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24/09/2009 - 18:23

BARATINHAS LINDAS

SÃO PAULO (de quem são?) – Recebo e-mail do chefe contando que a a Embaixada Brasileira em Roma fez uma homenagem no fim de semana a Senna e aos 15 anos do instituto da irmã dele. “O tributo contou com a exposição de três carros usados pelo piloto – na Fórmula 1, Fórmula 3 e Fórmula Ford –, além de capacetes e acessórios que pertenceram a Senna e uma exposição fotográfica de Keith Sutton, com imagens da carreira do piloto. Estiveram presentes no evento o piloto e sobrinho de Ayrton, Bruno Senna, sua irmã Bianca Senna e o embaixador do Brasil na Itália, José Viegas Filho.”

OK, informação repassada. Mas curti mesmo os carrinhos. Esses aí eu não sei a quem pertencem, não. Mas valem uma fortuna. E seria legal vê-los no Brasil um dia.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1, Sem categoria Tags:
27/07/2009 - 21:30

RECORDAR É…

SÃO PAULO (sigamos, nós sempre seguimos) – O GP da Hungria deste ano foi triste por conta do acidente de Massa, mas ele vai ficar bom, tomara, e vamos em frente. Lembrando a corrida que iniciou a saga húngara na F-1, em 1986, quando o país ainda era comunista e foi um grande evento, uma corrida de F-1 num país da Cortina de Ferro. A foto foi enviada pelo Humberto Corradi.

Reconhecem os dois? Pois é. E notem as arquibancadas. Baita contraste com o autódromo vazio que vimos domingo. Na Hungria capitalista, de economia de mercado e essas baboseiras todas.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
17/07/2009 - 18:45

ENIGMA DO DIA

SÃO PAULO (bom dia, tudo bem?) - Nossa, já escureceu… Bem, vamos blogar, porque hoje o dia foi cheio demais. Começando com um desafio que nem é tão difícil assim, mas os blogueiros vão contar a história. Que teste foi esse de Ayrton Senna, sob o olhar atento de Bernie Ecclestone, na Brabham?

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Enigmas & desafios Tags: , , ,
04/07/2009 - 18:39

FOTO DO DIA (2)

Bruno Senna com o MP4/4 campeão mundial de 1988 pilotado por seu tio Ayrton. Hoje, em Goodwood.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Foto do dia Tags: , , ,
02/07/2009 - 16:05

21 ANOS DEPOIS (2)

SÃO PAULO (que som…) – A McLaren colocou um vídeo em sua página no VocêTubo com o shakedown do MP4/4 que Bruno Senna vai dirigir em Goodwood. Quem mandou foi o blogueiro Rafael Rezende. Pensa que é só tirar o carro do museu e levar para a pista? Que nada…

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Sem categoria Tags: , ,
02/07/2009 - 14:43

21 ANOS DEPOIS

SÃO PAULO (esse era o carro) - Bruno Senna vai pilotar neste fim de semana em Goodwood, no maior festival de carros antigos de competição do mundo, o McLaren MP4/4 que seu tio Ayrton guiou na temporada de 1988. Foi o ano de seu primeiro título mundial, num campeonato em que a McLaren ganhou nada menos do que 15 das 16 corridas do calendário. E só não venceu todas porque em Monza Senna bobeou e bateu em Jean-Louis Schlesser, retardatário — estava correndo pela Williams no lugar de Nigel Mansell.

A foto mostra Bruno acertando o banco e a posição de dirigir. O carro, sem a carenagem, mostra como eram diferentes os F-1 de duas décadas atrás.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
21/06/2009 - 13:33

FISH AND CHIPS (7)

SÃO PAULO (lá vem marretada) – É verdade, no ano retrasado, como lembrou um blogueiro, eu não escrevi que Vettel já tinha feito mais do que Senna depois de um quarto lugar na China. Disse que tinha feito mais do que Hamilton, àquela altura já alçado à condição de gênio pela sequência de pódios e pela luta para ser campeão logo no ano de estreia. Eu relutava um pouco em considerar Lewis um sobrenatural, porque afinal de contas o cara fazia sua primeira temporada com um canhão nas mãos, privilégio de poucos. Depois mostrou ser acima da média, sim. Ganhou o título no ano passado e, agora, está passando por aquilo que deveria ter passado antes, no começo da carreira: lidar com um carro ruim.

