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29/09/2009 - 06:15

FRACA (2)

PARIS (longe, o 2D) – Bonjour, macacada. O blog ficou meio abandonado ontem por conta de um breve voo, mas a primeira parte está cumprida e aproveitei a pausa para ler todos os comentários sobre a entrevista de Piquet-pai a Reginaldo Leme.

Ontem, antes de sair, assisti à íntegra no GloboEsporte.com. Sim, ficou claro que o problema maior do que foi ao ar no “Fantástico” foi a edição desastrosa. Por isso pareceu tão ruim a entrevista. Só escolheram trechos desimportantes e confusos. O problema é que Piquet não chorou, tirando as referências dos editores do programa. Se tivesse chorado, seria fácil: fecha no rosto, nos olhos vermelhos, nas rugas, gran finale, volta para o apresentador com ar contrito, padrão Globo.

Bem, algumas das perguntas a que me referi abaixo foram feitas e, mesmo sem ter sido muito incisivo, o Regi conseguiu tirar de Piquet — ao menos entendi assim — que se Nelsinho não fosse demitido, o caso que ele chama de “crime” teria caído no esquecimento familiar e seria varrido para baixo do tapete da sala.

O ponto que dei a Nelson-pai por ter procurado a FIA no fim do ano passado, pois, retiro agora.

Seu discurso é muito contraditório. Odes à FIA, à preocupação com a lisura e a honestidade, alívio por ajudar a melhorar o automobilismo, elogios à pureza da F-1, tudo certo, tudo legal. Mas só porque o filho perdeu o lugar. Se o contrato com a Renault tivesse sido mantido, ninguém saberia de nada. E aí não haveria lisura, preocupação em melhorar o automobilismo, pureza, picas.

Muito raso, o raciocínio.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
28/09/2009 - 07:24

FRACA

SÃO PAULO (e a mala?) – Reginaldo Leme deu o furo mundial, escolhido que foi — por sua história, competência, seriedade — por Nelson Piquet para revelar que a FIA estava investigando o escândalo que ele, Piquet-pai, decidiu encaminhar às autoridades competentes. Ontem à noite, a Globo levou ao ar no “Fantástico” a entrevista que Regi fez com o tricampeão do mundo.

Fraca, muito fraca.

Não sei se Piquet impôs (tem acento, isso?) condições, coisas como “não pergunta isso que eu não respondo”. Mas faltou apertar o homem. Não como num interrogatório, porque nós jornalistas não somos paladinos da justiça ou coisa que o valha. Mas somos curiosos. A grande pergunta não foi feita: se Nelsinho não tivesse sido demitido, o escândalo seria varrido para baixo do tapete?

Piquet diz (já se sabia) que procurou a FIA durante o GP do Brasil, tão logo soube da batida proposital. Mas ficou tudo meio no ar. A FIA não acreditou? Pediu que Nelsinho desse um depoimento? Abriu investigação? Pelo jeito, nada disso. E Nelsão se calou para, como disse, “proteger o filho”. Depois, com o contrato rompido, atirou tudo ao ventilador.

Faltou, também, uma menção ao tal relacionamento que Briatore insinuou haver entre Piquet-pimpolho e “um homem mais velho”. Quem é o cara, afinal? É verdade que Nelson-pai quis afastá-lo do filho? Por quê? Era alguém prejudicial a sua carreira? Nelsinho foi mesmo morar no mesmo prédio de seu empresário?

No fim, o que se viu foi um Piquet soltando, aqui e ali, frases indignadas sobre o que aconteceu: ”crime”, “eu não faria”, “se ele tivesse falado comigo antes, não faria de jeito nenhum”, “Senna e Prost fizeram o mesmo” e por aí vai.

Nada contra um pai defender o filho, perdoá-lo, sofrer por ele. Mas acobertar não é bem o que se deve fazer nessas situações, e no fim das contas foi o que Piquet-pai fez, depois que o contrato com a Renault foi renovado no fim do ano passado.

Faltou também falar sobre o futuro. E agora? Nelsinho tem lugar na F-1? Você, como chefe de equipe, contrataria um piloto que fez isso? Qual o caminho a seguir a partir de agora?

paiefilho

Notei um Piquet envelhecido, com o rosto marcado pela mágoa que, certamente, está sentindo. Afinal, investiu tempo, dinheiro, esforço, dedicação e carinho na carreira do filho, que pode ter ido por água abaixo por conta de decisões erradas — uma delas de sua responsabilidade, a de vincular o garoto a uma cascavel como Briatore, sabendo direitinho de quem se tratava.

Gosto muito de Nelson-pai. Convivi razoavelmente com ele nos seus últimos quatro anos de F-1, de 1988 a 1991, sempre admirei sua história e seus feitos na pista, sempre o achei uma figura muito interessante fora dela. Não sei se esse caso todo vai mudar demais a imagem que as pessoas em geral têm dele — seus fãs mais encarniçados, seus críticos ferozes, os “sennistas” (sim, isso existe) e por aí vai. Sei, apenas, que tem muita coisa errada nisso tudo, todos agiram de forma condenável, e usar vingança como motivação para denunciar algo tão sério não é algo que eu faria.

