SÃO PAULO (saia justa) – Michelin, Goodyear e Pirelli já avisaram que não têm interesse em fornecer pneus para a F-1 no lugar da Bridgestone, que sai no fim do ano que vem. A FIA está em maus lençóis. Qualquer que seja a empresa escolhida/candidata, terá de passar alguns meses fazendo testes. E vai precisar, inclusive, de carro e piloto para queimar borracha ao longo dos próximos meses. Quero só ver o que vão fazer…
SÃO PAULO(agora, que chova!) – Bueno, cinco minutos para respirar, cumpridas todas as obrigações profissionais do dia… Hoje fui treinar com o Meianov em Interlagos. Amanhã tem etapa do Paulista da Classic Cup, e todos estão convidados. Duro vai ser a coragem para enfrentar o frio e a chuva… A classificação é às 8h, com temperaturas glaciais, e a corrida começa às 13h20. É de graça, apareçam!
Fiz só um treino, porque no primeiro, bem cedo, a cama não me deixou sair de casa. Na hora do almoço, fui para a pista com bastante água. Choveu o tempo todo. A gente usa radial, mas os pneus são lixados. Não ficam lisos, mas sua eficiência no molhado cai barbaridade. Três dos nossos pilotos, da LF, estavam usando pneus novos, para a chuva. Eu fui com o que tinha, um jogo novo, que fará sua segunda corrida. Mas lixado…
Minha melhor volta, 2min39s1. A gente está virando cerca de 20s acima do normal no molhado, dependendo do carro. Eu virei pior ainda, 23s mais alto do que costumo fazer com o tempo do seco. E ainda perdi 5 minutos de treino por punição. Eu e o Marcelo Giordano. Acho que o passei com bandeira amarela, e acho que nós dois passamos um Fusca já com bandeira vermelha. O Ernesto, diretor de prova, não perdoa. Está certo ele. É o melhor que nós temos. Sinto muita segurança quando é ele a dirigir as corridas. Grande cara. Treino livre, sexta-feira, um frio desgraçado, chuva, e ele lá de olho em todos os detalhes…
No final do treino, conversamos sobre os pneus. Eu tenho patrocínio da Pirelli, mas a logística para retirar os pneus é meio complicada e nem telefonei para eles. Achei que não haveria tempo para buscar os novos… Agora à tarde, dei uma “twittada” sobre o assunto, e eles prontamente me ligaram. Em meia hora, tinha um jogo novinho preparado numa loja do lado de Interlagos. A esta hora, já estão montados no carro. Um enorme “grazie” ao Carlos e ao Fábio, meus contatos na Pirelli, que não mediram esforços para garantir os pneus para amanhã, porque vai estar molhado, com certeza. Os caras foram muito parceiros. Sei como é duro, numa empresa do tamanho da Pirelli, resolver essas coisas rápido. Mas não teve drama, vamos de pneus de chuva novinhos na corrida, vai ajudar muito.
SÃO PAULO(está fácil) – Quem pergunta é o Dú Cardim, que encontrou este anúncio antigo (e fabuloso) da Pirelli. O carro é lindo. Provavelmente 1960, pelo parachoque. Talvez 1959. Com certeza não é 1958, porque naquele ano não saiu nenhum com capota branca. Ainda não era Belcar, mas apenas “Grande DKW-Vemag”.
Eu gostava mais do emblema da DKW alemã na frente, com as quatro argolas, do que do DKW-Vemag “manuscrito” que passou a ser usado em 1962. Mas são apenas detalhes.
SÃO PAULO(nunca é demais) - Vários blogueiros estão me mandando e-mails sentindo a falta da seção “Gira mondo, gira”, com pitacos diversos sobre tudo. Eu também estou. Na verdade, não tenho tido muita vontade de escrever sobre algumas coisas. É fase, passa. E acontece tanta coisa, não? Ontem, mesmo, quando ouvi a notícia de que Barack Obama começou a relaxar a cafajestada histórica que os EUA fazem com Cuba, pensei em escrever. Mas depois vi que é pouco, muito pouco: o fim da restrição de envio de grana, a permissão para algumas empresas americanas atuarem na ilha, liberar os cubano-americanos para viajarem a Cuba.
(Uai, cadê o direito sagrado de ir e vir? Quer dizer que os EUA, como Cuba, também proíbem seus cidadãos de saírem do país se o destino não for aprovado pelo crivo ianque? Ora, ora… Aliás, uma vez, chegando aos EUA para cobrir uma corrida em Indianápolis, a besta da imigração viu meu visto para o Líbano e perguntou o que eu fui fazer no Líbano. Eu disse que não era informação do interesse dele, nem do seu governo. Até onde eu sei, não tenho de comunicar a governo nenhum o que faço ou deixo de fazer quando viajo. Ele ficou meio irritado e insistiu na pergunta. Tive vontade de dizer que fui comer um beirute, mas para evitar mais problemas disse apenas um “well, I was there to see the place”, e como ele não tinha mais nenhum argumento para me encher o saco, carimbou o passaporte e pronto. Ainda bem que meu visto venceu.)
Obama tem se mostrado um cara tolerante e aberto ao diálogo. Mas poderia ser mais radical. Em vez de dar migalhas a Cuba, deveria acabar, pura e simplesmente, com o embargo ao país. Sem fazer exigências. Os EUA não têm o direito de exigir nada de ninguém. Se exigem eleições em Cuba, por que não fazem o mesmo em relação à Arábia Saudita? Ou à China? Porque são uns bundões.
Bem, ando sem paciência para falar demais sobre algumas coisas. Então, o “Gira mondo” segue em silêncio. Mas não custa lembrar o comercial da Pirelli (que já apareceu aqui várias vezes) que deu o nome a essas notinhas despretensiosas. Vira e mexe alguém me manda. É o anúncio de TV usando a F-1 mais legal que já vi. Quem mandou hoje foi o Eric Pirelllic.
SÃO PAULO(acharam!) – Vamos aplaudir de pé o blogueiro Nilton, que achou na rede o inesquecível comercial da Pirelli de 1991, homenageando a dupla Piquet-Moreno na Benetton.
A música é linda, as imagens também. A qualidade do vídeo não é assim igual àquela que você acostumou a ver na sua TV de plasma, mas não importa.
SÃO PAULO(gira, mondo gira) – O blogueiro Roberto Araújo das Neves pede para os demais arqueólogos e garimpeiros de internet que o ajudem. Ele quer ver aquela propaganda da Pirelli, acho que de 1991, que tinha como astros Piquet e Moreno na Benetton, com uma música italiana linda de fundo. Se alguém achar, coloque o link aqui, ok?
É jornalista, dublê de piloto e escritor. Atua em jornais, revistas, rádio, TV e internet. “Um multimídia de araque”, diz ele. No Twitter, @flaviogomes69.