Mas Hamilton já é uma realidade, campeão do mundo, quando voltar a ter um carro bom voltará a ser protagonista. Voltemos a Vettel.

No mesmo texto linkado acima, eu dizia também que o quarto lugar em Xangai, na opinião deste modesto blogueiro, equivalia ao segundo lugar de Senna em Mônaco. Está no fim daquela coluna. O que, já à ocasião, despertou a ira da pachecada.

Para dizer a verdade, em 2006 eu já ficara muito impressionado com Tião Alemão, que aos 19 anos, com um carro da BMW Sauber, fizera o melhor tempo no treino de sexta na Turquia, naquela temporada em que os times podiam usar um terceiro piloto nos finais de semana de GP. Era a quarta vez que sentava num F-1. Por melhor que fosse o carro, não foi algo normal.

No ano passado, depois que venceu em Monza com a Toro Rosso, aí sim fiz um paralelo entre aquele resultado e, de novo, o segundo de Ayrton em Monte Carlo, sempre evocado por aqueles que consideram o brasileiro um ser acima do bem e do mal, o melhor de todos os tempos, o cara que foi capaz de fazer aquilo tudo com uma Toleman. Esse post é até hoje um dos cinco mais comentados da história do blog. A maioria achando que sou doido por ousar comparar alguém como Senna a um fedelho como Vettel. Como se sabe, comparar qualquer um a Senna, no Brasil, é um convite para ser esculhambado.

Paciência. Sebastian, com seu breve currículo de três vitórias em duas temporadas incompletas na F-1, já fez mais que Senna no mesmo período, digamos assim. E me parece com potencial para atingir números e marcas que o brasileiro alcançou. Ayrton era considerado muito promissor — e respondeu plenamente às expectativas com vitórias e títulos — pelas proezas que obtivera nas categorias menores e, também, com carros que não estavam entre os favoritos no seu início de carreira na F-1.

A passagem de Vettel pelas categorias menores foi mais fugaz, hoje começa-se mais cedo. Senna estreou na F-1 com 24 anos. Sebastian, com 19. Mas ele tem, no currículo, algumas temporadas impressionantes, sim, no kart e na F-BMW. E quando sentou como titular num F-1, começou a impressionar ainda mais. Como Ayrton, de certa forma. Por isso, não é nem um pouco descabida a comparação entre os dois. Que não tem como objetivo dizer “Vettel é melhor que Senna” ou “Vettel nunca será melhor que Senna”. Mas, sim, poder afirmar que estamos vendo o nascimento de um cara que pode vir a ser tão bom quanto, com uma trajetória semelhante.

Só isso. Vettel pode vir a ser um piloto com currículo mais expressivo do que Ayrton (e, se conseguir superar a folha corrida do brasileiro, mais expressivo do que a imensa maioria dos pilotos que já passaram pela F-1). É candidato a ser um dos grandes de todos os tempos, como em algum momento foram Alonso e Hamilton, por exemplo. Ambos, sem dúvida, já inscreveram seus nomes na história, mas ainda estão longe de entrar naquela seletíssima categoria de gênios de verdade — que tem meia-dúzia, se tanto (OK, querem lista, vamos a uma lista: Schumacher, Prost, Senna, Piquet, Lauda, Emerson, dos que vi).

Vettel está nascendo como grande estrela diante de nossos olhos. E é legal acompanhar o alvorecer de uma estrela.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
03/06/2009 - 15:35

25 ANOS ESTA TARDE

SÃO PAULO (Pacaembu hoje, ninguém merece) – Semana retrasada a gente lembrou aqui dos 25 anos do GP de Mônaco de 1984, chamando a atenção para um personagen pouco comentado daquela corrida, o alemão Stefan Bellof. Mas é inegável que a prova foi o “marco zero” da carreira de Ayrton Senna na F-1, e o 25º aniversário daquela tarde chuvosa no Principado é hoje, 3 de junho.