Poderia, até, acobertar a cagada de meu filho assim que dela soubesse. É compreensível, por parte de um pai. Trata-se de defender a cria. E, felizmente, ninguém morreu, ninguém se feriu. Tudo se transformou “só” num crime moral e ético. Mas jamais permitiria que ele ficasse sob o mesmo teto, sob as ordens de pessoas que considerasse desprezíveis. O que Piquet fez, com seu silêncio, foi, ao descobrir que seu filhote estava numa jaula ocupada por hienas famintas, atirar a elas uns nacos de carne e esperar, ingenuamente, que nunca mais ficassem com fome. Deixou o menino num ambiente contamidado. E isso um bom pai não deveria fazer. Piquet agiu como pai protetor ao não escancarar a denúncia, mas como um frio homem de negócios ao guardá-la numa gaveta para usar quando fosse preciso.

Que reflita sobre o que fez. Não há santos nessa história, isso já se disse, e Piquet-pai se encaixa na turma que, se houvesse um Céu, teria de parar no meio do caminho por uns tempos antes de receber a credencial permanente.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , , ,
25/09/2009 - 19:12

COLUNA 1

SÃO PAULO (o cara) – Com algum atraso, link para a coluna de Reginaldo Leme de hoje, falando sobre o fim da era Briatore na F-1 e revelando bastidores do grande furo mundial que deu com a revelação do escândalo Cingapura-Renault-Nelsinho. No texto, Regi conta que sua fonte foi Piquet-pai, a quem entrevistou nos últimos dias — o material vai ao ar no “Fantástico”, domingo.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Grand Prix Tags: ,
24/09/2009 - 18:42

NELSÃO FALOU

SÃO PAULO (el furón) – E falou a Reginaldo Leme, que está lavando a égua este ano. Com todos os méritos, claro. A entrevista, já gravada há alguns dias, será levada ao ar no “Fantástico” deste domingo. Entre outras coisas, Piquet-pai disse que prefere perder a trapacear, e que não resolveu contar tudo só depois da demissão de Nelsinho. Revelou a falcatrua à FIA já no fim de semana do GP do Brasil do ano passado.

Ponto, enorme ponto para Nelson Piquet. Não se calou, pelo menos no primeiro momento.

Ah, e por que a coisa só veio à tona depois da demissão do filho? Porque a FIA precisava pelo menos de alguém envolvido dizendo o que tinha acontecido. E Nelsinho, pelo que estou entendendo, só resolveu falar depois de perder o emprego. Forçado pelo pai.

A tendência natural seria, agora, retirar todas as críticas que fiz, e muita gente faz, a Piquet-pai. Mas não vou retirar, não. Ter entregue o caso à FIA e ficar quieto depois não é a atitude mais louvável. Continuo achando que se Nelsinho não perdesse o emprego, essa história toda seria varrida para debaixo do tapete da família. Piquet pode até ter restrições ao que o pimpolho fez. Dizem até que ficou dois meses sem falar com ele. Mas, como pai, não podia permitir que o filho ficasse na mesma equipe, muito menos negociar o silêncio em troca do emprego.

Resumindo, a indignação de Piquet é digna de elogios. Mas ter empurrado o caso com a barriga, não. Era o caso de, depois da negativa da FIA de investigar a denúncia, chamar o menino, conversar com ele e tornar tudo público. Ao contrário, tudo indica que ele usou o fato para que Nelsinho ficasse na Renault. A isso se chama de conivência.

No fim das contas, a motivação para fazer o filhote abrir o bico foi vingança pura e simples. E a FIA também pecou feio. Ao receber uma denúncia desse porte, teria de abrir as investigações imediatamente. E preferiu esperar que o caso morresse, ou usá-lo como munição quando fosse conveniente.

O comportamento de todos foi bem feinho nesse episódio.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
11/09/2009 - 15:48

MILANESAS (3)

mila03SÃO PAULO (ui) – Pois o caso Briatore-Nelsinho-Renault-Cingapura assumiu proporções nunca antes vistas na F-1. Virou um tiroteio de acusações pessoais que hoje chegaram ao auge, suponho, com as insinuações de Briatore de que Nelsinho tinha um caso homossexual com um homem mais velho.

(Claro que se a família Piquet resolver responder no mesmo tom, terá farta munição sobre a não muito ortodoxa vida sexual-porno-erótica de Briatore, que vive posando de tanguinha nas praias da Sardenha. Portanto, o auge ainda pode ser mais alto. Ou baixo, dependendo do ponto de vista.)

O diretor da Renault soltou o verbo em Monza. Disse que a Renault já entrou com processos criminais contra Nelson Filho e Nelson Pai — e se for preciso, vai Nelson Espírito Santo para a roda. Acusações: chantagem e extorsão.

