SÃO PAULO(virou novelinha) – Informa Victor Martins em seu blog que a prova da Indy que seria no Rio não vai mais ser no Rio. Parece que o prefeito, depois de garantir que sim, agora diz que não e anda fugindo dos promotores. A nota que apareceu e sumiu do site da Indy, lembram?, também desapareceu de vez.
Querem saber? Não vai ter corrida nenhuma no Brasil. Aliás, como eu achava desde o início. Bobo sou eu, e vocês, de acreditar em oba-oba de prefeito e de promotor. E de levar a sério uma emissora de TV como a Band, que também adora uma cascata sem compromisso. Basta lembrar quantas vezes Luciano do Valle já “confirmou” corridas da Indy na praia de Boa Viagem, em Salvador e Vinhedo nos últimos 20 anos — e sempre com a chancela de Willy Não-Sei-Das-Quantas, que tem os direitos comerciais da categoria para o Brasil e, do alto de tanta isenção, se mete a comentar algumas corridas.
Esqueçam. Estamos a menos de quatro meses da data estipulada e não haverá tempo de se fazer nada.
SÃO PAULO(não ofende) – Foi no dia 22 de outubro que, por alguns minutos, a notícia de que o Rio receberia a prova de abertura da Indy no ano que vem vazou meio sem querer. Teoricamente, era texto programado para entrar no ar no dia 31, e acabaram publicando antes. Muita gente viu, claro. Saiu do ar rapidinho. Aí chegou o dia 31. A notícia não voltou à página da categoria. Hoje, no site da Indy, não tem nada. O índice de notícias pula o dia 31 de outubro.
E fica a perguntinha: essa corrida sai ou não sai?
SÃO PAULO(boa) – A história é curiosa. Vazou sem querer no site da Indy a confirmação da prova de abertura do campeonato no dia 14 de março no Rio. A notícia deveria ser publicada no dia 31, mas já estava escrita e algum incauto colocou no ar. Nem adianta clicar, que já tiraram. Tony Kanaan, pelo Twitter, foi quem alertou para o que chamou de “novidade boa”.
E é mesmo, quem sou e para achar ruim uma prova de Indy no Brasil? O circuito vai ser montado mesmo no Aterro, e terá 3.700 m. Tirei um “print screen” da notícia que já desapareceu e está aí embaixo.
Claro que é preciso saber quem vai pagar a conta etc e tal. Mas se a F-1 é boa para São Paulo, apesar dos gastos da Prefeitura, a Indy haverá de ser boa também para o Rio. Algumas semanas atrás, duvidei com todas as letras dessa etapa brasileira, achando simplesmente que não haveria dinheiro para tal. Pelo jeito há.
SÃO PAULO (agora, tudo telegráfico) – O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, deu duas “twittadas” nos últimos 30 dias. Uma, vocês lembram, para dizer que a corrida da Indy no Aterro do Flamengo iria “colocar Mônaco no chinelo”. A outra, hoje, informa que os organizadores pedem muito dinheiro e que a coisa ficou difícil.
Salvador é o destino, caso essa corrida aconteça mesmo. Tem data, 14 de março. Pista, ainda não. A usada pela Estoque evidentemente não dá. O brinquedinho vai custar caro. Vamos ver quem paga a conta.
SÃO PAULO (o sol não existe mais, é o que concluo deste inverno) - Ainda não é oficial, mas ao que tudo indica o Rio será mesmo incluído no calendário da Indy no ano que vem. Segundo o prefeito Eduardo Paes, a pista será montada no Aterro do Flamengo. De onde virá o dinheiro, não tenho a menor ideia. Mas é bom que fique claro: ser incluída no calendário não quer dizer que a corrida vai acontecer.
Eu acho legal, claro. Mas também acho um desperdício ver uma prova na rua, com uma autódromo como Jacarepaguá largado, depois de tanta grana investida lá para fazer o oval que recebeu a Indy algumas vezes.
