18/03/2009 - 15:46
SÃO PAULO (começo a gostar) – Em tempos de discussão sobre as medalhas do Bernie, o blogueiro Jawad Zurba Rahman, da Al Qaeda, conta que o “Top Gear” já fez isso anos atrás, e deu a lógica. O vídeo está aqui e merece ser visto. Uma prova de que o Bernie está certo!
Este vídeo, aliás, já foi postado aqui séculos atrás. Mas sempre é bom assistir de novo.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Ladaland
Tags: Bernie, medalhas, Top Gear
01/12/2008 - 15:46
SÃO PAULO (vingará?) – Bernie Ecclestone insiste em “olimpizar” a F-1 e vai propor de verdade que o sistema de pontuação atual seja substituído por uma distribuição de medalhas como nos Jogos Olímpicos. Ouro para o vencedor, prata para o segundo colocado, bronze para o terceiro e batatas para os demais. Pior: pode ser que passe…
Fiz um rápido levantamento de como seria a classificação do Mundial deste ano, pelo “sistema Bernie de distribuição de medalhas”. Massa seria o campeão, Hamilton o vice e Raikkonen, o terceiro. Vejam:
1) Massa – 6 ouros, 2 pratas, 2 bronzes (10)
2) Hamilton – 5 ouros, 2 pratas, 3 bronzes (10)
3) Raikkonen – 2 ouros, 2 pratas, 5 bronzes (9)
4) Alonso – 2 ouros, 1 prata, 0 bronze (3)
5) Kubica – 1 ouro, 3 pratas, 3 bronzes (7)
6) Kovalainen – 1 ouro, 1 prata, 1 bronze (3)
7) Vettel – 1 ouro, 0 prata, 0 bronze (1)
8 ) Heidfeld – 0 ouro, 4 pratas, 0 bronze (4)
9) Rosberg – 0 ouro, 1 prata, 1 bronze (2)
10) Piquet e Glock – 0 ouro, 1 prata, 0 bronze (1)
12) Coulthard, Trulli e Barrichello – 0 ouro, 0 prata, 1 bronze (1)
E aí? Curtiram?
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): F-1
Tags: Bernie, medalhas
22/08/2008 - 13:25
PEQUIM (por hoje deu) – Hoje não sai mais medalha alguma por aqui. Para o Brasil, foi o dia mais fértil, com o ouro de Maurren Maggi (salto em distância), uma prata (Márcio & Fábio) e um bronze (Ricardo & Emanuel) no vôlei de praia e um bronze no futebol masculino (Dunga & demais anões). Quatro das 12 conquistadas pela delegação do COB — duas de ouro, três de prata, sete de bronze, que deixam o Brasil em 26º no quadro de medalhas, entre o Quênia, à frente, e a Dinamarca, atrás, e esse é nosso eterno dilema: adoraríamos ser uma Dinamarca, mas não conseguimos e vivemos flertando com a condição de Quênia sul-americano (grande besteira, mas a esta hora há de ser perdoada).
Pelo jeito, vêm mais dois ouros por aí, nos vôleis de quadra, já que ambas as equipes estão nas finais e jogando bem. Há uma chance, também, no taekwondo feminino, com Natália Falavigna amanhã — ela foi quarta colocada em Atenas, prata no Pan, campeã mundial em 2005, tem um bom currículo. E, talvez, algo na maratona, mas aí é difícil prever, em maratona e em jogo da Portuguesa, tudo pode acontecer.
Uma dúzia de medalhas. Com as duas garantidas no vôlei, no mínimo de prata, são 14, o que será o melhor resultado do Brasil, em total de medalhas, desde as 15 de Atlanta em 1996. Em ouros, porém, vai ser difícil superar os cinco de Atenas/2004.
No quadro geral, a China continua lavando a égua com 47 ouros, 17 pratas e 25 bronzes, totalizando 89. Os EUA têm 31 de ouro, 36 de prata e 35 de bronze (102 no total). A URSS, que vimos monitorando aqui desde o início, teria 123 se ainda existisse. Suas repúblicas somam até agora 29 de ouro, 35 de prata e 59 de bronze.