A partir deste vídeo acima, quem não viu poderá ver um bom resumo do GP, em seis partes. Vale a pena. A sexta parte é a melhor, com a aproximação alucinada de Senna a Prost.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
29/05/2009 - 17:40

TERRA DE MARLBORO

SÃO PAULO (o Ministério da Saúde adverte) - Sem querer fazer apologia de nada, esta é só para constatar uma curiosidade. Quatro dos títulos mundiais de F-1 conquistados por pilotos brasileiros tinham, com patrocinador principal dos carros, a marca dos cigarros dos caubóis — Emerson em 1974, Senna em 1988/1990/1991. E todas as seis vitórias brasileiras em Indianápolis, também — Emerson em 1989/1993, Helio Castro Neves em 2001/2002/2009 e Gil de Ferran em 2003.

Faz um mal desgraçado, mas deu sorte para a brasileirada nas pistas.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional Tags: , , , ,
28/05/2009 - 16:08

O TEMPO PASSA

SÃO PAULO (mais de 15) – O Eric Lambovich mandou esta foto. Nem é tão rara assim. O episódio é até razoavelmente conhecido. Foi o dia em que Ayrton Senna testou um McLaren com motor Lamborghini no Estoril. Mas aproveito o ensejo para recordar daquele fim de semana português. Dois dias antes desse teste, Alain Prost conquistou seu quarto título mundial. No sábado (ou teria sido na sexta?), anunciou que ao final daquela temporada penduraria o capacete. Foi uma das coletivas mais concorridas a que fui, numa sala apertada do autódromo, que já não era grande coisa. Um calor desgraçado, gente saindo pelo ladrão, e o Prost falando com aquela voz que mais parecia um sussurro, um horror.

O anúncio do francês levava à conclusão óbvia que Senna, no ano seguinte, iria correr na Williams em seu lugar. Já era um daqueles segredos de polichinelo, que só não podiam ser revelados por questões contratuais.

Ron Dennis, obviamente, sabia de tudo. Mesmo assim, obrigou Ayrton a se apresentar no autódromo para andar com esse carro. No ano seguinte, a McLaren acabaria trocando os motores Ford de segunda linha por um contrato com a Peugeot, que durou apenas uma temporada.

Estávamos no final de setembro de 1993, dia 28, uma terça-feira. Aliás, apareço nessa foto aí em cima. Sou o cara de calça vermelha, pochete e óculos escuros do lado de um grandalhão. Normalmente eu voltaria ao Brasil na segunda-feira, mas na escala de revezamento dos grandes jornais brasileiros era minha vez de fazer uma exclusiva com Senna, e fiquei. Cada um tinha uma por ano: “Folha” (eu), “Jornal do Brasil” (acho que era o Mário Andrada e Silva), “Estadão” (se não me engano, Mair Pena Neto) e “O Globo” (Celso Itiberê). No começo do ano a assessoria de imprensa fazia um sorteio, marcava as datas e eu fiquei com a última delas.

Depois desse treino, Ayrton me recebeu no motorhome. Não havia muito o que falar sobre o teste, é claro. Primeiro, porque a McLaren jamais iria usar motores Lamborghini. Queria uma montadora grande, e não lembro bem por que resolveu andar com aquilo. Depois, porque Ayrton já não tinha muito mais a falar da McLaren. Nem estava puto com o teste, até porque depois do GP de Portugal ele iria ficar alguns dias por lá mesmo, com a Adriane Galisteu, na quinta do Braguinha lá perto. Foi, andou, e pronto.

No motorhome, me recebeu de maneira cortês, como sempre, olhei para a cara dele, ele para a minha, e falei, bicho, temos de falar da Williams, do que mais dá para falar? O Prost ganhou o título anteontem, você vai sair da McLaren, tem de falar da Williams, uai. E ele: Flavio (era o único que não me chamava de “Flavinho”), não posso, você sabe. E eu: tudo bem, eu seguro a entrevista pro dia em que sair o anúncio oficial, senão tô fodido, vai ser a pior entrevista exclusiva de todos os tempos, você não vai dizer nada de importante.

O cara estava se divertindo com minha aflição. Deu risada e falou, liga o gravador aí, vai perguntando, mas de Williams eu não posso falar. A entrevista ficou uma droga, conto essa história nesta coluna aqui. Que, por sua vez, foi escrita na itália em 2004 ou 2005, sei lá, quando Jean Todt, em Madonna di Campiglio, revelou que algumas semanas antes desse teste tinha acertado com Senna para ele correr na Ferrari dali a dois ou três anos.

