26/02/2009 - 15:49

SÃO PAULO (motorização?) – De imediato, quando o blogueiro Zé Maria mandou as fotos, achei que eram do pátio da Mercedes em Juiz de Fora. Uma reestilização do Classe A, por que não? Mas é uma criação do Antonio dos Carros, de Natal (como eu não vi isso?), que faz modelos muito interessantes para vender cachorro-quente. Notem: carroceria de alumínio (como o A2 da Audi), monovolume (uma minivan, como a Meriva, ou o Picasso), grande área envidraçada, rodas de aro 17… E pelas fotos do interior eu vi que não tem pedal de embreagem, também.
Antonio dos Carros não foi encontrado para dar uma entrevista, porque, ao que parece, encontra-se na Inglaterra. Foi chamado por Ross Brawn.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Brasil, Carros
Tags: Mercedes, Natal
08/01/2009 - 20:47
NATAL (e vamos para o ar) – Infelizmente, não visitei a fábrica dos buggys Selvagem hoje. Felizmente, fez um sol danado e aproveitei muito bem o último dia por estas bandas. Motivo nobre para o cano, pois: as praias do Rio Grande do Norte.
Mas quero deixar de público aqui o agradecimento pelo convite feito pelo Marquinhos Melo, RP da Selvagem, prometendo que na próxima (e haverá muitas próximas, Natal é linda demais) vou à fábrica sem falta.
Aliás, a gente deveria falar mais de buggys aqui. Sei que não é um veículo inventado no Brasil, mas é óbvio que foi aqui que ele se “naturalizou”. Fortaleza e Natal, salvo engano, são as capitais mundiais dos buggys, e sobre eles tive uma verdadeira aula com o Péricles, nosso bugueiro, conhecido por aqui como Juízo — é que quando ele era mais jovem, tomou um tombo de moto e os amigos dizem que precisaram abrir a cabeça dele; quando fecharam, colocaram dentro um juízo de cobra…
Juízo é um grande contador de casos, e o primeiro que contou foi sobre Ayrton Senna. Diz que depois de conquistar o título de 1988, Senna veio passar uns dias em Natal e foi passear de buggy, claro. No meio de uma duna qualquer, pediu ao bugueiro para dar umas aceleradas. O que você faria se fosse o bugueiro? Bom, o cara é o Senna… Vai lá, “açuléra”! Ayrton andou cinco metros e atolou na areia. Deu risada, passou o volante de volta ao bugueiro e disse: “Cada macaco no seu galho!”. Anos depois, diz o Juízo, Senna apareceu na TV dirigindo um buggy numa de suas fazendas, ou na casa de Angra. Gostou do negócio.
Os buggys, falei isso em post sobre os Fuscas estacionários, sempre usaram mecânica VW a ar. Atualmente, essa realidade está mudando por conta do fim dos motores e das peças que ele precisa. Por isso, a nova geração deverá ter motores AP ou o motor do Fox, cujo nome não sei.
Eu não conhecia a Selvagem, e duvido que muita gente que não tenha vindo a Natal ou que não seja do Nordeste tenha ouvido falar da marca. Simplesmente porque seu mercado é Natal e ponto final. O que é ótimo: saber que estas cidades, tão distantes (e mais belas) que as do nosso Sul Maravilha, têm sua vida própria, seu mercado, suas particularidades. O Selvagem é apenas uma dessas.
Bem, preciso ir embora. O avião vai sair daqui a pouco. Amanhão, de volta à vaca fria.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Indústria automobilística
Tags: buggy, Natal, Selvagem
07/01/2009 - 02:25

NATAL (acabando…) – Quinta-feira, a convite do Marcos Melo, blogueiro do pedaço, devo visitar a fábrica de buggys Selvagem, que domina o mercado no Rio Grande do Norte. Depois falo deles. Antes, algo que me deixou encantado em Natal. Como se sabe, a VW descontinuou a produção de seus motores boxer a ar. Os últimos feitos no Brasil equiparam a Kombi até o fim de 2005. Depois disso, passaram a usar na Velha Senhora o 1.4 do Fox, ou algo do tipo. Refrigerado a água — crime exaustivamente denunciado aqui à época.
Buggys, no Brasil, pelo menos, sempre usaram motores de Fusca. O fim deles, claro, trouxe problemas aos seus fabricantes, que um belo dia foram avisados pela VW, que lhes vendia conjuntos mecânicos completos, de que a fonte secara. A Selvagem está estudando alternativas. Acredito que as outras fábricas também. Motores AP entre elas. O conjunto atual da Kombi é outra. No fim, tudo dá certo. O buggy que nos levou para passear terça-feira, do Juízo, tinha motor AP 2.0. Andava muito bem. O jeito que esses buggys enfrentam a areia fofa, apenas com tração traseira, é de deixar com inveja todos que estão no Dacar.