São 77 os países que estão levando medalhas para casa até agora. Na ponta de baixo da tabela, nove conseguiram apenas um bronze e estão felizes da vida. Entre eles, o mutilado Afeganistão (estou lendo um livro lindo sobre o país e por isso fico contente por eles) com Nikpai Rohullah, no taekwondo, o Egito (que é bom de pirâmide, mas péssimo de esporte) com Mesbah Hesham, no judô, Israel (que não tem tempo para isso) com Zubari Shahar, na vela, e a gloriosa República da Moldávia, que faturou sua medalhinha no boxe com Gojan Veaceslav.
Este post, para fechar o dia, é então dedicado aos “nanicos”, em especial a Rohullah (na foto ao lado e nas páginas dos jornais de Cabul), que conquistou para os afegãos sua primeira medalha olímpica.
Não é nada fácil conseguir as coisas por aqueles lados.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pequim 2008
Tags: Afeganistão, medalhas
21/08/2008 - 06:37
PEQUIM (acabando…) – Vamos ver… fim de tarde aqui, vocês devem estar tomando o café da manhã. Então, para lhes poupar a leitura dos jornais, saibam que na madrugada o Brasil ganhou uma medalha de prata, na vela, classe star, com Roberto Scheidt e Bruno Prada — que tem nome de bolsa, o cara já vem com patrocínio embutido.
A prata da “nossa vela” (como dirão os apresentadores de TV hoje) levou a delegação do COB à 35ª posição, neste instante, no quadro de medalhas. O Brasil está entre Turquia e Bulgária. Vamos ver se me lembro de cabeça: ouro na natação (Cielo), prata na vela e cinco bronzes, sendo três no judô (Tiago Camilo, Ketleyn Quadros e Leandro Guilheiro), um na natação (também do Cielo) e um na vela (as meninas da 470, Fernanda e Isabel). O bom de nascer em país fraco em esportes é que as medalhas a gente decora. Imagine se eu fosse australiano, por exemplo. Seriam 37 para lembrar. Até agora.
Assim, temos judô 3 x vela 2 x natação 2. São as modalidades que ganharam medalhas para o Brasil em Pequim. Restam duas chances no vôlei de praia masculino, já que há uma dupla na final e outra lutando pelo bronze (no feminino, as meninas perderam hoje na decisão do bronze), duas no futebol (o feminino decide o título hoje com os EUA e o masculino pega a Bélgica pelo bronze) e talvez duas no atletismo, no salto triplo com Jadel Gregório e no salto em distância com Maurren Maggi. Há quem acredite no revezamento 4 x 100 m, mas acho difícil.
O hipismo, juro que não estou acompanhando direito. Desde que disseram que aquele cavalo do Rodrigo Pessoa, cujo nome era muito complicado de pronunciar, “amarelou” numa competição, preferi deixar as coisas equestres para quem gosta de montaria. Pobre do cavalo. E, claro, tem os “vôleis de gente”, como um amigo chamou hoje o vôlei de quadra, com boas chances para as duas seleções, que são ótimas.
Garantidas mesmo, portanto, nove medalhas: as sete já conquistadas e duas nas finais do vôlei de praia e futebol feminino — no mínimo, prata. Pelas minhas contas, a delegação do COB deve fechar os Jogos com 14 ou 15 medalhas, mas não sei se será fácil igualar as cinco de ouro de 2004.
A vela, com a medalha de Scheidt e Prada hoje, chega a 16 conquistadas em todas as Olimpíadas. O judô faturou 15. O atletismo, 13. A vela tem também o brasileiro com a maior coleção de medalhas olímpicas, Torben Grael, ouro em 1996 e 2004, prata em 1984 e bronze em 1988 e 2000, o que faz deste o verdadeiro esporte nacional do Brasil, que futebol que nada!
No quadro geral, são 79 países medalhados, e foram distribuídas 221 de ouro, 222 de prata e 253 de bronze. No total, 696. A China segue liderando com 45 de ouro (81 no total), seguida pelos EUA com 27 douradinhas (83 no total).