Ocorre que na entrevista, lá pelas tantas, Ayrton falou sobre um “plano secreto para o futuro”, e foi o que usei como título da matéria. Mais de dez anos depois fui descobrir, afinal, qual era o tal de plano secreto. Era correr pela Ferrari e encerrar a carreira ali, depois de conquistar mais dois títulos pela Williams e igualar Fangio.

Mas não deu tempo.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , , ,
27/05/2009 - 17:15

BOTÃO MISTERIOSO

SÃO PAULO (não é tão difícil assim) - Pétricos Portiglius ficou encucado com essa volta on-board de Ayrton Senna em Adelaide, 1993. “Que botão é esse que ele aperta no volante quando chegam as curvas?”, pergunta o blogueiro. Bem, lembrem-se do regulamento de 1993. Vamos ver quem acerta.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
26/05/2009 - 19:17

MR. POSTMAN

SÃO PAULO (só campeões?) – Mais um para nossa coleção, homenageando campeões do mundo. No caso, selo brasileiro de 1989 celebrando a conquista do primeiro título de Senna na F-1, no ano anterior. Curioso é que não havia problema algum, na época, em manter a inscrição tabagista da Marlboro, principal patrocinadora da McLaren. Hoje em dia, o material do Instituto Ayrton Senna que usa imagens do piloto na equipe de Ron Dennis, por exemplo, é retocado para que a marca dos cigarros desapareça.

Valor do selo? NCz$ 2,00. Cruzado Novo era o nome da moeda. Eu não lembrava nem do velho…

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Mr. Postman Tags:
22/05/2009 - 19:34

MONEGASCAS (7)

SÃO PAULO (justa lembrança) – É só no dia 3 de junho a passagem do 25º aniversário do histórico GP de Mônaco de 1984, a corrida que revelou Senna ao mundo. Acho que todos conhecem a história. Ayrton, de Toleman, fazia uma prova espetacular quando a corrida foi interrompida por um dilúvio de proporções bíblicas. Alain Prost era o líder, provavelmente seria ultrapassado pelo brasileiro, e acabou ficando com a vitória, mas computou apenas metade dos pontos, 4,5 em vez de 9. Ironia do destino, perderia o título para Niki Lauda, no fim do ano, por apenas meio ponto.

Senna, merecidamente, ficou com todos os louros da vitória moral. Mas tem um cara que não deve ser esquecido, naquele domingo. O alemão Stefan Bellof, da Tyrrell, fazia prova igualmente espetacular, vindo lá de trás, e terminou em terceiro. Depois a FIA anularia todos os resultados da equipe no ano, mas foi ele quem recebeu o troféu no praticável do príncipe e da princesa.

Bellof tinha 26 anos e era uma das grandes esperanças do automobilismo alemão nos anos 80. Morreu tragicamente no ano seguinte, num acidente nos 1.000 Km de Spa-Francorchamps de Esporte Protótipo.

Quem mandou a foto foi o blogueiro Marcvs Avrelivs.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
14/05/2009 - 21:35

SENNA NA “BRASILEIROS”

SÃO PAULO (impresso, enfim) – O texto é conhecido da maioria dos blogueiros deste pedaço, mas não custa avisar. A revista “Brasileiros”, que considero a melhor do país, publicou em sua edição deste mês o que escrevi poucos meses depois da morte de Senna, 15 anos atrás.

A matéria tem seis páginas e também está no site da revista. O link é da foto que eles usaram no índice de colaboradores, essa aí do lado. O link para a matéria propriamente dita precisa procurar na página… Mas comprem a revista, ora bolas!

Falando sério, fiquei muito honrado por ter sido convidado para escrever para a “Brasileiros”. É a grande revista de reportagens que temos, aquela que mais se aproxima da velha “Realidade”, que deveria ser estudada em todas as faculdades de jornalismo do Brasil, porque era a melhor de todas naqueles tempos em que se fazia jornalismo de verdade por aqui.

