FOTO DO DIA
Mais uma de Mônaco, uma Mônaco bem diferente de hoje. Vamos ver quem mata o piloto (não literalmente), o carro, o ano, a curva… Foto enviada por Mácio Quixadá.
Mais uma de Mônaco, uma Mônaco bem diferente de hoje. Vamos ver quem mata o piloto (não literalmente), o carro, o ano, a curva… Foto enviada por Mácio Quixadá.
Na foto enviada pelo Humberto Corradi, de Mônaco em 1972, simplesmente não consigo identificar a curva. A Loews não é assim hoje em dia. É tão diferente que é difícil dizer que o local é o mesmo. Mistério total para este que vos bloga, embora seja difícil dizer que é outro lugar…
SÃO PAULO (Pacaembu hoje, ninguém merece) – Semana retrasada a gente lembrou aqui dos 25 anos do GP de Mônaco de 1984, chamando a atenção para um personagen pouco comentado daquela corrida, o alemão Stefan Bellof. Mas é inegável que a prova foi o “marco zero” da carreira de Ayrton Senna na F-1, e o 25º aniversário daquela tarde chuvosa no Principado é hoje, 3 de junho.
A partir deste vídeo acima, quem não viu poderá ver um bom resumo do GP, em seis partes. Vale a pena. A sexta parte é a melhor, com a aproximação alucinada de Senna a Prost.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: 1984, Mônaco, SennaSÃO PAULO (será que o modem funciona na estrada?) – Estou de saída para fazer matéria para o “Limite”, e hoje este blog estará, digamos, intermitente… Para começar, a coluna do Reginaldo Leme, que foi de Barcelona a Mônaco de carro e conta suas aventuras. É só clicar aqui, ler e comentar.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Grand Prix Tags: Barcelona, Mônaco
SÃO PAULO (por isso eu ficava em Menton) – Não é novidade nenhuma que os preços em Mônaco na semana do GP sobem à estratosfera. Mas o pessoal está exagerando neste ano, apesar da crise. No porto, para estacionar um bote (sem exagero; um barquinho, mesmo), o valor semanal é de US$ 30 mil. Para um iate que fique perto do paddock da F-1 tal valor decuplica.
E a mais recente vítima da ganância monegasca é Jackie Stewart. Há 40 anos ele ocupa a mesma suíte no Hotel de Paris, na Praça do Cassino — onde uma vez eu tive a curiosidade de entrar na garagem e contei 17 Ferraris. No ano passado, suas cinco noites de luxo e tranquilidade custaram a bagatela de US$ 40 mil. Mas, neste ano, o hotel lhe enviou um fax informando que houve um ligeiro aumento, e a conta ficará em US$ 75 mil. Isso dá US$ 15 mil por noite, sem contar o amendoim, o Toblerone e a Perrier do frigobar. E sem mandar cuecas para a lavanderia, também. Se quiser, lava no box. Do banheiro, não do circuito.
Stewart, que sempre arranja quem pague suas despesas, avisou seu patrocinador, o Royal Bank of Scotland — que anda mal das pernas, quase quebrou no ano passado. O RBS respondeu que não vai pagar essa bala toda e ofereceu outra alternativa a Sir Jackie.
Um Ibis em Nice, talvez?
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Hotel de Paris, Mônaco, StewartSÃO PAULO (nem tudo foram flores) - Mônaco, 1988. Senna ganhava a corrida com um ano de vantagem sobre Prost. Bateu na entrada do túnel, ficou puto e foi a pé para casa. Dizem que só apareceu na McLaren na semana seguinte. Não fui a essa corrida. Mas estava no fechamento do jornal, trabalhava na “Folha”. Meu editor na época, Nílson Camargo (hoje diretor de redação do jornal “Agora”), resolveu manchetar: “O barbeiro de Mônaco”.
Ayrton não dava muita bola para os jornais, ou pelo menos se esforçava para não demonstrar, embora lesse tudo, porque sua assessoria de imprensa fazia um “clipping” diário para ele. E quando leu a manchete, ficou puto de novo.
Não foi seu primeiro erro, nem o último em corridas que pareciam ganhas. Em 1988 ainda, deixou de vencer em Monza ao bater, no fim, num retardatário, Jean-Louis Schlesser. Não fosse essa derrota, a McLaren teria vencido todas as etapas daquela temporada. Em 1990, em Interlagos, acertou Satoru Nakajima no Bico de Pato.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Mônaco, Senna
SÃO PAULO (nossa cara) – Demais esta foto enviada pelo Humberto Corradi. É um mecânico da Copersucar em Mônaco, 1979. Não conheço o cara. Mas na F-1 toda afrescalhada de sempre, a presença de um mecânico negro nunca foi comum. Fico imaginando 30 anos atrás. Felizmente o mundo está mudando em algumas coisas.