“Nós não fizemos nada. O fato de estarmos processando os dois prova que estamos confiantes. Nelsinho nunca teve performance. É um garoto mimado que sempre correu com sua própria equipe, o melhor carro, sempre teve seu pai do lado. Quando chegou numa competição de verdade, perdeu a cabeça. É muito frágil.”

Aí vem a parte mais escabrosa e cabeluda. Que não carece de apuração. Não tem nada a ver com as coisas da pista. Expõe ressentimentos. Porque mesmo se forem verdadeiras as afirmações de Briatore, dizem respeito à vida pessoal de Nelsinho, e não à sua atividade profissional. Briatore é um escroto. Mas se Nelsinho está mentindo só para implodir sua cabeça, como ele afirma, é compreensível e nada surpreendente que um escroto como ele diga o que disse:

“Ele [Piquet Jr] me acusou pesadamente de lhe fazer romper um relacionamento com um amigo, e isso eu devo dizer, porque foi seu pai quem me pediu isso. Ele vivia com esse senhor. Não se sabe que tipo de relação eles tinham. O pai estava muito preocupado. Viviam juntos, e o pai me pediu para interferir. Fiz Nelsinho se mudar de Oxford para meu prédio em Londres, onde eu podia mantê-lo sob controle.”

Não sei quem é a tal pessoa. Também não me interessa minimamente. Mas sei que Nelsinho é o que a molecada chama de “pegador”. Já ouvi histórias. E foda-se, a vida sexual de ninguém me interessa muito. Neste caso, o que interessa é perceber a que nível as coisas chegaram. Briatore está espumando de ódio. Diz que as denúncias à Renault foram feitas pelos dois Nelsons, e que o pai “todos conhecem”:

“Ele degradou a imagem de todo mundo. Fez isso com Senna, com a mulher de Mansell, todos sabem como ele é.”

Virou briga de rua. Mas que não será tratada como tal pelo Conselho Mundial da FIA — embora o interesse pessoal de Max Mosley pelo caso possa ter aumentado depois do surgimento desse, hum, componente picante na história.

crashpiquetNelsinho terá de provar que lhe deram a ordem de se espatifar no muro. Provar que fez de propósito não bastará. No máximo, vão lhe dizer que é uma besta, ou um barbeiro. O crime precisa de um mandante. Se não tiver, o criminoso será só ele. Que terá feito o que fez apenas para garantir o emprego e, pior, estaria mentindo para arrastar com ele os pescoços de desafetos.

Existe a chance, ainda, de nada ter acontecido. Sim, de Nelsinho ter apenas errado, batido, feito cagada (não teria sido a primeira), e um ano depois, por conta de uma relação tumultuada e horrorosa com a equipe e seus chefes, elaborar essa história toda para incriminar os inimigos, mesmo sob o risco de dar um tiro na própria cabeça e acabar com sua carreira.

É difícil acreditar em imaginação tão fértil, porém. O depoimento de Nelsinho é muito detalhado, embora Briatore contra-argumente (tem hífen, essa merda?) que seria impossível desenhar uma corrida na 14ª volta, prever tudo que aconteceria depois.

“Massa teve problemas, Kubica teve problemas, seis ou sete tiveram problemas. Como prever isso depois de 14 voltas?”

Já não sei direito o que pensar disso tudo — se é verdade que a Renault pediu e ele obedeceu e se arrependeu, se o time insinuou e ele captou a mensagem, se Nelsinho está mentindo, não pediram nada e ele fez mesmo assim, se não foi nada disso e ele apenas bateu o carro, como disse à época, e Alonso deu um rabo inacreditável.

Dizer que fico triste pelo esporte seria hipocrisia. Caguei, isso não afeta o esporte, e mesmo se afetasse, não tenho nada com isso. No fundo, é apenas um barraco digno dos piores programas de TV. Do ponto de vista jornalístico, o caso é ótimo, rende manchetes e audiência. O povo gosta de uma putaria, quem há de negar?

Sinto, sim, pelo nome Piquet e tudo que representou no passado, para a história do automobilismo brasileiro e internacional. É uma tristeza biográfica, digamos assim. Porque, no fim das contas, ele, ídolo de tanta gente, está metido nessa baixaria toda.

Os ídolos são mesmo de barro. Todos eles.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , , , ,
17/08/2009 - 14:40

FELIZ ANIVERSÁRIO

SÃO PAULO (envelheço na cidade…) - Não é hábito deste blog ficar lembrando aniversários, porque sempre esqueço de todos.

Mas como lembrei hoje (na verdade, Piquet-pimpolho avisou pelo Twitter), nossas homenagens àquele que, para muitos, foi o melhor piloto que o Brasil já teve, e que é responsável pela divisão meio boba entre os mais fanáticos que se intitulam “piquetistas” e “sennistas”.

