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06/07/2009 - 00:30

É UMA TESE…

SÃO PAULO (como tantas outras) – O Ricardo Divila me mandou um artigo muito interessante sobre a repulsa das equipes ao teto orçamentário proposto pela FIA. Em linhas gerais, o texto, que saiu na Inglaterra mas eu infelizmente apaguei depois de ler (vivo fazendo isso) e por isso desconheço o autor, lança a tese que segue.

O que os principais patrocinadores pagam por ano aos grandes times é bem mais do que o teto. Os valores dos patrocínios, com o teto em vigor, baixariam bem. Como é que as equipes vão continuar cobrando de seus anunciantes valores astronômicos sem poder usar o argumento de que a F-1 é muito cara? Mais: o quanto se cobra de um patrocinador para entrar na F-1 faz parte do que se chama de “valor agregado” de uma equipe. Uma Ferrari, por exemplo, vale XX, e não X, porque para patrociná-la é preciso pagar YY, e não apenas Y. Se o preço para anunciar na Ferrari cair para Y, ela não vai mais valer XX, e sim X. Sacaram? Sou um ótimo professor de economia.

Duro vai ser explicar aos patrocinadores que o custo do serviço que elas, equipes, prestam a eles, que anunciam, caiu cinco vezes, mas que o preço que eles, anunciantes, vão pagar pelo mesmo serviço vai continuar o mesmo. Eles vão ficar tão putos quanto a gente fica quando vê que o preço do barril do petróleo caiu pela metade e a gasolina continua custando a mesma coisa. Sacaram? Acho que vou dar aula na GV.

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: ,
01/10/2008 - 16:37

TÁ SOBRANDO (2)

SÃO PAULO (tudo limpo) – Acabo de receber press-release informando que a fase final da Estoque passa a se chamar “Playoff Eurofarma 2008″. O laboratório vai batizar as corridas finais, e portanto teremos a partir de agora pilotos dizendo “preciso ganhar esta prova para somar pontos importantes no Playoff Eurofarma 2008 da Copa Nextel”.

É claro que ninguém vai ouvir a frase acima, donde fico me perguntando qual a função de tal ação. Me parece é que estão precisando gastar, seja com o que for. Mas como o dinheiro não é meu, nem público, que gastem. A justificativa da empresa é “se aproximar ainda mais do público que acompanha as corridas e reforçar o compromisso com um esporte que tem o conceito de dinamismo, competência, determinação e trabalho em equipe, reforçando valores da marca”.

Ah, como você é amargo, Flavio Gomes!

Sou não, o remédio é que é doce…

Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Stock Car Tags: ,
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