O grande problema de Mônaco é encontrar vaga para estacionar. Por isso tenho evitado o Principado de carro. O melhor é ir de trem e ficar passeando a pé.
Mônaco, 1959, em foto enviada por Humberto Corradi.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Cars & girls Tags: BRM, Mônaco
SÃO PAULO (esse #69…) – Claro que você gosta de falar de futebol, e é claro em papo de botequim é sempre bom ter algum trunfo na manga. Para falar de uniformes, por exemplo. A camisa roxa do Timão, a verde-limão do Parmêra, a preta da Lusa by Cavallera… Homem adora falar sobre essas merdas.
Então segue a contribuição do Francisco Light a este blog, para que num desses papos você possa mostrar que sabe mais do que todo mundo. Light descobriu que o primeiro time que usou uniformes feitos pela Nike, uma marca que entrou tarde no futebol, foi o Monaco.
Como é que vivemos até hoje sem essa informação?
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Futebol, Ladaland Tags: Mônaco, Nike
SÃO PAULO (mais uma…) – Quem se mete a falar e escrever sobre F-1 no Brasil deve tomar alguns cuidados. Não criticar Ayrton Senna, por exemplo. É certeza de porrada por todos os lados. Ayrton, piloto excepcional e personagem enigmático, foi alçado à posição de santo informal por estas bandas do planeta, muito mais pela forma como morreu, uma espécie de mártir do esporte, do que por aquilo que fez nas pistas — proezas inacreditáveis, vitórias espetaculares, títulos inesquecíveis.
Tivesse seguido a carreira e passado pelos ciclos quase inevitáveis a qualquer esportista — a decadência técnica e o fim da linha, quando não se sabe bem a hora de parar, algo que acho que ele saberia escolher, porque não era bobo —, seria apenas um ídolo. Um grande ídolo, talvez o maior que o país já teve no esporte, mais até do que Pelé, porque Pelé não viveu seu auge numa era midiática como Ayrton e não teve uma emissora poderosa de TV a zelar por sua imagem, graças à amizade pessoal com a voz oficial das corridas (não é preciso insinuar nada aqui; Senna era muito amigo de Galvão Bueno, e isso resultava num viés indesejável das transmissões e coberturas da TV Globo que contrariava o bom jornalismo).
Ocorre que a idolatria a Senna, muitas vezes, passa dos limites. Vira devoção cega. Aí, não é só quem o critica que leva cacetada: basta não elogiá-lo, ou elogiar outros pilotos usando-o como parâmetro, mencionando seus feitos e procurando relativizá-los.
Aconteceu domingo por causa de Vettel. Escrevi que a vitória do alemãozinho em Monza foi um feito mais notável que o segundo lugar de Senna em Mônaco/1984, a corrida que o apresentou para o mundo. E mais notável também que a primeira vitória de Schumacher, de Benetton (equipe que já tinha vitórias no cartel), ou de Alonso, de Renault, ou de Fisichella, de Jordan.
Claro que as reações foram somente à comparação com Mônaco/1984. O tom chega a ser engraçado: “como ousa falar…”, “como tem coragem de dizer…”, “de onde você tirou que…”, “nunca alguém pode comparar nosso Ayrton com…”.
E aí, automaticamente, o elogio a Vettel vira uma crítica a Senna — o que é, evidentemente, um equívoco. A cegueira da devoção leva a isso.
Schumacher foi demonizado por uma parcela dos torcedores brasileiros de F-1 porque superou todos os recordes de Senna. “Ele não conseguiria se Ayrton estivesse vivo…”, “o alemão é um safado, sujo e imoral…”, “com a Ferrari, até eu…”, “a equipe o protegia…”, e por aí vai. O carimbo de inimigo da nação vai demorar a sair de sua testa, como demorou com Prost, piloto do mesmo nível, feito do mesmo material.