Nelson, tricampeão do mundo, faz 57 anos hoje. Dele, dos tempos em que ainda corria de F-1, guardo algumas passagens divertidas. Como jornalista, peguei seus últimos quatro anos na categoria, de 1988 a 1991. E cobri as 500 Milhas de Indianápolis que correu, em 1993.

Uma vez ele quebrou um gravador meu, acho que em Imola, sei lá. Em Monza, quando estava na Lotus, ficou emocionado no meio do paddock quando lhe passei o telefone do Crispim (ex-chefe dos mecânicos da Vemag, que o abrigava em SP nos tempos de Super-Vê e de quem não tinha notícias havia anos). Numa outra ocasião, desembarcou no Galeão carregando como bagagem de mão uma cadeira de rodas que comprou para um conhecido, “para não correr o risco de perder ou quebrar”. Em Indy, me deu o boné vermelho da Arisco no grid, quando estava entrando no carro. Me roubaram na sala de imprensa, fui à garagem da Menard e ele me deu outro.

Um grande cara, a quem sempre admirei por várias razões, entre elas (não necessariamente a maior) aquilo que era capaz de fazer na pista.

E para animar o post (por favor, nada de Senna x Piquet, isso é babaquice), vamos lembrar os grandes carros que Nelsão guiou, e também as grandes corridas de sua carreira. Um dos meus preferidos é esse da foto. GP inesquecível? A vitória no Japão em 1990, com Moreno ao seu lado no pódio.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags:
03/08/2009 - 09:36

FALA, NELSINHO

SÃO PAULO (silêncio) – E enquanto Massa fala pelos cotovelos, silêncio nas hostes piquetianas. Victor Martins informa que a demissão de Nelsinho da Renault será oficializada hoje. Mas que não há perspectivas, por enquanto, de compra de equipe alguma por seu pai. O “Estadão” diz hoje que Nelson-pai se associou a Peter Sauber para pegar o que sobrará da BMW, mas ninguém confirma nada. Piquet-pimpolho, que usa muito o Twitter para dar recados ao mundo, dsconectou-se nas últimas horas.

Acho que esta segunda-feira ainda trará novas notícias.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
01/08/2009 - 19:08

SEGUNDA GORDA

SÃO PAULO (notícia não falta) – Pelo que ando lendo/ouvindo aqui e ali, segunda-feira é dia de notícias fortes na F-1. Há a possibilidade de uma montadora francesa cujo nome não vou revelar, e que teve prejuízo de 2,3 bilhões de euros no primeiro semestre, anunciar sua saída da F-1. Ao mesmo tempo, um piloto cujo nome não vou revelar, mas que é filho de um tricampeão do mundo, pode perder o emprego na equipe dessa montadora. Só que, simultaneamente, o pai desse piloto, cujo nome também não vou revelar, pode anunciar a criação de uma equipe própria na qual o filho vai correr, em sociedade com alguém.

Por enquanto, estamos apurando tudo. Mas coisas vão acontecer, podem apostar.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
27/07/2009 - 21:30

RECORDAR É…

SÃO PAULO (sigamos, nós sempre seguimos) – O GP da Hungria deste ano foi triste por conta do acidente de Massa, mas ele vai ficar bom, tomara, e vamos em frente. Lembrando a corrida que iniciou a saga húngara na F-1, em 1986, quando o país ainda era comunista e foi um grande evento, uma corrida de F-1 num país da Cortina de Ferro. A foto foi enviada pelo Humberto Corradi.

Reconhecem os dois? Pois é. E notem as arquibancadas. Baita contraste com o autódromo vazio que vimos domingo. Na Hungria capitalista, de economia de mercado e essas baboseiras todas.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
30/06/2009 - 20:55

NELSONS

SÃO PAULO (histórica, não?) – A foto ao lado é cortesia do Twitter de Nelsinho Piquet, que está sabendo usar como poucos esta nova ferramenta de relacionamento na internet. Vamos ver quem adivinha o ano e o lugar… Ah, falando em Twitter, também estou lá. Aprendendo, ainda.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , ,
20/05/2009 - 16:21

MR. POSTMAN

SÃO PAULO (e ele merece muitas) – A blogaiada da ala piquetista às vezes reclama que a gente fala pouco de Nelson-pai aqui. Pode ser verdade. Mas não é nada pessoal, de verdade. Ao contrário. Adoro o Piquet, foi sempre um dos caras com quem me dei bem na F-1. Tirando o gravador que ele quebrou uma vez, com uma brincadeira meio sem-graça, não me deve nada. Aliás, ao contrário. Em Indianápolis, em 1993, eu estava no grid quando ele chegou manquitola para correr as 500, um ano depois do acidente que quase lhe arrancou as pernas. Tirou o boné da Arisco e jogou para mim. Verdadeiro troféu, que me foi roubado na sala de imprensa. Não hesitei. Fui até a garagem da Menards e pedi outro. Ele me deu. Esse eu guardei direitinho.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Mr. Postman Tags: ,
24/04/2009 - 07:17

PIQUET-PIMPOLHO

SÃO PAULO (e tinha gente…) - Não, não é mais um post malhando o menino, que passa por maus momentos na F-1. É um vídeo indicado pelo blogueiro da madrugada José Everson de Abreu. Imagens raras, essas eu nunca tinha visto. Trata-se do GP da Áustria de F-3 de 1977, na velha pista de Zeltweg. No grid, em terceiro, aparece Piquet-pai quando ainda era Piquet-pimpolho, um ano antes de estrear na F-1.