São textos longos, profundos, de enorme qualidade, um verdadeiro jornalismo-literário saído da pena de colaboradores de primeiríssima linha. Fico até meio envergonhado de ser colocado ao lado de gente como Ricardo Kotscho, Luiz Chagas, Caco Galhardo e tantos outros. A capa da edição deste mês, por exemplo, tem ninguém menos que Lygia Fagundes Telles entrevistada por Alex Solnik e fotografada pelo grande Cristiano Mascaro, com quem trabalhei entre 1984 e 1986 na SBPC, um gênio das lentes, talvez a figura mais doce e gentil que conheci na vida.

Não é revista para ler em meia hora, e sim para degustar por um mês inteiro, até chegar a próxima. Experimentem, os que não conhecem. Para ver que há muito mais nas bancas do que as porcarias que costumamos encontrar jogadas em consultórios de médicos e dentistas.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Imprensa Tags: , ,
03/05/2009 - 17:48

SENNA, 15

SÃO PAULO (nem tudo foram flores) - Mônaco, 1988. Senna ganhava a corrida com um ano de vantagem sobre Prost. Bateu na entrada do túnel, ficou puto e foi a pé para casa. Dizem que só apareceu na McLaren na semana seguinte. Não fui a essa corrida. Mas estava no fechamento do jornal, trabalhava na “Folha”. Meu editor na época, Nílson Camargo (hoje diretor de redação do jornal “Agora”), resolveu manchetar: “O barbeiro de Mônaco”.

Ayrton não dava muita bola para os jornais, ou pelo menos se esforçava para não demonstrar, embora lesse tudo, porque sua assessoria de imprensa fazia um “clipping” diário para ele. E quando leu a manchete, ficou puto de novo.

Não foi seu primeiro erro, nem o último em corridas que pareciam ganhas. Em 1988 ainda, deixou de vencer em Monza ao bater, no fim, num retardatário, Jean-Louis Schlesser. Não fosse essa derrota, a McLaren teria vencido todas as etapas daquela temporada. Em 1990, em Interlagos, acertou Satoru Nakajima no Bico de Pato.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
02/05/2009 - 23:31

SENNA, 15

SÃO PAULO (free Gachot) – Série é série, não é mesmo? Não pode pular dia nenhum. Seguimos nesta “semana Senna” com corridas, digamos, menos votadas. Agora, GP da Bélgica de 1991. Ayrton ganhou, foi uma bela prova. Mas escolhi pela curiosidade. Naquele dia, estreou na F-1 um alemão meio queixudo e muito rápido, na Jordan, Michael Schumacher. Correu no lugar do Bertrand Gachot, que estava preso na Inglaterra. Os pilotos usaram camisetas pedindo sua liberdade. Devo ter uma dessas em algum canto.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , ,
01/05/2009 - 19:58

SENNA, 15

SÃO PAULO (naquele fim de semana, comi carne de zebra) - Senna, Prost e Schumacher. Os três em perseguição alucinada no GP da África do Sul, 1993. Para quem diz que Schumacher e Senna nunca disputaram nada… Linda briga, e no fim deu o francês. Ayrton tinha uma McLaren mais ou menos. Mais no chassi, menos no motor, de Ford Fiesta. E menção honrosa para Christian Fittipaldi, quarto naquela corrida, e de Minardi. Mais um momento legal para lembrar de Senna fazendo aquilo que sabia melhor, dirigir.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , ,
01/05/2009 - 19:42

COLUNA 1

SÃO PAULO (mais do mesmo) - Bem, é só para constar e manter a tradição, porque a blogaiada já leu o texto, ou parte dele, na versão do “Lance!” que coloquei aqui ontem. Embora fique com cara de overdose, o texto integral da coluna Warm Up desta semana (no Grande Prêmio e nos outros jornais para quem escrevo, o texto é sempre maior porque há mais espaço) está aqui.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Warm Up Tags: ,
01/05/2009 - 14:51

1º DE MAIO

SÃO PAULO (mas é dia “quase útil”, o Meianov andou muito bem no treino, a câmera on-board funcionou e teremos imagens muito legais no fim de semana!) – Buenas, macacada. Sim, é 1º de maio, todos se lembram de Senna, dos 15 anos, mas vamos deixar as tristezas de lado. O dia está lindo e faz sol. E a lembrança de Ayrton tem de ser positiva, por tudo que ele fez na pista, baita piloto que era.