O crime maior era (é) dizer que Schumacher foi melhor que Senna. Como Schumacher parou de correr, tal discussão, felizmente, esfriou. Agora o santo nome de Ayrton é evocado de novo para que se trace um paralelo entre ele e este jovem e impetuoso Vettel. Coitado, deve se revirar no túmulo diante de tanta histeria. Senna era tímido, e se tem uma coisa que nunca precisou, foi de gente para defendê-lo. A lembrança daquela corrida de Mônaco é natural, foi um desempenho tão raro quando o do piloto da Toro Rosso, é obrigação de qualquer um que fala/escreve sobre F-1 lembrar daquele episódio tão marcante.
Mas não pode, aquela foi a maior performance de todos os tempos e ponto final. “Como ousa?”.
Uai, eu achei a do Vettel melhor. Posso?
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Mônaco, Monza, Senna, VettelSÃO PAULO (But the fool on the hill/Sees the sun going down/And the eyes in his head/See the world spinning’round) – Saudemos nosso baterista-mor, Andre Jung, que chega à 50ª coluna publicada no Grande Prêmio. A coluna Apex de hoje fornece uma visão bem equilibrada do que aconteceu em Mônaco.
Boa, Jung.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Colunas Apex Tags: MônacoSÃO PAULO (Counting the cars on the New Jersey Turnpike/They’ve all come to look for America/All come to look for America/All come to look for America) – Vendo a corrida de Mônaco domingo e a vibração dos mecânicos da Renault quando Fisichella passou Coulthard (aliás, lindíssima ultrapassagem, a mais bonita da corrida), tive a mesma sensação que o Galvão Bueno. Galvão conhece a vida de “meca”, afinal convive com eles por conta da profissão dos filhos Cacá e Popó.
E é exatamente o que ele disse: meca (sem aspas daqui em diante, odeio aspas) gosta de ver seu piloto barbarizar, esteja ele na posição que estiver. Se ganhar a corrida, ótimo. Mas se fizer apenas o que Fisico fez, está ótimo também.
Mecas gostam de corridas, e gostam dos carros que fazem para seus pilotos. E ai do piloto que não tratar bem do carro. Por tratar bem, não entenda voltar aos boxes com o bicho limpinho e alinhado. Não. Tratar bem é esgoelar o carro, é subir em zebra e fritar pneu, passar na grama, ralar o pára-lama, fazer qualquer coisa para andar mais rápido. Mais rápido do que pode, e mais rápido do que alguém mais na pista.
O prêmio de um meca é saber que seu carro aguenta, mesmo se for esgoelado por um piloto destemperado, saber que ele é veloz, é bravo e destemido. Fui eu que fiz, é o que pensa o meca, orgulhoso até a última mancha de graxa e óleo no macacão, when it comes back home.
O carro primeiro, o piloto depois. E um meca (lê-se méca) sabe quando um piloto é digno de seu aplauso e de sua admiração. É aquele que ataca, que não desiste nunca, que chega nos boxes com a asa quebrada, mas pedindo para voltar, é aquele que vê o carro pegando fogo no pitlane, mas não sai do cockpit, porque sabe que os mecas vão apagar, e ele vai lá e ganha a corrida, é Gilles, é Senna, é Schumacher. Por pilotos assim, um meca vira a noite, não come e não dorme, se entrega a um trabalho insano e invisível.
Invisível o cacete. Porque piloto que é piloto vê muito bem o que seu meca faz. E sabe retribuir o esforço e a dedicação. E piloto não precisa da aprovação de ninguém. Nem de chefe de equipe, nem de jornalista, nem de patrocinador, nem de outros pilotos, nem de dirigentes, nem de políticos, nem de engenheiro, nem de projetista, nem do pai, nem da mãe. Piloto precisa da aprovação do mecânico. Piloto corre procurando o mecânico na mureta. Piloto corre procurando o olho do mecânico na mureta, porque o olho do mecânico é que lhe diz se ele está fazendo o que tem de fazer, o que o mecânico espera que ele faça com seu carro.
Seu carro do mecânico, não do piloto.
Sábado passado vi que meus mecânicos ficaram felizes. Rafael e Magrão, os que me acompanham há quatro anos, que me olhavam com desconfiança no começo, com certa pena no meio, a época das quebras, com esperança depois, com muita alegria hoje.
Porque, afinal, estou tratando bem do carro deles. Vi isso nos seus olhos na mureta, na freada para o S do Senna.
PS: e vi também dois anos atrás…
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): #96, Superclassic, farnéis, F-1 Tags: mecânicos, MônacoSÃO PAULO (tolerância zero) – Mais alguns pitacos monegascos…
1) Trulli disse que, quando entrou colado em Rubens nos boxes, notou que ele não tinha apertado o limitador de velocidade. Um funcionário da Honda confirmou depois. Foi como na Malásia. Rubens precisa conversar com seus botões.
