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Cidade chinesa que quer ser conhecida como “Little Paris”, por motivos óbvios. Como diz meu amigo Tranjan, “há limites”…

Cidade chinesa que quer ser conhecida como “Little Paris”, por motivos óbvios. Como diz meu amigo Tranjan, “há limites”…

SÃO PAULO (com honras) – Sábado recebi a visita de dois nobres prussianos que já viveram exilados em Paris, Don Peter Von Wartburg e sua consorte de origem luso-italiana, a princesa Julyanna Von Pampuglia, em passagem-relâmpago pelo Brasil. Eles possuem um castelo em Dusseldorf, mas está em inventário, e enquanto a documentação não sai, moram numa quitinete para não chamar a atenção.
Foi uma visita muito agradável. Don Peter é um sujeito excêntrico que costuma viajar pela Europa com veículos pouco convencionais, como se nota pela foto, e gosta muito de F-1. Ele faz experiências de sustentabilidade, evitando ao máximo o gasto de combustível. Uma de suas grandes façanhas foi percorrer a distância entre a capital francesa e os arredores de Dusseldorf com apenas dez euros de gasolina. Princesa Von Pampuglia o acompanha por tais andanças.
Conduzi os dois para um passeio pela cidade. Não deu tempo de fazer muita coisa, porque o avião particular da dupla tinha hora para sair, mas consegui levá-los até Interlagos, e usando de artimanhas aprendidas com outro nobre, Comendattore Ceregatti, percorremos mais de uma vez, com outro grande amigo, Waltinho, os pouco mais de 4 km da pista.
A visita de cortesia será retribuída possivelmente ainda neste ano, com hospedagem no castelo prometida, mas ainda não garantida. Afinal, está em inventário.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Turismo Tags: Paris, PrússiaSÃO PAULO (pode?) – “Estava hoje caminhando por Paris…”, começa o e-mail do Gustavo Errante. Metido, não? Brincadeira, Paris é demais em qualquer época do ano, em qualquer tempo da história. Sorte do blogueiro que pode flanar por Paris e, melhor ainda, lembrar deste modesto blog quando passa por ele esse jipinho gracioso, devidamente clicado para que a blogaiada descubra o que é.
Eu sei, mas não conto!
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Legião urbana Tags: ParisSÃO PAULO (tudo tem lógica) - Um dos maiores shows de todos os tempos, que rendeu um dos maiores álbuns duplos de todos os tempos.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Rádio Blog Tags: Paris, SupertrampFerrari, Lamborghini, Spyker, Bugatti? Não. Lada Sport Revolution, em Paris. Podem tremer.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Ladaland, One comment Tags: Lada, ParisCoisa chique demais, um 2CV by Hermés, clicado hoje mesmo pelo Thiago Vinholes, da “AutoEsporte”, no Salão de Paris.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Cars & girls Tags: 2CV, Citroën, ParisPEQUIM (estufado) – Eu estava na França em 2005, quando o Comitê Olímpico Internacional escolheu Londres como sede dos Jogos de 2012. Paris era cidade-candidata e considerada favorita por muita gente, porque o projeto dos organizadores era um dos mais bem elaborados de todos, com ênfase no meio-ambiente e na inserção do evento no dia-a-dia da cidade, sem grandes obras faraônicas e prevendo, por exemplo, que os deslocamentos do público e da imprensa seriam feitos majoritariamente a pé.
Os parisienses estavam confiantes na vitória e foram à praça que fica em frente à Prefeitura esperar pelo anúncio do COI, mas acabaram saindo frustrados. Fiquei triste pelos franceses. Os planos eram lindos e uma Olimpíada em Paris, convenhamos, não é algo de se desprezar. Londres ganhou com uma proposta bem diferente, de revitalizar uma área decrépita da cidade. Haverá um legado, pois, embora o custo seja muito mais alto.