Falando em Rio, Keke Rosberg, Patrick Tambay e Didier Pironi passeando pela orla em 1982. A foto foi enviada pelo Fábio Copperfield. Por isso os caras amavam correr no Rio. E a gente amava cobrir…
SÃO PAULO (e pelo Twitter?) – Está na edição on-line do “Jornal do Brasil”. Pelo Twitter, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, “anuncia” que a Indy terá uma corrida na cidade no ano que vem, “com vista que fará inveja a Mônaco”.
Vou procurar o Twitter do prefeito. E o pessoal do Grande Prêmio já está apurando a informação. Como o alcaide fala em vista, imagino que será um circuito de rua. Onde poderia ser?
Seja como for, e sem preconceito algum, o Rio é mais charmoso que Ribeirão Preto, outra opção considerada. Apesar de não ter o Pinguim.
ATUALIZANDO…
Encontrei, @eduardopaes_ é o endereço do prefeito no Twitter. Ele diz que será no Aterro. “Com parceiros privados”. OK. Aguardemos pelos privados. Ou privadas.
SÃO PAULO (como quebram, essas coisas) – Vocês devem ter notado que a “Legião Urbana” andou meio sumida do blog. Motivo: minha câmera digital quebrou e só comprei outra agora. Então, a foto de hoje é uma exceção, porque a ideia da seção é colocar sempre fotos que eu mesmo tiro, senão fico doido. Essa quem mandou foi o Duda Ordunha, e é claro que foi tirada no Rio. Ah, o Rio…
Belo exemplar de Opala. Deixo modelo e ano para a blogaiada saudosa do silêncio de um Chevrolet.
SÃO PAULO(respiremos) – Na sequência da foto de ontem, em que as meninas de biquíni pediam credenciais a Bernie Ecclestone, segundo o Sidney Cardoso, a loirinha passeia feliz da vida pelos boxes de Jacarepaguá no Rio, anos 80, 40 graus. Pelo jeito, conseguiu os passes para ver a corrida…
SÃO PAULO(Rio, cidade que cuida da gente) – Abro uma exceção na “Legião Urbana”, em que só publico fotos tiradas por mim mesmo, para pingar esta imagem clicada no Rio pelo blogueiro Zé Rodrix, bom de papo e de lentes.
SÃO PAULO(ô beleza!) - O Sidney Cardoso resolveu abrir seu baú de novo, e me mandou uma série de fotos espetaculares da F-1 no Rio nos anos 80. Ah, o Rio… Ah, os anos 80… Nada como um GP em Jacarepaguá, semanas ao sol, desde os testes de pneus no começo do ano até a largada da primeira prova, pilotaços, carraços e… bem, algumas meninas bem bonitas, também.
Sim, garotos, essas coisas aconteciam na F-1. Não era como agora, um ambiente hospitalar sem cor, cheiro ou atitude. Hoje, se uma moça aparecer de biquíni nos boxes será provavelmente abatida a tiros pelos capangas de Bernie — sob protestos de Max, claro. Naqueles tempos, elas eram a alma dessa corrida.
SÃO PAULO (coisas lindas) – Paulo Cesar Borin é o blogueiro que mandou algumas fotos da exposição de ônibus antigos de hoje no Memorial da América Latina. Escolhi apenas uma para ilustrar e registrar o encontro, que deve ter sido bem legal. Achei demais esse da Itapemirim, me deu vontade de pegar um e ir correndo para o Rio. Passagem só de ida, saca? Estou com saudades do Rio… Se mais alguém foi, que conte!
SÃO PAULO(tudo de lado) - Esse aqui é do Paulo Peralta, do Bandeira Quadriculada. GP IV Centenário, no Rio, em 1965. Tem tudo que adoramos: Malzoni, DKW, berlinetas, Simca, Gordini… Uma coisa de doido.
SÃO PAULO(qual é a tua cara?) – Eu adoro eleições, e me sinto um soberano cada vez que saio de casa e entro no meu colégio para apertar uns botões. Não estou entre os que acham votar um saco, não estou entre os que acham “um absurdo ser obrigado a votar, porque nos Estados Unidos não é”. Quero que os Estados Unidos se fodam, lá os caras não sabem nem contar direito os votos, o último presidente se elegeu com menos votos que o derrotado, o erro foi comprovado, uma fraude ridícula na Flórida, e a besta que perdeu ainda achou tudo normal.