Notem que a largada era lançada, algo que me deixou curioso. Logo na primeira volta, Nelsinho, como era chamado, assume a liderança. Depois, Derek Daly passa por ele e ganha a corrida. Se não me equivoco, Daly seria campeão inglês de F-3 naquele ano. Na F-1, não deu muito certo e acabou se mudando para os EUA, anos depois.

Nossos piquetistas de plantão estão espertos e vão nos explicar que prova foi essa, afinal, na Áustria. Campeonato Europeu? Austríaco? Amistoso para arrecadar fundos para a Associação das Vaquinhas Aposentadas de Zeltweg?

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional Tags: , , ,
18/04/2009 - 20:12

SPRING ROLLS (6)

RIO DE JANEIRO (o Maraca é demais) – Marcelo Rodrigues foi o blogueiro que mandou a foto. Vem bem a calhar. Piquet e Briatore. Os mesmos nomes se encontram quase 20 anos depois. Esse registro, se não me engano, é de 1991. Foi quando Piquet-pai completou 200 GPs na F-1, em Monza. Naquele mesmo fim de semana Schumacher estreava pela Benetton.

Fizeram uma festinha no paddock, no motorhome da equipe. Eu estava lá e tenho esse boné em algum lugar, um dia encontro. Piquet-pai era bom, mais do que a média. Ninguém ganha três títulos por acaso, com três motores diferentes. Na Benetton, venceu corridas e se aposentou silenciosamente, com dignidade e sem dramas.

Seu filho (não estou pegando no pé; preciso apenas esticar a nota, a foto é boa…) não será o que o pai foi. Entre outras coisas, porque sua personalidade é muito diferente da de Nelsão. Tímido, introvertido, não demonstra poder de reação depois de uma temporada de estreia ruim e de um início de ano igualmente fraco. Não sei se segura a onda até o fim do campeonato. A Renault tem alguns nomes na agulha, se precisar. Romain Grosjean é um, e até Lucas di Grassi pode ser chamado, numa eventualidade.

Piquet-pimpolho precisa de um tratamento de choque se quiser se manter na F-1. Porque se for demitido antes do tempo, nunca mais arrumará uma vaga na categoria.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , ,
14/04/2009 - 14:33

GIRA MONDO, GIRA

SÃO PAULO (nunca é demais) - Vários blogueiros estão me mandando e-mails sentindo a falta da seção “Gira mondo, gira”, com pitacos diversos sobre tudo. Eu também estou. Na verdade, não tenho tido muita vontade de escrever sobre algumas coisas. É fase, passa. E acontece tanta coisa, não? Ontem, mesmo, quando ouvi a notícia de que Barack Obama começou a relaxar a cafajestada histórica que os EUA fazem com Cuba, pensei em escrever. Mas depois vi que é pouco, muito pouco: o fim da restrição de envio de grana, a permissão para algumas empresas americanas atuarem na ilha, liberar os cubano-americanos para viajarem a Cuba.

(Uai, cadê o direito sagrado de ir e vir? Quer dizer que os EUA, como Cuba, também proíbem seus cidadãos de saírem do país se o destino não for aprovado pelo crivo ianque? Ora, ora… Aliás, uma vez, chegando aos EUA para cobrir uma corrida em Indianápolis, a besta da imigração viu meu visto para o Líbano e perguntou o que eu fui fazer no Líbano. Eu disse que não era informação do interesse dele, nem do seu governo. Até onde eu sei, não tenho de comunicar a governo nenhum o que faço ou deixo de fazer quando viajo. Ele ficou meio irritado e insistiu na pergunta. Tive vontade de dizer que fui comer um beirute, mas para evitar mais problemas disse apenas um “well, I was there to see the place”, e como ele não tinha mais nenhum argumento para me encher o saco, carimbou o passaporte e pronto. Ainda bem que meu visto venceu.)

Obama tem se mostrado um cara tolerante e aberto ao diálogo. Mas poderia ser mais radical. Em vez de dar migalhas a Cuba, deveria acabar, pura e simplesmente, com o embargo ao país. Sem fazer exigências. Os EUA não têm o direito de exigir nada de ninguém. Se exigem eleições em Cuba, por que não fazem o mesmo em relação à Arábia Saudita? Ou à China? Porque são uns bundões.