Mas a líder de verdade no total é a URSS (a Rússia e as antigas repúblicas soviéticas), claro, com 108 medalhas conquistadas, sendo 26 de ouro, 32 de prata e 50 de bronze. Um show.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pequim 2008
Tags: Grael, medalhas, Prada, Scheidt, vela
19/08/2008 - 03:12
PEQUIM (céu azul de novo) - Depois de algum tempo num país, a gente começa a estabelecer pequenas rotinas. As pessoas não vivem sem rotinas, elas nos dão uma sensação de continuidade, de ordem nas coisas. É importante ter uma sequência ao levantar: escovar os dentes, passar um café, fazer uma torrada, tomar o banho, sair. Só assim se pode começar um dia decente.
Aqui, a minha inclui a leitura diária dos jornais na van que nos leva ao Parque Olímpico. Fico sabendo as novidades da cidade, da política, do esporte e das novelas.
E enquanto meu dia começa aqui, o seu termina aí — caso você esteja no Brasil, claro; outro dia descobri que este blog tem leitores até em Hong Kong e Cingapura, o que me fez lembrar imediatamente de Confúcio e sua clássica frase a Gah-Fang-Yotung quando de sua marcha para o norte, o fiel discípulo aterrorizado com a fama dos guardas da fronteira mongol. Ao notar o pavor nos olhos de Gah-Fang-Yotung, Confúcio foi tomado de grande inspiração, suspirou e declamou que “(…) nunca há razões para o medo entre povos de uma nação e outra, o mundo é uma aldeia global e, como filhos de Buda, somos todos irmãos”, e dizendo isso pegou o passaporte de seu embornal, abriu na quinta página, cheia de carimbos, e exclamou: “Puta merda, esquecemos de tirar o visto”.
Mas eu dizia que o dia acaba de um lado e começa do outro, e todo dia de manhã, depois do café, das torradas, do banho e dos jornais, faço um balanço medalhístico para saber a quantas anda a antiga URSS, e sempre descubro alguma coisa curiosa. Como, por exemplo, que…
…66 países já ganharam medalhas em Pequim entre os 204 que inscreveram delegações…
…no total, foram distribuídas 584 medalhas (186 de ouro, 187 de prata e 211 de bronze)…
…dos 66 “medalhados”, 21 países ganharam só uminha…
…Cuba e Bielo-Rússia, com 11 no total, estão atrás da Geórgia e da Etiópia, que têm apenas três, porque possuem menos ouros…
…só 16 países ganharam mais do que duas medalhas de ouro, e 17 ganharam apenas uma…
…o Brasil está em 38º no quadro de medalhas que usa o ouro como parâmetro de classificação, e em 22º quando considerado o total de medalhas conquistadas…
…China e EUA têm, juntos, 139 medalhas até agora, 23,8% do total…
…as repúblicas da antiga URSS somam 87 medalhas, sendo 18 de ouro, 27 de prata e 42 de bronze…
…e, por fim, como mostra a foto ao lado, do computador que traz todos os resultados e estatísticas e biografias e o diabo a quatro (por isso que nós, jornalistas, passamos sempre a impressão de que sabemos tudo…), o Comitê Olímpico Internacional não chama os países de “países”, mas sim de “NOCs”, Comitês Olímpicos Nacionais, e por isso suspeito que esta competição não acontece entre países diferentes, e sim entre comitês diferentes, que podem formar as equipes que bem entenderem, e é por isso que tem chinês jogando ping-pong pelo Congo e brasileiro defendendo a Geórgia no vôlei de praia, ninguém está nem aí.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pequim 2008
Tags: medalhas
16/08/2008 - 10:52
PEQUIM (vamos tentar) – São quase dez da noite por aqui e fui dar uma olhada no quadro de medalhas até agora. Ainda saem mais algumas hoje, mas nada que altere o conteúdo desta reflexão, que se eu não colocar no ar neste exato instante, não coloco mais, porque vou acabar esquecendo. Sempre sigo a filosofia chinesa, nessas horas. Confúcio, centenas de anos antes de Cristo, já ensinava ao seu fiel discípulo Gah-Fang-Yotong: “Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje, principalmente se tiveres um desejo incontrolável, porque amanhã pode ser feriado e vai estar tudo fechado”, e dizendo isso mandava o pobre Gah-Fang-Yotong à aldeia, longe pra cacete, para comprar pêssegos em calda.
