão idiota, uma piscada de farol de uma van idiota e uma pressão de um furgão polonês idiota que resolveu colar em sua traseira até que eu mandei o dedo do meio para o cara, e para isso tive de abrir a janela e estava um frio danado.
No mais, muita civilidade dos parentes velozes.
Gerd não passa batido pela paisagem porque é de fato esquisito, mas há um certo exagero na esquisitice que a ele se atribui. Fazia um ano que não vinha à Europa, foi pouco antes da crise, e um ano depois notei, nestes dois dias, que cada vez há mais carros pequenos e esquisitos rodando por aí. A Toyota e a Suzuki têm seus modelos, a Renault, a Nissan, a Ford, os Smart, todo mundo está fazendo carros pequenos e esquisitos. Verde, verde, verde. Consumo voltou à ordem do dia. Vi outdoors de dois carrões da VW em que o maior apelo de venda era dizer que um deles gastava 4,4 l de gasolina a cada 100 km e o outro, apenas 3,3 l.
Gerd gasta mais que eles. Mas ainda assim é econômico. E não incomoda o motorista preocupado com marcador de combustível no painel que apita quando está acabando o combustível. Não tem marcador. Tem algo muito mais interativo: uma reguinha de plástico que vai de 1 a 24. Cabem 24 litros no tanque de Gerd. Você coloca a reguinha dentro do tanque, que fica no cofre do motor, e vê até onde a gasolina molha a dita cuja. Aí fica sabendo quanto ainda tem para rodar. Não preciso de um painel para me dizer. Eu mesmo vou e vejo.
Parei em Osnabrück. Não gosto de perguntar nada na rua, então saí procurando a Karmann. Foi fácil de achar, é a maior fábrica da cidade, e a cidade nem é tão grande, 164 mil almas. Só que a Karmann faliu, meses atrás. E o museu, pelo jeito, foi junto. Ninguém soube me dizer sequer onde era. Pelas fotos que vi no século retrasado, ficava na fábrica, mesmo. Dei uma volta pela planta-fantasma, enorme, que até outro dia dava emprego a quase 2,5 mil pessoas. Hoje, está tudo abandonado. Não caindo aos pedaços, mas abandonado: um ou outro carro estacionado na área administrativa, gente que deve estar cuidando da liquidação da empresa, poucas bicicletas no bicicletário outrora lotado, mato crescendo, alguns carros abandonados no pátio, conversíveis que a Karmann fazia para várias montadoras, carrocerias especiais, coisas assim.
Meio triste. Numa das portarias, a que suponho levava à coleção da Karmann, vi uma mesa no saguão de entrada com um solitário telefone já empoeirado e, ao fundo, quadros com fotos em preto e branco de Karmann-Ghias. Estavam tortos nas paredes. Quadro torto na parede é porque acabou.
Deixei Osnabrück com a sensação de que a cidade, ela mesma, é meio fantasma. Suspeito que a falência da Karmann abalou as finanças dos nativos, no entorno da fábrica tem um monte de coisa para vender ou alugar, galpões vazios, lanchonetes às moscas. Posso até ter comido bola, vai ver o museu fica em outro lugar e é todo alegre e faceiro, mas para mim ver a fábrica morta deu. Me mandei.
Andei mais uns 100 km, com frio e chuva, e vim parar aqui em Hannover, que vem a ser a capital da Baixa Saxônia e deve ser bacana, é a terra do Scorpions, tem o maior Anhembi do mundo, um time que tem 96 no nome, Napoleão andou por aqui e foi uma espécie de subsede da família real inglesa, ou algo do gênero.
Amanhã vejo isso com calma. Vou assistir TV agora para vir o sono. Meu alemão me surpreendeu hoje. No rádio, ouvi várias vezes “tsunami-katastrofen-zamoa”, e concluí que houve um tsunami em Samoa e que deve ter sido uma catástrofe daquelas. Entendo tudo, já.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Turismo Tags: Gerd, TrabantSÃO PAULO (a gente espera) – O brother Marcelo Ferronato, ponta-de-lança do Grande Prêmio na Alemanha, foi ao Salão de Frankfurt e conversou com Klaus Schindler, diretor da empresa de miniaturas Herpa, que lançou o projeto do Novo Trabi e, agora, espera conseguir investidores para fazer o carro de verdade até 2012.
Ele disse que a ideia de fazer a versão pós-Muro do Trabi surgiu do sucesso de vendas das miniaturas do carro (eu devo ter contribuído com uma meia-dúzia). Conta Ferronato:
O carro exposto no Salão de Frankfurt é um conceito movido a energia elétrica. A bateria tem autonomia de 150 km e o motor tem 64 hp. A velocidade máxima é de 130 km/h. O Klaus pretende vender esse carro em 2012, mas não sabe se vai ser mesmo um carro elétrico. Tá até rolando uma pesquisa no salão sobre a possível volta do Trabant ao mercado. “Pode também ser normal, a gasolina ou diesel. Precisamos saber primeiro o resultado dessa pesquisa”, falou. Ele estima que o preço será de cerca de 20 mil euros. “Nos dois primeiros anos, esperamos vender alguns milhares. Se tivermos sucesso, vamos fabricar também um carro maior para a família, um cabriolet, uma pick-up e coisas parecidas. Mas isso depende das vendas. As chances de o Trabant voltar a ser fabricado são maiores do que 50%. Meus parceiros nesse projeto também acreditam nisso. Mas ainda estamos esperando os resultados da pesquisa para ver em qual direção iremos.”