O Grande Prêmio preparou um especial bem legal para marcar a data. São 15 artigos escritos por gente ligada ao automobilismo, com o prefácio de um de nossos mestres, Bird Clemente. Além de galerias de fotos e tudo mais.

Está tudo aqui, material para leitura tranquila e atenta no fim de semana. A equipe do Grande Prêmio também rabiscou seus depoimentos. Menos eu, que sobre Senna, creio, já escrevi tudo que podia.

A ilustração ao lado é de Marcel Marchesi.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags:
30/04/2009 - 20:11

SENNA, 15

SÃO PAULO (vai longe) – No fim das contas, são muitos os vídeos que selecionei nos últimos dias no VocêTubo, e acho que essas imagens sennísticas vão se estender por alguns dias. Hoje, GP do Canadá de 1988. Briga de gato e rato. Incrível como essa McLaren andava. Prost e Senna desgarravam do resto e ficavam lutando entre eles. Foi um dos primeiros duelos corpo-a-corpo entre os dois pilotos que, àquela altura, ainda se falavam…

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
29/04/2009 - 16:00

SENNA, 15

SÃO PAULO (lembram?) – Como no vídeo de ontem, o ano é 1985. Última corrida do ano, em Adelaide. Senna, que fez a pole, fez uma corrida “à Villeneuve”, saltando em zebras, perdendo o bico, lutando pela vitória até o fim com Keke Rosberg e Niki Lauda. No fim, abandonou. Venceu Keke, de Williams, com Laffite e Streiff, ambos de Ligier, fechando o pódio. Capelli (Tyrrell), Johansson (Ferrari) e Berger (Arrows) também pontuaram. Na época, só os seis primeiros marcavam. A narração original é de Galvão Bueno.

Amanhã tem mais, nesta semana que será marcada pela passagem do 15º aniversário da morte de Ayrton.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
28/04/2009 - 19:41

SENNA, 15 (1)

SÃO PAULO (assim, sim) - Esta é a semana que marca os 15 anos da morte de Senna. Não estou a fim de cair na vala-comum da choradeira e das lembranças de “como eram boas as nossas manhãs de domingo”. Em vez disso, vou procurar colocar aqui, todos os dias, algum vídeo bacana que, se possível, não esteja entre aqueles que todo mundo já viu. Começo com este enviado pelo Ricardo Divila, que foi projetista da Lada. Trata-se da vitória de Spa em 1985, pela Lotus, comentada por ele mesmo — Senna, não Divila, que naquela época trabalhava no “face-lifting” do Laika que seria exportado para o Brasil. Foi sua segunda vitória na F-1. Como na primeira, em Portugal, na chuva.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
13/04/2009 - 12:21

MÍNI-SENNA (OU MINISSENNA?)

SÃO PAULO (para quem gosta) – Os fãs de Ayrton Senna poderão comprar, a partir de julho, um boneco em miniatura do piloto — sem o patrocínio da Marlboro no macacão, afinal fumantes, hoje em dia, são mais demonizados que ladrões de casaca. O lançamento do brinquedinho acontece hoje às 13h na Abrin, feira de brinquedos no ExpoCenter Norte, em SP. Piziitoys é o nome da empresa que conseguiu o licenciamento.

Segundo o “press-release” que me mandaram, a imagem é da comemoração da vitória de Senna no GP do Japão de 1993. A peça tem 37 cm de altura e serão feitas apenas 2,5 mil unidades. Vai custar uma bala: preço sugerido de R$ 759,00. Os royalties vão para o Instituto Ayrton Senna.

Vou encomendar uma miniatura do piloto do Meianov e vender por dez vezes menos! Os royalties serão destinados à Fundação Meianov.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Brinquedos Tags:
31/10/2008 - 14:54

INTERLAGOS EM PINGOS (31)

SÃO PAULO (tá escorregando um pouco) - Mais uma de pai de blogueiro, desta vez do Fernando Carmona, para fazer par com o teste aí embaixo, da Ferrari (chegaram a alguma conclusão?). Só que essa aqui não deixa dúvidas: GP do Brasil de 1984, estréia de Ayrton Senna na F-1, pela Toleman. A carenagem me parece estar nos fundos dos boxes de Jacarepaguá. Seria isso? Não, não… Está na contramão, mesmo.