China e EUA não têm mais concorrentes em Olimpíadas, são como Ferrari e McLaren, e vão lutar medalha a medalha até o final. Na classificação geral, está 52 x 45 para os americanos. No critério dos ouros, a China lidera: 27 x 16. A terceira colocada, no total de medalhas, é a Austrália com 25. Pelos critérios dourados, a Alemanha aparece em terceiro, oito ouros, 18 medalhas no total. É a BMW Sauber.
A China passou a competir em Olimpíadas apenas em 1984 e já em Los Angeles ficou em quarto, com 32 medalhas, 15 delas de ouro. Foi ano de boicote, a URSS não apareceu, o que fez da Romênia, vejam só, a vice-campeã. Os EUA passearam, com 174 medalhas no total (83 ouros). Os romenos fecharam os Jogos com 53, sendo 20 de ouro. Na Olimpíada anterior, em Moscou, quem boicotou foram os EUA. E a URSS, claro, ganhou fácil, com a Alemanha Oriental em segundo.
Eu curtia a Guerra Fria. A Alemanha Oriental sempre foi uma baita potência olímpica. Em 1976, em Montreal, ficou à frente dos EUA. O mesmo aconteceu em Seul/1988. Muitas de suas conquistas, porém, foram contestadas depois que caiu o Muro. Acusam a gloriosa DDR de abusar do doping. E quem não abusou? Talvez tenham abusado um pouquinho além da conta, mas por que tanto rigor, ora bolas?
Mas voltemos à China, porque o que quero dizer aqui é que aquele duelo entre URSS e EUA acabou, pela boa razão de que a URSS não existe mais, e por isso agora é a vez e a hora dos chineses. Por um bom tempo as Olimpíadas terão essas duas potências batendo de frente no esporte, porque grana faz muita diferença, e é na China e nos EUA que está o dinheiro. Ao resto dos filiados à ONU, sobrarão migalhas.
Só por curiosidade, somei as medalhas já conquistadas em Pequim pelas repúblicas que formavam a URSS. Até agora, seriam 58 no total: 12 de ouro, 18 de prata, 28 de bronze. Um bom resultado, sem dúvida, que colocaria essa URSS virtual em primeiro lugar no total de medalhas, mas apenas em terceiro quando se consideram os ouros como critério de classificação.
Ao final dos Jogos, me lembrem de fazer essa conta de novo, ok? Quanto ao Brasil, com o ouro de Cielo hoje o país passou à 27ª posição, com um ouro e e quatro bronzes. À frente de países cuja qualidade de vida é bem melhor, como Suíça, Finlândia, Suécia, Áustria e Dinamarca. Mas atrás de outros que não são lá grande coisa no cenário geopolítico (tem hífen?) internacional, como Ucrânia, Eslováquia, Geórgia, Zimbábue, Azerbaijão e Mongólia.
Vamos ver no final. Até hoje, a melhor participação brasileira em Olimpíadas, no total de medalhas, foi em 1996, em Atlanta: 15, sendo três de ouro, três de prata e nove de bronze. Em ouros, a melhor foi em Atenas/2004: cinco.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pequim 2008
Tags: China, DDR, EUA, medalhas, URSS
11/08/2008 - 08:38
PEQUIM (cacilds) – Uau, segunda medalha do dia, de novo no judô, de novo bronze, agora de Leandro Guilheiro. As academias amanhã vão ficar lotadas. Bem que falei para meus filhos fazerem judô. Um topou, o outro não. Deixa eu fazer as contas… Para 2012, em Londres, não vai dar. Em 2016 também será cedo, ainda. Assim que voltar começo o projeto 2020. Dependendo, claro, de onde for a Olimpíada de 2020. Precisa ser num lugar legal. Já pensou em Cabul-2020? Não vou.
Eu lutei judô na AABB do Rio até os 10 anos. Fui faixa verde e era bom, ágil e preciso nos golpes. Mas quando pegava os gordinhos, não conseguia derrubar nenhum. Eu era magro que nem pau de amarrar tripa. Aí encheu o saco e parei.
Guilheiro, 25 anos, prata no Pan do Rio, bronze em Atenas, é de Suzano, Grande São Paulo, onde só tem japonês e hortifrútis. Beleza pura. Na Grécia, já tinha conquistado a primeira medalha da delegação brasileira. Sei dessas coisas porque tem um guia muito bom aqui do lado; não me tomem por especialista em nada, please. No guia não diz se ele gosta de arroz e feijão com bife e fritas, mas deve gostar.