2) Kimi pegou fogo. Derreteu o chicote por superaquecimento num defletor sobre o escapamento. Tem coisas que só acontecem com a McLaren.
3) Christian Horner acreditava tanto num pódio da Red Bull que prometeu nadar pelado na piscina do motorhome montado no porto de Mônaco se a equipe levasse um troféu para casa. Nadou pelado.
Por fim, estou mais chocado com as reações de alguns blogueiros aos dois últimos posts do que ficou Schumacher com sua punição em Mônaco. É inacreditável a agressividade das pessoas, a falta de tolerância com opiniões divergentes, o tom das ofensas pessoais, para não mencionar o mau português que arranha meus sensíveis olhos azuis.
Confesso que o nível dessa gente me deprime. Nível em geral: de informação, de educação, e de escolaridade. Creio que não há muito a fazer. Eu poderia ficar apagando comentários, mas não tenho paciência para tanto. Tudo que posso esperar é uma depuração natural. Porque também não entendo como é que pode gente que pensa o que pensa de mim ficar o dia todo entrando neste blog para saber o que eu penso.
Choca-me, igualmente, o conhecimento que muitos têm da minha vida particular: levei um pé na bunda da Bandeirantes, tenho algum problema pessoal com Barrichello, não gostava do Senna porque ele não me dava entrevistas, não sou convidado para o Linha de Chegada porque não gosto do Reginaldo Leme… É, essa cultura “Caras” está contaminando o país. Caetano Veloso já dizia: vocês não estão entendendo nada. A constatação vale, 40 anos depois, para o uso que certas pessoas estão fazendo de seus computadores, modens e bandas largas.
De tudo, fica pelo menos a certeza de que a melhor coisa que fiz, em termos bloguísticos, foi não ter transformado isso aqui num blog específico de F-1.
Mas vamos tocando, com nossos carrinhos velhos, nossas corridinhas, nossas pensatas. Com um pedido bem singelo: gastem o tempo que vocês passam xingando os outros (não deve ser só comigo, claro) lendo um livro, por exemplo. Há livros muito bons. Aliás, todos melhores do que qualquer blog. Transformar sua vida num desperdício de tempo diante de um computador para esvaziar seu depósito virtual de ofensas é, digamos, uma existência bem pobrezinha.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: MônacoSÃO PAULO (mas ainda tem chão) – Como se esperava, o presente da FIA a Alonso foi bem aproveitado pelo espanhol. E ele finalmente venceu em Mônaco (até agora há pouco, não havia chegado sequer ao pódio).
Pitacos monegascos:
1) O pódio dos azarados, pela ordem, fica para Kimi, Webber e Trulli.
2) Coulthard de capa de Super-Homem recebendo a taça foi o máximo. Mas ele não usou o macacão imitando a roupa de trabalho de Clark Kent, como Klien. Quero ver o release da Red Bull hoje.
3) Schumacher fez um corridão. Mais umas duas voltas, e passaria Barrichello. Se fosse preciso, por cima dele, como sugeriu o brasileiro.
4) Rubens largaria em sétimo. Ganhou duas posições pelas punições a Schumacher e Fisichella. Largou em quinto. Lá ficou o tempo todo, até Kimi e Webber quebrarem. Foi a terceiro, voltou ao quinto por conta de um drive-through, e acabou em quarto porque Trulli quebrou. Resultado bom, mas muito menos brilhante do que as vozes do Brasil querem levar a patuléia a imaginar. Aliás, fiquei impressionado hoje. Ouvir transmissão da TV depois de 18 anos sem assistir a nenhuma tem sido muito elucidativo para mim.
5) Massa fez o que pôde. As posições de chegada dele e de Schumacher mostram bem as diferenças entre os dois.
6) Esticaram o hino espanhol, e aceleraram o ritmo. E no pódio, Briatore estava com cara de choro. Ele era bem amigo de Edouard Michelin.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: MônacoSÃO PAULO (lá vem malho) – Acho que pegaram pesado com o pobrecito do alemão. Claro que principalmente aqui no Brasil, especialmente entre os mais histéricos que sempre dizem que Schumacher bateu no Hill e no Villeneuve (e mais não dizem, porque mais não há), quase todo mundo vai achar que “mais uma vez ele provou que é um pilantra”, etc. e tal.