Bem, ando sem paciência para falar demais sobre algumas coisas. Então, o “Gira mondo” segue em silêncio. Mas não custa lembrar o comercial da Pirelli (que já apareceu aqui várias vezes) que deu o nome a essas notinhas despretensiosas. Vira e mexe alguém me manda. É o anúncio de TV usando a F-1 mais legal que já vi. Quem mandou hoje foi o Eric Pirelllic.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Gira mondo Tags: , , , , ,
18/03/2009 - 12:46

ONE COMMENT

Se esse regulamento novo das vitórias fosse retroativo e tirasse o título desse carro, seria o caso de empastelar a sede da FIA. A foto enviada pelo Paulo Uzêda.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1, One comment Tags: , ,
11/02/2009 - 16:49

E O LOUCO SOU EU…

SÃO PAULO (interna!) – Lembram de um episódio do Top Gear em que os caras levam um Lada para ser modificado na fábrica da Lotus? Pois bem. O blogueiro Fernando Bueno está fazendo um em SP! E com motor Lotus de verdade! A história toda está em seu blog. E merece ser acompanhada. Entre outras coisas, porque o motor Lotus que ele comprou era sabem de quem? Nelson Piquet!

E depois vocês me chamam de maluco…

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Ladaland Tags: , ,
11/12/2008 - 19:50

FALTOU DIZER…

SÃO PAULO (tomara que sim) - …no vasto material produzido pelo Felipe Paranhos em Salvador, que me sinto enganado na história do Piquet-pai na GT3. Eu e a torcida do Flamengo. Lembro que a notícia de que ele iria correr foi festejadíssima pela comunidade automobilística nacional, e o próprio Nelson se prestou ao papel de dar uma “levantada” na categoria, posando para fotos ao lado de seu suposto companheiro de equipe e de um Ford GT de rua.

Escrevi até uma coluna sobre isso, todo contente.

Pois Piquet diz que não vai correr coisa nenhuma, e azar de quem acreditou na cascata.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro Tags: ,
11/12/2008 - 15:31

NELSÃO SOLTA A LÍNGUA

SÃO PAULO (bela estréia) – Em Salvador, para um evento em uma faculdade, Nelson Piquet, o pai, foi marcado de muito perto pelo mais novo repórter-redator-faz tudo do Grande Prêmio, o baiano Felipe Paranhos. Que já estreou arrebentando, arrancando de Piquet declarações que, certamente, vão repercutir por aí.

Entre elas, de que “está na hora de Barrichello voltar pra casa” e “Bruno Senna ainda não mostrou talento nenhum”.

Leiam lá, tudo dividido em várias matérias, cada uma sobre um tema. Depois debatam aqui. E aproveitemos para dar as boas-vindas ao Felipe, que passa a ser nosso ponta-de-lança no Nordeste.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
04/12/2008 - 16:32

PAIS & FILHOS

SÃO PAULO (repeteco) – Essa foto eu já publiquei aqui. Mas em outro, hum, “contexto”. Que horrível, esse negócio de “contexto”. Bem, mas cabe na sessão de corujas & pimpolhos. Pela carinha de bebê, Nelsinho tinha o quê? Uns 10, 12 anos? Deve ser por aí. O sorriso de Piquet-pai é o mais autêntico possível. Sorriso de pai é assim.

Hoje Nelsinho não tem mais cara de criança, e Nelsão anda meio taciturno, quando aparece em fotos. Não o vi sorridente em Interlagos durante os dias de GP, por exemplo. Tomara que seja só nas fotos, e que tenha sido só por causa da tensão da renovação do contrato do filho com a Renault.

Não se deve deixar de sorrir, mesmo quando a gente acha que não tem muitos motivos para isso.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pais & Filhos Tags: ,
15/10/2008 - 15:48

PIQUET BI, 25 ANOS

SÃO PAULO (feríssima) – Hoje faz 25 anos que Nelson Piquet conquistou seu segundo título mundial, pela Brabham. A história toda está no Grande Prêmio. Data para ser lembrada e comemorada, claro. E no dia 30 deste mês outro aniversário importante: 20 anos do primeiro título de Ayrton Senna. Este país, de fato, foi escolhido a dedo pelos deuses do automobilismo. Ter Emerson, Nelson e Ayrton numa sequência só, um atrás do outro, não é pouco…

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags:
07/10/2008 - 11:11

PIQUET E A HONDA

SÃO PAULO (não demora muito) - O que é o destino… São muito fortes os indícios de que se Nelsinho Piquet deixar a Renault, o que parece bastante provável, a Honda poderá ser seu destino. Não porque os japoneses adoraram seu desempenho no ano de estréia, mas porque um dos parceiros da equipe em 2009 será brasileiro, a Petrobras. Que pode dar um empurrãozinho. E, nesse empurrão, quem cai é Rubens Barrichello. Desafeto de Piquet, o pai.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
16/09/2008 - 15:19

RIO, 1983

SÃO PAULO (só uma lembrança) - Não é efeméride de nada (o aniversário de 25 anos já foi, em março), mas o Humberto Corradi mandou este resumo do GP do Brasil de 1983, e sempre é legal rever Jacarepaguá. A vitória foi do Piquet. E duas coisas curiosas aconteceram nessa prova, numa época em que a F-1 era meio bagunçada… Keke Rosberg chegou em segundo, e foi desclassificado porque o empurraram nos boxes. Até aí, tudo bem. O gozado é que o terceiro, Lauda, não subiu uma posição. O GP do Brasil de 1983 simplesmente não teve segundo colocado! Alguém sabe de outro caso parecido?

