SÃO PAULO(bate bem) – Luis Mendes é o blogueiro que achou esta preciosidade de 1977, quando os carros a álcool começaram a ganhar as ruas do Brasil. Um pequeno quadro nos “Trapalhões” mostra a visão de Mussum da novidade. Impagável. Ainda mais porque tem um táxi DKW marrom estacionado ao fundo. Outros tempos. Em que a odiosa expressão “politicamente correto” não existia. E o país vivia numa ditadura…
SÃO PAULO(chuva por chuva…) - Bom dia, macacada. Esse vídeo foi mandado pelo Thiago Sabino e traz uma reportagem da RBS de 1979, de uma prova da recém-nascida Stock Car em… Ah, se vocês não souberem a pista, fecho o boteco! Curiosidades: Roberto Thomé, o repórter; Raul Boesel (chamado de “Bésel”), o vencedor; e Paulo Gomes descendo a lenha na direção de prova. Na pista, Opalões.
SÃO PAULO(coisa linda!) – Domingo em Interlagos aconteceu a segunda etapa da Clássicos de Competição, que é uma espécie de “Classic Cup Light”, iniciativa do Alfredo Gehre, nosso grande amigo. A novidade foi a estreia de um Opala, do Alcindo Moreira, de Campinas. É sempre legal ver um Opalão na pista! Aqui tem uma galeria de fotos da corrida, do Rodrigo Ruiz. Os resultados da prova, vencida pelo Chicão Bensuaski, aqui. Aos poucos, a categoria vai tomando corpo, e a gente torce muito para que o grid encha cada vez mais!
SÃO PAULO(firme e forte) - Já que andamos falando em Opalas aí embaixo, eis aí uma boa forma de usar um clássico: andar com ele. O adorável casal de velhinhos deve ter esse carro desde zero, imagino…
SÃO PAULO(eu sempre falo) - O “comment” é o seguinte: carro antigo não é feito para isso. Agora, o que aconteceu. Ontem no Sambódromo a noite foi dedicada aos Opalas. E, como se sabe, tem uma galerinha que gosta de envenenar Opalas para essas bobagens como arrancar, cantar pneu e fazer zerinho. Esse do vídeo, segundo relato que recebi, tem motor V8. “A embreagem quebrou, cortou a caixa seca e o painel de fogo quase decepa os pés do motorista, tudo que estava no raio de ação da embreagem foi cortado, inclusive a linha de alimentação, a bomba elétrica continuou empurrando combustível, aí o fogo foi inevitável. Seis pessoas se feriram com os estilhaços da embreagem, duas pessoas tiveram cortes profundos no rosto e alegam que se feriram com os estilhaços. A organização cuidou de todos os feridos e agora é esperar os processos”, diz o e-mail que recebi.
Se alguém daqui esteve lá e tem mais detalhes, que conte.
SÃO PAULO(por que não pegam esse cara?) – Mais uma do Du Oliveira, o irmão do Décio. Ele acaba de publicar em seu blog estudos com uma releitura do Opala e da Caravan. Simplesmente magnífico, o trabalho.
SÃO PAULO(como sempre, perfeito) – Os amantes do Opala e das miniaturas não podem perder a novidade da Automodelli. O Antonio Apuzzo, mentor da série mais espetacular de nacionais de que se tem notícia, está homenageando os 40 anos do Chevrolet mais vendido do país. E fez um diorama lembrando o filme que conta a história do bandido Lúcio Flávio, lembram dele? Foi uma das celebridades do crime nos anos 70.
Motivo: um belo dia, numa entrevista, Lúcio Flávio declarou que “minha preferência é o Opala, um carro com boa aceleração e veloz, ideal para fugas”. Tipo de propaganda que a GM dispensava, claro. Mas tinha lá seus efeitos.
Apuzzo avisa que serão feitas séries limitadas na escala 1:43 com peças em metal cromado e detalhes em aço inox (photoetched) para frisos e emblemas e com pintura nas cores originais da época. Outros modelos previstos: Diplomata do Lula, Luxo de JK, Especial táxi da antiga rodoviária da Luz, em SP, Gran Luxo a serviço do Palácio das Laranjeiras, de competição de Pedro Carneiro Pereira, Gran Luxo acrobático de Euclides Pinheiro, Diplomata limousine Avallone e outros.
As pecinhas são espetaculares. Sei bem porque tenho algumas preciosas.
SÃO PAULO (como quebram, essas coisas) – Vocês devem ter notado que a “Legião Urbana” andou meio sumida do blog. Motivo: minha câmera digital quebrou e só comprei outra agora. Então, a foto de hoje é uma exceção, porque a ideia da seção é colocar sempre fotos que eu mesmo tiro, senão fico doido. Essa quem mandou foi o Duda Ordunha, e é claro que foi tirada no Rio. Ah, o Rio…
Belo exemplar de Opala. Deixo modelo e ano para a blogaiada saudosa do silêncio de um Chevrolet.
