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O dia em que Fisichella andou de Ferrari, em foto enviada por um blogueiro via Twitter (não anotei o nome, mas ele se identifica aqui).
O dia em que Fisichella andou de Ferrari, em foto enviada por um blogueiro via Twitter (não anotei o nome, mas ele se identifica aqui).
SÃO PAULO (estou ficando com fome) – Ligou Gola Profonda. Não estava dando para ouvir direito, porque estava a maior festa nos boxes da Ferrari, todo mundo comemorando. “O pódio deixou vocês felizes, não?”, perguntei. “Nada, a gente está comemorando que ninguém desconfiou de nada!”.
Não entendi.
“O Schumacher! Terminou a corrida, não sentiu dor nenhuma, só um pouco da artrite, e ninguém percebeu que era ele”, continuou Gola, e comecei a me preocupar, porque a ligação foi a cobrar, e notei que iria se estender. Como, era ele? “No carro, ô tapatto!”. Aqui vale uma explicação. Um dia chamei Gola de “tapado”, ele gostou do termo e o italianou. Sempre me chama de “tapatto”, com dois Ts.
“A gente falou que era o Badoer, mas era o Schumacher. Ele não podia passar vexame, e agora posso revelar. Era ele. O Luca ficou no motorhome.” Mas como? Eu vi o Schumacher na mureta dos boxes de fone e tudo! “Você viu ele falando com alguém, ô tapatto?”, emendou Gola. De fato, não reparei. “É aquele cara aí do Brasil, que vive indo nos autódromos e finge que é o Schumacher. A gente contratou ele pra ficar na mureta. Até depilamos suas pernas.”
Então não era o Badoer? Era o Schumacher se arrastando, rodando, cruzando a linha branca na saída dos boxes, sendo ultrapassado no pit stop? “Era. A linha, ele não viu. Os óculos são novos. O negócio do Grosjean, ele combinou com o Briatore. A rodada, foi porque desmaiou. Mas depois voltou ao normal.”
Mas era ele mesmo, lento daquele jeito? Desde o início? “Claro. Agora mesmo está lá nos boxes com os novos amigos dele comemorando que chegou ao final.” Novos amigos? Quem? “Ah, a turma da faculdade.” Faculdade? “Da terceira idade. Todos lá, felizes. Mas pediram para não interromper, porque agora vão jogar dominó.”
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Badoer, Ferrari, Gola Profonda, GP da Europa 2009, Schumacher, valencianas
SÃO PAULO (pegando no tranco) – Um mês de férias da F-1 produzem muita notícia represada, não? Comecemos com a informação da Bárbara Gancia, da “Folha”, que em seu blog conta que Michael Schumacher teria desmaiado no carro quando fazia seu teste com a F2007.
É informação preocupante, claro. E começa a jogar mais luzes sobre a desistência do alemão. Andar com um carro de F-1 pode parecer fácil, de longe. Mas demanda um estado físico 100% ideal.
Por essas e outras (no caso, as dores no pescoço) é que acho que o alemão desencanou de voltar. Devemos ver Luca Badoer mais vezes largando até o fim do ano, ou talvez revezando com Marc Gené.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: GP da Europa 2009, Schumacher, valencianasSÃO PAULO (e foi mesmo) – Felipe Massa concedeu entrevistas neste final de semana. Não vi ou escutei nenhuma, apenas li. Achei engraçado ele ter chamado o acidente de Budapeste de “ridículo”. E não é que foi mesmo? Uma mola sair pingando numa pista e acertar a cabeça de alguém soa de fato ridículo… Felipe não lembra de nada, a velha defesa do cérebro que apaga certas coisas das nossas mentes.