Boa, Leandro! Passamos a Argentina, a Bielo-Rússia e a Argélia no quadro de medalhas.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pequim 2008
Tags: bronze, judô, medalhas
09/08/2008 - 10:55
PEQUIM (nem tudo que reluz) – Uma das coisas boas desses megaeventos é que a gente ganha uma porção de livros que jamais compraria — eu, pelo menos. Um desses é um baita guia com a história dos Jogos Olímpicos em números, medalha por medalha, que faria a alegria do Mutley.
O compêndio é ótimo. Traz Olimpíada por Olimpíada, esporte por esporte, prova por prova, destaca atletas recordistas, é daqueles que transformam qualquer um em especialista.
E muitas curiosidades, também. Exemplo: 139 países, até hoje, ganharam medalhas nos Jogos. Alguns não existem mais, como a Alemanha Oriental, que até hoje é a oitava colocada no ranking com 153 de ouro, 129 de prata e 127 de bronze. Na disputa particular com outra nação extinta, a Alemanha Ocidental, a do Leste dá um banho. A Alemanha rica ganhou 56 de ouro, 67 de prata e 81 de bronze.
Os EUA lideram em tudo. Têm, no total, 2.177 medalhas — 891 de ouro, 687 de prata e 599 de bronze. A União Soviética é a segunda colocada com 1.017 no total. Grã-Bretanha (660), França (593) e Itália (495) completam o “top five”.
O Brasil aparece em 38º no ranking, com 17 ouros, 21 pratas e 38 bronzes, 76 no total. É engraçado que em algumas edições antigas, alguns países se inscreviam em duplas em certas modalidades. Austrália e Nova Zelândia, por exemplo, ou Grã-Bretanha e EUA. Os britânicos, aliás, foram mestres nisso. Fizeram duplas, igualmente, com Austrália, Alemanha, Boêmia (suponho que seja o que é hoje a República Checa), e teve também EUA-França, Suécia-Dinamarca, México-Espanha, uma zona federal.
No placar geral dos países vencedores de Olimpíadas, os EUA têm grande vantagem. Ficaram em primeiro lugar nos Jogos de Atenas/1896, Saint Louis/1904, Estocolmo/1912, Antuérpia/1920, Paris/1924, Amsterdã/1928, Los Angeles/1932, Londres/1948, Helsinque/1952, Tóquio/1964, México/1968, Los Angeles/1984, Atlanta/1996, Sydney/2000 e Atenas/2004.
A extinta União Soviética foi campeã em Melbourne/1956, Roma/1960, Munique/1972, Montreal/1976, Moscou/1980 e Seul/1988. Em Barcelona/1992, como a URSS tinha sido dissolvida e não deu tempo de formar delegações à parte para cada república, o ex-país disputou os Jogos como Comunidade dos Estados Independentes, e também ganhou.
França (Paris/1900), Grã-Bretanha (Londres/1908) e Alemanha (Berlim/1936) foram as outras nações vencedoras.
Entre os homens, o fundista finlandês Paavo Nurmi (1897-1973) é o atleta mais bem-sucedido da história. Ganhou nove medalhas de ouro e três de prata. Mark Spitz (natação) e Carl Lewis (atletismo) também ganharam nove ouros, mas no ranking geral perdem para Nurmi porque têm menos medalhas no total. Todos eles devem ser superados neste ano por Michael Phelps, que já tem seis ouros e pode chegar a 14 se vencer todas as provas que pretende ganhar nas piscinas de Pequim. Quatro ele leva, fácil. Com 15 no total (sete de ouro, cinco de prata e três de bronze nos Jogos de 1972, 1976 e 1980), o ginasta soviético Nikolai Andrianov é o maior colecionador de medalhas de todos os tempos.
Entre as mulheres, também é soviética a maior medalhista de todas: a ginasta Larissa Latynina, com 18 no total (nove de ouro, cinco de prata, quatro de bronze). Larissa, pelos números, é o maior nome de Olimpíadas em todos os tempos. Um fenômeno.
É isso aí. Podem perguntar que eu respondo. Virei especialista.
Autor: Flavio Gomes - Categoria(s): Pequim 2008
Tags: estatísticas, medalhas
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