(Falando nisso, vocês estão acompanhando? Vi que tem gente se arrebentando de montão. Mas as paisagens são belas. Acho que o Dacar do Cone Sul vai pegar. Tomara.)
Mas o legal mesmo é saber que Fusca não acaba nunca, seus motores servem para tudo, são que nem bombril. Quem já veio a Natal e escorregou nas dunas para cair na água, ou desceu de cordinha para despencar numa lagoa, deve ter notado que para subir de volta os caras usam… Fuscas! Sem pneus ou carroceria, mas Fuscas. Vejam na foto. O cabra da peste tem pedal de embreagem, freio e acelerador à disposição. O motor é traseiro. Têm câmbio. Para quê? Trazer os turistas num carrinho sobre trilhos até o alto da duna, de onde eles despencam na água numa prancha de fibra de vidro, o esquibunda. Melhor do que qualquer motor elétrico, ou estacionário, ou qualquer coisa moderna. Fusca, mesmo.
Me explicou o cabra que o carrinho sobe em segunda. O que um dia foi uma roda, a esquerda traseira, puxa um cabo de aço. O freio é só atrás… A tambor, claro.
E assim os motores que mais sucesso fizeram na história continuam por aí, subindo e descendo gente. Uma história interminável.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Fusca & cia., Turismo
Tags: buggy, Fusca, motor a ar, Natal
24/12/2008 - 18:54
SÃO PAULO (be happy) – Bem, é de bom tom desejar feliz Natal a todos, não? Mesmo aos que não militam com grande convicção nas causas católicas, mesmo aos judeus, muçulmanos, zoroastras, budistas, ateus, céticos, agnósticos, àqueles para quem o dia 25 de dezembro nada mais é do que uma celebração consumista, e no fundo é isso mesmo, mas também no fundo é um pouco mais, porque as pessoas se reúnem, prometem que serão melhores, reencontram amigos e familiares, fazem as pazes, comem, bebem e riem, tudo isso é verdade, claro, e muito disso é igualmente uma grande mentira, mas eu já desisti há tempos de me comover demais com o Natal, gosto apenas de ver o brilho nos olhinhos das crianças que ganham alguma coisa, e ao mesmo tempo me sinto um trapo impotente por saber que outras tantas crianças, que não verei, não terão brilho algum em seus olhinhos, e merecem como qualquer outra, e por isso o Natal, mais do que me alegrar, me deprime um pouco, e ainda bem que é apenas uma vez por ano, um único dia, que passa rápido.
Nada disso, porém, me impede de desejar a todos que esta noite seja uma boa noite. É o que este blog espera desta e de todas as noites, com a maior sinceridade do mundo. E para demonstrar minha boa vontade, esta mensagem natalina vai até ilustrada por esse que todos chamam de bom velhinho.
O carro, bem-entendido.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Blog
Tags: Natal, Trabant
23/12/2008 - 15:36
SÃO PAULO (aproveitem, celebrem, sejam felizes) – Vou adaptar o e-mail do Mário Buzian ao blog. Ele levantou numa edição da “Seleções do Reader’s Digest” de dezembro de 1958 alguns anúncios de Natal que dão bem a medida de como o mundo mudou nestes últimos 50 anos. O engraçado é que todos seriam ótimos presentes, embora hoje as pessoas não pensem em dar panelas ou trenzinhos para ninguém.
Da lista de sugestões acima, escolhi alguns blogueiros que se os pegasse num amigo secreto, ficariam muitos felizes ao abrirem seus pacotes…
O Papa-Filas da Atma iria para o Rogério Magalhães, maior busólogo vivo no planeta. A cesta de Natal da Columbus, para o Dú Cardim — assim ele levaria alguma coisa nos farnéis. Os ótimos produtos da Coty, para o Salomão, acompanhado da Mamãe-Noel. A geladeira Frigidaire, para o Ronaldo Nazar encher de cerveja e me convidar para um churrasco. As resistentes panelas Rochedo, para a Jackie Della Barba, que não iriam durar muito porque seu marido derreteria tudo para fazer portas de alumínio e baixar o peso do Meianov. E a caixinha de sobremesas Royal para o Ceregatti dar uma adoçada em 2009.
Façam suas listas também. Para mim, não se preocupem com presentes. Sem nenhum joguinho de cena, a presença de todos aqui já é um presentão.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Blog
Tags: Natal
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