Ele não vai voltar tão cedo, desconfio. Falou sobre a vibração do carro de F-1 e como isso pode afetar a área atingida na cabeça. A visão ainda não está 100%. Serão necessários exames bem rigorosos. O negócio é não ter pressa. E, com isso, pode até ser que Schumacher ainda tente correr umazinha…
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Massa, SchumacherSÃO PAULO (outro lado) – Já no ar a coluna Warm Up deste que vos bloga, falando sobre a decepção geral causada pela ausência de Schumacher do GP da Europa. E também contando um pouco da carreira de Luca Badoer, que fez 469 sessões de testes com a Ferrari desde 1999, tendo rodado mais de 130 mil km com os carros vermelhos.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Warm Up Tags: Badoer, Ferrari, SchumacherSÃO PAULO (tudo rápido) – Reginaldo Leme coloca em dúvida, em sua coluna de hoje, a alegação de dores no pescoço de Schumacher que levou à desistência do alemão de voltar à F-1. E conta histórias de outros pilotos que voltaram e se deram bem, como Prost e Lauda. Leia lá, comente aqui!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Grand Prix Tags: Schumacher
SÃO PAULO (cheio de onda) – Li isso ontem no Twitter de Rubens Barrichello, mas não dei muita bola — afinal, a verborragia de Rubens é bem conhecida de todos. Hoje, porém, notei que saiu nos jornais e repercutiu. Para quem não viu, no miniblog o brasileiro diz algo como “tem mais do que uma simples dor no pescoço aí”, referindo-se à desistência de Schumacher de voltar à F-1.
Barrichello já falou várias vezes sobre o livro que nunca vai escrever, contando “tudo” de seus tempos de Ferrari. E parece não se livrar do fantasma de Schumacher. Os seis anos de Maranello são algo mal-resolvido em sua vida. O comentário sobre Schumacher foi gratuito e desnecessário. A não ser que ele saiba de algo que ninguém sabe. E, se sabe, que conte. E, se não quer contar, que não insinue nada.
Porque, desse jeito, dá a impressão que tem mais, mesmo, que uma dor no pescoço nessa história toda. Talvez no cotovelo.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Barrichello, SchumacherSÃO PAULO (com ch) – Michael Schumacher anunciou pela manhã que as dores no pescoço, que sente desde que tomou um tombo de moto no começo do ano, vão impedi-lo de voltar à F-1. A Ferrari já anunciou que quem corre no lugar de Felipe Massa em Valência é Luca Badoer, que disputou seu último GP em 1999.
Uma baita brochada para a F-1 e seus fãs. E, imagino, uma enorme dor de cabeça para os organizadores do GP da Europa. Vai ter gente pedindo o dinheiro de volta, embora sem nenhuma base legal. Os organizadores não são obrigados a garantir a presença de piloto algum.
Schumacher é perfeccionista e, acredito, só voltaria com 100% de condições. Vai ter gente aqui dizendo que ele amarelou, ou que desistiu porque proibiram seu teste com a F60. Não sou muito dessas teorias da conspiração. Ele estava decidido a voltar. Se está doendo, está doendo. O pescoço é dele. Cada um sabe a dor que tem.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Badoer, Ferrari, Massa, Schumacher, ValênciaSÃO PAULO (neguinho vai ter chilique…) – A Sabine, assessora de imprensa do Schumacher, disse que as dores no pescoço que o alemão sentiu após o teste de Mugello podem tirá-lo do GP da Europa. Talvez ela esteja sendo um pouco alarmista. Mas é uma moça séria, que não costuma falar bobagens.
Aguardemos.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: SchumacherSÃO PAULO (gostei) - Red Bull e Williams vetaram teste de Schumacher com a F60. Assim, o alemão vai para a corrida de Valência como Alguersuari foi para a Hungria: virgem no carro. Acho certo. É verdade que a saída de Massa se dá por motivo de força maior, mas também é verdade que a Ferrari não precisaria escolher um piloto aposentado há quase três anos para substituí-lo. O que vale para um deve valer para todos.