SÃO PAULO(classe demais) - Clicado hoje em andanças pelo bairro. Comodoro é nome de carro, não? Capota de vinil, interior monocromático… E bege. Bege é uma boa cor para carro, não?
SÃO PAULO(eram carros, e era um autódromo) – As duas imagens abaixo foram enviadas pelo Silvio Neto. São de Goiânia. A da esquerda é de 1980. A da direita, de 1982. Época em que a Stock usava carros de verdade, os inesquecíveis Opalões.
Nenhuma novidade, eu sei. Gostei, mesmo, das pinturas de ambos, com patrocinadores de peso naqueles tempos.
A Transbrasil não existe mais, deixou seus coloridos aviões apenas na memória daqueles que voaram pela companhia.
A Basf, não sei bem o que faz hoje em dia. Para mim, era sinônimo de fitas cassete. Mas sei que tem uma enorme fábrica em São José dos Campos. Na verdade, estou fazendo tipo… A Basf é uma das maiores indústrias químicas do mundo. Fabrica tintas, plásticos e mais um monte de coisas.
Só não faz mais fitas cassete. Acho que ninguém mais faz.
SÃO PAULO(boa, Ingo!) – Dia desses, alguns meses atrás, recebi um e-mail do Ingo Hoffmann pedindo o contato do Paulo Trevisan, lá em Passo Fundo. Passei a ele, sem perguntar para quê era. Hoje o mistério foi desfeito. O Ingo resolveu doar a réplica do Opala com o qual conquistou seu primeiro (de 12) título na Stock Car ao acervo do Museu do Automobilismo Brasileiro. Não sei se doou ou apenas emprestou durante um tempo, mas isso é detalhe irrelevante. O importante é que o carro, que ele ganhou no ano passado de seu companheiro de equipe, fará companhia a outros ícones do automobilismo nacional.
Certo, não é o original, mas também não é uma réplica qualquer. É a réplica feita para o Ingo, o que faz toda a diferença. E mostra que o piloto (recuso-me a chamar o Ingo de ex-piloto) tem uma preocupação com a história do esporte que o abraçou e que ele abraçou como ninguém. Um exemplo de altruísmo. Parabéns a ele e ao Trevisan, claro, que mantém em seu acervo coisas inacreditáveis.
Falando nisso, estou com saudades do #96. Será que ele anda perguntando por mim e pela blogaiada?
SÃO PAULO (boa, filharada!) – Está no excelente AutoEstrada, a reportagem — com fotos de Claudio e André Larangeira na galeria que mostra a história do projeto. Os filhos de Affonso Giaffone deram de presente a ele uma réplica do Opalão que ganhou a Divisão 1 em 1978 (campeonato que, de certa forma, deu origem à Stock no ano seguinte). Demais, não? O Ingo já tem o dele, o Affonso também. E que cuidem bem dos carros, senão a gente pega eles na esquina!
SÃO PAULO (recorte e cole) – O blog do Fabio “Pappel” Poppi é daqueles da categoria “imperdível”. São dele as incríveis criações de miniaturas de papel que viram carros de autorama. Esse é um cara que deveria ficar rico com esse negócio!
SÃO PAULO(boa, Alemão!) – Ingo Hoffmann pendurou o capacete hoje. Na Stock. Porque vai continuar dando suas aceleradas por aí, certamente. Na GT3, em ralis… E, na Stock, vai continuar muito ativo, como dono de equipe.
Fechou com chave de ouro, no pódio, depois de uma bela largada, ao pular de sétimo para terceiro. Foi onde terminou a corrida, vencida por Thiago Camilo. Ontem, ganhou de presente uma réplica de seu primeiro carro na categoria. Aí do lado, o original, do acervo de Rogério Luz.
SÃO PAULO(ainda faltam 11!) – Demais a homenagem prestada a Ingo Hoffmann por seu companheiro Lico Kaesemodel. O Alemão ganhou hoje uma réplica do Opala com o qual conquistou o primeiro de seus 12 títulos na Stock. Ingo se despede das pistas amanhã como o maior piloto de carros de Turismo que o Brasil já teve. Merece ser aplaudido de pé pelo autódromo que, espero, vai estar cheio.
E, vendo esse carro, me veio à cabeça a pergunta: por onde andam os Opalões da Stock de 30 anos atrás? Sobreviveram muitos? Alguém sabe de algum?
SÃO PAULO (falta algum?) – Recebo informe do WebMotors, um dos maiores sites de venda de carros do Brasil (talvez seja o maior, mesmo), dando conta de que o Opala, entre os clássicos nacionais, foi o campeão de buscas em novembro, com quase 78 mil consultas de internautas.