Eu fui a essa corrida. Na arquibancada. Um calor dos diabos, mas é uma daquelas corridas inesquecíveis que vi, pela farra com os amigos, pela viagem, pela prova em si.

Falando em GPs do Brasil, qual é o seu inesquecível? Conte aqui, uai.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
30/10/2008 - 00:50

20 ANOS

SÃO PAULO (chove lá fora) - Hoje, 30 de outubro, completam-se 20 anos do primeiro título mundial de Ayrton Senna. No Brasil, uma madrugada de domingo diferente, com a luz azulada das TVs iluminando as janelas de edifícios e casas. Em Suzuka, um domingo iluminado pelo talento de um dos maiores pilotos de todos os tempos.

Fica aqui a homenagem deste humilde blog e deste humilde blogueiro, que seguiu bem de perto sua trajetória e viveu igualmente de perto seus últimos momentos, em Imola/1994.

Convido vocês todos a ler daqui a pouco, no Grande Prêmio, um material bem bacana e completo sobre esta data marcante e sobre um tempo que, é incrível, já parece ir tão distante. No vídeo, a última volta do GP do Japão daquele ano, na narração emocionante (e bem mais contida do que hoje em dia) de Galvão Bueno.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
28/10/2008 - 14:47

CELEBRITIES

SÃO PAULO (como dar certo?) – A coluna Retrovisor de Roberto Brandão lembra hoje um episódio pouco conhecido durante um fim de semana de GP do Brasil lá pelo início dos anos 90 do século passado.

Senna e Xuxa formavam o casal mais famoso e estrelado do país, e lá pelas tantas a TV Globo resolveu fazer um teatrinho no autódromo. Aí… Ah, leiam a coluna, ora!

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Retrovisor Tags: , ,
26/10/2008 - 12:57

DE LENDAS E VERDADES

SÃO PAULO (vou votar) - Leio tudo que a blogaiada escreve, vocês sabem. Afinal, os comentários têm de ser aprovados antes de sua publicação (não, não é censura; é “controle de qualidade”!), e o verdadeiro sentido de um blog está nisso: na interação. Se eu não der bola para o que vocês dizem, para quê serve isso aqui?

Num dos posts abaixo, sobre a sanha assassina de alguns torcedores, que acham que Hamilton tem de ser abatido a tiros de bazuca em Interlagos, surgiram lembranças dos entreveros entre Senna e Prost nos tempos de McLaren e, depois, com o francês na Ferrari.

As batidas de 1989 e 1990 são as mais lembradas. O senso-comum diz que em 1989 Prost jogou o carro sobre Senna quando seria ultrapassado na freada da última chicane em Suzuka. Ayrton devolveu a gentileza na largada no ano seguinte, entre outras coisas, “porque mudaram a posição do pole-position naquela corrida”, só para sacanear o brasileiro.

Como muita gente aqui nem era nascida naquela época, selecionei vídeos das largadas dos GPs do Japão de 1988, 1989 e 1990. Como se nota, em todas elas a posição de largada era a mesma, por dentro da curva. Ninguém mudou nada em 1990 para sacanear Senna. Já era assim antes.

Foi só para esclarecer. É que algumas lendas são contadas tantas vezes, que acabam virando verdade. E não é assim que as coisas deveriam funcionar.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
02/10/2008 - 15:54

XIIIII…

SÃO PAULO (pobrecito) – Agora é que vão cair matando em Hamilton… Ele disse, segundo a RTL alemã, que é tão bom quanto Senna. Não li a íntegra da declaração, nem sei qual é o famoso “contexto”, mas não importa. Deve ter sido algo nessa linha, o que será o suficiente para pendurarem o rapaz na forca. Ao menos aqui.

Eu, particularmente, acho que ele não é tão bom quanto Senna. Pode até vir a ser um dia, mas faltam ainda umas 30 vitórias e três títulos mundiais. Uma carreira se analisa por inteiro, e Ayrton conquistou muita coisa ao longo de dez anos de F-1. Lewis ainda nem chegou perto, até porque não completou nem duas temporadas.

Terá tempo para isso, mas é arriscado apostar que vai chegar lá.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
20/09/2008 - 12:40

MAIS 500?

