iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

23/10/2009 - 18:19

CHICOTINHO E MOEDINHA

CAXAMBU (adoro horário de verão) – Bom dia, macacada. Passei o dia na estrada, porque é fim de semana do VII Blue Cloud, nosso encontro de DKWs aqui em Caxambu. Não blogarei muito até domingo, sorry. De vez em quando é preciso um pouco de vida de verdade.

Mas é claro que a eleição de Jean Todt merece ao menos uma menção. Era esperada e ele derrotou Ari Vatanen — o preferido dos fãs, por assim dizer — por larga margem. Sai o chicotinho de Mosley, no comando desde 1993, e entra o pequeno Napoleão que jogou uma moedinha para o ar para definir o vencedor do Paris-Dacar de 1989, se não me equivoco. E ganhou Vatanen — as voltas que o mundo dá. Na época, ele dirigia a equipe da Peugeot.

Não gosto muito de Todt pessoalmente, me parece um cara meio matreiro demais, capaz de bobagens abomináveis como a da moedinha e as ordens para Barrichello dar passagem a Schumacher, totalmente desnecessárias e antiesportivas. Mas ele é um sujeito sabidamente competente. E conhece corridas. Tomara que seja bom para a FIA, para o esporte, para a F-1 em particular, para as outras categorias em geral, e que seja feliz.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional Tags: , ,
21/07/2009 - 10:30

FALA VATANEN

SÃO PAULO (já tem meu voto) – Sou muito simpático a essa turma nórdica dos ralis e, ampliando (graças a um blogueiro que me corrigiu), da Escandinávia, e por isso acho que Ari Vatanen seria melhor para a FIA do que Jean Todt. Lendo esta entrevista dele, minha simpatia aumentou. Mas vai ser muito difícil segurar o pequeno Napoleão, candidato da situação, por assim dizer. Se ele ganhar, colocarão a raposa para tomar conta do galinheiro, no que diz respeito à F-1.

Todt, nem é preciso dizer, é tudo que a Ferrari quer. Daí que não entendo, mais uma vez, o apoio de Max Chicotinho ao francês.

Aliás, nos últimos tempos, não entendo mais nada.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional, F-1 Tags: , , ,
16/07/2009 - 10:34

TODT X VATANEN

SÃO PAULO (vote!) – Está oficializada a candidatura de Jean Todt à presidência da FIA. O francês, ex-imperador da Ferrari, à frente do time italiano nos anos mais bem-sucedidos da história de Maranello na F-1, tem um passado ligado ao esporte. Começou em ralis, disputou o Mundial (como navegador), dirigiu a Peugeot tanto em provas off-road como no asfalto, ganhou quase tudo por onde passou. Mas, na FIA, não vai competir, e sim tentar controlar os competidores — que conhece tão bem.

Todt é situação. Foi indicado por Max Mosley. A candidatura de oposição também vem do mundo dos ralis, o finlandês Ari Vatanen, um dos grandes pilotos de sua época, que ganhou experiência política recentemente como deputado do Parlamento Europeu.

Boa disputa. Para o esporte, porque são duas figuras que conhecem o assunto. Para as outras atividades da FIA, sei lá. Talvez indiquem assessores para cuidar de cintos de segurança, airbags e placas de estrada — não há ironia aqui, o trabalho da FIA no universo do automóvel é importante, embora tenha menos visibilidade.

Em quem você votaria? Eu escolheria Vatanen. Todt rói (acho que ainda tem o acento, que lixo, essa reforma) as unhas. Acho meio nojento o jeito que ele rói as unhas.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional, F-1 Tags: , , ,
15/07/2009 - 11:50

ADEG INFORMA: SAI MAX, ENTRA JEAN

SÃO PAULO (parece que agora vai) – Max Mosley desistiu de vez de concorrer à reeleição na FIA. É um indicativo de que o novo Pacto da Concórdia está prestes a ser assinado e ele sai de cena em outubro. O presidente fez, até, a indicação de seu sucessor: espera que seja Jean Todt, francês, ex-manda-chuva da Ferrari que todos conhecem.

A indicação é contraditória. Max escreveu aos seus clubes, semanas atrás, uma carta dizendo que a presidência da FIA deve cuidar de muito mais coisas do que a F-1. Que a FIA tem outras atribuições além das competições, que precisa se preocupar com estradas, segurança, a vida em torno de um carro, enfim.