Bem, dispam-se de seus preconceitos (que vem a ser, o termo, conceitos pré-concebidos) e assistam, agora, ao vídeo inteiro da volta que Schumacher fazia. Ele vinha bem rápido, e de fato errou na Rascasse.
Quem já andou em Mônaco sabe que errar ali é coisa corriqueira. Seu carro saiu de frente, ele se esforçou para não bater, preocupação mais do que legítima. Depois tentou voltar, o carro morreu.
Corte rápido para a câmera on-board de Alonso. Sejam sinceros: ele faz a Rascasse na boa. O carro de Schumacher ali pode ter atrapalhado, claro, é melhor fazer a curva sem ninguém por perto, mas atrapalhou muito menos do que se está alardeando. Parado ali, corria o risco de levar uma porrada. Ninguém faz isso de propósito. Conheço Mônaco bem o bastante para saber que piloto algum se arrisca a se esconder atrás do muro da esquina sob o risco de ver outro enchendo sua bunda acelerando. Pode machucar e detonar o carro.
Quer saber? Pegaram o tedesco para cristo e deram o GP de bandeja para Alonso. A FIA, para não dar a impressão de que sempre protege a Ferrari e Michael, exagerou absurdamente na dose. Ninguém é santo na F-1, mas é óbvio que se Schumacher quisesse atrapalhar Alonso de alguma forma, não seria desse jeito bisonho, com 200 câmeras sobre ele, fingindo errar, para o mundo desabar sobre seus ombros.
Como disse o Villeneuve (embora com outro sentido), o cara tem sete títulos do mundo, não precisa disso.
Pronto, caiam de pau, sabichões. Mas não se esqueçam: nenhum de vocês estava dentro daquele carro e daquele capacete. Querer adivinhar as intenções de outras pessoas, a milhares de quilômetros de distância e numa situação pela qual nenhum de vocês já passou ou passará, num carro de F-1 em Monte Carlo, é apenas exercitar a capacidade de ter faniquitos.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Mônaco, SchumacherSÃO PAULO (dúvida, oh dúvida cruel) – E então? Schumacher parou de propósito ou não? Quebrou? Errou? Procurando manter o nível, digam o que acharam desse rocambole monegasco.
Ampliando a discussão, agora que a FIA mandou o alemão para o último lugar do grid chamando-o, na prática, de trapaceiro, aproveito para colocar o vídeo da suposta trapaça. Basta
clicar aqui, prestando atenção na desconfiança do cara que está narrando. Hum…, diria Paulo Francis.
SÃO PAULO (mas a previsão é de sol) – Já que tem corrida no Principado domingo, o Marco Próspero manda este videozinho legal de Mônaco em 1972, debaixo d’água.
O mais legal é o fotógrafo na calçada na largada. Como é que pode?
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: chuva, MônacoSÃO PAULO (treinar é tudo) – De interessante no primeiro dia de treinos em Monte Carlo, só o novo capacete de Barrichello, que decidiu correr com o casco do amigo Tony Kanaan.
Na pista, o de sempre: pilotos de testes andando na frente e Raikkonen com problemas mecânicos. Como diria Tim Maia, “motor fumou, acende o farol, acende o farol”. Não era bem isso, mas vá lá.
E deixa eu sair correndo que a TV me chamou para não sei o quê.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1 Tags: Barrichello, Kanaan, MônacoSÃO PAULO (fechando o dia) – Barraco encerrado por hoje com este vídeo gozadíssimo enviado pelo blogueiro Maximo.
E de fato é o máximo o que aconteceu nessa corrida da F-3000 em Mônaco. Eu estava lá e rolei de rir.
Vamos lá, quem é capaz de identificar os personagens e dizer quando foi que aconteceu?
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Automobilismo internacional, Vídeos Tags: F-3000, MônacoSÃO PAULO (dia primaveril) – Enquanto você come seu sanduíche integral diante do computador na hora do almoço, assista a este vídeo que me mandou o blogueiro Eduardo S.
Mônaco, 1992, últimas três ou quatro voltas da épica vitória de Senna diante do carro de outro planeta de Mansell. E quando digo épica, é porque de fato entrou para a história, e basta ver para entender.
São cinco minutos, imagem legal, narração impecável do Cléber Machado, que naquele ano substituiu o Galvão, que tinha saído para a Rede OM. Depois o Luiz Alfredo assumiu na segunda metade da temporada.
Grandes tempos, grande Ayrton. Eu estava nessa corrida. É das poucas coisas na vida de que me orgulho de dizer “eu estava lá”.
Apreciem sem moderação.