Vai dificultar um pouco as coisas para Michael, mas não acho que vai mudar muita coisa, de qualquer forma. O teste seria mais útil para a Ferrari do que para ele…
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Ferrari, Red Bull, Schumacher, WilliamsSÃO PAULO (e deu) – Para começar a fechar o barraco por hoje, a coluna deste que vos bloga, falando sobre os assuntos da semana: Massa, BMW, Schumacher, Nelsinho, Barrichello. E aproveitando para dar um pitaco nessa história de Schumacher testar com o carro novo. Mamata, não? As outras equipes são muito bananas. A Ferrari faz o que quer.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Warm Up Tags: BMW, Massa, Nelsinho, SchumacherContribuição de um blogueiro nos comentários lá embaixo. Schumacher testando hoje em Mugello. Imagens de “cinegrafista amador”…
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): No comments Tags: Ferrari, Mugello, Schumacher
Schumacher em Mugello, com o carro de 2007. O cara está a fim…
SÃO PAULO (verdade verdadeira) – E em sua coluna, a segunda de hoje no Grande Prêmio, Andre Jung diz que a F-1 voltou ao centro das atenções nesta semana, com tantas notícias importantes — acidente de Massa, volta de Schumacher, saída da BMW… Está aqui, leia e comente!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Apex Tags: BMW, Hungria, Massa, Schumacher
SÃO PAULO (surpresa, como não?) – Michael Schumacher volta ao cockpit da Ferrari em Valência e, talvez, até o fim do ano. Olha, podem falar o que quiserem da temporada, mas nunca a F-1 teve tanta notícia bombástica num ano só… Briga política, equipe estreante na liderança, acidente grave, BMW indo embora, volta de Schumacher, é coisa que não acaba mais.
Todo mundo vai dizer que é marketing ferrarista, como disseram de Ronaldo quando o Corinthians o contratou. Deu no que deu. É uma grande sacada, isso sim. Michael tem 40 anos e há dois e meio não disputa uma corrida de F-1. Mas não desaprendeu. E não tem nada a perder. Não vai manchar seu currículo com eventuais maus resultados, já que ninguém espera nada da Ferrari neste ano. E vai que dá um rabo desgraçado e vence uma corrida, imaginem o que tem a ganhar…
Tecnicamente falando, pode-se discutir se é a opção mais acertada. Mas como a F-1 proibiu testes de vez, não há ninguém habituado com o carro para substituir Massa. Os pilotos de testes não testam. Há alguns em atividade que poderiam assumir o lugar, mas suspeito que enfrentariam as mesmas dificuldades de adaptação imediata que Schumacher terá.
O GP da Europa vai ser de arromba. Com o alemão de volta, vai faltar ingresso. E ele não vai dar vexame, podem apostar. Quem corre risco, nessa história toda, é Raikkonen. Terá obrigação de andar na frente do heptacampeão. E precisa perguntar quem vai receber mais atenção da equipe nas próximas semanas?
Em resumo, gostei. E é, de certa forma, uma homenagem a Massa colocar alguém do porte de Schumacher para ocupar seu lugar. Ponto para a Ferrari.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Ferrari, Massa, SchumacherSÃO PAULO (apurem!) – A blogaiada na Inglaterra vai ter de dar uma força. Por enquanto, esse vídeo é tudo que consegui. The Stig é o Schumacher? Ou tem alguma pegadinha aí? Estou na TV, entro no ar daqui a pouco, o jeito é recorrer ao nosso pessoal no Reino Unido. Para quem não sabe, The Stig é o personagem misterioso do melhor programa de carros e automobilismo da TV mundial, o “Top Gear”, apesar de eles destruírem uns Ladas de vez em quando. A nova temporada do programa está começando agora.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Imprensa Tags: BBC, Schumacher, The StigSÃO PAULO (só neguinho bom) – Reginaldo Leme analisa a temporada de Button em sua coluna de hoje, chamando a atenção para o fato de que, nas estatísticas, igualou Clark e Schumacher ao vencer seis das sete primeiras corridas do ano. Leia lá e, como de costume, comente aqui!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Grand Prix Tags: Button, Clark, Schumacher
SÃO PAULO (esse é “Caras” mesmo) – Assisti pela manhã ao quadro do programa da Globo em que Galvão Bueno visita atletas famosos. Hoje foi Barrichello, entrevistado na sua casa num clube de golfe. Aquelas coisas de sempre, a família, a intimidade etc e tal.