É um bom termômetro para se saber que tipo de carro o pessoal anda procurando por aí para comprar. Veja a lista dos dez primeiros:
1) Opala – 77,9 mil buscas; 2) Fusca – 64,3 mil; 3) Chevette – 41,8 mil; 4) Maverick – 30,3 mil; 5) Fiat 147 – 17,3 mil; 6) Landau – 11 mil; 7) Del Rey – 8,5 mil; 8 ) Brasília – 7,8 mil; 9) Galaxie – 7,2 mil; 10) Corcel II – 6,8 mil.
Alguns são surpresas, como Chevette, Del Rey e Corcel II. Mas é que ainda tem muita gente que compra esses carros para uso diário, mesmo, e não como clássicos. Um bom Del Rey, com ar, direção hidráulica e trio elétrico (é assim que se chama?), é bem mais barato que um Corolla, por exemplo. E muito mais bonito. E muito melhor.
Se você tivesse grana para comprar um clássico nacional, um só, qual seria?
SÃO PAULO (como pode tanta perfeição?) - Parte da coleçãozinha de “paperslots” (carrinhos de autorama de papel, para os leigos como eu) do Fabio Poppi, de deixar qualquer um de queixo caído. Como se nota, só carros que fizeram história no automobilismo brasileiro e mundial.
SÃO PAULO(por que não?) – Cauê de Mattos é o nome do estudante de design do Mackenzie que fez esse projeto de recriação do Opala na faculdade. A matéria completa está no WebMotors, dica do blogueiro Marcio Batista. Em geral, gosto dessas viagens. Gostei dessa, também. Opala é Opala.
Cauê teve a idéia de redesenhar o carro porque ele está completando 40 anos de seu lançamento.
Deixo à blogaiada que já “opalou” alguma vez na vida a incumbência de fazer os comentários. Aproveitem para contar suas histórias com o carro, porque todo mundo sempre tem uma.
RIO DE JANEIRO(dormir pra quê?) – Muito legal, mas muito legal mesmo, o último “Diário da despedida” de Ingo Hoffmann no Grande Prêmio – ilustrado pelo nosso artista Marcel Marchesi.
O Alemão, já que estava pelo Sul, relembra sua estréia na Stock Car, em 1979, em Guaporé. Como dizia aquele anúncio da “Folha”, não dá para não ler.
SÃO PAULO(”Kathy,” I said as we boarded a Greyhound in Pittsburgh/Michigan seems like a dream to me now) – Dr. João Cesar dos Santos envia esta péssima notícia. Roubaram um Opala 76 em Porto Alegre com centenas de cartas originais de Dom Pedro, Rui Barbosa e Princesa Isabel, entre outras figuras históricas, no porta-malas.
O carro e as peças eram de um colecionador. Tanta coisa ruim para roubar, o sujeito vai me roubar um Opala 76…
SÃO PAULO(porque carro oficial é sempre preto?) – O blogueiro Léo Engelmann manda link interessante, sobre uma limousine Opala feita no final dos anos 80 pela família Avallone, aqui em SP. O projeto não andou, porque a GM não homologou. Mas não deixa de ser interessante. Será que restou alguma dessas?
Opala à parte, a grande limousine brasileira foi o Itamaraty Presidencial. É considerado pelo Roberto Nasser, papa dos antigos brasileiros, um dos nacionais mais surpreendentes e valiosos de todos os tempos.
SÃO PAULO(a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo) – Alguns meses atrás soube da abertura de uma loja aqui em São Paulo que só vende Opalas. Se chama Supimpa, termo que a muitos parecerá incomum, mas que quer dizer, digamos, “cool”. De lá para cá passei a dar mais atenção ao melhor carro que a GM já fez por aqui.
Tal atração tem a ver com corridas, também, afinal o Opala deu origem à Stock Car em 1979, maior categoria nacional e alçada à condição de top-top nos últimos anos (há certo exagero nisso, mas tudo bem, assunto para outros dias).
Uma busca rápida na internet leva a dezenas de endereços interessantes sobre Opala, alguns com áreas dedicadas somente à sua trajetória nas pistas. É uma viagem agradável e confortável.
Nunca pensei em ter um Opala, mas sou acometido por alguns surtos com carros em começos de ano. Melhor me conter, o mar não está pra peixe. Mas de vez em quando vejo umas pecinhas tão… suculentas!
Diz a verdade, olhando uma foto como essa aqui não dá vontade de sair à caça?
É jornalista, dublê de piloto e escritor. Atua em jornais, revistas, rádio, TV e internet. “Um multimídia de araque”, diz ele. No Twitter, @flaviogomes69.