MONTEVIDÉU (no, please!) – A coluna Warm Up desta semana, publicada no GP com um dia de atraso, é sobre a vitória de Vettel em Monza, usando a corrida de Senna em Mônaco/1984 como parâmetro de comparação. Mesmíssimo tema de post de outro dia, então não sejam repetitivos! Se você já comentou lá, não precisa comentar aqui. Se já me xingou lá, não precisa me xingar aqui. Sacou?

Aliás, o melhor a fazer é não ler, para não despertar seus instintos mais assassinos…

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Warm Up Tags: , ,
16/09/2008 - 12:18

SENNA E VETTEL

SÃO PAULO (mais uma…) – Quem se mete a falar e escrever sobre F-1 no Brasil deve tomar alguns cuidados. Não criticar Ayrton Senna, por exemplo. É certeza de porrada por todos os lados. Ayrton, piloto excepcional e personagem enigmático, foi alçado à posição de santo informal por estas bandas do planeta, muito mais pela forma como morreu, uma espécie de mártir do esporte, do que por aquilo que fez nas pistas — proezas inacreditáveis, vitórias espetaculares, títulos inesquecíveis.

Tivesse seguido a carreira e passado pelos ciclos quase inevitáveis a qualquer esportista — a decadência técnica e o fim da linha, quando não se sabe bem a hora de parar, algo que acho que ele saberia escolher, porque não era bobo —, seria apenas um ídolo. Um grande ídolo, talvez o maior que o país já teve no esporte, mais até do que Pelé, porque Pelé não viveu seu auge numa era midiática como Ayrton e não teve uma emissora poderosa de TV a zelar por sua imagem, graças à amizade pessoal com a voz oficial das corridas (não é preciso insinuar nada aqui; Senna era muito amigo de Galvão Bueno, e isso resultava num viés indesejável das transmissões e coberturas da TV Globo que contrariava o bom jornalismo).

Ocorre que a idolatria a Senna, muitas vezes, passa dos limites. Vira devoção cega. Aí, não é só quem o critica que leva cacetada: basta não elogiá-lo, ou elogiar outros pilotos usando-o como parâmetro, mencionando seus feitos e procurando relativizá-los.

Aconteceu domingo por causa de Vettel. Escrevi que a vitória do alemãozinho em Monza foi um feito mais notável que o segundo lugar de Senna em Mônaco/1984, a corrida que o apresentou para o mundo. E mais notável também que a primeira vitória de Schumacher, de Benetton (equipe que já tinha vitórias no cartel), ou de Alonso, de Renault, ou de Fisichella, de Jordan.

Claro que as reações foram somente à comparação com Mônaco/1984. O tom chega a ser engraçado: “como ousa falar…”, “como tem coragem de dizer…”, “de onde você tirou que…”, “nunca alguém pode comparar nosso Ayrton com…”.

E aí, automaticamente, o elogio a Vettel vira uma crítica a Senna — o que é, evidentemente, um equívoco. A cegueira da devoção leva a isso. 

Schumacher foi demonizado por uma parcela dos torcedores brasileiros de F-1 porque superou todos os recordes de Senna. “Ele não conseguiria se Ayrton estivesse vivo…”, “o alemão é um safado, sujo e imoral…”, “com a Ferrari, até eu…”, “a equipe o protegia…”, e por aí vai. O carimbo de inimigo da nação vai demorar a sair de sua testa, como demorou com Prost, piloto do mesmo nível, feito do mesmo material.

O crime maior era (é) dizer que Schumacher foi melhor que Senna. Como Schumacher parou de correr, tal discussão, felizmente, esfriou. Agora o santo nome de Ayrton é evocado de novo para que se trace um paralelo entre ele e este jovem e impetuoso Vettel. Coitado, deve se revirar no túmulo diante de tanta histeria. Senna era tímido, e se tem uma coisa que nunca precisou, foi de gente para defendê-lo. A lembrança daquela corrida de Mônaco é natural, foi um desempenho tão raro quando o do piloto da Toro Rosso, é obrigação de qualquer um que fala/escreve sobre F-1 lembrar daquele episódio tão marcante.

Mas não pode, aquela foi a maior performance de todos os tempos e ponto final. “Como ousa?”.

Uai, eu achei a do Vettel melhor. Posso?

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
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