Todt tem um passado exclusivamente ligado ao esporte. Foi piloto e navegador de ralis, dirigiu a Peugeot, depois a Ferrari. Conhece muito do assunto, mas não sei se manja alguma coisa de segurança nas estradas. O que também não quer dizer nada. O cargo, no fim das contas, tem na F-1 sua maior visibilidade. O problema, me parece, é a excessiva ligação de Todt com a Ferrari. Que deve estar adorando a indicação.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
28/05/2009 - 16:08

O TEMPO PASSA

SÃO PAULO (mais de 15) – O Eric Lambovich mandou esta foto. Nem é tão rara assim. O episódio é até razoavelmente conhecido. Foi o dia em que Ayrton Senna testou um McLaren com motor Lamborghini no Estoril. Mas aproveito o ensejo para recordar daquele fim de semana português. Dois dias antes desse teste, Alain Prost conquistou seu quarto título mundial. No sábado (ou teria sido na sexta?), anunciou que ao final daquela temporada penduraria o capacete. Foi uma das coletivas mais concorridas a que fui, numa sala apertada do autódromo, que já não era grande coisa. Um calor desgraçado, gente saindo pelo ladrão, e o Prost falando com aquela voz que mais parecia um sussurro, um horror.

O anúncio do francês levava à conclusão óbvia que Senna, no ano seguinte, iria correr na Williams em seu lugar. Já era um daqueles segredos de polichinelo, que só não podiam ser revelados por questões contratuais.

Ron Dennis, obviamente, sabia de tudo. Mesmo assim, obrigou Ayrton a se apresentar no autódromo para andar com esse carro. No ano seguinte, a McLaren acabaria trocando os motores Ford de segunda linha por um contrato com a Peugeot, que durou apenas uma temporada.

Estávamos no final de setembro de 1993, dia 28, uma terça-feira. Aliás, apareço nessa foto aí em cima. Sou o cara de calça vermelha, pochete e óculos escuros do lado de um grandalhão. Normalmente eu voltaria ao Brasil na segunda-feira, mas na escala de revezamento dos grandes jornais brasileiros era minha vez de fazer uma exclusiva com Senna, e fiquei. Cada um tinha uma por ano: “Folha” (eu), “Jornal do Brasil” (acho que era o Mário Andrada e Silva), “Estadão” (se não me engano, Mair Pena Neto) e “O Globo” (Celso Itiberê). No começo do ano a assessoria de imprensa fazia um sorteio, marcava as datas e eu fiquei com a última delas.

Depois desse treino, Ayrton me recebeu no motorhome. Não havia muito o que falar sobre o teste, é claro. Primeiro, porque a McLaren jamais iria usar motores Lamborghini. Queria uma montadora grande, e não lembro bem por que resolveu andar com aquilo. Depois, porque Ayrton já não tinha muito mais a falar da McLaren. Nem estava puto com o teste, até porque depois do GP de Portugal ele iria ficar alguns dias por lá mesmo, com a Adriane Galisteu, na quinta do Braguinha lá perto. Foi, andou, e pronto.

No motorhome, me recebeu de maneira cortês, como sempre, olhei para a cara dele, ele para a minha, e falei, bicho, temos de falar da Williams, do que mais dá para falar? O Prost ganhou o título anteontem, você vai sair da McLaren, tem de falar da Williams, uai. E ele: Flavio (era o único que não me chamava de “Flavinho”), não posso, você sabe. E eu: tudo bem, eu seguro a entrevista pro dia em que sair o anúncio oficial, senão tô fodido, vai ser a pior entrevista exclusiva de todos os tempos, você não vai dizer nada de importante.

O cara estava se divertindo com minha aflição. Deu risada e falou, liga o gravador aí, vai perguntando, mas de Williams eu não posso falar. A entrevista ficou uma droga, conto essa história nesta coluna aqui. Que, por sua vez, foi escrita na itália em 2004 ou 2005, sei lá, quando Jean Todt, em Madonna di Campiglio, revelou que algumas semanas antes desse teste tinha acertado com Senna para ele correr na Ferrari dali a dois ou três anos.

Ocorre que na entrevista, lá pelas tantas, Ayrton falou sobre um “plano secreto para o futuro”, e foi o que usei como título da matéria. Mais de dez anos depois fui descobrir, afinal, qual era o tal de plano secreto. Era correr pela Ferrari e encerrar a carreira ali, depois de conquistar mais dois títulos pela Williams e igualar Fangio.

Mas não deu tempo.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , , ,
09/03/2006 - 12:45

Indireta básica

SÃO PAULO (sim, eu vejo Lost!) – Leiam a interessante notinha de hoje no Grande Prêmio. É Jean Todt falando sobre Kimi Raikkonen.

Está na cara que já fecharam o contrato, disse isso aqui outro dia. Mas o mais engraçado é a indireta que o pequeno duende vermelho faz a Barrichello: “Kimi não reclama e não culpa os outros por suas derrotas”. Caramba, os caras não esquecem o pobre do Rubinho.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
Voltar ao topo