Ninguém é obrigado a votar no Brasil, é o que sempre digo, podem ir a Maresias ou ao Guarujá tranquilamente passar seu fim de semana — aliás, esses é melhor que não votem mesmo. Basta justificar depois. Não precisam sujar seus dedinhos na urna eletrônica, nem no corrimão da escola estadual do seu bairro.
Adoro eleições e adorava mais ainda antes, quando a cidade entrava no clima, cabos eleitorais se espalhavam pelas esquinas, santinhos eram atirados pelas janelas dos carros, postes e árvores ficavam envoltos por cartazes e faixas. Era um lixo só, há que se reconhecer, e é claro que é tudo bem mais civilizado hoje, nada é permitido, a normalidade impera, todos votam tranquilos e sem ninguém para encher o saco.
Mas a cidade não se envolve. É tudo normal demais. Falta o embate, a discussão, a sensação de que algo importante está acontecendo.
Tem sido assim desde 2002, pelo menos, a última eleição que trouxe ao Brasil algum suspiro de emoção. As seguintes foram assépticas e inodoras, o debate ideológico cessou no país, virou uma chatice só. OK, é do jogo, joguemos o jogo.
E seria assim neste ano, também, não fossem o Rio e Fernando Gabeira, a única coisa nova que a política carioca apresentou ao distinto público nos últimos cinco séculos, muito mais que o Brizola, para ficar apenas em exemplo recente. O Gabeira que começou lá atrás, perdendo para o almofadinha do governador e para o bispo demoníaco, numa inacreditável escolha dos cariocas, do Rio que sempre foi, é e sempre será a vanguarda comportamental deste país cafona, conservador e deprimente que é o Brasil forjado pela elite e pela classe média mais bestas de que se tem notícia desde o big-bang.
São Paulo, a cidade, por exemplo, finalmente se encontrou com si mesma neste ano. Até que enfim caiu nas mãos da escória da política nacional, o PFL, e o prefeito-quibe fez questão de agradecer pela vitória, entre outros, a Jorge Bornhausen, esse expoente do pensamento moderno — e só não agradeceu também ao coronel ACM porque esse já morreu, mas outros ficaram e serão lembrados, podem ter certeza.
São Paulo, a cidade, nunca se conformou com as eleições de Erundina e Marta no passado, nunca compreendeu como é que isso tenha sido possível com tantos caciques de boa estirpe por aqui, como Jânio Quadros, Paulo Maluf, Celso Pitta, José Serra, Geraldo Alckmin e congêneres. Ufa, até que enfim a turma conseguiu extirpar o perigo vermelho, agora somos todos DEM, até que enfim São Paulo tem a cara dos paulistanos! Não cometamos mais enganos, PFL na veia daqui para a frente, é tudo que São Paulo sempre quis!
Caguei para São Paulo, para dizer a verdade, porque aqui estava na cara que era ou o quibe ou o chuchu no segundo turno, esta cidade é a cara deles, meu bairro e a garagem do meu prédio são a cara deles. Minha única esperança, mesmo, era o Gabeira no Rio. Era a chance de o carioca se redimir de César Maia e Garotinho, essas excentricidades que não tiveram graça nenhuma, de se redimir da simples insinuação de que um bispo de uma igreja tresloucada pudesse vir a ser o escolhido para dirigir a cidade mais importante do país.
O Rio teve a chance de eleger Fernando Gabeira e de mostrar ao resto do Brasil que a brincadeira acabou, que era hora de pensar na cidade com a cabeça de gente do bem, sem se curvar à política tradicional de alianças e acordos, era hora de eleger um cara que fez e tem história, inatacável, honesto, limpo, decente, correto. Gabeira perdeu por 55.225 votos num universo de 4.579.365 eleitores, 50,85% para Eduardo Paes, 49,17% para ele. 927.250 cariocas não votaram, uma abstenção de 20,25%, o que considero uma vergonha para uma cidade que estava diante de escolha tão fundamental, uma cidade tão politizada e decisiva neste país que quando parece que vai, estanca.