Quando falou de F-1, Barrichello disse que nunca foi amigo de Schumacher. Dizia que era só para fazer média, palavras dele. Sei. E disse também que em seu já famoso livro, o mais famoso livro não escrito de todos os tempos, não vai “contar tudo” dos anos de Ferrari, porque vai que seu filho resolve ser piloto, e ele não quer fechar as portas de Maranello para o menino… Sei de novo.
Querem saber por que Rubens não vai contar nada demais no livro que nunca vai escrever? Porque nada há a contar. Já estou ficando meio cansado desse papo aranha de Barrichello. O que aconteceu com ele em seus seis anos vermelhos foi que o companheiro de equipe era bem melhor. Só isso. Aliás, não sei por que tanta bronca com essa história de primeiro e segundo piloto. Na Jordan e na Stewart, Rubens sempre teve tratamento de primeiro piloto. E não reclamava. E seus companheiros também não.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Barrichello, Ferrari, SchumacherSÃO PAULO (free Gachot) – Série é série, não é mesmo? Não pode pular dia nenhum. Seguimos nesta “semana Senna” com corridas, digamos, menos votadas. Agora, GP da Bélgica de 1991. Ayrton ganhou, foi uma bela prova. Mas escolhi pela curiosidade. Naquele dia, estreou na F-1 um alemão meio queixudo e muito rápido, na Jordan, Michael Schumacher. Correu no lugar do Bertrand Gachot, que estava preso na Inglaterra. Os pilotos usaram camisetas pedindo sua liberdade. Devo ter uma dessas em algum canto.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: 1991, Gachot, Schumacher, Senna, SpaSÃO PAULO (naquele fim de semana, comi carne de zebra) - Senna, Prost e Schumacher. Os três em perseguição alucinada no GP da África do Sul, 1993. Para quem diz que Schumacher e Senna nunca disputaram nada… Linda briga, e no fim deu o francês. Ayrton tinha uma McLaren mais ou menos. Mais no chassi, menos no motor, de Ford Fiesta. E menção honrosa para Christian Fittipaldi, quarto naquela corrida, e de Minardi. Mais um momento legal para lembrar de Senna fazendo aquilo que sabia melhor, dirigir.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Christian, Kyalami, Prost, Schumacher, SennaSÃO PAULO (como diria aquele, eu já sabia) – A Ferrari informou que Schumacher não estará junto com a equipe nos GPs da China e do Bahrein. Acusado indiretamente de ter sugerido os pneus errados a Raikkonen na Malásia, o alemão vem sendo considerado um dos culpados pela má fase do time.
Um bode expiatório esquisito, sem dúvida. Que não deve estar gostando nada dessa história. Meu palpite. Ele não vai à China, ao Bahrein nem a lugar algum mais pela Ferrari.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Ferrari, Schumacher
SÃO PAULO (esse vou guardar, não dá para imprimir nada no verso, que tem texto em francês) – Jacques Villeneuve faz aniversário depois de amanhã, dia 9, 38 anos. Juro que este press-release eu tinha separado só por causa da estampa do patrocinador (parece algo tão remoto, não?). Aí fui dar uma lida, para ver se era algo relevante e… Putz, é do dia em que Jacques conquistou o título mundial de 1997, em Jerez.
Foi um fim de campeonato tão emocionante quanto o do ano passado. Aliás, quando me perguntam qual foi mais legal, acho que foi esse, de 1997. Porque os protagonistas eram inimigos mortais, então tinha mais graça. Massa e Hamilton foram muito civilizados, na última temporada…
Naquele ano, não. Era uma briga de foice no escuro, Villeneuve desclassificado no Japão, Schumacher dando uma de cafajeste, aliança entre equipes inglesas contra a Ferrari, três pilotos com os mesmíssimos tempos na primeira colocação do grid (Schumacher, Frentzen e Villeneuve)… Foi bárbara, aquela corrida. Além do mais, Jerez é um lugar lindo, encantador, come-se e bebe-se como um rei. E foi, também, a primeira cobertura de F-1 para o “Lance!”, que nascera naquela semana, primeiro com a edição carioca, depois com a paulista.