E houve mais uma desclassificação ímpar. Elio de Angelis, da Lotus, terminou em 13º, mas foi excluído do resultado final porque trocou de motor. Ora, não podia? Poder, podia. Só que ele fez a classificação, no sábado, com motor Renault. E correu de motor Ford, porque o outro quebrou no warm up!

Era uma zona, uma deliciosa bagunça. Dá para imaginar algo semelhante hoje em dia?

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1, Vídeos Tags: , , , ,
05/09/2008 - 15:39

A GENTE ESPERA…

SÃO PAULO (depois o chato sou eu) – Lembram da participação de Nelson Piquet na GT3 brasileira? Pois é. Era para estrear em Curitiba, depois em Brasília, depois em Interlagos, e o carro não chegava e tal e coisa, e o carro chegou. Está no Rio, seu Ford GT (o da foto). Vai correr neste fim de semana. Mas Nelson está na Itália, participando de uma regata. Os pilotos serão outros.

Nada a reparar quanto às opções de Piquet-pai. Quer correr, corre. Não quer, não corre. Ninguém tem nada a ver com isso. O que me incomoda é o alarde que os promotores de corridas e categorias fazem no Brasil para ganhar espaço na mídia escalando Piquet para tudo — foi assim com a Truck, anos atrás. Escalam, e ele não aparece. E a gente fica com cara de bobo, porque celebra, festeja, e as coisas não acontecem.

Em tempo: Piquet-pai também poderia evitar o uso de seu nome em vão. A não ser que não se importe, e parece que não se importa, mesmo.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro Tags: , ,
25/07/2008 - 15:05

SIMBOLISMOS

ZWICKAU (defumado) – Há mais do que coincidência no fato de que Michael Schumacher estreou na F-1 no mesmo dia em que dois brasileiros foram ao pódio pela última vez até domingo passado, quando Massa e Nelsinho repetiram o feito de Senna e Piquet-pai. Esse é o tema da coluna Warm Up de hoje.

Leia lá, comente aqui! Agora vou jantar e depois volto com algumas novidades dois-tempistas.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Warm Up Tags: , , , ,
20/07/2008 - 11:54

BRATWÜRSTE (11)

SÃO PAULO (aqui é rápido) – Já pintou a primeira foto com os dois juntos, Senna e Piquet, na Bélgica/1991. Foi o último pódio com dois brasileiros. Ricardo Bromer foi o blogueiro que mandou o link, valeu!

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , , ,
20/07/2008 - 11:27

BRATWÜRSTE (9)

SÃO PAULO (e ainda tem rádio…) - Dois brasileiros no pódio. Fazia muito tempo… A última vez foi em 25 de agosto de 1991, no GP da Bélgica. Venceu Ayrton Senna, de McLaren, com Nelson Piquet, de Benetton, em terceiro. Só encontrei essa foto aí do lado daquele pódio. Se aguém achar uma com os dois, me manda!

Detalhe curioso: naquele 25 de agosto, estreava um alemão na Jordan. Michael Schumacher era o nome do cabra. Não deixa de ser emblemático.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: , , ,
11/07/2008 - 18:04

SCHUMI EXPLICA

SÃO PAULO (lá vem chilique) – Você não consegue entender como é que três pilotos estão empatados nos pontos na liderança do Mundial de F-1, e um quarto está a apenas dois pontos deles? De onde vem tanto equilíbrio, lembrando os tempos de Senna, Prost, Masnell e Piquet (na foto histórica de 1986, ao lado)? A coluna Warm Up de hoje defende uma tese.

Leia lá, comente aqui!

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Warm Up, F-1 Tags: , , , ,
11/07/2008 - 13:17

SAIA JUSTA, JUSTÍSSIMA

SÃO PAULO (desconfiem) – Há algo de podre no reino ainda cheirando a talquinho da GT3, que tem corrida neste fim de semana em Interlagos. A estréia de Nelson Piquet foi adiada mais uma vez. Esse é outro que se encaixa no mesmo caso dos projetos de autódromos brasileiros… Desconfio que os promotores anunciam sua participação em campeonatos, como na Truck anos atrás, para enganar os jornalistas otários, entre os quais me incluo, ganhar algumas manchetes e apostar no esquecimento quando a coisa não dá certo.