Gabeira ganhou, diz o Ricardo Kotscho no seu blog. Pode até ser. Mas o Rio perdeu. O Brasil perdeu. Foi a grande derrota destas eleições, era a única coisa que precisava dar certo, e não deu. O resto era mais ou menos esperado, como a pefelização de São Paulo — que se acha o farolete da nação, a locomotiva do Brasil, mas no fundo é uma província brega e antiquada, um bazar avantajado cheio de gente que só se preocupa com futilidades. Gabeira prefeito compensaria a Paulicéia pêfêlê. Ficamos com o PFL aqui e sem o Gabeira lá.
SÃO PAULO(da garoa mesmo) – O Humberto Corradi, que andava meio sumido, me mandou um lindo lote de fotos de cidades brasileiras de… antigamente. Essa aqui é dos anos 70, a ponte Rio-Niterói. Impossível precisar a data, ao menos para mim. Mas dá para ver o Corcelzinho com capota de vinil, a coisa mais linda.
Vamos, blogueiros cariocas! Contem histórias da ponte. Ou da Ponte, com maiúscula. Essa Ponte tem vida própria.
SÃO PAULO(sem corredores) – Para nossos busólogos de plantão, eis a dica do blogueiro Jorge Avelino. Trata-se de um site bem montadinho que celebra os 100 anos dos serviços de ônibus no Rio de Janeiro. Não há uma infinidade de fotos, mas as que estão no ar dão um bom panorama deste século de transporte público no Rio. Vale a visita.
SÃO PAULO(mas poderia ser Rio, apesar do azul excepcional do céu nesta manhã de outono, a melhor das estações) – O blogueiro Garcia deu a dica num comentário aí embaixo: um site legal para ver anúncios antigos. Aí entrei e descobri muito mais no Alma Carioca, obra de Paulo Afonso de Almeida Teixeira.
Que começa assim:
Seja bem-vindo, amigo ou amiga. Chegue nesta página como quem chega a um bar do Rio. Puxe a cadeira e tome conosco um chope gelado, sentindo no rosto a brisa abençoada que vem do mar.
Dá para ser mais convidativo? Bem, é mais ou menos o Rio que conheci, onde vivi por três anos, ainda criança, tempos em que o maior crime brasileiro era o sequestro do Carlinhos (que na época era “rapto”, e tem um relato maravilhoso aqui, de um repórter que cobriu o caso), nada más.
Alma Carioca é para ser desvendada aos poucos, como a alma carioca propriamente dita. Fração dela se exprime como na foto abaixo. Nada mais Rio que uma banca no Leblon, Globo x JB.
SÃO PAULO(um planeta diário) – Hoje, dia 16, é Dia do Repórter. Eu não sabia, nunca sei direito essas datas, mas é um pouco meu dia, afinal.
É gozado lembrar por que me tornei este jornalista mambembe. Nenhuma vocação especial, nada de muito extraordinário. Tinha sete ou oito anos, morava no Rio, e minha mãe comprou um desses jogos de tabuleiro cujo nome não lembro, na linha Banco Imobiliário, Detetive, essas coisas.
A gente jogava os dados e os pininhos eram repórteres, que tinham de se deslocar até um incêndio, um crime, um acidente de automóvel. Quem cumprisse todas as “pautas” primeiro ganhava. Lembro que as imagens no tabuleiro me fascinavam, especialmente o sujeito com chapéu escrito “Press” e máquina fotográfica pendurada no pescoço. É isso que eu quero ser, pensava.
Gozado que nem sei se esse jogo de fato existiu ou é apenas fruto de algum delírio infantil, mas me vejo jogando com minha mãe no chão de tacos de nosso apartamento no Rio com muita clareza. Eu morava em Copacabana, rua General Barbosa Lima, não lembro o número, mas sei onde fica o prédio. Apartamento 201 (no Rio, os apartamentos são sempre numerados, ou eram, com três casas; aqui em SP, com duas, exceto do décimo para cima, evidentemente), a gente morava em cima do apartamento do Sérgio Cabral. Seu filho, o Serginho, virou político. Ele tinha uma irmã linda, e lembro também que o Serginho me espantava porque fumava escondido lá embaixo. E a gente não tinha nem dez anos. Eu colecionava maços e caixinhas de cigarros que encontrava na praia, muitos estrangeiros, e um dia cheguei a fumar um cigarro apagado escondido, só para sentir o cheiro do tabaco. Foi a maior transgressão que cometi até hoje.