Bom, para ler o texto, basta ampliar a bagaça clicando na imagem. Mas destaquei algumas frases. Da introdução, escrita pela assessora de imprensa da Williams (acho que era Ann Bradshaw): “[Jacques] esportivamente sacrificou o primeiro e o segundo lugares em favor de Mika Hakkinen e David Coulthard, da McLaren, porque não queria comprometer suas chances no campeonato”. Sei, sei. Ele deixou passar porque a McLaren jogou por ele naquele final de temporada…
De Villeneuve: “Me preocupei um pouco quando fui passar Michael, porque sabia que era um grande risco, e realmente fiquei surpreso quando ele jogou o carro em mim, embora não tenha sido algo totalmente inesperado”. Foi a espetada básica do domingo. De Frentzen: “As coisas deram errado no meu segundo pit stop, parei no box da Benetton. Achei que a gasolina lá era mais barata, mas quando vi que os pneus que me esperavam eram usados, percebi que eu deveria mesmo voltar ao pit da Williams”. Zé mané… E de Patrick Faure, da Renault: “Ganhamos 11 dos últimos 12 títulos disputados nos últimos seis anos e estou muito orgulhoso”.
É isso aí.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Meus velhos papéis Tags: Frentzen, Jerez, Schumacher, Villeneuve, Williams
SÃO PAULO (faça sua escolha) – Curiosas as recentes declarações de Ross Brawn sobre Jenson Button, com quem está encantado depois de duas vitórias nas duas primeiras provas do Mundial. Ele disse que se arrepende de não tê-lo levado para a Ferrari, quando era diretor-técnico do time italiano. Ross comandou a equipe até 2006, levado para lá por Michael Schumacher em dezembro de 1996 — com o alemão, fora bicampeão na Benetton em 1994 e 1995.
Em 2007, com a aposentadoria de Schumacher, Brawn tirou férias e, no ano passado, assumiu como chefe da Honda. Os japoneses resolveram picar a mula e o engenheiro comprou a equipe há pouco mais de um mês. O resto é história conhecida.
Se tivesse levado Button para a Ferrari (e houve boatos nesse sentido, anos atrás, quando o inglês começou bem na F-1, pela Williams), certamente quem dançaria seria Rubens Barrichello, que hoje é seu parceiro na equipe recém-criada (recemcriada? recemccriada? Odeio hifens).
O que me faz concluir, maquiavelicamente, que Brawn acha Button melhor que Barrichello.
E você, acha o quê? Quem é melhor? O inglês ou o brasileiro? Qual deles você contrataria para sua equipe?
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Barrichello, Brawn, Button, Schumacher
SÃO PAULO (não duvido de nada) – O “Bild” alemão dá hoje notícia-bomba dando conta de que foi de Michael Schumacher a sugestão para que a Ferrari colocasse pneus de chuva forte no carro de Raikkonen, o que estragou a corrida do finlandês ontem em Sepang. Pode ser, pode não ser. O que não entendo é por que os pilotos não têm mais peso nessas decisões de pista. Kimi não é burro. Sabia que seria uma besteira fazer aquilo, mas fez.
Desconfio que se dissesse no rádio que não, em tom firme e decidido, o time não iria contrariá-lo. Até porque seus chefes não têm lá essa moral toda para impor o que for, depois de uma temporada cheia de erros, como a passada, e de um início de ano tão desastroso.
Na Brawn aconteceu algo parecido, Barrichello queria intermediários, o time optou pelos de chuva forte. E assim foi. Com Button, idem — mas não sei se o inglês chegou a discutir a questão, como Rubens.
Ocorre que a pilotaiada segue cegamente o que dizem seus engenheiros, talvez para tirar o capacete da reta. Há alguns que não, batem o pé, fazem valer sua vontade. Mas são cada vez mais raros.