Piquet foi alardeado como grande atração da GT3 no ano passado, prometendo a estréia com um Ford GT em 2008. Era para correr em Curitiba, ficou para Brasília, ficou para São Paulo, agora ficou para não sei quando. Depois não sabem por que o automobilismo brasileiro vive uma crise técnica e de credibilidade sem precedentes.

Mas até aí, tudo bem, a gente engole. Passa o recibo de bobo por acreditar nos contos da carochinha, por dedicar espaço a algo que não vai acontecer, e paciência. Só que o “algo de podre” não está exatamente na ausência de Piquet, e sim nas declarações de Xandy Negrão que acabo de receber via assessoria de imprensa do veterano piloto e farmacêutico, cujo press-release reproduzo parcialmente:

Anunciada diversas vezes, e até agora nunca confirmada, a estréia de Nelson Piquet na GT3 Brasil parece a cada dia mais um sonho dos organizadores da categoria do que um desejo do tricampeão mundial da Fórmula 1. Nesta sexta-feira, pouco antes da abertura dos treinos oficiais da quarta rodada – sétima e oitava etapas -, o líder Xandy Negrão (Medley) ironizou a ausência de Piquet nos boxes de Interlagos.

“Acho que ele está com medo de levar pau da gente. Afinal, a cada etapa surge uma desculpa para ele não correr. Agora, parece que vai acompanhar o filho numa prova de kart e só vai estrear no Rio de Janeiro, em setembro, embora o carro dele já esteja aqui em São Paulo. Há algum tempo, também dizia que andaria na Fórmula Truck, o que jamais aconteceu”, comentou Xandy, atual campeão e recordista de vitórias da GT3 – ganhou oito das 14 etapas desde 2007. Além de amigos, Xandy e Piquet foram sócios de 2005 a 2006 na Piquet Sports, equipe de Fórmula GP2 que serviu para o desembarque dos filhos Xandinho e Nelsinho na divisão de acesso à Fórmula 1.

De acordo com os promotores da GT3 no Brasil, Piquet manifestou no ano passado a intenção de comprar um Ford GT e formar parceria com Cássio Homem de Mello. Mais tarde, anunciou que o companheiro seria Eduardo Souza Ramos, mas manteve o projeto de estrear na abertura do calendário em Curitiba, em abril último. Desde então, essa data vem sendo postergada a cada etapa.

É bom lembrar que em comunicados de imprensa, cada vírgula é aprovada pelo patrão. Portanto, os termos “sonho dos organizadores”, “ironizou” e todo o resto têm o crivo de Negrão que, segundo ouvi, não anda lá muito satisfeito com a gestão comercial da nova categoria.

Bem, não é problema meu, de qualquer forma. Depois que li algumas matérias claramente encomendadas sobre a categoria em revistas supostamente chiques e bacanas, percebi que, mais uma vez, os marqueteiros de plantão acham que o importante é aparecer no programa do Amaury Jr., do Otávio Mesquita e seus congêneres impressos e eletrônicos, e não fazer as coisas direito. Já há reclamações de pilotos burlando o regulamento, nenhuma preocupação com o público, denúncias de distribuição de ingressos prometida e não cumprida pelo principal patrocinador, claros indícios de que o que vale é o coquetel, o canapé, o prosecco, a fatura polpuda. Esporte é coisa de pobre.

E a GT3, na qual eu apostava tanto quando chegou, no ano passado, pelo visto, está virando outro brinquedinho de gente rica e vaidosa. Uma grande pena, porque os carros são lindos e até os irmãos Fittipaldi estão lá correndo.

Bem, quem for a Interlagos neste fim de semana para assistir que conte o que viu. E vamos ver como estarão as arquibancadas.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo brasileiro Tags: , ,
09/07/2008 - 16:30

RESPEITO, RAPAZ!

SÃO PAULO (desculpe, senhor!) – Essas imagens, que me parecem raras, são do penúltimo pódio que teve Senna e Piquet juntos, no GP dos EUA de 1991 em Phoenix. A vitória de Ayrton, com Nelson em terceiro. O último viria alguns meses depois em Spa. O barato desse vídeo, enviado pelo Pétricus Pórticus, é o comportamento de Piquet e Balestre. Além, claro, do detalhe das medalhinhas em vez de troféus.

Uma F-1 diferente, sem dúvida. Em termos de pilotos também. O segundo colocado foi Prost. Olhando para os três, pode-se dizer que do alto daquele pódio, hoje, 10 títulos mundiais nos contemplam.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1, Vídeos Tags: , , , ,
01/07/2008 - 06:31

PIQUET, 25 ANOS

SÃO PAULO (obras, argh!) – Fez 25 anos no dia 13 de março, e eu provavelmente esqueci. Se não esqueci, vamos ver de novo: a vitória de Piquet no GP do Brasil de 1983. Diz na descrição do vídeo, enviado pelo Valdemar Emprestado, que foi a primeira vez que o Tema da Vitória tocou na Globo. Não tenho certeza. Mas a vitória foi linda.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1, Vídeos Tags: , ,
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