O estande do Trabi era o menor do salão, mas segundo o Marcelo, o que teve mais gente por metro quadrado. Realista, o sujeito da Herpa. Mais de 50% de chances de fazer, o que significa que ainda há um longo caminho a percorrer. Mas se ele começar a vender miniaturas dessa versão, pode ser que ajude a financiar a brincadeira.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Indústria automobilística Tags: Frankfurt, Novo Trabi, TrabantSÃO PAULO (aguenta) – Mas, pessoalmente, prefiro os antiguinhos. Principalmente aqueles que têm nome. O Trabant é o símbolo de uma era, e espero que nunca desapareça da face da Terra. Há um esforço enorme para que isso aconteça. Mas é preciso resistir…
SÃO PAULO (correndo) – Acho que é a maior atração do Salão de Frankfurt, o novo Trabi. No fim, saiu mais bonito que a maquete exibida meses atrás. Se chama Trabant nT, tem motor elétrico de 63 hp e a Herpa, fábrica de miniaturas, está procurando investidores para, quem sabe, colocá-lo em produção a partir de 2012.
O modelinho apresentado usa a clássica combinação de azul com teto branco e é a versão peruinha. Optaram por uma reestilização da grade “nova”, a dos últimos carros, que saíram de fábrica com motor 4 tempos da VW. Tem só uma fresta do lado direito. O interior ficou uma graça. O Jason Vôngoli está lá e me mandou fotos. É lindo de morrer.
Não sei se o projeto vai adiante, mas se for, entro na fila.
SÃO PAULO (suerte) - Cinco Trabants, saindo da Alemanha e cruzando a África, repetindo uma aventura de um cabra alemão que fez o mesmo em 1933 num Tatra. É o que conta este vídeo, que chegou do céu.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Turismo Tags: África, Tatra, TrabantSÃO PAULO (dois tempos na veia) - Sensacional! Um racha de Barkas carregando Trabis! Quer coisa mais dois tempos que isso? E o ronquinho? Hungria, claro… Aliás, uma Barkas desa não está totalmente fora dos planos (recado explícito para blogueiro que pertence à nobreza prussiana).
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Antigos em geral Tags: Barkas, Hungria, Trabant
Para compensar a aberração dos pintos alemães aí embaixo, rompemos um tabu e publicamos o primeiro nu feminino sem censura neste blog. Esperando ter obtido o perdão da maioria dos blogueiros, subscrevo-me etc.
SÃO PAULO (tomara que dê choque) – O Vitor Matsubara já tinha informado no site da “Quatro Rodas” e o blogueiro Felipe Mendonça reforça com a notícia do “The Independent”. O New Trabi, que será apresentado no mês que vem no Salão de Frankfurt, será elétrico. Ô mundão chato. Nada de fumaça e barulho. Tudo bem. Pelo menos é lindo.
Ainda bem que o meu está garantido…
E atenção blogueiros que moram na Alemanha! Quero receber fotos do carro antes que as agências publiquem!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Indústria automobilística Tags: New Trabi, Trabant
Se o New Trabi de verdade aparecer mesmo no Salão de Frankfurt em setembro, mudo para a Alemanha.
SÃO PAULO (os campos…) – Lembrei deste filme hoje. Em português, “Uma Vida Iluminada”. Ternura em estado puro. Assistam, se puderem. Vou rever, quando chegar em casa.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Dica do dia Tags: Trabant, UcrâniaSÃO PAULO (onde, por exemplo?) – Essa aqui foi enviada pela Jackie Della Barba faz algumas semanas. É o seguinte. Neste ano, comemoram-se 60 anos da criação da República Federal da Alemanha e 20 anos da queda do Muro de Berlim. O Consulado Geral da Alemanha tem uma exposição itinerante prontinha, de graça, para quem quiser levar à sua escola, universidade, clube, o que for. É so clicar aqui para ter mais informações.
Essas duas histórias são contadas através de painéis fotográficos com imagens da DPA, uma das maiores agências de fotos do mundo. Escolhi uma a esmo, só para vocês terem uma ideia da qualidade do material. Pensei em levar isso para Interlagos, mas nossos eventos são muito curtos, dois ou três dias, apenas. Não justificam, creio, a montagem de uma exposição. E, na verdade, não têm muito a ver com nosso público, nem com o ambiente de autódromo…
Mas adoraria ver esses painéis expostos em algum lugar bacana. Se alguém fizer contato com o consulado, nos avise, ok?
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Cultura Tags: DDR, Muro de Berlim, RFA, Trabant
SÃO PAULO (com sol) - Este link me foi enviado por vários blogueiros. Trata-se da restauração de pate do Muro de Berlim, cuja queda fará 20 anos em novembro. A cidade vai comemorar em grande estilo. A moça aí é uma artista que está reproduzindo uma pintura que ficou famosa do lado ocidental, o Trabi passando por dentro do concreto para conhecer o “mundo livre”.
Semana de GP da Alemanha. Este blog será meio tedesco nos próximos dias.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Arquitetura & urbanismo Tags: Muro de Berlim, Trabant