Quanto a Schumacher, sinceramente não sei o que ele tem a fazer ainda na equipe italiana. Se fosse eu, já teria tirado o time de campo. Seus amigos mais próximos, Brawn e Todt, já se mandaram. Ele é um corpo estranho nessa nova e confusa Ferrari. Eu escrevi, durante o fim de semana de Melbourne, que Michael me dava a impressão de que sairia de fininho. Não saiu, e apareceu em Sepang.
Duvido que seja visto na China, na próxima corrida.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Ferrari, Schumacher
SÃO PAULO (o que importa hoje é o Canindé) – Obrigado aos blogueiros que me indicaram o link da foto que acompanha esta nota. Foram vários, mas não anotei seus nomes… Deem um desconto, afinal a madrugada foi longa e hoje a Lusa vai ao G3, a ansiedade é grande, sabe como é…
Bem, eu falei aí embaixo, em algum lugar, que Michael Schumacher devia estar torcendo para seu amigo Ross Brawn na corrida de Melbourne. E que seu silêncio ao longo do fim de semana me deu a impressão de que vai, aos poucos, começar a se afastar da Ferrari porque, afinal de contas, sua turma não está mais lá. O último a sair foi Jean Todt, que desligou-se totalmente da empresa recentemente.
Depois da corrida, os dois se encontraram. A imagem do abraço do ex-chefe e seu pupilo, a dupla piloto-engenheiro mais vitoriosa de todos os tempos, me ajuda a reforçar essa ideia de que o alemão, antes do que se imagina, vai desaparecer dos paddocks.
A foto foi publicada no site GrandPrix.com, uma espécie de filial do Grande Prêmio em língua inglesa…
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Brawn, GP da Austrália 2009, Melbournetes, Schumacher
SÃO PAULO (cautela e caldo de galinha…) – Essa foto é muito legal e publico sem nenhum motivo especial. Foi tirada em Monza, 1991 (Humberto Corradi mandou). Era a estreia de Michael Schumacher pela Benetton, depois do sucesso com a Jordan em Spa e da demissão sumária de Roberto Moreno. Eu estava nessa corrida. Naquela época, o mala do Sylvester Stallone ia a quase todos os GPs porque queria rodar um filme sobre F-1. E levava sempre a dona da pensão, a gigantesca Brigitte Nielsen. Ninguém dava bola para o Stallone, mas a mulher dele era toda paparicada.
Ainda bem que o filme não saiu. Ele acabou fazendo um tendo a Indy/Cart como pano de fundo, “Driven” (não lembro como se chamou aqui), que tinha até perseguição com um carro da Indy na rua. Uma das maiores porcarias de todos os tempos.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Brigitte Nielsen, Driven, Monza, Schumacher, StalloneSÃO PAULO (doido de pedra) – Vocês não acham que Michael Schumacher anda flertando com o perigo? Tudo bem gostar de velocidade e motos, mas… Pô, o cara mais cai do que fica de pé! Agora se arrebentou na Espanha. Daqui a pouco a mulher dele vai pedir que Michael volte à F-1. É mais seguro.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Motoland Tags: Schumacher
SÃO PAULO (as estrelas e, principalmente, o sol) – O Grande Prêmio está com equipe de peso em Florianópolis para cobrir o Desafio das Estrelas de Kart, evento que vai acabar ajudando bastante também na campanha de solidariedade às vítimas das enchentes em Santa Catarina. O time todo foi para, entre outras coisas, garantir material para nossa seção “Grandes Entrevistas”.
Só tem fera, e entre as feras alguns dos melhores kartistas do mundo, como Schumacher, Barrichello, Liuzzi e Kanaan. No ano passado o alemão levou. Neste ano, Rubens prepara o troco, a julgar pelos tempos nos primeiros treinos.