Doces lembranças. Foi aquele jogo de tabuleiro que fez de mim um repórter. Um mau repórter, mas ainda assim um repórter. Dá para dizer que ao menos um sonho de criança realizei.
SÃO PAULO(aqui já destruíram, faz tempo…) – O incansável André Buriti manda uma brincadeira interessante e de certa forma mórbida, porque mostra como Jacarepaguá será um ex-circuito se levarem a cabo as obras do Pan. Entre aqui e tente encaixar as arenas do Cesar Maia no autódromo.
Aliás, hoje máquinas invadiram a pista. Sem lenço e sem documento. Relato do André: Até agora não se sabe qual a empresa responsável pela equipamento. O local onde foi feito o trabalho de capina utilizando uma retroescavadeira é o novo kartódromo, construído com o dinheiro da Associação Fluminense de Kart em local cedido pela Prefeitura na gestão do prefeito Luiz Paulo Conde. Esse terreno é alvo de uma disputa jurídica entre os pilotos, que gastaram cerca de 300 mil reais para construir o novo kartódromo já que o antigo foi destruído para dar lugar à pista oval, e a Prefeitura, que alega que eles não têm direito nenhum sobre a área. Os pilotos e a CBA estão tomando as devidas providências para que a ações dentro do autódromo cessem imediatamente.
Está chegando ao fim, espero, a polêmica sobre o uso do terreno de Jacarepaguá para que se façam obras para o Pan/07. Não porque vai haver algum acordo, mas por decurso de prazo, mesmo. Em um mês, passa a ser simplesmente impossível construir o que queriam em tempo para que possa ser usado nos Jogos.
A melhor forma de acompanhar o quiproquó carioca é no blog SOS Autódromo do Rio, conduzido vigorosamente por André Buriti, piloto e ativista pró-Jacarepaguá.
Sem corporativismo nenhum, o que acho. Antes de mais nada, dá para fazer Jogos Panamericanos sem usar um saco de cimento no Rio. Há ginásios, piscinas, campos de futebol e pistas de atletismo prontos para a dimensão desse evento, que está longe de ser uma Olimpíada. Não é necessário torrar dinheiro público para obras faraônicas. Pombas, a saúde carioca está sob intervenção! A segurança na cidade é um caos! Como é que pode um prefeito querer torrar dinheiro público em obras idiotas numa cidade como o Rio?
Se o BNDES liberar verba para essa insanidade, será um absurdo. O problema não é o autódromo, é a cidade. É o uso de verba pública para coisas desnecessárias. Torço, e torço muito, para que o Rio perca o Pan. Porque esse negócio vai ser uma farra sem precedentes, vai ter gente morrendo de rir de tanta grana que vai ganhar para levantar arenas e velódromos que depois de 15 dias vão apodrecer como o Maracanã, Jacarepaguá etc, etc e etc.
Sou pelo esporte. Mas não pelo esporte traduzido numa competição mandraque de duas semanas para satisfazer a TV Globo e seu ufanismo besta e o narcisismo de um prefeito e do presidente do COB e seus lindos olhos azuis. Pan é picaretagem, o Brasil se enche de medalhas competindo contra Haiti e Trinidad-Tobago e mascara seu arcaísmo olímpico.
Jacarepaguá está largado porque a prefeitura não tem vergonha na cara para cortar o mato. É inadmissível gastar dinheiro para construir um velódromo, uma piscina e um ginásio enquanto tem gente morrendo em corredores de hospitais públicos. É o fim do mundo.
Quanto ao autódromo, é algo que já existe. Para que destruí-lo? Não seria melhor viabilizá-lo? O Rio não tem outro terreno, firme e desocupado, para fazer suas praças esportivas?
Esses Jogos Panamericanos, em resumo, são uma vergonha nacional.
É jornalista, dublê de piloto e escritor. Atua em jornais, revistas, rádio, TV e internet. “Um multimídia de araque”, diz ele. No Twitter, @flaviogomes69.