O mesmo aconteceu em Barcelona em 1992. Estive na cidade um ano antes, quando a F-1 realizou sua primeira corrida em Montmeló. A capital catalã era um canteiro de obras e se transformou graças à Olimpíada. De cidade decadente e cheia de problemas, virou uma das mais belas da Europa, graças a um sólido projeto de reurbanização que não terminou com os Jogos, ao contrário — persiste até hoje, com planejamento e controle.
Pequim gastou os tubos para fazer esta Olimpíada, ergueu uma estrutura que não dá para reclamar, mas não é uma unanimidade. Não desperta grande simpatia de todos os participantes, apesar do esforço dos chineses em fazer tudo direitinho. Ontem, por exemplo, a equipe de ciclistas dos EUA desembarcou na cidade com máscaras negras sobre a boca e o nariz, num “protesto contra a poluição”. A poluição não se importou muito com as reclamações e continua por aqui.
E é o máximo que veremos em termos de protestos, porque as manifestações políticas, em geral ligadas à violência no Tibete, estão proibidas — os comitês olímpicos nacionais orientaram seus atletas a não meterem o bedelho na questão. Assim, a vilania chinesa fica reduzida à poluição, um pouquinho à censura na internet, e o resto que se dane.
A China, até outro dia — na minha escala de tempo, 20 anos são “outro dia” — era abominada pelo Ocdiente, por seu regime fechado, de desrespeito aos direitos humanos e tudo mais. Aí, deu uma guinada econômica, virou uma potência que cresce a taxas inacreditáveis e fez com que o mundo passasse a depender dela. Afinal, é um país de 1,3 bilhão de pessoas que precisa comprar muita coisa por aí afora para continuar crescendo. E, por isso mesmo, ninguém mais ousa criticar a China. De inimiga, virou parceira.
Não deixa de ser uma enorme hipocrisia. O mundo se curva ao poder econômico chinês e já não se importa se seu regime político não se encaixa naquilo que se convencionou chamar de democracia.
O Ocidente fechou definitivamente os olhos para os pecados chineses em troca de seu mercado de 1,3 bilhão de pessoas. E é por isso, só por isso, que Pequim foi escolhida sede dos Jogos de 2008. Não tem nada a ver com os belos olhinhos amendoados de seu povo, nem com o sorriso acolhedor de sua gente.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pequim 2008, Sem categoria Tags: Barcelona, China, Londres, ParisSÃO PAULO (não faça isso em casa!) – O Eduardo S., de São Sebastião, é um garimpeiro de vídeos espetaculares. Já tem seu canal aberto aqui. O vídeo que ele me mandou hoje é um negócio de doido, e a história dele, melhor ainda. Reproduzo:
“É o filme C’etait un Rendezvous, de 1976. Após concluir seu ultimo filme, o cineasta francês Claude Lelouch se deparou com uma fita na qual restavam cerca de 10 minutos, aí então teve a idéia genial de organizar uma espécie de corrida nas ruas da capital francesa. Sem pedir autorização e se valendo da ajuda de certos colaboradores, Lelouch decide rodar o filme numa manhã de agosto daquele ano, aproveitando assim o pouco trânsito, partindo de Porte Dauphine e chegando ao Alto de Montmartre, o trajeto escolhido um dos mais bonitos da mais bonita das cidades, Av. Foch, Place de l’Etoile, Champs Elysées, Concorde, Louvre, Opera, Pigalle, Montmartre.
Anexo a esta mensagem está o percurso num mapa da Cidade Luz e o carro utilizado é um Ferrari 275 GTB, do próprio diretor. O filme tem quase 9 minutos, a plena velocidade pelas ruas de Paris, e consta que ao apresentar a público este filme, o diretor foi detido para prestar informações, sobre quem teria andado com o carro. Ele revelou que era um piloto de F-1 da época, mas negou-se a revelar o nome. Posteriormente, investigações da polícia local chegaram a dois nomes, Jacques Laffite e Jacky Ickx.”
Bem, quem assistir terá a chance de fazer o mais rápido city tour que se pode fazer em Paris. Como o cara conseguiu fazer tanta barbaridade sem ser pego? Bem, naquela época não existiam radares…
O mundo é dos malucos, é o que sempre digo.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Vídeos Tags: Paris