É um evento bacana. E muito competitivo. A turma que está lá não gosta de perder nem no par ou ímpar.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Kart Tags: Barrichello, Florianópolis, Kanaan, Liuzzi, SchumacherSÃO PAULO (reveladora) – Excelente a entrevista feita por Patrícia Poeta com Rubens Barrichello ontem no “Fantástico”, à qual acabei de assistir no YouTube. Abaixo, algumas frases comentadas por este blogueiro que, ao contrário do que muita gente imagina, não tem nada contra o piloto — que, para mim, é o melhor que o Brasil teve na F-1 depois do trio Emerson/Nelson/Ayrton:
“Nâo tenha dúvida que o Schumacher era mais rápido que eu. Mas nos momentos em que ia sobressair, eu acabava sendo freado.” – Verdade sobre a velocidade de Schumacher, e bacana que ele admita isso. Não é uma total inverdade a segunda sentença (e usou o verbo “sobressair” direitinho, coisa raríssima), embora em seis anos de dupla com o alemão isso não tenha acontecido tantas vezes assim.
“Eu entrei na última volta muito indeciso. (…) Entrei na penúltima curva decidido a não deixar passar.” – Sobre a famosa marmelada da Ferrari na Áustria em 2002, explicando por que deu passagem apenas nos metros finais da corrida. Ponto para ele: pelo menos ficou na dúvida até o final. Acabou fraquejando, mas ele explica as razões na próxima frase.
“[Falaram] Que eu deveria repensar meu contrato. Aquilo para mim foi uma ordem: melhor tirar o pé, senão você acaba sendo mandado embora.” – Essa é forte. Porque vai ao encontro daquela brincadeira da internet que fantasiava o episódio incluindo nele a mãe sequestrada e o cachorrinho. Não teve mãe no meio, nem cachorrinho. Mas foi uma cachorrada da equipe se isso de fato foi dito, e não tenho razão nenhuma para duvidar de Rubens. Era ele que estava lá, ouvindo tudo pelo rádio, não eu. Mas se me falam isso no rádio, eu mando todos à merda, ganho a corrida e perco o emprego.
“Me disseram que não cabia a ele decidir ou não. (…) Mas ele estava ciente de tudo que estava acontecendo.” – Barrichello contou que pediu à equipe para perguntar a Schumacher o que ele achava daquela papagaiada. A resposta foi essa. Claro que Michael sabia de tudo. Escrevi na época e repito agora: caberia ao alemão demover o time daquela idéia estapafúrdia assim que fosse informado pelo rádio que iriam pedir para Rubens abrir. Schumacher foi um fraco, nesse episódio. Rubens ter medo de perder o emprego eu até entendo. O alemão, não. Mandaria todos igualmente à merda.
“Não é o momento certo de entrar na F-1, numa Honda ou em qualquer outra equipe, porque na F-1 de hoje em dia, se não consegue explodir logo de cara, vão te explodir.” - Isso ele falou sobre Bruno Senna, elogiando muito o talento do primeiro-sobrinho, que em quatro anos de carreira já chega à categoria com chance de ser titular. Dizer o quê? Que está legislando em causa própria? Pode até ser. No fundo, não acho que Rubens acredite no que falou. Afinal, ele chegou à F-1 novinho, com 20 anos, menos do que Bruno. Do mesmo jeito que a F-1 explode quem não arrebenta de cara, o que não é 100% verdadeiro, ela também não dá muitas chances. Apareceu, tem de aproveitar.
“Vou chorar muito.” - É o que vai fazer no dia seguinte à decisão de parar. Compreensível. Foram 16 anos de F-1 e mais uns 12 correndo de kart e de outras categorias. Parar nunca é fácil. O jeito é continuar correndo, mesmo que seja de outra coisa, já que a paixão é tanta. E está cheio de lugar para continuar, em bom nível, se divertindo e sendo competitivo.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Barrichello, Bruno Senna, Ferrari, Honda, SchumacherSÃO PAULO (tiroteio) – Em entrevista à “Veja” (blergh) desta semana, Barrichello disse, mais uma vez, que um dia vai contar “tudo que aconteceu” em seus anos de Ferrari. Schumacher, do outro lado do Atlântico, respondeu. Algo como “nenhum contrato deixa um piloto lento, se o cara é rápido, é o número 1 e pronto”.
E vocês, concordam com quem?
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Barrichello, Ferrari, Schumacher